Rato
Ratos não respeitam Igrejas, eles não tem fé, quando um rato é um rato de verdade, ele rói até o crucifixo do altar, pra eles a religião que vale é a dos ratos, a de Jesus Cristo é pra quem tem amor, tem dignidade, tem solidariedade, tem respeito pelo próximo.
Pode existir lógica, necessidade e razão para se abandonar um rato que já nasceu morto; mas não há qualquer beleza ou glória nisto.
Eu me apaixonei por um rato e ainda esperava que ele se tornasse um príncipe após o beijo.
Acorda, contos de fadas só nos livros.
Plataforma B (Move)
Deveras solto em um mar de sonhos.
Rato corre, corre sonhos.
Limpa, limpa, varre, varre...
Espera, espera, espera, espera...
Espera! Espera.
Cigarro acende, fumaça sobe.
Faz firula no ar
faz firula, falta o ar.
Música rasga o vento
olhares se entrecortam e silenciam.
Se entreolham e silenciam.
Espera...Varre...Limpa o chão.
Rato corre, corre o sonho.
Espera, espera, espera...Espera.
VIAS RUÍDAS
Se o rato vai roer, roa
o Rei, rema em roupa boa
e não se molha na garoa.
Se Roma, roeu os seus...
Com, dentadura e ditaduras, roeu
... Roeu cristãos e os hebreus.
Pelas ruas ruídas dessa vida
que todavia se vive poluída
tudo no mundo esta roendo
por mãos e vozes bandidas.
Antonio Montes
<Coca-Cola com veneno de rato e limão capeta>
Morri aos quinze anos de idade.
Não me lembro muito bem do motivo da minha morte na ocasião.
Na noite daquele fatídico domingo,
abraçado com a enorme dor que me consumia,
saltei umas dez vezes do cume mais escuro da minha existência.
Enquanto eu caía,
pude sentir as dores nas vozes gritadas
e o sofrimento nas distorções das guitarras insensíveis e frias
que ressoavam tristes enquanto vibravam e reverberavam
através dos meus fones de ouvido.
Os mesmos fones que me protegeram em vida
e que se espatifaram mudos na solidão do meu travesseiro,
na agonia da minha jornada de pesadelos madrugada adentro,
até o desembocar na segurança da manhã seguinte,
quando o sol veio me consolar.
De todas as dores sentidas à época, a de segunda-feira,
dia seguinte ao incidente, foi a mais dolorida.
Mais até do que a dor da véspera, em tom de despedida.
Pareceu-me a morte, pareceu-me que não pararia, pareceu, parecia...
Nada comparado às feridas de agora, é claro, nem à escuridão de ontem.
E pra minha infelicidade, duas décadas depois, o meu corpo ainda está em queda livre.
E a escuridão que me habitava as noites, jamais se fez luz, um diazinho sequer.
Pior... Agora dá expediente também durante o dia.
Hoje, faz vinte e um anos que morri pela primeira vez,
e desde a minha última partida, essa é a primeira vez que comemoro em vida.
Nas assembleias legislativas estaduais de hoje é preciso muito cuidado pra não levar rato por lebre.
A mídia pode ser usada de forma tão manipuladora que um rato dentro de uma garrafa pode desviar a atenção de maior prova da falência da justiça brasileira.
Um enorme elefante se assusta com um pequeno rato, disto percebo que não é tamanho do meu sonho que assusta as pessoas, mais aonde ele pode me levar
To enjoado de ver as pessoas falando em rato na coca cola!!!é incrível como coisas simples dão ibope no Brasil!!!cadê as manifestações vem pra rua que sumiram e os políticos do mensalão que estão fora da cadeia entre outras coisas que não deram tanto ibope ou que deveriam nunca sair do ibope ate termos resultado!!!!
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