Querer bem

Cerca de 56741 frases e pensamentos: Querer bem

Primeiro passa o vô da banana cantando a venda...
Pede moleque, pode pedir!

Depois o carro do ovo 🐣
Aí vem os garis, o caminhão soprando freio e enquanto eles correm, e essa é a melhor parte da manhã, tem uma casa lotada de crianças e os garis e as crianças gritam um eeeehhhhh de alegrar até o mais sofrido...

Nisso os passarinhos já estão cantando há um tempão e hoje ainda ta chovendo.

Isso é a Mangueira.

Tem bom dia melhor eu sei, mas o meu ta bom.

Inserida por 1andreluz

O lamento da Cidade.

Ôh! Esses muros que brotaram.
Eles saltaram da terra e foram crescendo. Crescendo... criaram farpas sobre eles! Olha: agora são arames! Não! São elétricos.
Por todos os lados e em todos os lugares. Vejo somente prisões?
Cadê? Onde está a minha Goiânia?
Aquela cidade em que cresci com as pessoas vendo as casas? As pessoas nas varandas. Os jardins rosados. Com cheiro de jasmim?
Onde estão as praças floridas e as fontes jorrantes? As crianças cheias de esperança, correndo ou em velocípedes... tão lindas! Nos seus rostinhos havia esperança.
Aos olhos de quarenta centímetros de altura, hoje tem tela branca.
Onde estão os cumprimentos? E os lugares que se chegavam?
A cidade virou um muro.
E dentro de cada fortaleza vivem pessoas. De magoadas, ficaram amargas!
A cidade não é mais minha. Nem eu pertenço a ela.
Goiânia hoje é cinza e espelhada. Mas não se vê nos reflexos. Porque a imagem é indigesta.
Ela deixou de ter a Rua 20 com a Casa do Dr Vigiano.
Mataram a Amoreira. Mataram as lembranças.
Nem sei se sou de Goiânia. Ou ele que nunca foi de mim.
Hoje é um Centro, onde eu tenho medo de caminhar.
É uma ausência de cor. Numa ironia sarcástica frente ao Sol.
Ao invés de brilhar. Goiânia consome a luz.
Não. Não é uma cidade feita para nós os seres humanos.
Transformaram Goiânia para os carros.
De nossa terra... a um culto à vaidade.
Deparei-me assustada! Eu deixei de amar.
Quando aconteceu?
Como foi?
Não sei explicar!
Quando os espigões iam subindo. As pessoas ficaram mais egoístas.
E eu vi gerações apagadas pelo materialismo. Sozinhos e tristes. Nossos sonhos se apagaram de luz natural amarela para luz branca.
O asfalto queima. Demonstra uma Anhanguera com o significado de seu nome. Ela arde nossa pele ao andar. Existe uma gaiola no meio dela. Uma falta de sombra.
Existe povos desencontrados dentro da minha encantadora ilusão. Mais educados querem ostentar. Os mais pobres ficavam marginalizados na periferia. Hoje a periferia da periferia é para os ricos encarcerados em seus feudos de medo.
Muda-se de lugar. Mas não muda-se a mentalidade.
O que mais de valor podemos dar? Dinheiro? Não! Dedicar nossos talentos e espalhar conhecimento. De que me adianta este altar de vaidade? Se somos todos perenes nesta Terra?
Há um clamor! Um choro que perpassa os nossos olhos e aceitamos como “natural”. Este lamento é a exposição não de uma cidade. Mas de nossas crenças. O que fizemos com Goiânia?
E minha linda cidade... Princesa adornada com lindos arcos deitados no meio do Cerrado.
Com pulseiras de flores e brincos de fontes.
Passou a ser um triste vazio. Um abandono escuro.
Na minha memória.
Uma dor no meu coração.
Uma repugnância ao horror do progresso sem amor.
Fizemos Goiânia. Lutamos no meio do nada por ela. Matamos a bela sonhada pelo jovem Atílio. Porque não soubemos cuidar da cidade para nós ao invés de para mim.
Hoje, ela mostra-se amarga. Ela chora e nós sofremos.
E para os mais jovens... começa a diáspora!

Inserida por breno_bertioga

Quem nunca se encanta, murcha, morre desidratado de sorrisos.

