Querer bem e uma Prece que se Reza por Alguem

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Tragédia é uma tragédia porque o destino não nos pertence.


⁠18/06/2026

A trilha

Na noite mais fria que a montanha já contou,
uma mãe e seu filho seguiam o mesmo amor.
O vento cortava a pele, a alma e o coração,
mas havia um calor maior guiando cada direção.

A barraca era pequena diante da imensidão,
e o frio roubou o sono, mas não a emoção.
As estrelas testemunhavam, em silêncio e luz,
o amor mais puro da Terra seguindo sua cruz.

Às três da manhã, quando o mundo ainda dormia,
levantaram-se juntos, abraçados pela coragem que existia.
E cada passo na pedra, cada respiração no ar,
era uma declaração de quem escolheu não parar.

Subiram.

E a montanha os recebeu.

Não como visitantes,
mas como quem reconhece quem venceu.

Lá no alto, entre nuvens e o infinito azul,
o frio era intenso, mas o amor era mais sutil.
Daqueles que não fazem barulho nem precisam aparecer,
porque nasceram para permanecer.

Então veio a descida.

E com ela, o amanhecer.

O sol surgiu devagar, como quem tem medo de interromper
aquele encontro tão raro entre o tempo e o sentir.

A luz dourada tocou seus rostos cansados,
e o mundo inteiro pareceu ficar ajoelhado.

Pararam.

Um café quente fumegava entre as mãos.

E naquele instante tão simples, tão pequeno,
cabia uma eternidade de emoções.

A mãe tomou um gole.

Depois outro.

E pediu mais um.

Porque algumas felicidades são bonitas demais
para terminarem no primeiro gole.

O filho estava ali.

O sol estava ali.

A montanha estava ali.

E Deus também.

Guardando em silêncio aquele instante perfeito.

Anos passarão…

As trilhas mudarão.

As pegadas desaparecerão da terra.

Mas jamais do coração.

Porque o que ficou daquele dia
não foi apenas o topo alcançado.

Foi o amor caminhando lado a lado.

Foi o frio que virou lembrança.

Foi a luz vencendo a escuridão.

Foi uma mãe olhando para o filho
e agradecendo, em silêncio, pela bênção daquela companhia.

E foi aquele segundo café…

Que tinha gosto de amanhecer.

Gosto de conquista.

Gosto de saudade antes mesmo de acabar.

Mas, acima de tudo,

gosto de amor.

Daquele amor raro,

que não precisa de palavras,

porque aprendeu a ser eterno.

O Segundo Café

Naquela madrugada gelada de montanha,
uma mãe e seu filho caminhavam juntos,
sem saber que estavam escrevendo uma lembrança
que o tempo jamais seria capaz de apagar.

O frio era cruel.

Daqueles que atravessam a roupa, a pele e os ossos.
Às nove da noite, deitaram-se na barraca para descansar.
Precisavam acordar às três da manhã para continuar a subida.
Mas o vento cortava a escuridão com tanta força,
e o frio era tão intenso, tão absurdo,
que dormir se tornou impossível.

Ali, no silêncio da montanha,
quando o corpo implorava por conforto,
a mãe olhava para o filho.
E o filho olhava para a mãe.

Sem muitas palavras, encontravam força um no outro.

Quando a hora chegou, levantaram-se.

Congelados. Cansados. Desafiados.

Mas seguiram.

Passo após passo, pedra após pedra,
vencendo o medo, o cansaço e a própria vontade de parar.

Até que chegaram ao topo.

O Pico das Agulhas Negras estava diante deles.

O frio continuava impiedoso,
mas naquele instante já não importava.

Porque existem conquistas que aquecem a alma.

E nenhuma vista era mais bonita do que a certeza
de terem chegado juntos.

Na descida, o céu começou a clarear.

A escuridão deu lugar aos primeiros raios de sol,
que tocaram seus rostos cansados como um abraço.

Depois de uma noite quase insuportável,
o calor parecia um presente.

Pararam para tomar um café.

A mãe segurou a caneca com as duas mãos,
sentindo o calor voltar lentamente ao corpo.

Tomou um gole.

Depois outro.

E resolveu pedir mais um.

Talvez porque aquele café estivesse especialmente gostoso.

Ou talvez porque ela soubesse que alguns momentos merecem durar um pouco mais.

Porque naquele segundo café havia algo além do sabor.

Havia a gratidão por estar viva.

Havia a felicidade de ter vencido a montanha.

Havia a alegria silenciosa de dividir tudo aquilo com o filho.

Anos passarão.

O frio será apenas uma lembrança distante.

As dores da subida desaparecerão.

Mas a mãe jamais esquecerá aquele amanhecer.

