Quem sabe
Você não precisa se explicar, talvez eu esteja bem demais sozinha – e, quem sabe o destino quis assim mesmo – as nossas conversas ficaram para trás, e o seu sorriso? Só os restos mortais dele sobraram, quem sabe era de ser dessa forma, quem sabe deveríamos ter esse mesmo final infeliz que tivemos. Estamos muito bem separados, por mais que você ainda seja meu vizinho nos sonhos, por mais que eu ainda grite que te amo sem que nenhuma palavra seja ouvida, por mais que eu ainda deseje você aqui como sempre foi e talvez sempre será. Não existem explicações, nenhuma silaba a mais será pronunciada, você declarou um fim e se é assim que tem de ser, eu aceito. Me recuso a te machucar mais uma vez, ou quebrar a cara na próxima esquina. Me recuso a ser quem você não quer...
Mas, se ainda serve...se você ainda consegue ler todas as minhas palavras e ver qualquer sentimento nelas, ou se ainda tem dúvidas. Quando eu digo que amo você mesmo que seja pouco, na verdade é muito.
- Eu te amo, bem pouco, só para não perder o costume. E, sabe, eu ainda acredito em você – por mais que doa.
Quando eu sorrir,quem sabe posso te esquecer
nem que seja no anoitecer
Meu coração vai amadurecer
Dentro do meu ser
As luzes apagam-se
Nada posso enxergar
Só a dor
De quem sabe um dia te deixar
Tento chegar no meu fim
Mais é tão ruim
E eu,fico com uma flor marfim
Junto a tantos poetas
Em meio de tantas palavras
E de tantas lágrimas.
Destino
Destinos cruzados, o acaso, quem sabe?
Beijo roubado, dado só ele sabe.
Amor com química, sem química, tu sabes...
Tu queres a mim? A ela? A quem?
Tu amas uma, outra, quantas quiser.
Tu sabes o que dizes? Não sabes, quem sabe?
Tu sentes o que senti? Não senti. Que pena!
Não te amo! Amo! Odeio, venero.
Te quero, não quero, agora ou só por um tempo
QUEM SABE, QUEM SABE É DEUS! (Paródia)
Paródia brasileira de Quizás, quizás, quizás
De O Ferres (prá valer!)
Tom Cm (pelo menos isto!)
Ritmo Bolero
Sempre que te pergunto:
“O quando comes e onde?”
Tu sempre me respondes:
“Quem sabe, quem sabe é Deus!”
E assim passando fome
E eu bem revoltado
E tu abobalhado:
“Quem sabe, quem sabe é Deus!”
Estás perdendo o voto,
Esperando, votando,
Por mais que tu o queiras
Estão se lixando, até quando?
Não passe assim os dias,
Estou te informando
Pra ir se rebelando,
Agrade a ti e a Deus!
Não vote nos filisteus!
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pinfo@drmarcioconsigo.com
MEU PONTO
Queria ser de sua historia um ponto
Que ponto? Deixe-me pensar:
Quem sabe um ponto de interrogação
Para eu ser sempre uma dúvida ou um mistério
Há! Penso que isso poderia atrapalhar seu texto.
Mas não sei, acho que prefiro ser uma vírgula.
Uma rápida paradinha pra te amar
Há não! Pensando bem... Eu quero ser um ponto-e-vírgula
Ai vai ter mais tempo para eu te namorar.
Melhor ainda só a reticência.
É.... Dai já é abusar.
Olha, pensei melhor, queria ser de sua historia...
Um ponto de exclamação!
Não seria legal acompanhar seu suspiro, sua surpresa;
Quando eu lhe roubar um beijo apaixonado
Ou te abraçar delicado assim que lhe bater a tristeza?
Mas são tantos esses pontos
Que de tantos não consigo achar um ponto
Ora! Para que ter tantos pontos em nossa vida?
Quero apenas um, e pronto.
Há!... Finalmente; encontrei a resposta!
Eu quero ser dos pontos o mais simples e o maioral
Na sua historia quero ser; um ponto final.
Posso não ser o cara que você sempre sonhou,mais quem sabe,eu não sou o cara que vai te fazer feliz,me de a mão ou não me dê nada.
voçê sabe o que eu sei ? não, eu sei o que voçê sabe ? não, quém sabe mas de nós dois ? aquele que não se juga + ou - é sim = a todos os seus cemelhantes.
Uma hora a sua ficha vai cair,você vai me notar .. e eu ja vou ter ido embora? quem sabe estarei morto? Não,Estarei em uma nova estrada.
Assim sou
Nasci para ser flor, espinho ou relva;
Quem sabe cactus?
Do sertão o verde; do mato a cor.
Não sei, não sei se sou da rosa o rubro;
Da vida a cor, nasci; assim sou.
Do mar, a concha; da vida, o amor.
... O riso...
Quem sabe a dor?
Não sei, assim nasci.
A estrada longe...
O amor, o desamor.
Assim nasci, assim sou.
A flor do campo; da brisa, o orvalho
A noite; o dia.
A luz, não sei.
Assim sou.
A mata; a duna; o perto; o longe;
O silêncio; o canto;
O barco; a vela; a saudade
Ou a felicidade?
Não sei, assim sou.
O silêncio; o riso;
O Sol; o fim da tarde;
O olhar que partiu; que ficou;
A onda do mar;
O barco que surge; a felicidade;
O pescador; A areia;
O ficar; o verso e o inverso;
O que nem sei dizer se sou;
Assim... sou!
(Ednar Andrade).
Se a distinção está na qualidade dos trajes que usamos, andemos nús. Quem sabe assim, as pessoas vão ser tratadas como seres, não como manequins de uma loja de grife ou da lojinha da esquina.
