Que Saudades eu tenho da Aurora da minha Vida

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⁠Talvez haja um grande fogo em minha alma, contudo ninguém jamais vem aquecer-se nele, e os passantes só veem uma fumacinha saindo pela chaminé e seguem seu caminho.

Vicent Van Gogh
The Complete Letters of Vincent van Gogh (1978).

Nota: Trecho de carta ao irmão Theo, escrita em julho de 1880.

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Superação

Hoje, ao falar com meu amigo que insistentemente exigia minha atenção, o meu mundo desabou, pois, entre soluços e lamentos, a voz dele me informava que minha suposta amada, era comprometida, ou seja tinha namorado.
Aquela curta e fria palavra, penetrou em meus ouvidos de forma dolorosa “destruindo” tudo que encontrava a sua frente, durante o percusso do meu coração.
Lembro, ter respirado profundamente, e caminhado para outro local, meu refugio particular, ao chegar no refugio, as imagens de minha vida ao lado dessa menina vieram quase que instantaneamente a minha mente.
... os momentos que passamos conversando....
....os trocas de mensagens que fazíamos....
.... os abraçoes que compartilhamos....
.... o derramamento de lagrimas que nós nos proporcionavas...
...as mangações que juntos fazíamos das pessoas....
.... as trocas de olhares, sem segundas intenções....
..... as felicidades que um concedia ao outro...
.... os sorrisos escandalosos.....
AHHHHHH.... os sorrisos..... como eram faces de surgir naquela época, e como era fantástica a maneira que ele encantava as pessoas.
Com essas fortes, lindas, marcantes lembranças, meu coração ficou frio, meu pensamento vazio, minha vida amarga, meu sorriso sem graça e a tristeza me calava.
Entretanto, o meu lado racional, que até o momento estava oculto, se manisfestou-se evitando-me entrar em um incrível desanimo, ele me fez perceber que se essa linda menina, escolheu entrar em um relacionamento com outra pessoa, logo, não seria merecedor do meu sofrimento e assim eu me recompus e passei a viver uma ilusão de felicidade.
Com meu lado racional obtendo total controle sobre “meu eu”, minha vida passou a funcionar da seguinte forma:
“ como o dia nasce após cada noite, meu coração renasce após cada desilusão, meu coração tem uma estrenha mania de ser feliz e assim como o dia busca no sol força para nascer, meu coração busca no amor a força para continuar a viver”
Porem, existe um pequeno problema que eu ainda não consegui desvendar a resolução, que no caso é o seguinte:

O que acontecerá comigo, quando o meu lado irracional dominar “meu eu”????
Essa resposta eu não sei!! Espere e verá??

Bom, hoje vou escrever sobre a minha incapacidade. Sou incapaz. Incapaz de perceber as coisas mais simples. Me ligo em detalhes esquisitos. Eu sou estranho. Minha mão não para de transpirar devido a uma indignação obtida minutos atrás. To indignado. Não gosto de certas intimidades. Não gosto de gente cheretando no que é meu. Viram? Eu sou incapaz. Incapaz de deixar isso passar desapercebido. Ah, ninguém sabe do que estou falando né? Não vou dizer. Sou incapaz de dizer o porquê. Ficaria envergonhado. Não gosto de intimidades. Não espero que alguém entenda o que eu escrevi aqui. E por favor, não me perguntem. Eu só queria auto-desabafar.

As pessoas discutem minha arte e fingem entender como se fosse necessário entender, quando é simplesmente necessário amar.

Possuo um entendimento realista das minhas forças e fraquezas. A mente é a minha arma.

O sorriso estampado em minha face é o disfarce contra toda hipocrisia e falsidade

hoje à noite
lua alta
faltei
e ninguém sentiu
a minha falta

"A minha maneira de pensar, você diz, não pode ser aprovada. E que me importa? Bem idiota é aquele que adota uma maneira de pensar para os outros! Não foi a minha maneira de pensar que provocou a minha desgraça. Foi a maneira de pensar dos outros."

Quero aceitar minha liberdade sem pensar o que muitos acham: que existir é coisa de doido, caso de loucura. Porque parece. Existir não é lógico.

Clarice Lispector
A hora da estrela. Rio de Janeiro: Rocco, 1998.

Tudo começou com uma brincadeira e com o passar dos dias ja senti...vocë é minha alma gëmea
...minha metade...meu sol...minhas estrelas...minha lua...meu mar...meu tudo
Náo poder viver vocë...é o pior castigo...mas a vida quiz assim ...e agora...pobre de mim que sei que vocë existe, eu te encontrei e náo tem como viver "vocë"...náo tem como te dar todo meu amor....
Nunca vou te abraçar, sentir seus olhos nos meus....seus labios nos meus...sentir o cheiro de sua pele...
Náo vou poder viver vocë meu grande amor...náo vou pocer e por isso vivo a sofrer...mas com a certeza ter...pra sempre vou te querer

De todo o minimalismo
clichês e letras de música
de toda minha literatura
você ainda é a melhor página.

Martha Medeiros
MEDEIROS, M. Poesia Reunida. Porto Alegre: L&PM, 1999.

