Querer bem e uma Prece que se Reza por Alguem

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⁠Entre
ser ameaçado
com uma arma
ou com uma bíblia, prefiro a primeira.


A arma, pelo menos, não costuma fingir que está salvando a minha alma enquanto aponta para a minha liberdade.


Seu recado é brutal, mas relativamente honesto: faça o que eu quero ou sofra as consequências.


Não há necessidade de transformar a violência em virtude, nem a obediência em iluminação.


A ameaça feita a pretexto da fé é mais sofisticada.


Ela pode vir acompanhada de amor, preocupação, bons costumes, salvação, família, moral e até da promessa de que tudo aquilo é para o seu próprio bem.


O perigo está justamente aí: quando a coerção aprende a falar a linguagem da virtude, torna-se muito mais difícil reconhecê-la.


Não é a Bíblia que me assusta.


Livros não ameaçam ninguém.


Tampouco é a fé, quando vivida como escolha íntima, que merece desconfiança.


O que assusta é o ser humano que transforma sua interpretação da fé em instrumento para controlar a consciência alheia.


São os que a usam para se esconderem, aparecerem e se promoverem.


Uma arma pode ferir o corpo.


Uma certeza absoluta, quando colocada nas mãos de quem acredita ter autoridade sobre a alma dos outros, pode ferir muito mais profundamente: pode ensinar alguém a sentir culpa até por pensar por conta própria, vergonha por discordar e medo por simplesmente ser livre.


Talvez por isso a primeira ameaça seja, paradoxalmente, muito mais fácil de enfrentar.


Diante de uma arma, sabemos que existe violência.


Diante de uma ameaça revestida de santidade, ainda precisamos atravessar a névoa das boas intenções para perceber que, por trás das palavras doces, continua existindo uma ganância de poder.


E toda vez que alguém precisa subir o tom para provar que está certo, talvez o problema não esteja na falta de fé de quem escuta, mas na fragilidade da verdade de quem fala.

⁠Não
fique querendo dar conta de tudo, a ponto de não dar conta de você.


Há uma hora em que a gente precisa entender que ser forte também é saber parar.


Que responsabilidade não pode significar abandono de si mesmo.


E que não existe vitória em conseguir sustentar o mundo inteiro enquanto, por dentro, você desaba em silêncio.


A gente se acostuma a dizer “eu dou conta”, mesmo quando o corpo pede descanso, a mente pede silêncio e o coração pede colo.


Vai acumulando tarefas, problemas, expectativas e responsabilidades, como se admitir cansaço fosse sinal de fraqueza.


Mas definitivamente não é.


Você não precisa estar disponível o tempo todo.


Não precisa resolver tudo.


Nem precisa carregar sozinho aquilo que poderia ser dividido.


E, principalmente, não precisa se colocar sempre por último para provar que se importa com os outros.


Porque também é preciso cuidar de quem cuida.


Escutar quem sempre escuta.


Abraçar quem vive abraçando.


Perguntar “como você está?” para aquela pessoa que costuma responder “está tudo bem” antes mesmo de alguém perguntar.


Às vezes, a vida não está pedindo que você faça mais…


Está pedindo que você respire, desacelere e perceba que, enquanto tentava dar conta de tudo, talvez estivesse deixando de dar conta justamente daquilo que mais importa: você.


Então, se hoje estiver pesado demais, permita-se diminuir o ritmo.


Peça ajuda.


Diga não.


Descanse sem culpa.


Recomece quando puder.


Porque você não nasceu para ser uma máquina de resolver problemas.


Você também merece ser cuidado.


Se cuida!

⁠Que ligação?


Meu
telefone
só recebe Pix.


Talvez essa seja uma das frases mais sinceras dos nossos tempos.


O telefone, que um dia serviu para aproximar pessoas, ouvir a voz de quem estava do outro lado e perguntar, simplesmente, “como vai você?”, hoje parece ter adquirido uma nova função: lembrar que tudo tem preço.


Já não esperamos tanto por uma ligação de alguém que sente saudade.


Esperamos o aviso de transferência.


Não perguntamos “você chegou bem?”.


Perguntamos: “Caiu na conta?”.


E, entre uma notificação e outra, vamos confundindo presença com pagamento, afeto com conveniência e amizade com utilidade.


O problema não é o Pix.


Até então, ele é uma das sete maravilhas do país, quiçá do mundo.


O problema é quando ele passa a ser a única linguagem que ainda entendemos.


Vivemos conectados a milhares de pessoas e, paradoxalmente, cada vez mais distantes delas.


Temos aplicativos para conversar…


Chamadas de vídeo, mensagens instantâneas, redes sociais e toda sorte de tecnologia necessária para diminuir distâncias.


