Quero ser
Não quero ser semente,
Detestam a natureza pelo que vejo.
Como semente posso não renascer
Então vivo intensamente o que posso viver
Se vivo e por que ainda respiro
Então vivo, vibro e quebro...
Mas não sou vidro, sou vida!
Não quero ser a ‘pedra no seu sapato’, ou até mesmo; um obstáculo na sua vida…
Eu realmente não te mereço.
“O Infinito em Fragmentos”
Não quero ser um. Quero ser todos. Quero sentir como o místico sente Deus, como o pagão sente a carne, como o engenheiro sente a precisão dos números. Quero contradizer-me, porque na contradição habita a totalidade. Ser coerente é ser parcial. É escolher uma porta e fechar todas as outras. Eu quero atravessar todas as portas simultaneamente, mesmo que para isso precise me estilhaçar em mil pedaços.
Inventei-me vários. Não por loucura, mas por necessidade metafísica. Como poderia um só homem conter o universo? Como poderia uma só voz cantar todas as canções possíveis? Então fragmentei-me. Fiz de minha ausência de centro a minha obra-prima. Onde outros construíram identidades sólidas como fortalezas, eu construí um arquipélago de ilhas que nunca se tocam mas pertencem ao mesmo oceano.
Há aquele que nega o pensamento e vê apenas o que existe. Há o que exalta os deuses antigos e a beleza sensorial do mundo. Há o engenheiro das palavras, frio e preciso. Há o que escreve mensagens cifradas sobre ocultismo e hermetismo. E há eu, que não sou nenhum deles e sou todos ao mesmo tempo, o maestro invisível de uma orquestra onde cada músico toca uma partitura diferente.
Sentir tudo de todas as maneiras. Não é dispersão. É ambição máxima. É querer ser o universo experimentando a si mesmo. Cada emoção possível, cada pensamento concebível, cada filosofia imaginável - tudo isso precisa ser vivido, sentido, expresso. Não posso me limitar a ser católico ou ateu, monárquico ou republicano, clássico ou moderno. Preciso ser todos esses e seus opostos, porque a verdade não está em nenhum deles mas na soma impossível de todos.
Os outros escrevem o que sentem. Eu sinto o que escrevo. Ou melhor: invento quem sinta o que preciso expressar. É uma fraude? Talvez. Mas é a fraude mais honesta que existe. Porque reconhece que toda identidade é ficção, todo “eu” é personagem, toda coerência é máscara. Eu apenas tive a coragem de admitir que sou teatro, e de fazer desse teatro a minha verdade.
Não tenho biografia. Tenho bibliografias. Não tenho psicologia. Tenho dramaturgia. Minha vida não está nos fatos que vivi mas nas vidas que criei. Enquanto outros buscam encontrar-se, eu me perdi propositadamente em todas as direções possíveis. E nessa perda encontrei algo maior que qualquer identidade individual poderia oferecer.
A unidade do ser é uma prisão confortável. “Conheça-te a ti mesmo”, diziam os gregos. Mas e se não houver um “ti mesmo” para conhecer? E se formos apenas potência pura, possibilidade infinita que se trai cada vez que escolhe uma forma? Preferi não escolher. Ou melhor: escolhi todas as escolhas, habitei todas as possibilidades.
Minha ausência de identidade fixa não é falha. É método. É filosofia encarnada. É a prova viva de que podemos ser mais que nos permitem ser. Que podemos explodir os limites do eu e nos espalhar por todos os eus possíveis. Que podemos fazer da multiplicidade não uma doença, mas uma arte.
Serei lembrado? Talvez. Mas por quem? Pelo sensacionista? Pelo heteronímico? Pelo ortónimo melancólico? Por todos e por nenhum. Porque minha obra não é o que escrevi. Minha obra sou eu - ou melhor, a ausência de mim transformada em constelação de presenças.
Sentir tudo de todas as maneiras. Viver todas as vidas. Morrer todas as mortes. Ser nenhum para poder ser todos.
Esta é a única identidade que aceito: a de não ter nenhuma.
E assim me tornei múltiplo, para que na multiplicidade coubesse o universo inteiro.
Pessoa: o nome perfeito para quem escolheu ser todas as pessoas possíveis.
Quero ser um rio.
"Quero ser um rio, que flui sem parar
Sem diques ou barreiras, sem medo de errar
Minhas águas cristalinas, refletem a verdade
E meu coração, lateja com honestidade.
Quero ser um rio, que corre para o mar
Sem medo de se mostrar, sem medo de se dar
Minhas ondas sonoras, cantam uma melodia
De liberdade e amor, que ecoa na alma.
