Quem tem Telhado de Vidro Evita Chuva de Pedra
E então você me disse uma vez: Quem tá na chuva é pra se molhar... E eu teimosa como sempre insistia em te proteger com meu guarda-chuva.
Porto Alegre em Dia de Chuva
Chove manso sobre as ruas antigas,
como quem lembra histórias guardadas,
nos telhados, o tempo suspira,
entre árvores, memórias molhadas.
O Guaíba se veste de cinza,
mas guarda um brilho de prata no véu,
as nuvens parecem cartas antigas,
enviadas do próprio céu.
Os bondes, em sonho, ainda passam,
rangendo lembranças de outrora,
e o vento nas praças conversa
com fantasmas gentis da aurora.
Café fumegante nas esquinas,
janela aberta, um olhar distante,
há ternura em cada esquina,
um suspiro leve, constante.
Porto Alegre chove e encanta,
com seu charme melancólico e fiel,
é cidade que canta e que pranta,
com saudade doce e papel.
E quem anda por suas calçadas
de guarda-chuva e coração,
sente o tempo escorrer nas fachadas,
feito lágrima... e canção.
Como pode dizer amar o sol
quem nunca se arriscou a andar durante a chuva?
Está chovendo de novo
vamos
ponha a cabeça para fora e a assista cair.
Os cristais em seus olhos
que correm rumo ao chão
você não é melhor que elas.
Tão grande, se ajoelha ao espaço
fugindo do que te faz se sentir tão pequeno.
Está chovendo. Chovendo de novo.
Quem está na chuva observa as lágrimas se misturando com a água que molha o rosto. Assim, não há incerteza no choro nem vergonha, pois ninguém saberá se são lágrimas ou apenas o banho da chuva.
Quando a gratidão não vem após a tempestade, a chuva volta a molhar os justos e injustos. Quem sabe viver, respeita a vida.
A chuva vem, a levar as folhas secas, sonhos mortos, vem o sol a abrir passagem para quem aproveita a limpeza da chuva pra cultivar as flores, outras tentativas e os novos frutos que brotarão. Das chuvas que regaram e do sóis que nascerão.
A chuva hoje tocou a janela como quem pede licença para entrar. Dentro de mim há móveis que rangem com lembranças. As palavras saem mansamente, como se pedissem perdão. Às vezes penso que sou feito de corredores vazios. E nesses corredores ecoam os passos que um dia me ensinaram a voltar.
Quem Sou?
Queria ser sua alegria e sua paz
Seu dia de chuva para fazer brotar a semente do amor
Que nasce com todo esplendor
No coração de quem dá valor.
Queria ser o sol que brilha
Para aquecer sua alma e te trazer alegria
Oferecer-te um lugar seguro
E ser o dono de seu futuro.
Queria guiar seus passos
Proteger-te do cansaço
E na sua hora de dor
Amparar-te com meu amor.
Queria caminhar ao seu lado
Em todos os lugares onde for
Para quando você cansar
Nos meus braços eu te tomar.
Queria ser a água que te sacia
Seu mais perfeito amor
Sua paz e alegria e te fazer um vencedor
POR QUE SOU SEU SALVADOR!
Quem há de nós avisar em uma noite de chuva que é preciso ter um pouco mais de esperança que o sol sim virá?
Porque ela está vazia… Todo o a redor, o meio, o fim, o começo, o errado, o certo, o nosso, o avesso, o de ninguém, o que ninguém quer, o que eu nem mesmo sei se quero. Estou vazia…
Todas as certezas, as dúvidas, os medos, as inseguranças, as esquinas, os travesseiros, as noites, os dias, as tardes, a sensação de enfim sentir-se completa. Tudo as pedaços, só o vazio restou.
E eu estou acabada, exaustivamente cansada, chorei, pela primeira vez chorei, por um fim que há muito tempo já havia sido fim e só a tonta aqui não aceitava…
Foi aquele cara maluco, com manhias estúpidas que tanto amor dei, me deixou assim. E eu tento encher todas as minhas partes vazias de pessoas que inflam o suficiente para me fazer mais macia, tentativas inúteis, tudo ilusão. Além do vazio e essa dor que não passa, ando seca. Ressecada de tanto vazar por um dia ter pensado que as escolhas já haviam sido todas feitas e que a minha parada final era bem ali em seus braços…
Todas as coisas que eu planejei fazer com você, a cama bagunçada, os filhos que íamos ter, o pra sempre juntos, as palavras, promessas e carinhos…. Estamos vazios!
E ele foi embora sem ao menos olhar pra trás, e entre os seus passos, ainda tento entender onde das esquinas foi que tudo se perdeu, onde foi parar aquele nosso amor maluco um pelo outro, onde foi parar o meu sorriso, porque agora ando sem ele…
Ó, chuva, seja bem-vinda.
Venha com a graça lave, leve e limpe todo sofrimento de quem precisa de refresco.
Quem nunca se atreveu a brincar na chuva, não conhece um dos maiores prazeres que a vida nos proporciona de graça!
Uma das brincadeiras mais gostosas quando se é criança e uma das ATITUDES mais Determinadas quando adulto!
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