Mas, às vezes, falta justamente aquilo que nenhuma tecnologia consegue transferir: tempo, atenção, escuta e afeto.


Talvez o telefone continue recebendo ligações.


Nós é que desaprendemos a atendê-las.


E talvez seja hora de perguntar, antes de olhar para a tela: quem está tentando falar comigo — e por que eu só me lembro de ouvir quando há alguma coisa para receber?

⁠Bastou a Igreja se deitar com a Política para parir uma das maiores aberrações: a Manipulação da Fé Religiosa.


Quando a fé deixa de ser caminho de transcendência e passa a servir de instrumento de poder, algo essencial se perde.


O sagrado, que deveria libertar consciências, começa a aprisioná-las.


A palavra que deveria consolar passa a intimidar; a esperança que deveria acolher transforma-se em moeda de troca; e Deus, que não precisa de palanques, acaba sendo convocado para discursos eleitorais.


O problema não está na presença do religioso na política, nem no direito de cada pessoa defender suas convicções.


O problema começa quando a crença alheia é transformada em território de disputa, quando o medo do inferno é usado para produzir obediência e quando a promessa de bênçãos é apresentada como recompensa por determinada escolha política.


É assim que a Fé pode ser sequestrada sem que seus próprios fiéis percebam.


Primeiro, ensina-se que questionar o líder é questionar a própria verdade.


Depois, que discordar politicamente é uma espécie de traição moral.


Por fim, cria-se uma perigosa confusão entre defender Deus e defender um grupo, um partido, um candidato ou um projeto de poder.


E talvez essa seja uma das formas mais sofisticadas de manipulação: não obrigar ninguém a acreditar, mas fazer com que a pessoa acredite que está pensando por Deus quando, na verdade, alguém está pensando por ela.


A Religião deveria formar consciências, não rebanhos eleitorais.


Deveria ensinar discernimento, não obediência cega.


Deveria lembrar ao ser humano que nenhum governante é eterno, nenhum partido é sagrado e nenhuma autoridade política merece a devoção que pertence exclusivamente àquele que cada um considera divino.


Porque, quando o altar vira palanque, o fiel deixa de ser apenas alguém que crê: passa a ser alguém que pode ser conduzido pela sua própria crença.


E talvez seja justamente aí que precisamos recuperar uma pergunta muito incômoda: quando alguém usa a nossa fé para dizer em quem devemos votar, está defendendo a nossa Liberdade Religiosa ou apenas descobriu uma maneira eficiente de controlar nossas escolhas?


A Fé é poderosa demais para ser entregue nas mãos de quem deseja transformar consciência em instrumento de poder.


Toda e qualquer forma de manipulação é nojenta, mas nenhuma é tão sórdida quanto a Religiosa.

Normalmente, quem precisa subir o tom para sustentar uma ideia não tem ideia alguma para sustentar.

Quem já chega subindo o tom, para mim, é pura perda de tempo.

Há uma diferença enorme entre ter convicção e fazer barulho.

A convicção se apoia em argumentos; o barulho, muitas vezes, tenta escondê-los.

Quem realmente sabe o que pensa não precisa transformar a conversa em disputa de volume, porque entende que uma ideia não se torna mais verdadeira só porque foi dita aos berros.

Gritar pode até intimidar, mas muito raramente convence.

Pode calar alguém por alguns segundos, mas não muda uma consciência.

E, quando a intenção é apenas vencer a discussão, qualquer argumento parece servir — inclusive a agressividade.

Prefiro a firmeza que não precisa de espetáculo.

A palavra dita com serenidade, mas sustentada por razão, experiência e coerência, costuma ter muito mais força do que a voz que se eleva para compensar a fragilidade do que está sendo dito.

Aprendi que não preciso falar mais alto para ser ouvido.

Preciso apenas ter algo que valha a pena ser escutado.

Porque, no fim, quem tem razão não precisa gritar para parecer certo; e quem não tem argumentos pode até aumentar o volume, mas não aumenta a verdade.

⁠Só uma mente muito educada é capaz de compreender um pensamento diferente do seu sem precisar aceitá-lo ou demonizá-lo.


Vivemos tempos em que discordar parece ter se tornado uma ofensa pessoal.


Muitas vezes, já não ouvimos para compreender; ouvimos apenas para encontrar uma brecha que nos permita responder.


Confundimos diálogo com disputa e opinião com verdade absoluta.


Compreender um pensamento diferente não significa abandonar nossas convicções, tampouco concordar com aquilo que pensamos ser errado.


Significa reconhecer que o outro também possui uma história, experiências, referências e razões que o conduziram até determinada maneira de enxergar o mundo.