Jamais esquecerá o sol aquecendo a pele depois da noite mais fria.

Jamais esquecerá o filho ao seu lado.

E jamais esquecerá aquele segundo café.

Porque, às vezes, a felicidade não está no topo da montanha.

Está no privilégio de viver a jornada ao lado de quem amamos.

E foi exatamente isso que aquela mãe levou para casa:

Não apenas a conquista de uma trilha.

Mas uma memória eterna com seu filho.

As pessoas acreditam que uma vida de muito luxo envolve grandes viagens internacionais pelo mundo em ilhas belas, passeios sofisticados de navios, turismos ou de carro luxo mesmo, joias caras, relógios de marcas famosas, sapatos de grifes e elegantes, ternos italianos de grandes estilistas, os melhores vinhos do mundo em seu paladar, jantar que custa fortunas para os simples mortais como eu. O luxo está na simplicidades de um simples farmacêutico de um balcão de farmácias conhecer seus filhos pelo nome, saber de suas alegrias e seu medo na hora de aplicar uma injeção. Entregar os seus medicamentos no seu endereço em casa, cuidando da sua saúde, prolongando a vida. Simplicidade não tem preço.

"A vida é uma página em branco, você tem a caneta e o tempo."

A verdadeira oração não é uma exibição diante dos homens, mas um encontro transformador na presença de Deus.

Mais uma vez me peguei pensando em você, reconstruindo na mente tudo o que poderia ter sido se eu não tivesse jogado fora, se não tivesse destruído com as próprias mãos aquilo que lutei tanto para conquistar. Hoje sangro por uma escolha que foi só minha, mas sigo forçando um sorriso, dizendo que está tudo bem, enquanto o peito vazio denuncia que não sobrou coração depois de tanta dor. Talvez um dia você consiga me perdoar pela ferida que deixei em você, e quem sabe ainda acredite naquela promessa que fiz encarando teus olhos, você seria a única. E mesmo quando minha vida acabar, mesmo quando o mundo apagar minhas pegadas, eu vou continuar te amando.

Mais uma vez me peguei chorando, desejando, no silêncio do meu quarto, que a morte me levasse de uma vez, porque a dor e a solidão já me consomem por inteiro, é um cansaço que não é do corpo, é da alma, um peso que aperta o peito, sufoca os pensamentos e transforma cada dia em uma batalha que eu já começo derrotado. Estou cercado de pessoas que dizem gostar de mim, mas as palavras soam vazias, como ecos sem verdade. Sinto que falam por educação, por costume, não por sentimento e eu continuo ali, no meio da multidão, me sentindo invisível, deslocado, julgado em silêncio, diminuído em cada olhar, é uma solidão que não depende de estar sozinho, é estar rodeado e, ainda assim, não pertencer a lugar nenhum, é carregar por dentro um grito que nunca sai, uma dor que ninguém vê, uma ferida que não fecha. Às vezes, tudo o que eu faço é esperar e esperar que o tempo passe, esperar que algo mude, esperar que essa dor finalmente se cale. Mas o que mais machuca é sentir que estou apenas sobrevivendo, contando os dias, como se aguardasse o momento em que tudo isso termine e o sofrimento, enfim acabe.

A beleza de um sorriso…algo aparentemente tão simples, mas que carrega uma força gigantesca, é impressionante como ele transforma o nosso dia em segundos, como ilumina o que estava escuro e refresca uma alma exausta pelo peso da rotina e das batalhas silenciosas, um sorriso verdadeiro tem o poder de atravessar qualquer tempestade interior, um simples sorriso nos faz ir às nuvens e voltar, faz-nos sentir leves, acolhidos, amados, ele nos devolve a esperança, renova a coragem e sussurra, sem palavras, que estamos no caminho certo, tudo isso porque, por um instante, vimos o sorriso de quem amamos, e naquele instante o mundo inteiro pareceu fazer sentido.

Conhecer a si mesmo é, talvez, uma das batalhas mais difíceis que podemos enfrentar, é mergulhar nas próprias sombras, encarar traumas que tentamos esconder, angústias que sufocam em silêncio, frustrações que marcaram a alma, medos que nos paralisam e vícios que usamos como fuga, não é confortável, é doloroso, é cru, é profundamente desafiador, é rasgar as máscaras que aprendemos a usar para agradar, para sobreviver, para parecer fortes, e admitir quem realmente somos quando ninguém está olhando, é reconhecer nossas feridas sem fugir delas. A verdade pode doer, pode desmontar certezas e quebrar ilusões, mas é somente através dela que encontramos a liberdade, porque só quem tem coragem de se encarar de frente pode, de fato, alcançar a felicidade verdadeira.

