Quero ser

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Eu quero ser a sua bainha para guardar a minha loucura;

Entre aquilo que sou e aquilo que quero ser existe uma distância chamada trabalho.

Resiliência


Quando crescer, quero ser como essa formiga…
Pequena no corpo, gigante na coragem.
Quero sair da zona de conforto, quebrar padrões,
enfrentar as dificuldades que eu mesma escolhi atravessar.


Ser chamada de louca
por não aceitar o raso, o fácil, o morno —
enquanto tantos preferem o comodismo,
mesmo morrendo um pouco a cada dia.


Vão desistindo dos sonhos,
deixando as expectativas pelo caminho,
com medo da morte…
sem perceber que respirar não é, necessariamente, estar vivo.


Quero ser como essa formiga,
porque o céu nunca foi o meu limite.
Aprendi que não existe sacrifício sem aprendizado,
nem queda que não ensine sobre altura.


E nem todos que estão à beira do abismo querem pular…
Às vezes, estão apenas em silêncio,
admirando o quanto precisaram escalar
para, enfim, sobreviver.

Ouço Tua voz ecoar no meu interior,
Tua Palavra é viva, é luz, é correção.
Não quero ser apenas mais um ouvinte, Senhor,
Que concorda com os lábios, mas nega com a ação.


Como um espelho que revela quem eu sou,
Tua verdade mostra o que preciso mudar.
Não me deixe esquecer o que em mim Tu tocou,
Ensina-me a viver o que aprendi ao Te escutar.


Eu quero viver o que eu prego,
Ser a Palavra em movimento.
Não só ouvir, mas obedecer,
Que minha fé tenha vida em cada passo que eu der.
Eu não quero me enganar,
Quero a verdade em mim reinar.


Guarda a minha boca, purifica o meu falar,
Que minhas palavras reflitam o Teu amor.
Que minha religião seja vida no agir,
E não aparência sem temor.
Transforma-me por inteiro, Senhor.

“O Infinito em Fragmentos”




Não quero ser um. Quero ser todos. Quero sentir como o místico sente Deus, como o pagão sente a carne, como o engenheiro sente a precisão dos números. Quero contradizer-me, porque na contradição habita a totalidade. Ser coerente é ser parcial. É escolher uma porta e fechar todas as outras. Eu quero atravessar todas as portas simultaneamente, mesmo que para isso precise me estilhaçar em mil pedaços.

Inventei-me vários. Não por loucura, mas por necessidade metafísica. Como poderia um só homem conter o universo? Como poderia uma só voz cantar todas as canções possíveis? Então fragmentei-me. Fiz de minha ausência de centro a minha obra-prima. Onde outros construíram identidades sólidas como fortalezas, eu construí um arquipélago de ilhas que nunca se tocam mas pertencem ao mesmo oceano.

Há aquele que nega o pensamento e vê apenas o que existe. Há o que exalta os deuses antigos e a beleza sensorial do mundo. Há o engenheiro das palavras, frio e preciso. Há o que escreve mensagens cifradas sobre ocultismo e hermetismo. E há eu, que não sou nenhum deles e sou todos ao mesmo tempo, o maestro invisível de uma orquestra onde cada músico toca uma partitura diferente.

Sentir tudo de todas as maneiras. Não é dispersão. É ambição máxima. É querer ser o universo experimentando a si mesmo. Cada emoção possível, cada pensamento concebível, cada filosofia imaginável - tudo isso precisa ser vivido, sentido, expresso. Não posso me limitar a ser católico ou ateu, monárquico ou republicano, clássico ou moderno. Preciso ser todos esses e seus opostos, porque a verdade não está em nenhum deles mas na soma impossível de todos.

Os outros escrevem o que sentem. Eu sinto o que escrevo. Ou melhor: invento quem sinta o que preciso expressar. É uma fraude? Talvez. Mas é a fraude mais honesta que existe. Porque reconhece que toda identidade é ficção, todo “eu” é personagem, toda coerência é máscara. Eu apenas tive a coragem de admitir que sou teatro, e de fazer desse teatro a minha verdade.

Não tenho biografia. Tenho bibliografias. Não tenho psicologia. Tenho dramaturgia. Minha vida não está nos fatos que vivi mas nas vidas que criei. Enquanto outros buscam encontrar-se, eu me perdi propositadamente em todas as direções possíveis. E nessa perda encontrei algo maior que qualquer identidade individual poderia oferecer.

A unidade do ser é uma prisão confortável. “Conheça-te a ti mesmo”, diziam os gregos. Mas e se não houver um “ti mesmo” para conhecer? E se formos apenas potência pura, possibilidade infinita que se trai cada vez que escolhe uma forma? Preferi não escolher. Ou melhor: escolhi todas as escolhas, habitei todas as possibilidades.