Há uma grande diferença entre dizer “eu penso diferente” e afirmar “você não pode pensar assim”.


A primeira frase revela consciência; a segunda, frequentemente, revela apenas a dificuldade de conviver com a diversidade de ideias.


Uma mente verdadeiramente madura não precisa transformar toda conversa em uma batalha.


Ela consegue escutar sem se sentir ameaçada, questionar sem humilhar e discordar sem desrespeitar.


Sabe que mudar de opinião quando encontra novos argumentos não é sinal de fraqueza, assim como permanecer firme diante de argumentos contrários não precisa ser sinônimo de arrogância.


Talvez a verdadeira inteligência não esteja em convencer todos a pensar como nós, mas em desenvolver a capacidade de transitar por pensamentos diferentes sem perder a própria identidade.


Afinal, uma sociedade em que todos pensam exatamente da mesma maneira pode até parecer harmoniosa, mas dificilmente será uma sociedade livre.


Pensar diferente é um direito.


Ouvir o diferente é maturidade.


Compreendê-lo é educação.


E respeitá-lo, mesmo sem aceitá-lo, talvez seja uma das mais belas formas de inteligência.

Com tantos Apaixonados disputando uma Eleição, só um eleitorado igualmente Apaixonado para suportar tanta confusão.


Talvez o maior espetáculo de uma eleição não esteja nos palanques, nos discursos inflamados ou nas promessas meticulosamente embaladas para conquistar votos.


Está quase sempre no modo como nós, eleitores, transformamos políticos em personagens de uma paixão quase pessoal.


De repente, discordar de um candidato passa a ser interpretado como ofensa a quem o apoia.


Questionar uma proposta parece traição.


Admitir um acerto do adversário soa como fraqueza.


E, assim, a política deixa de ser um espaço de ideias para se transformar em uma disputa de identidades, afetos e certezas fabricadas.


O problema é que paixão, quando ocupa o lugar da reflexão, nos faz enxergar apenas aquilo que confirma o nosso viés.


O candidato de nossa preferência ganha justificativas para seus erros; o adversário, condenações até para seus acertos.


E talvez seja justamente aí que esteja a maior confusão: não são apenas os candidatos que disputam uma eleição.


Nós também disputamos narrativas, brigamos por versões variadas da realidade e, muitas vezes, esquecemos que nenhum político merece de nós uma devoção que deveria ser reservada aos nossos próprios princípios.


Eleição não deveria exigir apaixonados.


Deveria exigir cidadãos atentos.


Porque políticos passam, mandatos terminam, partidos mudam e promessas se perdem no tempo.


O que permanece é a responsabilidade de cada eleitor pelas escolhas que faz — e, principalmente, pela capacidade de continuar pensando depois que a paixão termina.


No fim, talvez a pergunta mais importante não seja “de que lado você está?”, mas “o que você consegue enxergar quando deixa o seu lado de fora por alguns instantes?”


Talvez seja nesse ínterim entre a paixão e a reflexão que comece, de fato, a Liberdade de Escolher.

⁠A Miséria Intelectual é uma das maiores e mais ignoradas Feridas Abertas de um povo que abraça Soluções Simplistas para quase tudo.


Talvez porque seja mais confortável acreditar em respostas prontas do que enfrentar a complexidade das perguntas.


Pensar dá muito trabalho…


Exige dúvida, leitura, comparação, disposição para rever certezas e, sobretudo, a Humildade Intelectual para admitir que podemos estar errados.


A Miséria Intelectual não se manifesta apenas na falta de conhecimento.


Ela aparece, principalmente, na recusa em conhecer.


Está no indivíduo que transforma opinião em verdade absoluta, no cidadão que compartilha antes de compreender, no discurso que reduz problemas históricos a culpados convenientes e na certeza de quem nunca se deu ao trabalho de investigar.


Vivemos tempos sombrios nos quais a velocidade da informação atropela frequentemente a profundidade do pensamento.


Opiniões são produzidas em segundos, indignações são distribuídas em massa e argumentos complexos são maldosa e propositalmente comprimidos em frases de efeito.


Quanto mais difícil é compreender determinado problema, maior parece ser a tentação de encontrar uma explicação simples — e, de preferência, alguém para culpar.


O problema é que sociedades não se transformam com slogans.


Desigualdade, educação, violência, corrupção, pobreza, desenvolvimento e justiça não cabem em respostas de uma simples linha.


Quando aceitamos Soluções Simplistas para problemas complexos, não estamos necessariamente resolvendo alguma coisa; muitas vezes estamos apenas tornando nossa ignorância mais confortável.


E talvez a Ferida mais profunda esteja justamente aí: não naquilo que não sabemos, mas naquilo que julgamos saber sem nunca termos investigado.


