Quietude
A verdade habita onde o silêncio se esconde, porque o tumulto jamais acolhe o sussurro. Por isso, é na quietude da alma que ocorrem as grandes conversações.
O progresso na vida é essencial, é como uma nota ascendente, mas também há beleza na pausa, como um silêncio que prepara o próximo acorde. Assim como a flor precisa do repouso da noite para desabrochar, nós também necessitamos de momentos de quietude para renovar nossas forças. É nesse intervalo, onde a alma encontra sua canção mais suave, que nos reabastecemos de sonhos e esperanças, prontos para seguir em frente sob o céu estrelado da existência.
O que realmente conta é o que fica quando tudo o mais se desfaz. As palavras dos outros, os títulos que nos dão, são sombras de um jogo que o tempo apaga sem esforço. No fim, o que sobra é o que sempre foi, aquela parte de nós que não se altera com as mudanças do mundo. E eu permaneço. Não sou moldado pelos nomes que me impõem, nem pelos olhares que me pesam. Sou aquilo que sou, e isso basta.
Não é teimosia manter-me assim. É antes uma certeza, uma verdade silenciosa que dispensa aplausos. Não preciso de aprovação, de ser mais ou parecer outro. Ser é o suficiente. Ser, sem procurar adornos, sem correr atrás de uma imagem que não me pertence, é a única coisa que faz sentido. O resto são máscaras que o vento leva, sem deixar rastro.
A constância em mim não é imobilidade. É uma firmeza tranquila, a tranquilidade de quem não se aflige com o que é transitório. O que sou já me basta, porque conheço a minha essência, e nada fora de mim a pode mudar. Nessa simplicidade, encontro liberdade. Não há pressa, não há necessidade de ser mais. Ser, só ser, já é uma plenitude. O que sou é completo por si só, sem precisar de artifícios, porque a maior liberdade é não precisar de nada para ser quem sou.
O que conta de verdade é o que permanece quando os rótulos se desfazem — e eu permaneço, igual, inalterado. Não preciso de nada além do que sou.
O que conta de verdade é o que permanece quando os rótulos se desfazem — e eu permaneço, igual a mim mesmo. A única certeza que tenho é a essência do que sou.
Ser, só ser, já é uma plenitude, porque a maior liberdade é não precisar de nada para ser quem sou.
A igreja deveria ser uma escola para ensinar a importância do silêncio e não do barulho. As grandes coisas da vida acontecem em silêncio.
Existem pessoas que são atores no grande palco da vida, enquanto outras são como reatores nucleares, prontas para explodir a qualquer momento. Mas, acima de tudo, existem aquelas, mais raras, que são motores, capazes de inspirar mudanças profundas na quietude de sua presença.
O silêncio pode ser uma forma de presença tão plena quanto as palavras. Não ter algo a dizer não implica vazio ou ausência; pelo contrário, pode ser um sinal de serenidade, de quem encontra na quietude o espaço para estar.
Vivemos numa era onde o ruído constante é quase obrigatório — opiniões, comentários, respostas imediatas. Mas o silêncio, por vezes, é a maior das respostas. Ele não é sinónimo de tristeza ou desconforto; pode ser a companhia de quem se sente confortável consigo mesmo, que não precisa preencher cada momento com palavras para existir.
Há também uma força no silêncio. Ele carrega o que as palavras não conseguem alcançar: a profundidade dos pensamentos, o peso das emoções, a verdade das pausas. Estar em silêncio é estar inteiro, permitir que o mundo se desenrole sem a necessidade de intervenção constante, e aceitar que nem tudo precisa ser dito, porque nem tudo pode ser traduzido.
Assim, o silêncio não é ausência, mas presença num outro tom.
CLASSIFICAÇÃO DA MENTE E DA CONSCIÊNCIA DA ALMA HUMANA
A Mente e a Consciência da Alma podem ser classificadas segundo vários critérios, todavia, aqui são apresentados alguns critérios mais gerais para fácil compreensão.
1. CLASSIFICAÇÃO DA MENTE
A Mente pode ser classificada quanto a globalidade, cultura geral e ofício.
Quanto a globalidade a Mente pode ser Global como no caso do hábito no futebol e redes sociais ou Local como no caso do hábito nos ritos de iniciação.
Quanto a cultura geral a Mente pode ser, por exemplo, Oriental como no caso dos costumes Asiáticos ou Ocidental como no caso dos costumes Europeus.
Quanto ao ofício a Mente pode ser, por exemplo, Subordinante como no caso das atitudes de um chefe ou Subordinada como no caso das atitudes de um empregado, Militar como no caso das atitudes de um policial ou Docente como no caso das atitudes de um professor ou Médica como no caso das atitudes de um enfermeiro.
2. CLASSIFICAÇÃO DA CONSCIÊNCIA
A Consciência pode ser classificada quanto a quietude, beneficência e espiritualidade.
Quanto a quietude a Consciência pode ser Quieta nas Almas que por natureza são tranquilas ou Irrequieta nas Almas que por natureza são inquietas.
Quanto a beneficência a Consciência pode ser Benéfica nas Almas tendentes ao bem ou Maléfica nas Almas tendentes ao mal.
Quanto a espiritualidade a Consciência pode ser Espiritual nas Almas espiritualistas ou Corporal nas Almas materialistas.
Duas Almas, podem ter mesma Mente e Consciência diferente ou podem ter mesma Consciência e Mente diferente!
Por exemplo, num casal em que ambos tem Mente Médica um cônjuge pode ter Consciência Quieta enquanto o outro Irrequieta, num casal em que ambos tem Consciência Irrequieta um pode ter Mente Militar enquanto o outro Mente Docente.
solidão
das companhias, a mais essencial
quietação
das atitudes, a mais racional
reflexão
dos remédios, o mais curável
abstração
das distrações, a mais indispensável
resignação
das virtudes, a mais sagaz
erudição
dos resultados, o mais eficaz
contemplação
das precauções, a mais benigna
flutuação
das transformações, a mais digna
experimentação
das tentativas, a mais sucedida
circunspecção
das prudências, a mais medida
percepção
das compreensões, a mais absorvível
auscultação
das urgências, a mais inadiável
A esperança está nos momentos simples, nas coisas simples, em pessoas simples. O meu sorriso se dispersa pelo mundo e aumenta ainda mais, com gratidão dos outros sorrisos.
"Os momentos são passageiros...ás vezes, sorrisos constantes, muitas vezes paramos no tempo, para relembrar dos momentos, que os nossos sorrisos pareciam ser infinitos.
A natureza é o respirar do mundo e o silêncio de corações humildes... de fato sim, eu respiro a vida e oro em silêncio por todos vocês.
Um momento de solitude
é bastente necessário,
fortalece e conforta a mente,
é como um banho de quietude
que purifica o espírito
e suas forças restabelece.
"...Tenho alguns saberes, que me fazem apreendedor.
Uma arquitetura de razões pronunciadas.
Das mais súbitas, como aquelas a se moldar na quietude,
Como as derradeiras, que se pungem na pele na alma..."
In Do Aprender
