Que Saudades eu tenho da Aurora da minha Vida
A catadora de lixo
Sobe a minha rua todos os dias
Recolhendo o lixo reciclável
Carrinho lotado e rangindo pelo peso
Lá vai ela com passos miúdos.
Pele encardida pelo sol
Enrugada pela falta de trato
Não tem pote de creme, nunca o teve
Nem de azeitonas, azeite, maionese,
Não tem na verdade, nenhum pote
Em seu casebre de paredes de latas velhas
E telhas quebradas, partidas como o seu coração
Dolorido e cansado.
Fui até lá levar-lhe umas coisinhas, poucas
Dentro das suas inúmeras necessidades
Pelo Natal passado.
Fiquei chocada com tamanha carência:
Não tem fogão à gaz. As panelas destampadas fervem num fogão de lenha improvisado no quintal.
Não tem geladeira. A comida que sobra, se sobra, terá de ser consumida azeda.
Conversamos, algum tempo.
Deixou-me saber da sua dor de ser sozinha
Viúva com um filho adolescente
Que não quer saber de nada,
Indo ao encontro do nosso desinteresse por eles.
Da sociedade e dos que estão lá no poder.
Com enorme pesar, faço uma comparação
Com nossas atitudes.
Enquanto ela nos livra dos nossos entulhos,
Nós enchemos a sua alma e o seu coração
Com mágoas e ressentimentos
Por conta do nosso grande egoísmo
Egocentrismo, individualismo
Consumismo exacerbado que não nos permite partilhas.
E por escolhas erradas que fazemos na hora de eleger nossos governantes,
descomprometidos com projetos sociais eficientes.
Pobre catadora de lixo!
Está órfã em um mundo
Mesquinho
Excludente
Capitalista...
Solidão
Na escuridão soltaram a minha mão.
Não me deram sequer o tempo para o prumo
Sem rumo
Tateei trôpega a parede do Universo.
Sem visão escorreguei no labirinto dos sonhos.
Perdi-me nele.
Não encontrei saída.
Sem guarida, patinei no lodo das desilusões.
Estive órfã toda a eternidade.
Meus deuses não me responderam.
E em todos os cantos
Apenas os meus prantos,
Jorraram em uníssonos enlouquecedores.
Não tive amores
Apenas o eco das minhas paixões
Desabridas e Jamais correspondidas.
Por isso mesmo, vãs.
Fugazes.
Pequenas e pobres como as minhas lembranças.
Não fiz nenhuma história.
Fui sempre um ser totalmente insosso
Vagueei por aí.
E, então, um dia eu morri.
Sonâmbula na minha solidão.
Vazio
Não tive dedos suficientes pra contar
As dores vividas no calabouço
Da minha alma perdida entre mentiras
De que eu sabia que o meu cantar
Levaria com o vento
Para os amados, alento.
Eu nada aprendi dessa troca
De idéias e ideais
Não guardei um só instante
As memórias do aprendizado
Sobre o amor
Que eu vim buscar
Tive apenas ilusões arredias
E apostei em atitudes tresloucadas
Correndo atrás dos que me renegaram.
Acreditei que estes
Poderiam preencher o vazio despudorado
Da agonizante despedida
De quem parte solitária e oca
E solta.
Desprovida de alegria.
Vazia de vida.
Desnutrida e carente
Completa indigente.
Morte
O mundo mudou, com medo e muda/
Escondi-me na despensa atolada/
Da minha alma covarde e reclusa/
Cheia de entulhos e assombrada.//
Estendi minha mão para segurar a flor/
Que despontava envergonhada/
Do meu débil e frágil amor/
Qual cadela faminta e enxotada.//
Vaguei desnorteada pelos caminhos/
Tédio e dor me acompanharam pela estrada/
Feriram-me sem trégua os espinhos/
E eu morri antes de ser purificada
Cidadela
Cidadela da minha desguarnecida.
Meu coração, o arqueiro já não tem
A zaga protetora, a guarida
Dantes disposta no sorriso de alguém.
Minha postura muito aquém de regular
Põe contra mim meu próprio time, os sentidos.
Ai, quantos gols angústias permiti marcar
E meu juízo, o juiz, valida os impedidos.
Meus adversários poderosos
Exploram meus rebotes desconexos.
Sempre fatais seus ataques perigosos.
Ai, que se extinguem meus reflexos.
O espetáculo não tem mais atrativo
Golearam meus sonhos e anseios.
Ai que o meu saldo se torna mais negativo
Se se eu me perco até nos escanteios
Da vida...
toque meu espírito perdido em tuas intensões...
todo tem gosto de sangue em minha lamentações,
deixo escorrer como um rio espeço
minha lagrimas são de sangue...
pois nada mudou dentro de mim.
Tanta gente... E essa luta e só minha! Vou caminhar como sempre focado na direção e não na velocidade, quero as lagrimas que aquecem os olhos, o abraço, o meu nome como versos de uma música e quando possível a alegria em 380 volts na minha bateria de 12...
Que venha as batalhas, estou pronto para morrer em uma delas!
LR
Minha escolha
Não sofro de solidão
'Experencio' uma liberdade que me faz tão bem pra alma...
Por que você quis ficar só? Alguém me perguntou.
Para ser livre. Respondi.
Livre pra quê?
Para ser Só
Mas, ser só por quê? Esse alguém insistiu.
Pra poder escolher. Retruquei.
Escolher o quê?
Ser livre. Conclui.
Amo em secreto, não quero que saibas que a amo. Pois já me ouviram falando que te amo, mas minha voz se perdeu no caminho, e estes não tornam a ouvi-la..