Uma sociedade Intelectualmente Saudável não é aquela em que todos pensam da mesma maneira.


É aquela em que as pessoas conseguem discordar sem transformar o outro em inimigo; conseguem mudar de opinião sem enxergar isso como derrota; conseguem ouvir argumentos contrários sem sentir que sua identidade está sendo atacada.


Pensar criticamente não significa desconfiar de tudo; isso é Ceticismo Apaixonado.


Significa aprender a perguntar: quem está dizendo isso?


Com quais evidências?


O que está sendo omitido?


Existe outra interpretação possível?


Talvez uma das principais formas de resistência aos tempos atuais seja justamente essa: recuperar o Direito de Pensar antes de reagir.


Porque, quando uma população abandona o esforço de compreender, qualquer narrativa bem embalada pode ocupar o lugar da realidade.


E, quando o pensamento crítico desaparece, a manipulação encontra terreno fértil.


No fim, a Pobreza Intelectual não empobrece apenas quem não sabe ou não quer saber.


Empobrece o Debate Público, deteriora as relações, fragiliza a Democracia e transforma problemas que exigiriam maturidade em disputas movidas por paixões, preconceitos e certezas fabricadas.


Por isso, talvez devêssemos falar menos sobre quem tem a resposta certa e mais sobre como chegamos às nossas respostas.


Porque uma sociedade que pensa pode até errar.


Mas uma sociedade que deixa de pensar corre o risco de aceitar qualquer erro — desde que ele venha acompanhado de uma “boa” explicação.

⁠Talvez, sem uma dose moderada de Ceticismo, fosse impossível desenvolvermos a Criticidade.


Não porque devamos desconfiar de tudo, mas porque pensar, em seu sentido mais rigoroso, exige a coragem de interromper o impulso de simplesmente concordar.


Há uma diferença muito profunda entre possuir convicções e ser possuído por elas.


A primeira pode nascer do exercício da razão; a segunda, muitas vezes, nasce do desejo de encontrar certezas que nos dispensem do trabalho de pensar.


O Ceticismo, quando Moderado e Desapaixonado, não precisa destruir as verdades que encontramos.


Ele apenas nos pergunta se temos razões suficientes para chamá-las de verdade.


E essa pergunta, embora pareça muito modesta, talvez seja uma das principais expressões de Liberdade Intelectual.


Kant compreendeu que a razão não se torna livre quando abandona todos os limites, mas quando aprende a reconhecer os limites dentro dos quais pode legitimamente afirmar alguma coisa.


O Pensamento Crítico começa justamente aí: quando deixamos de tratar nossas impressões como evidências, nossas preferências como princípios e nossas convicções como se fossem conclusões irrefutáveis.


Há, portanto, uma espécie de Humildade Intelectual escondida no ato de duvidar.


Quem duvida, honestamente, admite que pode estar equivocado — e, ao fazê-lo, preserva aberta a possibilidade de aprender.


Já aquele que transforma sua crença em identidade passa a experimentar toda objeção como uma ameaça pessoal.


E quando uma ideia se confunde com o próprio ego, a razão deixa de ser instrumento de investigação e passa a funcionar como advogada de nossas paixões.


Talvez seja por isso que a criticidade exija certa distância emocional.


Não uma distância que nos torne indiferentes, mas aquela que nos permita olhar para aquilo que amamos sem precisar necessariamente defendê-lo; para aquilo que odiamos sem precisar necessariamente condená-lo; e para aquilo em que acreditamos sem exigir que o mundo inteiro se curve à nossa crença.


Pensar autonomamente é, em alguma medida, suportar o desconforto de não ter sempre uma resposta pronta.


É preferir a honestidade da pergunta à tranquilidade de uma certeza mal examinada.


É compreender que a razão não existe para confirmar aquilo que já sentimos, mas para submeter inclusive nossas próprias convicções ao Tribunal da Reflexão.


Talvez a verdadeira Maturidade Intelectual comece quando percebemos que não somos mais livres por acreditar intensamente, mas por sermos capazes de perguntar, inclusive sobre aquilo em que acreditamos intensamente: por que penso assim?


E talvez seja justamente nesse ínterim entre a paixão que afirma e a razão que examina que começa a nascer aquilo que chamamos de Criticidade.

⁠Os Fortes
impõem limites e são respeitados;
os Fracos bajulam e são usados.


Há uma diferença muito profunda entre conquistar o respeito de alguém e esforçar-se desesperadamente para conquistar sua aprovação.


O respeito nasce do reconhecimento de quem somos; a bajulação, muitas vezes, nasce do medo de não sermos aceitos.