Uma dor que corrói por dentro, que destrói silenciosamente, que dilacera a alma e mata aos poucos, arrancando toda alegria, toda esperança, toda vontade de continuar, é uma dor que não grita, mas sufoca; não sangra por fora, mas sangra por dentro, consumindo cada pedaço de quem a carrega, uma dor silenciosa que se esconde à vista de todos, camuflada em sorrisos forçados e respostas automáticas de que “está tudo bem”, um vazio onde tudo parece falso e mentiroso, onde o amor já não consegue atravessar as muralhas erguidas como defesa depois de tantas quedas, tantas trocas, tantas humilhações, tantos abandonos, é o peso de ter sido deixado de lado, de ter se sentido insuficiente, descartável, invisível, é um cansaço emocional que ninguém vê, mas que esmaga o peito todos os dias, esse é o peso que poucos compreendem, porque só entende de verdade quem já sentiu a própria alma se partir em silêncio.

A vida nada mais é que um delicioso coquetel de poesia, uma embriaguez que transcende a lógica e te coloca cara a cara com a magia.

Toda idolatria nasce de uma necessidade legítima buscando satisfação fora de Deus.

O coração humano raramente abandona Deus de uma vez.


Normalmente isso acontece por pequenas concessões.


Pequenos compromissos.
Pequenas acomodações.
Pequenos silêncios.


A queda pública quase sempre começa com uma negociação secreta.

⁠As angústias dessa vida
Nos mostram o quanto
Somos fracos e dependentes
De nós mesmos
Temos uma força intrínseca
Que é capaz
De mandar parar
A dor
De organizar
A percepção sobre a vida
E dar movimento saudável
Para a alma

A Bela Brigeta no Caminho Florido
Era uma vez
Uma menina chamada Brigeta.
Ela amava flores.
Flores pequenas, grandes, coloridas.
Flores que dançavam com o vento
E sorriam para o sol.
Um dia, Brigeta ouviu falar
De uma trilha encantada,
Onde as flores nasciam
Como num sonho!
Curiosa, pegou seu chapéu,
Um sorriso e saiu a caminhar.
Logo na entrada,
Viu um lírio branco —
Tão puro quanto a neve!
Mais à frente,
Um narciso amarelo
Brilhava como o sol da manhã.
E, um pouquinho depois,
Uma hortênsia azul,
Azul como o céu lá no alto!
Brigeta abriu os braços e riu:
— Bem que diziam!
Neste caminho só mora a beleza!
Mas, assim que fechou a boca,
Seu olhar se encheu de encanto:
Diante dela, uma rosa vermelha,
Vermelha como o coração!
E então Brigeta pensou, suspirando:
“Como é linda a estrada da vida,
Com tantas flores
Colorindo o caminho.”

⁠⁠É tão gostoso você acordar de manhã
E ter uma companhia pra sorrir junto.
É tão gostoso você olhar nos olhos
E degustar daquele sorriso cativante.
São momentos assim que consolidam
A paixão.

⁠"Lá dentro da minha alma
Grita uma voz
Querendo te dizer o quanto
Te ama"

A vida é como uma pedra bruta que precisa ser lapidada no decorrer de sua jornada existencial, mas pelo fato de tudo também vir a se modificar, em concordância com um ciclo que se encerra para dar início a um outro, bem mais atualizado e com grandes inovações. Mas nem sempre isso acontece com a vida, em si, como um todo, por meio do próprio livre-arbítrio, no que querer permanecer aonde esteja ou de querer ir adiante para respirar novos ares, como também, de se renovar em todos os sentidos, por meio de uma reforma íntima para que seja realizada um autorrenovação,
em prol de um progresso evolutivo, durante toda uma estada no mundo terreno.

Regis Assunção

A brevidade da vida

A vida é breve. Costumo dizer que ela é feita de lições, cada uma com suas nuances, suas camadas, uma complexidade que nem sempre conseguimos decifrar de imediato.
Mas se você se propõe a aprender, cedo ou tarde, o seu escudo se torna inabalável.

A confiança, quando se quebra, não volta a ser a mesma.
Podem até tentar reconstruí-la, mas será como levantar uma obra sobre escombros: cada pedaço remontado carrega a lembrança da fratura. E, no fim, não vale o risco.

E aqui vai uma verdade que só gente grande entende:
perdão não é retorno. Perdão é recomeço.
E recomeço não significa dar segunda chance, significa seguir em frente.
Se nunca te disseram isso, então deixa que eu digo.

Não confunda quantidade com qualidade.
Há quem viva muitos anos sem aprender nada.
E há quem precise ouvir uma única vez para despertar.

Se você ainda não aprendeu, eu deixo o alerta:
a vida passa rápido demais.
Não desperdice tempo.
Acorda pra vida.
Amadurece. Aprende.