Quem Ama Nao Erra

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Se não fosse a imaginação, o homem seria tão feliz nos braços de uma criada quanto nos de uma duquesa.

A vida não é nem feia, nem bonita, mas é original!

Há muita gente boa e feliz, porque não tem suficiente liberdade para se fazer má e desgraçada.

Uma literatura que não respire o ar da sociedade que lhe é contemporânea, que não ouse comunicar à sociedade os seus próprios sofrimentos e as suas próprias aspirações, que não seja capaz de perceber a tempo os perigos morais e sociais que lhe dizem respeito, não merece o nome de literatura: quando muito pode aspirar a ser cosmética.

Sou um homem e errei; não há nada de surpreendente.

As pessoas vaidosas não podem ser astutas; elas são incapazes de se calar.

O amor não passa de um prazer. A honra é um dever.

Não é a beleza mas sim a humanidade o objetivo da literatura.

Palavras não existem
fora da nossa voz as
palavras não assistem
palavras somos nós

(A doença, Poemas Reunidos, Publicações Dom Quixote, 1999)

Um erro que impede os homens de agir é o não saberem daquilo que são capazes.

Longe um trinado.
O rouxinol não sabe
que te consola.

Aprendendo com a experiência de uma derrota, na verdade, você não perde.

A gente não escolhe o próprio assunto. Eis o que o público e os críticos não entendem. O segredo das obras-primas está nisso, na concordância do assunto com o temperamento do autor.

Eu não creio que Deus se importa onde nos graduamos e o que fizemos para ganhar a vida. Deus quer saber quem nós somos. Descobrir isso é o trabalho da alma - é o nosso verdadeiro trabalho da vida.

Quando era jovem, descobri que nove de cada dez coisas que eu fazia eram um fracasso. Eu não queria ser um fracasso. Então, passei a trabalhar dez vezes mais.

César, grande em tudo, / não acreditava em nada efetivamente enquanto existisse algo por fazer.

Não há coragem triste.

O objetivo da oratória considerada isoladamente, não é a verdade, mas a persuasão.

Não há baliza racional para as belas, nem para as horrorosas ilusões, quando o amor as inventa.

Camilo Castelo Branco
BRANCO, C., Amor de Perdição, 1862

Se um escritor quisesse demonstrar que a liberdade não lhe é necessária, pareceria um peixe querendo convencer-nos de que a água não lhe é útil.