E é justamente quando o medo de desagradar se torna maior do que o compromisso com a própria dignidade que começamos a negociar aquilo que jamais deveria estar à venda: nossos princípios, nossa liberdade e nosso amor-próprio.


Os Fortes não são necessariamente aqueles que levantam a voz, enfrentam tudo ou precisam provar sua superioridade.


São aqueles que sabem dizer não sem se sentirem culpados, que se retiram de onde sua presença é tratada como conveniência e que não confundem gentileza com submissão.


Entendem que estabelecer limites não é arrogância, mas uma forma de ensinar aos outros até onde podem chegar sem ultrapassar a fronteira do respeito.


Os Fracos, por outro lado, nem sempre são aqueles que demonstram fragilidade, mas aqueles que, por necessidade de aceitação, transformam a própria essência em instrumento de agrado.


Concordam quando deveriam discordar, sorriem quando se sentem humilhados, oferecem mais do que podem e permanecem onde já deveriam ter partido.


Na esperança de se tornarem indispensáveis, acabam se tornando disponíveis demais.


E há quem confunda essa disponibilidade com uma autorização silenciosa para explorar.


A verdade é que quem precisa agradar a todos corre o risco de desagradar a si mesmo.


A bajulação pode até abrir portas, conquistar favores e garantir um lugar temporário à mesa dos poderosos, mas muito raramente constrói relações verdadeiras.


Quem permanece ao nosso lado apenas porque lhe somos úteis não está necessariamente conosco; está apenas aproveitando aquilo que podemos oferecer.


Isso não significa que impor limites garanta respeito de todos, nem que toda gentileza seja fraqueza.


Há pessoas que respeitam justamente quem não merece seu respeito, assim como existem aquelas que desprezam qualquer limite que contrarie seus interesses.


A diferença está em não permitir que a reação alheia determine o valor da nossa postura.


A maturidade começa quando compreendemos que não precisamos ser duros para sermos fortes, nem submissos para sermos amados.


Podemos ser educados sem aceitar desrespeito, generosos sem nos tornarmos reféns da ingratidão e humildes sem nos diminuirmos para que alguém se sinta superior.


No fim, a vida nos ensina uma lição bastante incômoda: algumas pessoas só nos tratam como merecemos quando percebem que já não podem nos tratar como querem.


Por isso, não tenha medo de estabelecer limites.


Quem realmente reconhece o seu valor não exigirá que você se desvalorize para permanecer por perto.


E quem só lhe oferece consideração enquanto você diz sim talvez nunca tenha respeitado você — apenas a facilidade de conseguir o que deseja.


Porque respeito não se implora, dignidade não se negocia e caráter não se molda para caber na conveniência de ninguém.


Quem reconhece o próprio valor não precisa se colocar acima dos outros; simplesmente deixa de se colocar abaixo de si mesmo.

O amanhecer
O amanhecer significa a todos nós
uma nova oportunidade de recomeçarmos.
No amanhecer está a prova viva de que a vida
é uma jornada infinita, onde temos sempre
oportunidades de alçar vôos mais altos.
Em todo amanhecer, reaja positivamente ao dia
que se abre a sua frente, procure neste amanhecer
fazer tudo o que deixou de fazer no amanhecer anterior.
Terá em cada amanhecer a oportunidade de
fazer diferente de ser diferente.
Não importa o quanto errou e o quanto deixou para trás,
importa sim o que farás de novo em cada amanhecer...
És dono de seus passos e cabe a você dar os passos,
não espere que alguém vá dá-los por você.
Reaja sempre em cada amanhecer...
Crie a você e aos que te acompanham uma sinergia de mudança,
comece por você dando o exemplo.
E não se esqueça nunca que o Amanhecer
é dado a todos nós para podermos fazer diferente.
Abra a sua janela no amanhecer, respire fundo e diga
a você mesmo, sou feliz e hoje farei melhor que ontem...
Todo amanhecer é uma retomada na caminhada evolutiva..
Não deixe passarem tantos dias lindos em vão...
Faça você a sua parte.

Você já parou para pensar que existe uma realidade muito maior do que nossos olhos conseguem enxergar? Como a própria tecnologia da ciência moderna tem revelado, o mundo invisível é maior e mais atuante do que imaginamos.

O “milagre” das ondas do rádio, da televisão e das transmissões por satélite encurtando as distâncias na comunicação nos faz imaginar quantas coisas ainda estão para serem descobertas neste maravilhoso universo em que vivemos.

Estamos mergulhados num oceano de energias regidas por leis naturais, que nos sugerem a existência de uma inteligência superior.

Ela nos criou e, com sabedoria, manifesta seu propósito por meio de leis que, apesar de invisíveis, agem em prol do progresso. Está na hora de superarmos o preconceito e buscarmos entender qual o propósito que esse ser superior – Deus, Jeová, seja qual for o nome que você lhe der – tem e para o qual estamos sendo conduzidos pela vida.

