Rádio
“O amor é como uma estação de rádio, uma frequência mágica no vasto espectro do coração humano. Assim como ao sintonizar um rádio, para apreciar o amor em sua plenitude, é preciso paciência e sensibilidade. Cada pessoa é como um dial único, e para encontrar a estação perfeita, você precisa girar o dial da vida, ajustando-o com cuidado. Às vezes, pode haver estática e interferência, mas a magia acontece quando você encontra a sintonia perfeita. O amor é como música, transmitindo alegria e harmonia, mas somente quando nas mãos de alguém que sabe sintonizá-lo com a mesma paixão e dedicação. Portanto, nunca desista de sintonizar, pois o amor está sempre no ar, esperando por aqueles com a paciência e a vontade de encontrá-lo.”
Uma mente depressiva é como um rádio sem sinal tentando acessar sua estação preferida... Você até pode ouvir um trecho da sua música, mas as interferências são maiores.
Mudra é como o
"dial do rádio".
Sintoniza uma
frequência
eletromagnética
com mais precisão,
através da imposição
das mãos e o toque
dos dedos.
Eleva o campo
áurico do ser..
Ah, se meus pensamentos pudessem ser captados como ondas de rádio ou sinais de celular! Muitos ficariam surpresos com tamanha criatividade, devaneios e, quem sabe, até conteúdos proibidos.
Universos paralelos, vidas inteligentes em outros mundos, cidades futuristas repletas de tecnologia pura... Pensamentos! Como é possível que um pedaço de massa cinzenta, com pouco mais de um quilo, seja capaz de gerar tanta imaginação? Como não acreditar na existência de algo superior? Como?
*A Reflexão sobre a Alma e a Reencarnação*
Pense em um rádio. Quando começamos a montá-lo, ele não está pronto para captar as ondas sonoras. É apenas um conjunto de peças desconectadas. No entanto, à medida que adicionamos os componentes, chega um momento em que, mesmo sem estar completamente terminado, o rádio já começa a captar essas ondas invisíveis. Embora não possamos ver essas ondas sonoras, sabemos que elas existem. Elas estão além da nossa capacidade de visão, mas são reais.
O mais fascinante é que, ao acrescentar componentes ao rádio, ele se torna capaz de captar uma variedade infinita de frequências. Isso nos permite ouvir diferentes estações, como se estivéssemos abrindo um mundo de possibilidades infinitas.
Agora, comparemos isso ao desenvolvimento de um ser humano dentro do útero materno. O corpo começa a se formar e, em determinado momento, capta a alma. Não podemos ver a alma, assim como não podemos ver as ondas sonoras, mas sabemos que ela está lá. A alma nos acompanha por toda a vida, influenciando nossas experiências e nos ajudando a captar os altos e baixos da existência, as diferentes "frequências" da nossa vida.
E o mais intrigante: quando o rádio quebra, sabemos que o que deixou de existir foi apenas o objeto físico. As ondas sonoras, porém, continuam a existir. Isso nos leva a uma pergunta profunda: quando um corpo humano deixa de funcionar, isso significa que a alma também deixa de existir? Ou será que apenas o corpo transmissor se foi?
Refletir sobre isso nos leva a considerar a possibilidade da reencarnação. Imagine um novo rádio sendo criado, capaz de captar a mesma frequência que o rádio anterior. Assim como o novo rádio continua a captar as ondas sonoras, talvez a alma continue a existir, encontrando um novo corpo para habitar. A reencarnação, assim, seria a alma encontrando um novo "rádio" para continuar sua jornada.
Ao refletirmos sobre essa comparação, podemos encontrar conforto e esperança na ideia de que a essência de quem somos não desaparece com a morte física. Assim como as ondas sonoras continuam a existir independentemente do rádio, a alma pode continuar sua jornada, carregando consigo as experiências e aprendizados de vidas passadas.
Pergunte a si mesmo: podemos realmente acreditar que tudo acaba com a morte? Ou será que a vida é um ciclo contínuo de aprendizado e crescimento, onde a alma, como as ondas sonoras, continua a existir e a se manifestar em novos corpos físicos?
Esta reflexão nos convida a ver a vida com novos olhos, a valorizar cada momento e a considerar a possibilidade de que nossa jornada é muito mais vasta e profunda do que podemos imaginar.
*Texto de Fabio Mozeika*
Nos últimos dias,
O rádio tem tocados canções bonitas
E meu coração tem escutado.
Nos últimos dias,
Sequer escrevi sobre minhas angústias
E me esqueci até de minha triste linguagem.
Nos últimos dias,
Ah... nos últimos dias,
Tenho estado tão inerte em contemplar o próprio tempo
Que deixei de me preocupar com os últimos dias.
SEMPRE VEM
A saudade do meu passado
Sem vaidades, nem tecnologia
Do lampião a gaz, do rádio de pilha
O que nunca faltava era alegria.
Saudades do amanhecer
Do cheiro de café coando
Do canto dos passarinhos
E do galo se adiantando.
Daquele cheiro de terra molhada
Dos passeios pela natureza
Chupar umbú no pé
Tudo era uma grandeza.
