Quem tem Telhado de Vidro Evita Chuva de Pedra

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Quem anda por princípios, não é movido por pressão.

Quem honra a visão, participa da colheita da visão.

Quem ganha uma alma alegra o céu; quem forma um discípulo expande o Reino

Tenha cuidado com quem você deposita sua confiança. O tempo, sábio e paciente, sempre revela os verdadeiros rostos.⁠

Cuidado com as escolhas. O tempo mostra quem merece ficar e quem só parecia ser.⁠

"Quem só adora quando recebe ainda não aprendeu quem Deus é."

"Quem carrega fogo ilumina ambientes escuros."

"Há quem confunda relacionamento com conveniência. Enquanto precisa de você, chama de amizade; quando não precisa mais, chama de passado."

As palavras nunca são apenas sons; elas carregam o peso da intenção de quem as pronuncia e deixam marcas em quem as recebe. Talvez, se as pessoas compreendessem o poder de uma frase dita no calor da emoção, escolheriam o silêncio antes de transformar o respeito em ferida.


Dizer a alguém: "Cada dia quero mais distância de você" apenas porque essa pessoa não concorda com um erro que você defende revela mais sobre a intolerância do que sobre a verdade. Discordar faz parte das relações; humilhar é uma escolha.


Quem valoriza o diálogo não teme opiniões diferentes. Mas quem prefere o orgulho ao entendimento acaba afastando pessoas que apenas tiveram coragem de ser sinceras. No fim, as palavras passam, porém as cicatrizes que elas deixam podem permanecer por muito tempo.


A verdadeira sabedoria não está em vencer uma discussão, mas em preservar a dignidade do outro, mesmo quando pensamos diferente.

⁠Quem vive como se Jesus pudesse voltar a qualquer momento transforma cada dia em uma oportunidade de glorificar a Deus.

Versos de Esperança


Quem aprende a esperar, descobre que o tempo também sabe curar.

Falar da cor dos temporais
como quem nomeia o que não se deixa tocar.
Inventar tons para o que passa rápido demais,
para o que rasga o céu e não pede pra ficar.


Falar de coisas que ninguém viu,
nem os olhos mais atentos, nem a memória mais antiga.
Coisas que só existem no sentir,
no intervalo entre o que dói e o que ainda abriga.


Falar das flores de abril,
mesmo quando o chão insiste em silêncio.
Porque há sempre um brotar escondido,
um gesto de vida acima de qualquer sofrimento.


E então, dizer de tudo aquilo
que escapa do certo e do errado,
do que não cabe em medida, nem em julgamento
apenas existe… vasto, indomável, sentido.

Cultivando minha primavera, para que nunca me faltem flores.
Quem sabe o amor que plantei e tenho regado também venha a florescer?


Sigo cuidando, mesmo quando não há sinais,
porque aprendi que nem toda raiz se revela de imediato.
Algumas crescem no escuro, em silêncio,
antes de ousarem tocar a luz.


E enquanto o tempo cumpre o seu papel,
eu não deixo de me florir.
Porque há beleza em quem permanece,
em quem cultiva,
em quem acredita
mesmo sem garantias.


Se for para florescer, que seja inteiro.
Se for para ficar, que seja com raízes.
E se não for…
ainda assim, minha primavera não se perde.

O Universo que Me Habita

Há quem passe pela vida colecionando encontros. Eu prefiro colecionar profundidades.

Nunca soube amar pela metade, conversar pela metade ou sentir pela metade. Talvez por isso o mundo, tantas vezes, pareça apressado demais para quem aprendeu que as coisas mais importantes não nascem da velocidade, mas da permanência.

Carrego valores que o tempo insiste em chamar de antigos. Eu os chamo de eternos.

Ainda acredito na palavra que vale mais que uma assinatura. Na presença que não precisa disputar espaço com distrações. No respeito que permanece mesmo quando ninguém está olhando. Na delicadeza que nunca perdeu a força. Na obediência a Deus, não por medo, mas porque descobri que Sua vontade sempre enxerga mais longe do que os meus desejos.

Sou romântica, mas não apenas no amor entre duas pessoas. Sou romântica diante da vida.

Vejo beleza no café servido com calma, nas cartas escritas à mão, no silêncio compartilhado, nas orações que ninguém ouviu, nos gestos que jamais serão fotografados e, justamente por isso, pertencem ao que há de mais verdadeiro.

Aprendi que caráter é aquilo que continua existindo quando desaparecem os aplausos. Que integridade é permanecer a mesma pessoa, ainda que ninguém reconheça o esforço. E que existem princípios que não foram feitos para serem negociados, porque, quando os vendemos, perdemos partes de nós.

Às vezes sinto que faço parte do universo. Outras vezes, tenho a impressão de que um universo inteiro vive dentro de mim.

Um oceano silencioso, profundo e quase inexplorado.

Nele existem perguntas que ainda não encontrei coragem para fazer. Sonhos que Deus conhece antes mesmo de eu lhes dar um nome. Memórias, esperanças e uma fé que insiste em florescer até nas estações mais secas da alma.