Você é única, eu também. Não existe duas pessoas iguais. Qual o objetivo dessa diversidade? Limitados em nossos cinco sentidos, como poderemos descobrir o que estamos fazendo aqui, de onde viemos e para onde vamos? Tais perguntas, que têm sido feitas desde que o homem começou a pensar, precisam ser respondidas. É chegado o momento em que a vida está revelando seus segredos. Mas, segundo dizia Jesus, só “para quem tem olhos de ver e ouvidos de ouvir.”

Desde o começo da nossa Era, os espíritos desencarnados se manifestam, interferindo na vida das pessoas. A Bíblia – o livro mais antigo e vendido do mundo – é uma coleção dessas manifestações; relata tanto as comunicações dos espíritos elevados como dos mais ignorantes.

Os espíritos superiores nos falam que fomos criados à semelhança de Deus e somos espíritos eternos. Nascemos ignorantes, mas com um potencial imenso dentro de nós, a fim de que tenhamos o mérito de conquistar a sabedoria ao desenvolver nossa consciência.

Nosso destino é, na medida que tomamos conhecimento da realidade, trabalharmos a favor da vida, contribuindo para a melhoria das pessoas e da sociedade como um todo, nos tornando úteis e nos integrando aos propósitos divinos. Dessa forma é que alcançaremos uma vida melhor e poderemos desfrutar de todo o bem que Deus nos destinou.

Portanto, está na hora de você se esforçar para sair do negativismo e da inversão dos valores em que nossa sociedade vive. Ela plantou em sua cabeça convicções que não são verdadeiras e limitam seu desempenho – afinal, é de acordo com elas que você age.

Melhore seu senso de realidade, sentindo o que vai em seu mundo interior. Ele lhe revelará sua verdadeira vocação, posicionando-a no seu verdadeiro lugar. Confie no que sente. Não confunda as emoções, que refletem as falsas crenças aprendidas, com seus verdadeiros sentimentos. Com treino e firmeza, logo saberá diferenciar uma coisa da outra.

Lembre-se de que é um espírito eterno e que dentro de você há um grande potencial (que é de sua responsabilidade desenvolver) que representa o preço para a conquista da sua paz e da sua felicidade.

Informe-se sobre as modernas descobertas da ciência, busque o autoconhecimento, trabalhe a favor da vida, aprecie a beleza em todas as suas formas. Dê a si mesma todo o bem que puder e sempre valorize o bem alheio, pois é nele que atraímos todas as coisas boas que desejamos, conquistar. Experimente e verá!





Zíbia Gasparetto

TRÊS ILUSÕES QUE CONFUNDEM O HOMEM

Primeira:
Crer que somos um corpo e não uma alma, quando o corpo é o instrumento da vida e se acaba com a morte.

Segunda:
Crer que o sentido da vida é o prazer, porém excesso de prazer não há mais felicidade, apenas dependência... Prazer e felicidade não são o mesmo. Há que se consagrar o prazer à vida e não a vida ao prazer.

Terceira:
Crer no poder material; desejamos o poder infinito de viver no mundo. Viver sem saber do que realmente necessitamos para viver. Esse poder é uma ilusão.

Black Elk

”Pensar com elevação e viver com simplicidade” é a melhor fórmula para uma vida feliz. Mantenha os pensamentos elevados, pois o poder da mente é grande.

Quando praticamos a caridade estamos fazendo caridade a nós mesmos. É uma sensação de paz, harmonia que sentimos. Mas caridade não é só praticarmos o bem para mostrarmos ao mundo o quanto somos caridosos, a caridade começa dentro de nossa casa, com nossa família, respeitando cada um que está perto de nós. Sermos tolerantes, pacientes, saber ouvir, falar e criticar também. Quando conseguimos fazer isso de coração, sem rancor, ódio, inveja, dentro de nossa casa, estaremos preparados para fazer caridade fora de nosso lar, ou seja estaremos felizes em receber amor, carinho, amizade. Não estaremos doando e sim recebendo. A partir do momento que somos humildes e aceitamos todos como são, nossa vida melhora e muito. Nós crescemos espiritualmente e sempre continuaremos a crescer. Vamos ser caridosos conosco mesmo. Vamos aproveitar a oportunidade de amar e sermos amados. Todos somos irmãos, filhos do mesmo Pai, não há necessidade de rivalidade, somos nós que dirigimos nossa vida para evolução maior.
Não tenhamos medo de nada, a fé que possuímos nos levará ao caminho do bem.
Paz e Luz!

