Quente
"A cama é fria , e nem o coberto retem esse vazio , a lagrima desse quente . E acho que é a unica coisa quente em mim. Na estante os livro velhos e na mente uma pequena invasão de otimismo que nada está tão ruim , e que algo pode mudar a situação , os posteres na parede refletem um mundo que só existem para poucos e por pouco tempo. A hora indeterminada chega, a atualização da vida ainda não é possível ate que o dia amanheça. Eu não me importo com os cachorros que latem perto daqui , eu os respeito , só queria que as horas fossem pouco tempo , e que pouco tempo fosse suficiente para você esquecer o mal que te fiz .E lamentar? Não vou,quis te vez feliz mesmo me deixando para trás . Mais o pior aconteceu , só não queria esta agora pensando em todos esses detalhes ."
A manteiga de leite desliza
derretida no pãozinho quente.
Chá de canela e o mugido das vacas
lá no curral.
Quarta linda!
Num dia quente de verão brota um amor quente que faz quentes a alma e o coração... É, só assim "fico frio"!
Vem me dizer que esse frio e psicológico...
Ah, tá. Chocolate quente é o que mais desejo nesse momento.
O coração ardente
Nos céus da terra
Que com a paixão fica quente
Depois parte-se que nem uma pedra
Às vezes ponho-me a pensar
Como seria um lugar diferente
Ao pé daquele mar
Que o mundo tem em mente
Pois o amor é coisas que tem dor
"FENIX"
Seiva suave...
aromática e quente
como a gota invadindo.
A alma...
como chuva descendo
pelas ladeiras do corpo
...ah! e então dormitar
na calma da madrugada
e envolver-me no sonho
de teu sorriso,
como Fênix que perde-se
em seu vôo.
Sim, meu amor perene,
tão incansável e bravo.
Meu sonho imperioso
tão premente em minha gota.
Meu vôo, meu fogo e meu ar.
Sou terra!
as matas colorem meu corpo,
minhas danças místicas são envolvidas,
pelo canto do pássaro mestre.
Sou solitária... não sou solidão,
sou apaixonada e viajo nas asas
da Fênix de emoção.
A nutrição do amor...
Vertendo o querer quente,
Apenas um ser azul ausente,
Um vermelho por descontente,
Uma sabelhoria humilhante.
Suplicando o nutrido adiante,
Manifestando o poder sem perceber,
Foi-se o passo sem o arrepender,
Foi-se à vista alegre entender.
O grande amor de Deus pode curar,
Basta nutrir de amor a quem o dá,
Quando você levanta o nó da pá.
Será o mundo por ato medido mudar?
Paradigma correr, morrer e voar,
Um verbo distindo distinto ecoar.
É, não é; sim, não; acredito, não acredito; sei, não sei... Gosto assim!
Seja frio ou quente de uma vez. Meio termo não serve pra mim!
Cabra Sem Frescura
Sou da terra do sol quente,
Onde o povo é valente,
Aqui não tem paciência
Pra frescura de mais gente.
Se vier com lero-lero,
Já dou logo um "vá-se embora!"
Comigo é tudo na raça,
Sem mimimi, sem demora!
Se tropeçar, eu dou risada,
Depois ajudo, é claro,
Mas drama só presta em novela,
No meu terreiro é raro.
Sou do tipo desenrolado,
Não dou volta, não enrolo,
Falo mesmo na lata,
Se gostou, dê logo um colo!
Tem gente que vive de chiado,
De cara feia e fofoca,
Mas eu vivo é de risada,
De cuscuz, forró e tapioca.
Não sou de fazer arrodeio,
Sou direto igual rojão,
E se quiser paz comigo,
Deixe a frescura no chão!
SANGUE SECO
Um sussurro no morro ecoa,
O asfalto quente guarda histórias não contadas,
Nas vielas, o vento carrega o lamento,
Sangue seco — marcas não apagadas.
A favela respira sob o fogo cruzado,
Cada treta é um verso que o tempo não apaga,
Irmão contra irmão, o ódio herdado,
Enquanto a fome rasga a alma e a chaga.
A rua tem memória, o muro tá rachado,
Sombra da bala perdida, criança assustada,
O prato vazio é o grito calado,
E a justiça? Cega, surda, engravatada.
Sangue seco na terra, cicatriz do destino,
A quebrada chora, mas não abaixa o queixo,
A cor da pele é sentença, o futuro é pequeno,
Enquanto a sirene corta o vento, rasga o ninho.
A farda que deveria proteger é a mesma que invade,
Botina no pescoço, o joelho na garganta,
A mãe chora no beco, o corpo estendido no lote,
A viatura passa, a vida vira planta.
Cadê o herói? O mapa tá manchado de roxo,
A mídia pinta o morro como covil de bandido,
Mas ninguém vê o sonho do mlk no busão lotado,
Ou o pai que vende bala pra ter pão dividido.
O sol nasce no barraco, ilumina a resistência,
A arte é arma, o grafite na laje é poesia,
A quebrada dança no funk, quebra a sentença,
Enquanto o sangue seco clama por justiça todo dia.