Andei mudando de identidade, minha autenticidade parecia que estava sendo destruida aos poucos. E estava.
Estou de volta a realidade, consegui me encontrar e agora ninguém vai tirar isso de mim.
Sou como sou, andei duvidando, andei metida em intrigas, essa nunca foi minha perspectiva de vida, os que me conheçem verdadeiramente sabem bem quem sou.
Minhas digitais continuam as mesmas. SUPERAR é preciso, o que a gente acha que perdeu não passa de uma uma cilada.
Fui procurar dentro de mim mesma, lá no fundo e bem guardada estava minha essência.
As ciladas existem, nós tropeçamos, os erros aconteçem, mas precisamos voltar a ser quem realmente somos, sem máscaras sem querer agradar quando você admite que o "errado" esta "certo", que o doce é salgado quando ele realmente é doce...Chega de agrados desnecessários!
Me encontrar foi preciso e QUERER voltar foi mais forte que eu, as minhas vontades e anseios, não estavam coincidindo com as vontades e anseios de Deus.
Sei que ele quer muito mais de mim e só ele sabe o quanto posso oferecer.
Voltar a ser o que eu nunca deixei de ser.
Resgatar o meu "eu..."
ISSO NÃO TEM PREÇO.
Hoje quero uma explosão única de cores, riscando minha alma como um raio, colocando em meu olhar um arco-íris multicor.
Estou aqui de novo, fazendo várias coisas, tentando pensar em várias coisas, para ocupar a minha mente, simplesmente para não me lembrar de você, pois é, você tem ocupado a minha mente todo esse tempo, mas isso vai mudar, isso precisa mudar.
Veneno
Veja minha querida
Ainda consigo te chamar de Amor...
Mulher, sentir seu gosto é ter veneno nas veias
Não importo ser o último
Quando vou a um poço de água
Colegas meus sempre correram para chegar primeiro
Mas quando beberam da água morreram
Vi que estavam mortos
Continuo vivo
Não bebi da água envenenada
Mulher, sentir seu gosto é ter veneno nas veias...
Mulher, seu veneno não me mata
Mata o mal que por ventura quer me pegar...
Mulher, Sou o ultimo dos filhos
Mas o primeiro...
O último para chegar ao veneno da água
Mas o primeiro para beber o seu veneno...
Por isso morro de Amor...
As vezes me vejo na televisão
com um violão estilo especial um só microfone em pé
e minha cara olhando um público o bastante pra me satisfazer um sorriso, e você lá me olhando aonde quer que esteja eu te vejo me olhando, porque eu escrevi isso tudo pra você.
Minha memória é um rio de lava,
Onde, às vezes, vejo-a endurecida, encrustada de mim,
É um caminho de resgate, de redenção (ou aprisionamento),
De retorno às sensações...
Vejo cenas, rostos, mãos e bocas...
Escuto as vozes, os sons, os risos...
E está tudo no papel, engraçado isso!
No papel que, antes branco, a caneta da menina de 12 anos já deslizava,
As poucas palavras que o peito guardava,
Talvez buscando a materialização do pensamento capturado,
O pensamento em lava quente que depois se tornará enrijecido,
O calor das palavras,
O desvio de alguns pensamentos,
O trocar de um destino (se assim pudesse...),
Até desaguar num mar sem fim e endurecer novamente.
Eu escolho alguns dias sem ponteiros pra reviver,
Aqueles que me fazem sentir rasgada, mastigada, mas viva,
Ainda entorpece, ainda envaidece, ainda sangra...
Virando páginas escritas ou e-mails enviados,
Nesses dias refaço...
Repenso o que fui...
O que fiz...
O que vivi...
Tudo ordenado por sentimentos não muito precisos,
Cansados de tentarem me levar pra um lugar que não chega nunca,
Nem minha memória, minha lava, acha descanso em algum mar calmo,
Mar calmo também não quero, isso significaria morte do pensamento,
Mas o cansaço é tão grande!
Eu falo, eu escrevo...
Mas não é para que se comova ou me socorra,
É pra apagar qualquer limiar de mentira que possa ficar do que sinto ou senti...
É pra tentar aliviar a tensão do que ficou não resolvido...
Assim, assim...
No ar...
Para diminuir o toc-toc na cabeça, a coceira na garganta,
A mão procura novamente o papel...
Ando procurando a sabedoria e aqui tudo vou encontrar.
Meus livros são minha alegria, gosto muito de estudar.
Quando crescer quero ser alguém, não quero ficar isolada,
tenho a vida toda pela frente.
Sei bem que é longa a jornada.
O estudo é fundamental sei disso perfeitamente,
Sou apenas uma criança mas um dia serei independente.
Quero levar o aprendizado a outras crianças também
aquelas que sonham com um futuro digno
mas que nem escola tem.
O medo...
Da minha janela,
neste tarde de quase outono,
descortino a rua.
Vejo os passantes
em sua diversidade:
multidão de rostos díspares,
complexidade de sentimentos
quase esmagados
pela noite que se aproxima.
Sinto que o meu medo
se fundo no medo
dos meus semelhantes,
percebo que os meus gestos
misturam-se aos movimentos dos homens,
e, que o meu espanto
junta-se ao assombro dos fracos.
Leio o inconformismo nos rostos cansados,
como se o peso do fardo
fosse algo demasiado às forças individuais
Parecemos itinerantes de um percurso surrealista
imposto à revelia
e, estúpidos, esperamos a barca de Caronte.
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