Não tenho pressa de chegar à superfície.

Algumas riquezas só existem nas grandes profundidades.

E talvez seja esse o meu jeito de existir: mergulhando.

Porque quem vive apenas na superfície conhece as ondas.

Mas quem aprende a descer encontra o silêncio, a verdade e Deus.

E é lá, onde poucos se aventuram, que a minha alma se sente em casa.

A Expansão de Dois Universos


Há pessoas que atravessam a vida umas das outras como quem visita um lugar. Eu não.


Sempre acreditei que existem pessoas extraordinárias. Pessoas que carregam dentro de si universos inteiros. Com constelações ainda sem nome, galáxias jamais exploradas, oceanos profundos e infinitos esperando alguém suficientemente curioso para permanecer.


Talvez seja por isso que nunca consegui amar pela superfície. Porque a superfície nunca foi capaz de sustentar aquilo que eu procurava. O extraordinário é raro. E, quando dois universos raros se encontram, o desejo deixa de ser apenas estar ao lado. Passa a ser descobrir.


Descobrir os continentes escondidos nas palavras não ditas, decifrar as estrelas por trás dos medos, encontrar vida onde ninguém antes teve paciência para procurar. E, enquanto isso, permitir que alguém também percorra o meu pequeno universo. Não apenas para me possuir, mas para me conhecer. Porque universos não se conquistam. Universos se desvendam.


Existe algo extraordinário quando duas imensidões deixam de apenas se observar e escolhem explorar uma à outra. Não para que uma complete a outra, mas para que ambas se expandam. Cada descoberta amplia a seguinte. Cada pergunta abre espaço para novas galáxias. Cada vulnerabilidade ilumina uma parte que ainda permanecia invisível.


É como se dois infinitos, ao se encontrarem, não diminuíssem um ao outro. Ao contrário. Expandissem. Porque conhecer profundamente alguém nunca reduz o mistério. Apenas revela que o infinito sempre foi maior do que imaginávamos.


Talvez seja esse o encontro que sempre procurei. Não alguém que apenas me olhasse, mas alguém disposto a passar uma vida inteira descobrindo os infinitos que habitam em mim, enquanto eu faria o mesmo pelos infinitos que habitam nele.


E talvez seja por isso que, um dia, escolhi entregar o meu universo. Não em partes. Não apenas o que era bonito ou fácil de compreender. Entreguei também os silêncios, as cicatrizes, as galáxias ainda sem nome e os lugares onde quase ninguém teve coragem de permanecer. Porque um universo só pode ser verdadeiramente entregue quando alguém confia ao outro até aquilo que ainda não foi completamente descoberto.


Talvez poucos compreendam o peso dessa entrega. Mas quem compreende sabe que receber um universo nunca foi um privilégio comum. Foi um convite para uma jornada sem fim.

A atenção revela interesse. Quem se importa percebe detalhes; quem ama faz deles prioridade.

Onde o toque acontece

Há quem confunda pele com presença.
Beijo com encontro.
Desejo com conexão.

Mas há um abismo entre encostar em alguém e realmente tocar alguém.

Porque o toque que importa não começa nas mãos.
Começa na atenção.
No olhar que permanece.
Na escuta que não tem pressa.
Na vontade de conhecer o outro antes de atravessá-lo.

Eu acredito no toque que encontra ritmo.
Que não invade, não exige, não toma.
Que percebe.
Que espera.
Que responde.

Porque quando existe verdade, dois corpos não apenas se tocam: eles se reconhecem.

E talvez seja isso que tanta gente não perceba.

Há pessoas que passam uma vida inteira roçando em outras sem jamais alcançá-las.
Beijam bocas, mas não encontram almas.
Abraçam corpos, mas permanecem distantes.
Trocam calor, mas não presença.

Eu não quero um toque que apenas percorra minha pele.

Quero aquele que saiba chegar até onde ninguém chega.
Que encontre em mim o que não se entrega a qualquer mão.
Que compreenda que meu corpo é território de confiança, e que só se abre verdadeiramente quando existe algo maior do que desejo: conexão.

Porque, para mim, tocar alguém é uma forma de dizer:

eu estou aqui.
eu vejo você.
eu sinto você.
e, por um instante, não existe distância entre nós.

Talvez seja por isso que eu ainda espere pelo toque certo.

Não porque tenha medo de ser tocada,
mas porque sei a diferença entre ser tocada
e ser alcançada.

Há pessoas que chegam à nossa vida como quem acende uma luz que nunca mais se apaga. Não entram para mudar tudo com estrondo, mas com a simplicidade firme de quem traz uma bondade verdadeira.

Você desfez a minha desordem apenas sendo quem você é. Chegou com as mãos vazias, me ofereceu um abraço onde o mundo inteiro cabe e me mostrou que o amor de verdade não precisa ser uma guerra para ser forte. Ao seu lado, tudo é morada, tudo é clareza .
_Enzo Ruchell_

⁠O amor cabe inteiro, na vida de quem quer amar...

🌸Te AMO!!!🌸