Minha ausência de identidade fixa não é falha. É método. É filosofia encarnada. É a prova viva de que podemos ser mais que nos permitem ser. Que podemos explodir os limites do eu e nos espalhar por todos os eus possíveis. Que podemos fazer da multiplicidade não uma doença, mas uma arte.

Serei lembrado? Talvez. Mas por quem? Pelo sensacionista? Pelo heteronímico? Pelo ortónimo melancólico? Por todos e por nenhum. Porque minha obra não é o que escrevi. Minha obra sou eu - ou melhor, a ausência de mim transformada em constelação de presenças.

Sentir tudo de todas as maneiras. Viver todas as vidas. Morrer todas as mortes. Ser nenhum para poder ser todos.

Esta é a única identidade que aceito: a de não ter nenhuma.

E assim me tornei múltiplo, para que na multiplicidade coubesse o universo inteiro.

Pessoa: o nome perfeito para quem escolheu ser todas as pessoas possíveis.

Não quero competir com ninguém, não quero ser igual a ninguém, muito menos almejar ou invejar suas conquistas, quero apenas dançar, tomar alguns vinhos, dar boas risadas e gastar o resto de tempo que ainda resta em minha carteira.

Quero ser difundida na densidade do seu olhar
E ser abduzida pelo seus beijos
Amo te tanto meu amor
Que mesmo quando não te vejo
Ou não te encosto
Te sinto ao meu lado
Como quem quer tudo
E hajo como quem quer
Vontade sobe
E o desejo transborda
Dentro de mim
Para fora
Fora da orbita
Por que pelo que ouço
Me derreto
Como Mantega na panela
Como se fosse deus
Te adoro
Como se fosse Cazuza
Te venero
E sou exagerada mesmo
Como quem ama
E não quer mais ir embora
Cuide de mim
Como cuido de você
Abaixe o volume
E escute minha voz
Prometo dizer so as coisas de meu coração
Memes engraçados
E textos longos
Com diversos significados
Pisco de novo
Com os olhos
Cheios de lágrimas
Com medo de te perder
As vezes te sinto
Sempre que possível
Te beijo
E me faço presença
Na sua vida
Escrevo poesias
Grandes
Poemas pequenos
Sexos longos
Ou ao menos tenho intenção
De te sentir dentro de mim
Gosto do jeito que somos um
Mesmo sendo tão diferentes
Te olho de novo
Pela 4° vez na noite
Quem mandou dormir primeiro
Oh meu bem
Talvez seja realmente louca
E talvez vc desperte mais ainda esse lado
Sem medo eu sou
Quem eu nasci pra ser
Sem medo
Ou receio
Te vejo de novo
Dessa vez brincando com os cachorros
E alego sentir inveja
De eles terem tanto do seu amor
Te amo meu bem
Sempre
Como se vivêssemos em outro mundo
Como se já te amasse a séculos
apago e te faço mágico
Tirando o amor da cartola

Pra fora o mundo; pra dentro, Deus:
Não quero ser escravo daquilo que não vem dos Céus.

Não quero ser o seu dono e nem o seu escravo: eu quero ser o seu par, caminhando lado a lado sem que ninguém precise ditar o passo.

⁠Quero ser atingido
pelo o teu olhar profundo e sincero, saborear a tua boca macia
com beijos intensos,
fazer parte da tua alegria
partilhando de prazerosos momentos repletos de euforia,
ignorando os tormentos,
focando no melhor dos nossos dias.

⁠Quero que os teus pensamentos me abracem,
quero ser digno dos teus sentimentos,
que meus dias não se acabem
sem que, em alguma momento,
eu possa conquistar-te.

"Passado, não me atormente eu não estou mais aí...
Presente, eu estou aqui e quero ser feliz!
Futuro, me aguarde..."
Haredita Angel
06.10.25

"Sempre que você falar mal de mim,
por favor reze por mim também.
Pois, eu quero ser perfeita que nem você!"
Haredita Angel
07.01.23

"Quero ser o que realmente sou;
- um ser de luz"
Haredita Angel
21.10.13

Por onde eu for
quero ser
pétalas de poesia...
✍©️@Miriam Da Costa

"Deus e suas delicadezas,o lírio floriu,deixando escapar sua beleza,assim quero ser eu,deixar coisas bonitas no caminho das pessoas que cruzar."

Quero ser um eterno aprendiz que muitos nem notam, confuso com as perguntas, mergulhado nas respostas.

Eu não quero ser lembrada quando for tarde. Quero ser escolhida enquanto ainda estou aqui.

E eu não quero ser o amor que alguém sente,
mas não consegue escolher.

Eu não quero ser o furo em quem me estende a mão.