Uma das coisas mais importantes na nossa vida é estar em perfeito alinhamento com quem somos de verdade.

E quem somos de verdade é bem maior do que imaginamos, é muito mais perfeito, amoroso, saudável, feliz, alegre, abundante e harmonioso do que pensamos.

Muitas vezes, senão todas, os desconfortos interiores, as situações da nossa vida, apenas nos refletem o esquecimento que habita dentro de nós, de quem realmente somos.

Esquecemos com frequência o Ser Brilhante e Sábio que existe dentro de nós, e muitas vezes, o colocamos a uma certa distância, pedindo apenas a sua ajuda, e esquecendo que Somos essa ajuda, que Somos esse Ser.

O Poder que existe no nosso interior é ilimitado, todos, absolutamente todos, temos a capacidade de despertar para a realidade Sábia e Amorosa dentro de nós.

Não precisamos sofrer, ter dores, passar por situações difíceis. Não precisamos.

Simplesmente podemos ter a Força, a alegria, o amor e o Poder nas nossas mãos e reconheça-la.

Podemos tudo aquilo que quisermos, pois não existem dificuldades na Mente Universal. Nós somos os criadores de tudo aquilo que vivemos, mesmo daquilo que não gostamos.

Os nossos pensamentos têm uma força enorme e o nosso corpo, a nossa vida, a nossa realidade exterior mostra-nos o que estamos fazendo com o nosso poder. De que forma estamos direcionando a nossa energia criadora Divina.

Existe um momento em que temos que parar.

Temos que parar de batalhar contra a vida, contra nós mesmos.

Nós não lutamos contra mais ninguém, não temos medo de ninguém.

Não vale a pena fugir do nosso brilho e poder.

Um dia, todos vamos retornar a casa. Todos vamos descobrir que isto tudo não passou de um sonho, e que este sonho até pode servir para crescermos, evoluirmos, aprendermos e acima de tudo, amarmos mais e mais.

O sofrimento não faz sentido. Podemos sonhar com uma vida perfeita, relacionamentos simplesmente perfeitos e pessoas maravilhosas.

E depois de tanto aprender, e com tanto ainda para viver, saiba que isso é possível. Saiba, simplesmente saiba que a Vida é para ser vivida, e reconheça algo muito importante: o Seu Poder interior.

Reconheça o Seu poder interior.

É possível que duas pessoas num relacionamento sejam más uma para com a outra?” Sim, isso é o que está acontecendo por todo o mundo. Ser bom é muito difícil. Você não é bom nem para si mesmo!

Como você pode ser bom para outra pessoa? Você nem mesmo ama a si próprio! Como você pode amar outra pessoa? Ame a si mesmo, seja bom para si mesmo.

Os seus assim chamados santos têm lhe ensinado a nunca amar a si mesmo, a nunca ser bom para si mesmo. Seja duro consigo mesmo! Eles têm lhe ensinado a ser delicado para com os outros e duro para consigo mesmo. Isso é um absurdo.

Eu lhe ensino que a primeira e mais importante coisa é ser amoroso para consigo mesmo. Não seja duro; seja delicado. Cuide de si mesmo. Aprenda como se perdoar, cada vez mais e novamente; sete vezes, setenta e sete vezes, setecentos e setenta e sete vezes. Aprenda como perdoar a si próprio. Não seja duro; não seja hostil consigo mesmo. Assim você irá florescer.

Nesse florescimento você atrairá alguma outra flor. Isso é natural. Pedras atraem pedras; flores atraem flores. Assim há um relacionamento que possui graça, que possui beleza, que possui uma bênção nele.

Se você puder achar um relacionamento assim, seu relacionamento crescerá para uma oração; seu amor se tornará um êxtase e através do amor você conhecerá o que é o divino.

Uma troca de olhares.
Sorrisos tímidos esboçados.
Vozes que ecoam e permanecem no pensamento.
Um afago na alma.
Um toque na pele.
Um beijo roubado.
Outro devolvido.
Um desejo que cresce.
Dois corpos se unindo.
Uma entrega total.
Aos prazeres da vida.
Uma dor constante na ausência.
Uma alegria indescritível na presença.
Um olhar doce, apaixonado, que dispensa palavras.
Uma união de corpo e alma.
Uma entrega total em sintonia.
Na dor, na partilha, no prazer, no viver.
Que aceleram, acalmam e agitam o coração.
O tempo que voa quando devia parar.
O tempo que para quando deveria voar.
Pois bem, este texto te faz lembrar algo?
Será óbvio que sim, porque fala de nós.