O sistema é laço, a favela é o alvo,
Vidas viram números no jornal de domingo,
O jovem é caça, o futuro é algo,
Mas a revolta fermenta no copo de pinga.
A paz é utopia quando a guerra é concreta,
Mas a fé tece redes onde o Estado some,
Nas vielas, a glória brota na esquina aberta,
E o sangue seco grita: "Nossa voz não some!"
Sangue seco na terra, mas a luta não seca,
A favela é raiz, não tem medo de trator,
Cada passo no beco é uma semente na terra,
E o grito do morro ecoa: "Amanhã vai ser maior!"
(O vento leva o verso, a quebrada não esquece,
No sangue seco, a história insiste em doer.
Mas enquanto houver chão, o povo pé-no-chão reescreve
O amanhã com as mãos — pra quebrar o que vier.)
FANTI MC
Segredo na Ponta da Língua
Guardo um segredo na ponta da língua,
quente, doce veneno em calda.
Quem prova, jura que esquece,
mas volta com sede, sempre mais nada.
É beijo sussurrado em orelha alheia,
é riso que escapa sem ser permitido.
Segredo não é pra ser guardado,
é pra dançar pelado, escondido.
Fiz promessa de não contar,
mas sou boca que ama o perigo.
Um deslize, um copo a mais,
e lá vai o coitado, perdido.
Ele jura que é só entre nós,
mas segredos têm pernas e ouvidos.
Deslizam em lençóis e travesseiros,
deixando os lençóis... entretidos.
Então me conte, mas bem baixinho,
não que eu vá espalhar, imagina!
Só deixo escapar, sem querer,
em forma de rima... maldita menina.
Quando Meus Monstros Vêm
Tava precisando de um colo quente,
mas encontrei o frio, o vazio presente.
Tava querendo um abraço apertado,
só recebi o silêncio calado.
Busquei um ombro pra desabar,
mas era o nada a me escutar.
Só o espaço, só o chão,
nenhuma mão, nenhuma direção.
Tava pedindo tão pouco, na verdade:
alguém que ficasse na tempestade.
Que não fugisse, nem se escondesse,
quando meus monstros aparecessem.
@tebaldi_emilia
Sou Africano
Sou feito de terra quente e céu aberto,
De tambores que falam no silêncio do tempo,
De raízes fundas, num passado desperto,
Que vive em mim como um sagrado templo.
Sou o grito da savana ao romper da aurora,
A dança da chuva em solo sedento,
Sou voz ancestral que nunca vai embora,
Sou fogo que arde no firmamento.
Sou traço de reis em tronos de marfim,
Herança viva de reinos esquecidos,
Sou o riso e a lágrima dentro de mim,
Sou os caminhos, os mortos, os vivos.
Sou coragem que cresce na dor calada,
Sou o corpo que resiste, o peito que luta,
Sou cicatriz que se torna alvorada,
Sou a alma que canta mesmo na labuta.
Sou bantu, sou kongo, sou zulu,
Sou as línguas que o mundo tentou calar,
Mas sou tambor que ecoa no céu azul,
Sou memória que ninguém vai apagar.
Sou África – e em mim ela habita,
Não como fado, mas como missão.
Em cada passo, a história me visita:
Eu sou africano. Sou chão. Sou visão.
Patrono: Mateus Sebastião Kilola
Ela
A primavera mais brilhante,
o verão mais quente,
o inverno mais aconchegante,
o outono mais renovante.
Menina formosa e encantadora,
que a minha alma curou,
que a minha alma amou,
que do sofrimento fora destruidora,
percebe a sua importância?
Percebe a sua elegância?
De estar consigo tenho ânsia.
Que risonho é o futuro,
aprender a viver lado a lado.
Ficarei para sempre, eu juro,
Preciso do seu abraço aconchegado.
Que riqueza!
Saber que tenho uma certeza.
Ela, sim, dotada de esperteza,
nem irei comentar sobre sua beleza...
Falharei na representação,
mas irei cair na tentação,
pois por si sinto forte adoração:
Ela é amor prolongado,
Ela é o intenso adocicado,
Ela é o beijo apaixonado,
Ela é perfeição em puro estado.
Amor de Barzinho
Cabeça quente,
Copo de whisky gelado
Tudo dará certo um dia,
Mesmo tendo tendência a dar errado.
E se o plano A falhar?
Nós aciona o plano B
Afinal, mais importante do que tentar,
É fazer acontecer.
Se o clima esquentar?
A gente dança agarradinho
Cola tua boca na minha boca,
E eu te deixando louca, te beijo a noite toda
Nesse mesmo barzinho.
Se o amor acontecer?
A gente sai para comemorar
Toma uns whisky por aí,
E faz love intenso na beira do mar.
E a gente vai viver,
Um amor proibidão
Se amando até o amanhecer,
Se pegando até a escuridão!
A vida é uma luva
Uma hora queremos colocar, mas está quente e resolvemos tirar
Tiramos e então está frio e resolvemos colocar
Nesse vai e volta, de ir ou ficar, eu decidi viver sem me preocupar.
