Quebrado

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Fragmentos que batem


No peito bate um coração quebrado,
feito vitral rachado pela dor.
Mas mesmo em cacos, segue iluminado,
refletindo lampejos de amor.

Carrega em si o peso do que foi,
as promessas que o tempo levou.
Mas entre os estilhaços, algo constrói:
um sonho novo que não se apagou.

Pois há beleza em quem resiste,
em quem ama mesmo sem guarida.
Coração partido não desiste —
ele aprende a pulsar pela vida.

Prefiro o silêncio quebrado de Nietzsche no fim
à fala organizada de quem só pensa para tentar reduzir o que proponho por versos e atitudes coerentes com tais.


William Contraponto

Teu nome ainda lateja na minha cabeça
como vidro quebrado brilhando no chão,
bonito de longe, perigoso de perto.
Eu aprendi a sangrar devagar pra não fazer barulho,
como quem respeita o luto de algo que nunca foi vivo de verdade.


As palavras que te escrevi vieram feridas,
cheias de poeira e intenção torta,
misturando carinho podre com raiva cansada.
É foda admitir, mas tem amor que nasce morrendo,
e mesmo assim a gente insiste em regar o cadáver.


Te transformei em metáfora sem pedir tua permissão,
porque é mais fácil lidar com poesia
do que com a merda concreta do abandono.
E doeu, doeu pra caralho.
Esse negócio de achar beleza no que me destrói.


No fim, guardei tudo numa gaveta sem fundo:
tu, eu, os restos, as frases tortas,
toda essa bagunça emocional que fede e brilha ao mesmo tempo.


E quando a madrugada pesa,
parece que o universo inteiro respira, por cima do meu peito,
me esmagando, me lembrando
que até as ruínas têm memória.
E as minhas, infelizmente, ainda falam teu nome.

Estou dentro de uma caixa
Meu espirito estar quebrado
Meu corpo frasco frágil
Se um ser ocular me observasse seria como a noite se esfuma
Como se a sombra abraçasse outra...
Como se na aureola circulasse o tempo
No vácuo vazio do firmamento um cisco a deriva no gelado espaço flutuasse...
A prisão eterna do nada para segura e proteger o silencio dele mesmo...entregue circula sem próprio efeito que se esvai pedido...
Nunca vir tamanho silencio...
O fio invisível entre a vida e a morte.
tão frágil quanto o pó que dança na luz,
tão vazio quanto o eco que eu mesmo criei.
Mas é nesse vazio que encontro algo meu,
uma pequena centelha que insiste em arder
mesmo quando a noite inteira sopra contra ela.
Aos poucos entendo
que existir não é mais do que ser testemunha:
testemunha do meu medo,
do meu silêncio,
da minha queda,
e ainda assim, do meu espanto diante do mundo.
Há uma beleza simples nisso,
uma beleza tênue, quase secreta
a beleza de ser mortal.
De saber que o tempo me atravessa,
mas ainda assim sentir,
ainda assim querer,
ainda assim seguir.
Sou observador e parte,
sou poeira e pensamento.
E no encontro entre o nada que me envolve
e o pouco que sou,
surge um propósito que ninguém me deu:
o propósito de sentir o que é existir,
de existir enquanto ainda posso ir,
mesmo frágil,
mesmo pequeno,
mesmo efêmero como um sopro no espaço.
E talvez seja isso—
meu descobrimento silencioso:
não sou grande,
não sou eterno,
mas sou.
E ser, por um instante, já ilumina tudo como coração bate fraco constante
mas ainda pulsa um lampejo tênue,
como se a noite respirasse dentro do meu peito
e a sombra aprendesse a sussurrar meu nome.
Sou corpo-frasco frágil,
translúcido ao toque do vento,
e se um ser ocular me observasse,
veria o tempo escorrer pelos meus contornos
como um anel que gira sem nunca se perder,
um ciclo preso à própria eternidade.
No vazio do firmamento,
sou cisco errante,
flutuando entre o frio e o silêncio,
entre o tudo que não alcanço
e o nada que me envolve.
A prisão eterna do nada
parece guardar-me com cuidado,
como se protegesse meu silêncio
do ruído de existir.
E eu, entregue, circulo sem direção,
um efeito que se esvai, sem dono, sem eco,
esquecido pela própria ausência.
Nunca vi tamanho silêncio...
e mesmo assim, ele me olha de volta,
invadindo-me com sua boca invisível,
a devorar o que resta do meu som,
até que eu seja apenas bruma,
e a caixa, apenas um suspiro preso no infinito.