Inserida por LeoRoberto

RASCUNHOS DOS SONHOS

Se eu pudesse faria rascunhos dos meus sonhos:
Dos meus sonhos bons , sem pesadelos;
Dos meus sonhos acordados e realizados;
Dos meus sonhos amorosos e apaixonados!

Se eu pudesse faria rascunhos dos sonhos dos outros:
Dos sonhos contados e interpretados;
Dos sonhos da infância de toda criança,
Dos altos, vôos e dos saltos das pontes
E dos sonhos molhados!

Se eu pudesse faria rascunhos de todos os bons sonhos...
Jamais faria rascunhos dos pesadelos!

Inserida por REGISLMEIRELES

RASCUNHOS DOS BONS MOMENTOS

Se eu pudesse faria rascunhos...
De bons momentos
E diversos encontros;
Das partidas, das despedidas e dos recomeços!

Se eu pudesse faria rascunhos...
Dos segundos,
Dos dias curtos,
Dos longos dias de vida
E da eternidade de cada um!

Queria poder registrar e contar lindas histórias
E escreve-las nas páginas do Livro da Vida,
Nas páginas eternas,
Com canetas de ouro...

Rascunhos de humanos,
Seriam raro tesouro...

Inserida por REGISLMEIRELES

RASCUNHOS DE MIM

Faço de mim, um suposto rascunho.
Não posso fazer cópias...
Sou assim, do jeito que Deus me fez;
Minha cor é esta, parda e negra;
Meu cabelo carapinho, enroladinho;
Meu rosto oleoso, cheio de espinhas!

Ainda assim, se eu pudesse faria
O meu próprio rascunho,
Se é que não sou um...
Pois, tem gente por ai, que é a minha cara.
Acho que compensaria existir outro de mim!

Inserida por REGISLMEIRELES

O gringo no Café Central.

Assim meu pai me contou, enquanto ria; a história de um gringo no Café Central.

Era lá pelas bandas do final dos anos cinquenta, um gringo muito chique, metido à besta, resolveu vir à Goiânia para ganhar dinheiro. Mas como todo inglês que se preze, fez um curso de Português com um erudito de Portugal. E como todo homem prevenido, trouxe o professor com ele até o Rio de Janeiro.


Três meses de viagem, o tal inglês hospedou-se no Grande Hotel.
E hotel você já sabe... pagando bem... eles entendem até língua de cachorro! Lá eles ensinaram que um homem de “porte” como ele, deveria ir ao Café Central para fazer contatos.


O homem se ajeitou. Colocou seu terno escuro, completinho. Até com colete e gravata com broche. Chapéu preto e sapato escuro. Tudo na risca de giz, fresquinho; para Londres. Saiu o cândido, rumo ao Café Central, a pé. Sentindo-se!


Eram três da tarde, onde passava, os homens de chapéu branco olhavam para ele e o cumprimentavam. Logo, o gringo percebeu que talvez teria que ouvir com mais cuidado os cumprimentos porque os fonemas saiam todos iguais numa palavra só:


_Bastard! Boatard!


Quanto mais as pessoas o cumprimentavam, mais calor ele sentia. Era o meio de setembro.


E... depois de encharcado de suor. O homem chega no aglomerado de pessoas, na esquina da Avenida Anhanguera com a Rua 7, que era o Café Central.


Adentrando o gringo; meu pai, mocinho do Lyceu, que estava de fora do estabelecimento; olhou de soslaio aquele branco de dar dó. Preto riscado, empoeirado, com uma mistura de perfume e um “certo cheirinho”.


Lá dentro, ninguém olhou para o homem. Todos absortos na sua própria conversa, em negociações. Um burburinho entre comerciantes de tudo. Conforme o recomendado pelo funcionário do Grande Hotel, o inglês foi de pronto ao balcão.


Avistou um atendente, que abriu um sorriso quando olhou outro homem que chegou de terno de linho branco e botas de cano alto. Sem cerimônia, o intruso sentou-se no banco que, para o inglês era dele. Depois do susto, resignado diante de sua ansiedade, o protagonista acomodou-se ao lado do homem e pôs-se a observar.