Garantias no amor

Como é fácil destruir o que amamos! Com que rapidez surge uma barreira entre nós, uma palavra, um gesto, um sorriso! A saúde, o humor e o desejo nos entristecem e o que era maravilhoso torna-se insípido e opressivo. Pelo uso, nós nos desgastamos, e aquilo quer era vivo e claro torna-se cansativo e confuso. Por meio de constantes atritos, esperanças e frustrações, aquilo que era belo e simples torna-se terrível e cheio de expectativas.

Relacionamentos são complexos e difíceis, e poucos conseguem sair deles ilesos. Embora quiséssemos que fosse estático, duradouro e contínuo, o relacionamento é um movimento, um processo que deve ser profunda e completamente entendido, e não forçado a se conformar a um padrão interno ou externo. A conformidade, que é a estrutura social, perde seu peso e autoridade somente quando há amor. O amor no relacionamento é um processo purificador, pois revela os mecanismos do Eu. Sem essa revelação, o relacionamento tem pouca importância.

Mas como lutamos contra essa revelação! A luta assume muitas formas: controle ou submissão, medo ou esperança, ciúme ou aceitação e assim por diante. A dificuldade é que nós não amamos; e se nós de fato amamos, queremos que isso funcione de uma forma particular, não lhe damos liberdade. Nós amamos com nossas mentes e não com nossos corações. A mente pode se modificar, mas o amor, não. A mente pode se tornar invulnerável, mas o amor não; a mente pode sempre se retrair, ser exclusivista, tornar-se pessoal ou impessoal. O amor não é para ser comparado e tolhido. Nossa dificuldade está naquilo que chamamos de amor, que é realmente da mente.

Enchemos nossos corações com as coisas da mente e mantemos nossos corações sempre vazios e cheios de expectativas. É a mente que se apega, que é ciumenta, que controla e destrói. Nossa vida é dominada pelos centros físicos e pela mente. Nós não amamos e deixamos em paz, mas ansiamos por ser amados; nós damos a fim de receber, que é a generosidade da mente, não do coração. A mente está sempre buscando garantia, segurança; e pode o amor ser garantido pela mente? Pode a mente, cuja própria essência é temporal, perceber o amor, que é sua própria eternidade?

Mas mesmo o amor do coração tem seus próprios truques; pois corrompemos tanto nosso coração que ele é hesitante e confuso. É isso que torna a vida tão dolorosa e cansativa. Em um momento nós achamos que temos amor e no próximo ele é perdido. Aí entra uma força imponderável, que não é da mente, cujas fontes não podem ser sondadas. Essa força é mais uma vez destruída pela mente; pois nessa batalha a mente, invariavelmente, parece ser a vitoriosa. Esse conflito dentro de nós mesmos não será resolvido pela mente astuta ou pelo coração hesitante. Não há um meio, uma maneira de fazer esse conflito terminar. A própria busca por um meio é outro anseio da mente por domínio, para livrar-se do conflito e ficar tranquila, para ter amor, para tornar-se algo.

Nossa maior dificuldade é estar ampla e profundamente atentos ao fato de que não existem meios para o amor como um objetivo desejável da mente. Quando entendemos isso real e profundamente, há uma possibilidade de receber algo que não é desse mundo. Sem o toque desse algo, façamos o que quisermos, não poderá haver felicidade duradoura no relacionamento. Se você receber essa graça e eu não, naturalmente estaremos em conflito. Você pode não estar em conflito, mas eu estarei; e em minha dor e tristeza eu me desligarei. A dor é tão exclusiva quanto o prazer, e até que exista aquele amor que não seja uma construção minha o relacionamento será dor. Se houver a bênção daquele amor, você nada poderá fazer a não ser me amar pelo que sou, pois então não moldará o amor segundo o meu comportamento.

Quaisquer que sejam os truques da mente, somos independentes; embora possamos estar em contato um com o outro em alguns pontos, a integração não é com você, mas dentro de mim. Essa integração não é resultado da mente em nenhum momento; ela forma somente quando a mente está inteiramente silenciosa, tendo alcançado o limite de suas forças. Somente assim não existe dor no relacionamento.

"A vida é um momento para ser celebrado, desfrutado. Torne-a divertida, uma celebração, e então você entrará no Templo. Esse templo não é para os tristes e desanimados, nunca foi para eles. Olhe para a vida: você vê tristeza em alguma parte? Você já viu uma árvore deprimida? Você já encontrou um pássaro movido por ansiedade? Já viu um animal neurótico? Não, a vida não é assim, absolutamente. Só o homem é que seguiu um caminho errado, se desviou em algum lugar, porque ele se considera muito sábio, muito esperto. Sua esperteza é o seu mal. Não seja sábio demais. Lembre-se sempre de parar; não vá a extremos. Um pouco de tolice e um pouco de sabedoria fazem bem, e a combinação certa faz de você um buda..."