“A incerteza é um hábito que só pode ser quebrado pela afirmação constante do próprio valor.”


Dollber Silva ⁠

O corpo está cansado, quebrado, machucado por tantos motivos e razões. Até a alma, desbravada e devastada, já não encontra forças nem no orgulho para lutar. Neste estágio, o mais sensato é renuncia, e começar tudo outra vez.

Deixa as aparências de lado,
não se faça espelho —
porque espelho frágil, quebrado ao vento,
não sustenta verdade nenhuma.
Sê tua própria essência,
não reflexo do que esperam,
não imagem moldada por olhares alheios.
Caminha com passos firmes,
mesmo que o mundo tente te vestir com máscaras,
mesmo que vozes externas ecoem padrões e exigências.
A beleza está naquilo que floresce de dentro,
na chama que não se apaga,
na coragem de ser inteiro,
mesmo quando a maré insiste em te fragmentar.
Não te reduzas ao brilho passageiro,
nem às sombras que outros projetam sobre ti.
És raiz, és tronco, és fruto —
não apenas reflexo.

Menino… bom menino.

Você foi usado, humilhado, machucado, abusado, quebrado e, por fim, descartado.

Que Deus, em Sua infinita misericórdia, cubra você com luz dourada.
Que o amor eterno e a felicidade plena sejam agora o seu lar.

A saudade permanece.
Mas o seu nome, em alto e firme tom, clamamos por justiça.
E esse clamor continuará ecoando, provando o quanto você foi — e é — grande.

Milhões o viram nas telas.
Sob o seu brilho, não apenas na China, mas de norte a sul do mundo, você apareceu, foi conhecido e permanece vivo na memória de todos.
O mundo ainda o vê, ainda aprecia a sua voz, ainda admira a sua atuação.
Isso não morrerá.

Justiça. Sim, justiça.

Sinto que todos nós — aqueles que te amam — negligenciamos os sinais.
Eles estavam ali, explícitos.
E, mais uma vez, perdemos um ser de coração puro.
Perdemos para vermes, escrotos, monstros sem alma.

Deixamos passar.
Não percebemos, mesmo quando os pedidos de socorro estavam ali, expostos ao vivo para o mundo, nas suas próprias mãos.

Você estava nas mãos de monstros.
Perdoe-nos pela nossa negligência.
Mas a justiça será feita.

Justiça para o menino-homem.
Justiça para Yu Menglong.

Guardamos o passado como um espelho quebrado — quanto mais tentamos consertar, mas vemos nossos fragmentos distorcidos.


EduardoSantiago

⁠Mosaico de uma vida

Espelho quebrado, estátua de si mesmo,
Em cada pedaço, uma imagem, uma faceta da vida,
Em cada olhar fixo, uma exposição da gema, uma visão íntima,
Ver o que não era visto, perceber o que não percebia, saber o que era sabido,
Sombras do passado, marcas do presente, mosaico de uma vida.

⁠Está quebrado mais está dentro da olaria,
Oleiro não substitui o quebrado, ele o refaz .

Não venhas com pedras ao encontro do quebrado;
vem com mãos, com curativos, com pão.
Que o julgamento se converta em cuidado,
e a acusação, em abraço.


Pois quem guarda pedras perde a ternura;
quem as entrega encontra graça,
e no colo do Amigo ferido, aprende a amar sem ferir.

Quem endurece o coração contra a verdade será quebrado pelo juízo.

Não aceite viver quebrado quando a cruz oferece restauração.

⁠"Relógio quebrado não para o tempo."

O perdão quando é praticado com frequência tem a aparência de um vaso que foi quebrado em pedaços e com o tempo foram colados todos os seus pedaços, desta forma fica no seu formato original, porém com muitas cicatrizes a vista.

Um homem quebrado é como uma mão quebrada.

A fragilidade é útero da força, do coração quebrado nasce o poder, beleza brutal do vulnerável.

O impossível é apenas ruído, palavra vazia que racha, eco quebrado diante da vontade.

Fui quebrado, mas cada caco refletiu uma nova parte de mim.