_ Bastardeee Tiaozim! Que vaicê ogi?
_ Bastardiii! Demaisdaconta! Dissempri!
_Intão-tá!


O atendente virou-se todo feliz para trás e pegou um cestinha com pão-de-queijo e uma xícara de café. Voltou-se ao moço.


Nisso, o inglês vendo a cena, já começava a sentir um certo frio na barriga. Pois não compreendia nada do que eles falavam. Fitava-os atentamente. Agora, nosso fidalgo, sentia-se um mero protagonista.


O moço trouxe o café, colocou para o jovem ao lado e com um bule de leite numa mão, perguntou:


_ Poçopô?
_ Pó-pô!


Ele colocou um pouco. O rapaz deu um gole e o atendente olhou para o inglês. Tudo pareceu em câmera lenta. Nisso, o homem já não suava de calor, mas frio de nervoso. Olhou atentamente para a boca do atendente tentado decifrar o que ele falava: _ Êita língua difícil! Ainda tem que mudar?


O atendente meio que receoso que talvez o homem muito que arrumado estivesse a passar mal. Fitou-o esperando uma resposta, quando o nosso insigne ia responder...suspirou aliviado! O garçom voltou-se para o moço de branco.


_ Tiaozim pó-pô mais?
_ Mais é clar-que-sim!
Colocou mais café na xícara e voltou com o “indigesto dialeto”:
_ Quémais?
_ Pó-pô!
Colocou mais.
_ Pó-pô-mais?
_ Pó-pô-mais!
_ Tá bãmassim?
_Num tá-não! Pó-pô-mais!


Nosso excelso ficou mais apreensivo. Compreendeu que o homem nativo, negou, afirmou para negar. E como se não bastasse, terminou afirmando novamente em imperativo! E o atendente nem achou ruim. Parece que agora ele sentia sua gravata muito apertada e sua boca extremamente seca.


De repente, o atendente olha para ele e faz uma pergunta. Assustado o ingles respondeu:


_I would like to a cup of tea and a glass of water, please. _ traduzindo: “Eu gostaria de tomar uma xícara de chá e um copo de água, por favor.” _ Of course! One moment please. _ traduzindo: Claro! Um momentim, por favor!


E não era que o garçom falava o Inglês!


O problema é que o inglês não sabia nada de Goianês. Êita sô! Tem base um troço desses?


Nerisírley Barreira do Nascimento 2018.

Inserida por breno_bertioga

Ignorância é um prato cheio de pensamentos, frequências, sentimentos, atitudes e julgamentos tóxicos. Tem gente que adora se alimentar disso. As vezes por pura falta de capacidade de perceber o mundo do outro. As vezes porque não tiveram a capacidade de aprender de outra forma e respeitar as diferenças.

Inserida por Todeschi

Dê aos outros o melhor do seu tempo, o mais belo sorriso e a mais pura esperança de dias melhores. Se acha que não pode, tente!

Inserida por andrelina_lima

Eu desconstruo direita e esquerda em função de que os conceitos atuais necessitam de quebra de paradigmas.