Quero ser um ser, que vive com paixão
Sem medo de sonhar, sem medo de criar
Minhas ideias fluem, como um rio sem fim
E meu espírito, se eleva, sem limites, sem confim.
Quero ser um rio, que flui com doçura
Regando as margens, com amor e ternura
Quero ser um ser, que vive com compaixão
E ajuda a outros, a encontrar a direção
Quero ser um rio, que flui com força
Superando obstáculos, sem perder a essência
Quero ser um ser, que vive com coragem
E enfrenta os desafios, com fé e sinceridade. Leila Boás 05/12/2025
Amor.
Quero ser amado porém não sei amar, me pergunto por quanto tempo sozinho irei ficar. Ver todos felizes faz doer a ferida que não quer se tornar cicatriz.
Ó sofrimento que me faz querer deixar tudo de lado, me abandone por favor, quero sentir que a vida é bela e não apenas sofrimento e dor.
Alguns bons amigos agora dizem que faço falta, porém em vida, nunca haviam me convidado para fazer nada!.
Aos meus irmãos, peço perdão por não ter sido alguém melhor, principalmente não ser presente .
Eu não quero palcos, não quero fama, não quero ser o Deus de ninguém, só quero ver você completa novamente.
Eros e psyque
Antiquado ou não, eu quero ser uma senhora idosa que se senta em uma varanda enquanto borda, e olha vez ou outra para o jardim.
Mamãe, quando eu crescer (...) quero ser um grande milionário socialista. De carrão chego mais rápido à revolução
Eu não quero ser reconhecido pelo mundo que eu sou alguém de oração eu quero ser reconhecido por Deus que sou alguém de oração.
Eu quero ser feito água, que encontra caminho no meio das pedras, que não fica estagnada, parada, esperando cair mais chuva do céu para se tornar grande.
Eu quero ser feito água, que é nascente, que é encontro, que é meio, mas nunca é fim.
Eu quero ter as forças das águas dentro de mim.
Nildinha Freitas.
Sonhos
Eu quero ser cantora,
artista,
escritora,
astronauta, cientista,
professora, psicóloga,
e tudo o que couber dentro de mim.
Mas o que mora no meu coração
é um medo silencioso:
e se nenhum desses sonhos acontecer?
Mesmo com um diploma nas mãos,
um papel dizendo “você conseguiu”,
talvez eu ainda não me sinta vencedora.
Talvez eu nunca me sinta suficiente.
E se ninguém gostar das minhas músicas?
Das minhas palavras?
Das cores que eu pinto para tentar respirar?
A lua me observa.
Ela conhece cada passo que dou,
cada queda,
cada recomeço em pedaços.
Ela vê quando eu sorrio para o mundo
e choro sozinha depois.
Nunca serei o suficiente —
ou pelo menos é isso que aprendi a acreditar.
Mas talvez…
talvez a vida não seja sobre ser suficiente,
e sim sobre continuar
mesmo se sentindo incompletaSonhos
Eu quero ser cantora,
artista,
escritora,
astronauta, cientista,
professora, psicóloga,
e tudo o que couber dentro de mim.
Mas o que mora no meu coração
é um medo silencioso:
e se nenhum desses sonhos acontecer?
Mesmo com um diploma nas mãos,
um papel dizendo “você conseguiu”,
talvez eu ainda não me sinta vencedora.
Talvez eu nunca me sinta suficiente.
E se ninguém gostar das minhas músicas?
Das minhas palavras?
Das cores que eu pinto para tentar respirar?
A lua me observa.
Ela conhece cada passo que dou,
cada queda,
cada recomeço em pedaços.
Ela vê quando eu sorrio para o mundo
e choro sozinha depois.
Nunca serei o suficiente —
ou pelo menos é isso que aprendi a acreditar.
Mas talvez…
talvez a vida não seja sobre ser suficiente,
e sim sobre continuar
mesmo se sentindo incompleta
Não quero ser como a mula, sem direção,
Que só anda à força, sem revelação.
Nem como o cavalo, bruto e sem freio,
Que só vai quando é puxado pelo arreio.
Quero Te seguir, Senhor, com entendimento,
Com coração manso e discernimento.
Não por medo, nem por pressão,
Mas por amor, com rendição.
Não quero ser como a mula, sem direção,
Que só anda à força, sem revelação.
Nem como o cavalo, bruto e sem freio,
Que só vai quando é puxado pelo arreio.
Quero Te seguir, Senhor, com entendimento,
Com coração manso e discernimento.
Não por medo, nem por pressão,
Mas por amor, com rendição.
"No próximo ano (ou em qualquer outro) quero ser mico de circo ou bicho de goiaba se uma, apenas uma, das minhas previsões não se confirmar. Tenho dito, disse e fica dito!"
Texto Meu No.1148
🤔