Sempre me pego nessa nostalgia
Não posso fugir de tão doce lembrança
Saudades do que não volta mais
Tempo bom de ser criança.
Irá Rodrigues.
E por falar em saudade
hoje cedo ouvi no radio uma canção parecida com a nossa e no intervalo alguém citou o seu lugar preferido.
Ouvi uma risada na rua que por segundos fez com que eu me lembrasse de você.
Depois, caminhei pela casa e pensei em te ligar.
Alguns segundos se passaram e lembrei os motivos pelo qual nós nos afastamos.
Percebi que toda aquela saudade não passava de uma ironia, porque ao seu lado eu também me encontrava em uma eterna abstinência sua.
Tem saudade que engana.
É carência disfarçada.
Fui fã do Zé Béttio e via-o, não somente como um extraordinário comunicador do rádio - ele foi a identidade do homem do campo, da fazenda, da roça, da zona rural ... E das cidades também. Ele foi uma voz inspiradora de anônimo - divertindo e alegrando os seus fãs - com boa música e informações relevantes; um craque semeador de vida.
O Rádio: O velhinho, com seus cabelos brancos e olhos cansados, segurava o velho rádio com carinho. Por muitos anos, aquele aparelho havia sido seu companheiro fiel, trazendo música e notícias para sua vida solitária. Mas, com o passar do tempo, o rádio havia parado de funcionar, silenciando as melodias que outrora enchiam seu coração de alegria.
Um dia, decidido a reviver aqueles momentos, o velhinho levou o rádio ao conserto. O técnico, com mãos habilidosas, conseguiu ressuscitar o velho aparelho. Quando o velhinho o ligou, a música começou a tocar, e ele foi transportado para um passado distante.
Com o rádio nas mãos, o velhinho começou a dançar pelas ruas, sorrindo de orelha a orelha. A música era uma valsa antiga, que ele lembrava de ouvir em sua juventude. Ele girava e rodopiava, sentindo-se jovem novamente.
As pessoas nas ruas paravam para olhar, surpresas com a alegria do velhinho. Alguns sorriam, outros aplaudiam, e alguns até começaram a dançar junto com ele. O velhinho não se importava com o que os outros pensavam; ele estava perdido na música e nas memórias.
Com o rádio apertado contra o peito, ele dançava como se estivesse em um sonho. A música parecia ter despertado uma parte dele que havia sido esquecida por anos. Ele sentia-se vivo, sentia-se feliz.
Quando a música acabou, o velhinho parou de dançar, sorrindo ainda. Ele olhou em volta, vendo as pessoas sorrindo para ele, e sentiu uma sensação de gratidão. Ele sabia que, por um momento, havia compartilhado sua alegria com os outros.
O velhinho voltou para casa, ainda segurando o rádio, e o colocou na mesa. Ele se sentou ao lado, olhando para o aparelho com carinho. Ele sabia que, enquanto o rádio funcionasse, ele teria música para dançar e memórias para reviver.
Lembranças de 1993
Uma bicicleta virada de rodas pra cima e um dínamo ligado a um pequeno rádio.
Era a música que fazia renascer em nós a esperança de que quando a guerra acabasse, voltaríamos de facto pra perto das nossas famílias e dar sequência a nossa adolescência roubada pela guerra.
As feridas provocadas pela fome, doíam no interior do estômago de cada guerreiro que embora pequeno, carregava nas veias a coragem para enfrentar a morte e vencer.
Os meninos bem como os adultos, precisam de esperança e Jacinto Tchipa, apontava o caminho que nos levava a sonhar com o colo das nossas mães que distantes, choravam as mortes de filhos vivos e esperavam por filhos que já não respeitavam.
Onde a fome cantava o soprano, contralto, tenor e baixo, Jacinto Tchipa cantava a esperança do regresso de um grande guerreiro à casa, sem muitas vezes saber que a sua mamãezinha já se não falava, não via, não respirava e muito menos podia ouvir Jacinto Tchipa cantar.
Silêncio no rádio
Estão escrevendo mais um poema de amor.
Perdão! Silêncio no rádio
Estão escrevendo mais um poema de dor.
É um poema tão quente
Que as vezes me faz muito calor
Ou um poema tão doloroso
Que as vezes causa muita dor
Silêncio no rádio
Não quero ser seu resplendor
Silêncio no rádio não quero mais essa dor
Silêncio no rádio
Perdão se meu tema é amor!
No lado do carona,
a térmica na mateira
Da erva úmida,
o cheiro do mate
No rádio alguma música
regional
A paisagem bela
A serra
Os morros
A terra
Diante dos olhos
nuvens se movem
sem rosto
Dirigindo,
penso em Deus
Sou parte do mundo;
Sou tão pequeno!
Ligo as luzes,
Já é noite.
A estrada é solitária
- Sempre foi -
Reflexos luminosos
indicam sereno da madrugada
Peço a um anjo
que me guie
A vida não tem parada
Já, já
surgirá um novo dia.
Te pedindo pra ficar
Na verdade esse som fiz pra tocar no seu rádio
Pra dizer que aqui é o seu lugar!