Inserida por Todeschi

ABDUÇÃO
Primeiro você cai, porque te puxaram pelo braço e te jogaram num buraco.
Mesmo assim, com esforço você acha a saída, e ao sair do escuro, você se arrasta, tentando sobreviver.
Enquanto te cospem um pouco mais, você segue tentado a se jogar no abismo ou continuar rastejando.
Estrada longa, cheia de traumas, que tumultuam o coração e a mente, que se transformam em dois portos e um trânsito turbulento de emoções.
Mas você é o centro de controle e a fé te guia. Você luta, mas nem tudo é controlável, mesmo assim você segue tentando alcançar o ponto de equilíbrio mesmo fragilizado.
Não chore! Não grite! Enquanto rasteja pelo chão, sorria. O teu sorriso é o teu escudo. Mesmo que por dentro seja como o deserto: pedra e pó.
Se vem aquela vontade de olhar pra trás e curtir algum sentimento grotesco, daqueles que fazem a nossa existência ficar amarrada no vilão, que você lembra tem pressa em evoluir. Siga sorrindo.
Ódio? rancor? raiva? nada disso!
Quando há percepção de que "o mesmo" que te traiu foi, outrora quem te abduziu do teu foco, da tua missão e da tua existência, você não ficaria amarrado a isso. A nenhum sentimento ou atitude.
Você terá como defensor mor a consciência do outro.
Ah! a consciência, essa fenomenal qualidade psíquica que processa as coisas como elas são, sem nenhum juízo de valor, sempre acionada pelo próprio espírito, ela afirma SEI, ESTOU CIENTE! da vida como ela é e não como se desenha.
Ela, firmemente cobrará sempre de todos arrependimentos e enquanto isso não acontece, ela sugará do vilão as energias vitais, deixando a sua alma na escuridão e encurralando-nos social e fisicamente.
Você segue, com muitas tatuagens na alma, vitorioso, porque aquilo que fazem para a tua eliminação, é o que te impulsiona mais ainda. Se você já não era "pequeno" quando te lançaram fora,seguirá crescendo após tantas batalhas.
Por fim, deixando em você a melhor porção humana, atributos que qualificam a sua alma, é necessário que você deixe o destruidor seguir vitorioso, pois leva consigo todo o resultado da sua missão de ambição e destruição e em si mesmo; e levará também consigo um facho da luz que brilha em você, para que, até o último suspiro, em meio às suas trevas, também reluza em amor, fraternidade, misericórdia, caridade e fé e descanse em paz.

Inserida por jozedegoes

Ah! a consciência, essa fenomenal qualidade psíquica que processa as coisas como elas são, sem nenhum juízo de valor, sempre acionada pelo próprio espírito, ela afirma SEI, ESTOU CIENTE! da vida como ela é e não como se propaga.

Inserida por jozedegoes

Depressão
Estrada longa, cheia de traumas, que tumultuam o coração e a mente, que se transformam em dois portos e um trânsito turbulento de emoções.
Mas você é o centro de controle e a fé te guia. Você luta, mas nem tudo é controlável, mesmo assim você segue tentando alcançar o ponto de equilíbrio mesmo fragilizado.

Inserida por jozedegoes

Por fim, deixando em você a melhor porção humana, atributos que qualificam a sua alma, é necessário que você deixe o destruidor seguir vitorioso, pois leva consigo todo o resultado da sua missão de ambição e destruição e em si mesmo; e levará também consigo um facho da luz que brilha em você, para que, até o último suspiro, em meio às suas trevas, também reluza em amor, fraternidade, misericórdia, caridade e fé e descanse em paz.

Inserida por jozedegoes

Depressão
Primeiro você cai, porque te puxaram pelo braço e te jogaram num buraco.
Mesmo assim, com esforço você acha a saída, e ao sair do escuro, você se arrasta, tentando sobreviver.

Inserida por jozedegoes

Você se cala e o universo grita por você. E nada mudará na ordem natural das coisas, a não ser o exercício da paciência.

Inserida por jozedegoes

Ode à vida

Estou vivo, respiro, não penso, só existo, que vida! É minha, é viva, obrigado!
O ontem já não importa, passado, agradeço o viver no presente, crio meu futuro, oportunidade nova para uma vida cheia de furos, de erros, apagados pelo passado... Assim como o sol, despertei, brilho e brilho muito, vivo e vivo muito e hoje será um bom dia, tão bom que me traz alegria ao pensar, euforia a escrever, paixão ao respirar, vivo, estou vivo...

Inserida por eusousalvi

Canta
Solta sua voz
Revela tua ternura
A canção da vida
Prepara sua sala
Receba seu amigo
Uma taça de vinho
A comemorar
Canta, canta
A canção do amor
Uma valsa te convido
Dança comigo
Teu coração
Pulsa de alegria
No meu abraço

Inserida por iveliscodeler

O trabalho é uma guloseira, para quem anda a cavar, faz-se o trabalho a cantar, em amena cavaqueira... Se a enxada é companheira, toda a terra é poesia... A cavar o dia a dia, os dias são bem cavados, aos domingos e feriados, sempre com a mesma alegria.

Inserida por AntonioPrates

Quando vc olhar pro Planeta e pra Nação e pensar: poderia ser melhor. Muito melhor. É porque você precisa se integrar ao processo de construção de uma verdadeira e nova humanidade.

Inserida por Todeschi