Quieta
E se eu lhe pareço tão quieta não estranhe, não estou triste. Eu só estou um pouco mais aqui dentro.
Às vezes, quando eu to deitada, quieta, não escuto barulho nenhum, e eu tenho a impressão de que se eu continuar assim, um milagre vai acontecer e eu vou ser consertada, como se nunca tivesse sido quebrada e remontada; como se nunca tivesse saído da caixa.
Mas sempre quebra.
Sempre na mesma emenda.
Se tudo isso der errado, quero que meus filhos saibam que eu não sentei e fiquei quieta, eu fiz alguma coisa.
Eis o que eu faço quando estou pra baixo: eu fico bem quieta e parada e digo a mim mesma: “Todas as pessoas no mundo são tão infelizes e vazias quanto eu. Elas só fingem melhor.”
Às vezes sinto que se simplesmente ficasse observando o mundo, simplesmente ficasse quieta e deixasse o mundo existir, às vezes, juro que, por apenas um segundo, o tempo congela e o mundo para. Apenas por um segundo. E se de alguma forma fosse possível dar um jeito de viver naquele segundo, eu viveria para sempre.
Quando eu estou muito quieta, é porque não estou bem. Então quando eu disser pra você ir embora, não vá, fique.
Talvéz o amor da minha vida esteje bem perto de mim !
mais prefiro ficar quieta , si for pra ser, que sejá , aiin tudo que mais quero é você comigo seu besta, x
Um fato sobre mim: Não sei mentir, sabe fico insegura e se for pra mentir prefiro ficar quieta, manter o bom senso de ter apenas nada para declarar. Eu sou assim.
Minha forma de amar é quieta, mas profunda.
Não sou de gestos grandes, sou de alma entregue em silêncio.
Trago uma energia que se expressa no olhar, no toque e na calma.
O que temos é raro — não se mede em dinheiro nem se compra com o mundo. É raiz, é casa, é destino que se reconheceu.
Vivi muito e tenho a impressão de que achei o necessário para a felicidade. Uma vida quieta, solitária, em nosso rincão distante, com a possibilidade de fazer o bem às pessoas, o bem tão fácil de fazer por elas, que não estão acostumadas com isso; depois, o trabalho, um trabalho que aparentemente traz proveito; e ainda o repouso, a natureza, os livros, a música, o amor a alguém próximo – eis a minha felicidade, acima da qual nada sonhei.
Eu aprendi a ficar quieta, mesmo que meu mundo estivesse desmoronando. Eu aprendi a chorar quando as luzes se apagavam, e embaixo das minhas cobertas só eu poderia julgar minhas lágrimas, aprendi também que ninguém sabe o valor dos seus dias ou o valor do seu coração. Você não precisa de alguém que não quer estar do teu lado.
No terraço onde a noite respira lenta,
uma luz antiga pousa nos meus ombros.
É quieta, mas exige humildade e espaço.
Descubro então que o saber não chega como rajada,
e sim como essa brisa obediente
que só atravessa portas destrancadas.
A mente, quando dobra o orgulho,
abre um corredor de silêncio onde tudo cabe:
o erro, o acerto, o possível.
E, nesse intervalo limpo,
o fluxo da sabedoria encontra passagem,
faz do vazio um campo fértil,
e repousa ali, sem pressa,
como quem sempre soube o caminho.
Gosto de ficar quieta...
Gosto de olhar o vazio
Parada... olhando fixo.
Me agrada.
A quietude junto aos pensamentos
me traz serenidade.
Algo bom... Difícil explicar.
