Que Saudades eu tenho da Aurora da minha Vida

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Aquietei-me, não por que a morte levou o que tinha guardado dentro da minha alma, mas para que o intervalo sirva de tempo suficiente para mostrar que tudo continua vivo dentro de mim.

Indireta recebida com sucesso, inclusive guardei na minha caixinha do foda-se. Porque você não paga as minhas contas.

Vai com calma, coração... Preciso dar um tempo pra minha cabeça e uma folga para as minhas emoções...

"Como minha mãe sempre diz: Sempre que estiver tendo um dia ruim, alguém lá fora está tendo um dia pior ainda, então pare e se concentre nas coisas boas."

Amor proibido

De que adianta prender minha voz?
De que adianta me fazer sofrer?
De que adianta proibir meus sentimentos de se expressarem?
O amor que o coração guarda, não há quem tire.
Não há morte, não há novos amores, não há tempo que cure.
Ele só faz crescer, eu aceito, aceito a limitação desse amor.
Mas nunca, nunca vou aceitar que tente calar meu coração.
Minha voz está calada, pois não posso gritar e expressar meus sentimentos.
Mas vai chegar o dia que a coragem vai falar mais alto em mim e eu vou dizer ao mundo
que te amo! Que amo, com o amor que nunca amei ninguém.
Não aguento mais chorar, não aguento mais levar um sorriso no rosto.
Sorriso falso, pois ele só é verdadeiro quando você está comigo.
Não sei qual é o meu problema, não sei o que devo fazer.
Meu mundo está embaralhado, mas toda vez que penso
que ainda posso te ver, que ainda tenho você.
Eu tenho a certeza que não posso desistir. O tempo é a melhor escolha.
Não para te esquecer, mas para fortalecer o que eu sinto por você.

"ela é a luz que ilumina a minha escuridão..."

Prefiro sofrer com uma verdade do que ver que minha felicidade é baseada na mentira!

Ele tem um jeito de me tocar, de caminhar com as mãos no espaço entre minha pele e a roupa, sem parar de me analisar o corpo, cheio de fome e ternura e calor. Eu sei que foi por isso que voltei, que volto, toda vez. É quando eu fico por baixo que a verdade se esfrega nos meus olhos e se infiltra pelos meus poros. Com o mapa do meu corpo, ele me prende nos meus becos e dança nas minhas avenidas. Eu não tenho saídas.

Despedida

Se minha presenca nao mais satisfaz,
entao desfaça dela sem me satisfazer,
todo orgulho eu deixo pra ti,
nao preciso disso para viver...

Nem todos são iguais, e por isto não quero perder a minha inocência de ainda acreditar nas pessoas, mas quero me reservar e não sair por ai entregando a qualquer um aquilo que tenho de muito valor "a confiança".

Se tua felicidade dependesse do meu sorriso, seria capaz de sorrir na minha maior tristeza para te ver feliz!

Sou um pouco dos meus amigos,
um pouco da minha casa,
Sou parte do que me faz feliz,
uma parcela de sonhos.
Sou de tudo um pouco, um pouco de tudo.
Sou parcialmente um ser bizarro,
logo, sou um ser humano.
Sou uma saudade ambulante de um passado,
e uma expectativa insistente de um futuro melhor.
Sou o ódio e a simpatia,
o sorriso e a cara amarrada.
Sou os erros que cometi,
e os passos certos que dei.
Simplificadamente; sou uma vida que já viveu,
e ao mesmo, tempo uma vida que ainda está para viver.

Diego está na minha urina, na minha boca, no meu coração, na minha loucura, no meu sono, nas paisagens, na comida, no metal, na doença, na imaginação.

Teu amor diminui minha vontade de querer morrer
Teu abraço é como um terapeuta que vem socorrer
Todos os medos que eu guardo mesmo sem querer

Sei que olhei a face dele. E de certa forma a sua face era a minha face...

Arrepio é forma que meu corpo escreve em braile "continue", quando beijas a minha nuca ou quando passas levemente os dedos na minha pele, após me fazer amor.

Minha frieza comprime meus sentimentos, controla meus atos e expande o meu afeto.

Prefiro ser violento se houver violência em meu coração, do que negar minha essência...

Da minha consciência ancestral:

Ontem, sentada frente ao espelho
Ia cuidar dos meus cabelos
Com o creme de alisamento

Abri o pote e o forte cheiro
Adentrou­‐me as narinas tão violento
Fazendo‐me fechar os olhos
Por um momento

Abri­‐os novamente e ela estava lá
Sentada ao pé da cama a me mirar
Pés e mãos acorrentados
A lágrima no rosto a brilhar

De onde vem, sussurrei
Do outro lado do mar
O fedor aqui é tão forte
Já não posso respirar

Ontem, sentada frente ao espelho
Ia cuidar dos meus cabelos
Esperava a chapinha esquentar

Estiquei a primeira mecha
Mas, descuidada queimei a testa
Senti a pele a latejar

Fechei os olhos, contendo a dor e o ódio
E quando os abri, ela já estava lá
Na bochecha uma cicatriz
Quem lhe fez isso? Saber eu quis

Ela levantou‐se e tocou minha queimadura
Depois falou­‐me com ternura:
Agora a qualquer lugar onde eu for
Saberão sempre quem é meu senhor

Ontem sentada frente ao espelho
Resolvi amar os meus cabelos
Sussurrei seu nome com zelo
Esperei ela se sentar

Ela se achegou sem receio
Recostou minha cabeça em seu seio
Começou a pentear

A cada mecha, a cada trança
Uma memória, uma lembrança
Que o medo não pode apagar

O plano é perdoar e esquecer! Perdoar a mim mesmo por acreditar em pessoas que não merecem minha confiança e esquecê-las.