Nota: Trecho do poema Link

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Não fale bem de mim, irá estragar minha reputação

Às vezes preciso me abrigar
no colo de Deus.
Minha alma precisa descansar.
Sinto-me tão pequena e, por vezes, perdida!
Sei que somente Ele pode
me fazer encontrar forças
para poder continuar.
Meu silêncio se faz presente,
pois já não sei mais o que falar...
Não sou triste, mas o que tenho vivido
são meros momentos de tristeza.
E sei que somente Deus é capaz de mudar.

Hoje percebi o quanto preciso pegar minha mochila e minha melhor amiga para viajar. Sem pressa sairemos de casa, com cabelos enrolados ou esticados, de maquiagem ou cara lavada... Vamos andar por aí com nossos cascos gigantes, perto de casa ou longe do mundo, onde só nós duas possamos estar. Contando histórias das quais já vivemos e prevendo situações pelas quais vamos passar. Andando de bicicleta, carona, correndo, ou quem sabe até voando... Não importa a maneira. Queremos mesmo é esquecer dos problemas, ver o tempo passar dando gargalhadas, deitar na grama com os pés apontados para o céu, trazer à lembrança as besteiras de criança, fumar cigarros de palha e nos sentir estrelas de cinema viúvas e falidas.

E a pergunta que me vem, em tom de agradecimento, é: por que será que você aconteceu na minha vida? Não espero respostas, mas deixo-me aos seus cuidados.

Podem me chamar de tudo, menos de arrogante. Essa palavra não se encaixa em minha personalidade, pois eu engulo coisas que um arrogante faria questão de esfregar na cara do hipócrita.

Porém, meus olhos, minha cor perdida, meu sorriso, meu silêncio, por mim falam, e não dizendo nada, digo tudo.

Me perdoa, Deus? Pelas inúmeras vezes que os meus medos foram maiores que a minha fé.

Sou de paz, e faço do silêncio minha arma de proteção, meu argumento, minha defesa, minha sinceridade e meus sentimentos em foma de palavras mudas. Não gosto de confusão, nem de conversas bobas. Procuro viver bem com todos e não me oprimir por aquilo que não vai mudar nada em mim, o que é certo, é certo, sempre terá o meu apoio, o que é errado tem apenas o meu distanciamento e o meu jeito de viver a vida sem carregar pesos desnecessários. Evito a fadiga.

CARTA DO AUSENTE

Meus amigos, se durante meu recesso virem por acaso
passar a minha amada peçam silêncio geral.
Depois apontem para o infinito.
Ela deve ir como uma sonâmbula, envolta numa
aura de tristeza, pois seus olhos só verão a minha
ausência.
Ela deve estar cega de tudo o que seja o meu
amor (esse indizível amor que vive trancado em mim num
cárcere mirando empós seu rastro).
Se for a tarde, comprem e desfolhem rosas à
sua melancólica passagem, e se puderem entoem
cantus-primus.
Que cesse totalmente o tráfego e silencie as
buzinas de modo que se ouça longamente o ruído de seus
passos.
Ah, meus amigos, ponham as mãos em prece e
roguem, não importa a que ser ou divindade por que bem
haja a minha grande amada durante o meu recesso, pois
sua vida é minha vida, sua morte a minha morte.
Sendo possível soltem pombas brancas em
quantidade suficiente para que se faça em torno a
suave penumbra que lhe apraz.
Se houver por perto um hi-fi, coloquem o
"Noturno em sí bemol" de Chopin.
E se porventura ela se puser a chorar, oh
recolham-lhe as lágrimas em pequenos frascos de
opalina a me serem mandados regularmente pela mala
diplomática.
Meus amigos, meus irmãos (e todos os que
amam a minha poesia), se por acaso virem passar a
minha amada salmodiem versos meus.
Ela estará sobre uma nuvem envolta numa aura
de tristeza o coração em luz transverberado.
Ela é aquela que eu não pensava mais
possível, nascida do meu desespero de não encontrá-la.

Ela é aquela por quem caminham as minhas
pernas e para quem foram feitos os meus braços, ela é
aquela que eu amo no meu tempo e que amarei na minha
eternidade - a amada una e impretérita.
Por isso procedam com discrição mas
eficiência: que ela não sinta o seu caminho, e que
este, ademais ofereça a maior segurança.
Seria sem dúvida de grande acerto não se
locomovesse ela de todo, de maneira a evitar os
perigos inerentes às leis da gravidade e do momentum
dos corpos, e principalmente aquele devidos à
falibilidade dos reflexos humanos.
Sim, seria extremamente preferível se
mantivesse ela reclusa em andar térreo e intramuros
num ambiente azul de paz e música.
Oh, que ela evite sobretudo dirigir à noite
e estar sujeita aos imprevistos da loucura dos tempos.

Que ela se proteja, a minha amada contra os
males terríveis desta ausência com música e equanil.
Que ela pense, agora e sempre em mim, que
longe dela ando vagando pelos jardins noturnos da
paixão e da melancolia.
Que ela se defenda, a minha amiga, contra
tudo que anda, voa, corre e nada; e que se lembre que
devemos nos encontrar, e para tanto é preciso que
estejamos íntegros, e acontece que os perigos são
máximos, e o amor de repente de tão grande tornou tudo
frágil, extremamente, extremamente frágil.