Que Saudades eu tenho da Aurora da minha Vida
Quando eu te vi pela primeira vez. Meu coração tinha certeza que você e minha outra metade. O tempo se passou achei que éramos dois adolescentes bobos apaixonados. Quando terminamos, percebi que te amo mais ainda.
O mais difícil e encontrar alguém que faz seu coração bater mais forte que o passado.
Não deixa ninguém te dizer o que pode ou não fazer. Se eu fizesse isso, nunca teria deixado a minha vila para encontrar o One Piece.
CIO
sabe como olhar,
como andar,
quando olhar,
caminha na minha frente
como se eu fosse santo,
fala comigo como se eu fosse o seu amo,
se abaixa como se eu fosse cego,
senta na minha frente
como se eu fosse de ferro,
eu também sei sonhar,
eu tenho um coração e um tênis,
não aguento mais maracujina,
pra essa febre só novalgina,
sorri pra mim como se eu fosse um beato,
me toca como se eu fosse Buda
esquece o decote,
o perfume que exala,
minh’alma se perdendo,
minha língua pedindo...
não percebe o desejo consumindo,
chega tão perto que eu farejo o cio...
ah, mas se eu sonhei demais
não foi só culpa minha
seu corpo fomentou a minha fantasia
e se eu quis ser feliz perdoa
nunca mais vou sonhar assim,
nunca mais vou querer ser feliz
nunca mais vou pensar
que a vida pode ser boa
deixa eu te olhar só mais um pouco,
ainda sei sonhar e amanhã é sexta-feira
e a minha semana não tem sábado nem domingo
a vida não pode diluir-se assim
como se fossemos abstratos,
e essa paz, essa paz que abriga agora a tua alma,
essa paz tem que ser dividida
deixa eu te olhar e assimilar esse vermelho
porque a minha paz tinha a palidez dos dias invernosos
e a frieza glacial dos polos
deixa eu te olhar, e essa manhã nos teus olhos
clarear os meus caminhos
TRÊS DIAS
Um dia eu morri por três dias
E no paraíso minha tia Zilda ainda falava
De Engenheiro Pedreira como se fosse uma
Daquelas longínquas cidade do faroeste americano
Imaginei que tudo fosse um engano
E no meu sonho vi no jardim do paraíso
Jésse e seu irmão Frank James
Pensei: -que que esses salteadores fazem aqui?
Vi José "Malamuerte" Almada,
Caçador de recompensa
Que apavorava no Novo México;
E um punhado de ladrões de gado
Que sitiavam Tombstone, no Arizona
"O que esses bandidos fazem aqui no céu?
Parecia meio cruel mas ali mesmo no Guandu
No leito caudaloso do rio, os presuntos boiavam
Levando o terror causando calafrio
Era a faxina que o esquadrão da morte
Executava nas cercanias
Muita gente morreu para essa limpeza,
Talvez mais do que devia,
Mas ninguém nada via, ninguém nada sabia...
E pela manhã a sabiá cantava,
As flores floresciam
E tia Zilda aguava as trepadeiras,
As samambaias e as flores do jardim
Cantava uma canção antiga
Como se fosse eterna a vida, e a vida era assim...
Eu fiz um samba tão triste
que quando saiu minha escola
desabou um temporal
chuva, vento e trovoada
e a minha batucada
parecia um berimbau
a letra do samba enredo
citava mistérios e segredos
de um sobrenatural
sob o frio tive medo
tremi voz, pernas e dedos
suei frio e passei mal
ONDE MORREM OS OLHARES
Faço parte da sociedade de consumo sem sumo; se eu pensasse em algo na minha adolescência, provavelmente eu pensaria nisso, mas nisso eu não pensava; o meu olhar caia com o sol e a magia que só a natureza proporciona nos finais das tardes, até então eu ainda não entendera esta sensibilidade de contemplar os ocasos. calção roto, pés descalços, um carretel de linha e uma pipa, eu ajudava a compor as cores maravilhosas dos verões com os tons extraordinários das minhas pipas e suas evoluções. Nunca imaginei como algo irreparável as carências materiais que me cercavam, tudo isso se perdia diante do azul anil do firmamento ou do verde oliva das colinas; as cores da natureza tinham suas magias e na hora do crepúsculo tudo ganhava poder revigorante; alguém, algo, alguma coisa surreal me fez acreditar que com a minha boca roxa de chupar jamelões, as minhas unhas encardidas e a minha pipa eu era uma espécie de sentinela daquele portal que só eu tinha a capacidade de vislumbrar. eu guardava o arrebol e os deslimites onde morrem os olhares, se perdem os sonhos e nascem as esperanças; mas isso, a minha confusa adolescência, perdida no fascínio do rosicler ainda não explicara. Minha grande preocupação eram os predadores: Simica, Brucutu e Mermequer, que derrubavam para além do horizonte as mais belas cafifas. Traçando uma estratégia para o dia seguinte, sob os tons opacos da penumbra eu retornava ao convívio do meu clã; tentava uma desculpa esfarrapada para a minha ausência, mas o cinto nas mão de mamãe jamais entendera... depois da janta, já sob a presença de papai, eu dividia, somava, subtraia e multiplicava, tentando entender a filosofia de que a ordem dos fatores não alteram o produto; eram lógicas que não me seduziam. Eu ainda tentava entender onde morrem os olhares, quando o olhar de papai já desmaiava cansado de mais uma jornada, provavelmente muito mais árdua que a deste infante sonhador.
[]
Hoje eu abro o meu guarda-roupa,
Visto a melhor roupa e guardo a minha alma;
Num cabide penduro minha sensibilidade,
Cadê os meus poemas que perambulavam
Nas meias-solas do meu sapato,
Era bom sonhar com o beijo eterno,
Eu que não tinha jeans muito menos terno;
Mas era tão bom sonhar com as ancas
Generosas nas praças suburbanas;
Aquele meu romantismo em busca do inconcebível
Do que parecia inalcançável
Era o que me punha de pé toda manhã,
Cadê aquele jovem sonhador que cheirava a contouré
E mascava chichetes de hortelã;
Hoje os dias são tão violentos, a vida é tão rápida;
Alguns amores não resistem à alguns encontros
Alguns adolescentes se perdem nos desencontros
Mas aquele jovem, que ouvia baladas com a alma cheia de sonhos
Pippers nos bolsos de uma topeka
E um montreal fubento machucando o calcanar...
Descrevia bem os bons desejos de viver e de amar
a minha verdade não é minha
e a minha essência é multidão
eu brinco de ciranda ao redor da montanha
de mãos dadas comigo mesmo
penso que sou feliz e isso é tão longínquo
que os rios me carregam
e as estradas me conduzem
em fila indiana até que eu caia de um crepúsculo
e ressurja no nascente e os primatas
que eu fui eram tão ternos,
tinham a ternura das tristezas e das indecisões
e isso fazia deles seres melhores do que hoje somos
agora eu fico sozinho comigo mesmo e os meus cromossomos
ora refletindo, ora contemplando
e eu me pergunto: será que eu não sou Deus?
porque afinal de contas, eu também sou solitário,
eu também sou triste, fico perdido no que me constitui
e no que compõe o meu DNA.
Primata? -Não, os dias gloriosos se foram;
preservei daquele símio só o angustiante prazer
de se entregar a paixão... e quando ela passa
iluminando o vale com sua aura, eu brinco de ciranda
de mãos dadas comigo mesmo ao redor da montanha
até que ela o encontra sob a copa de uma amendoeira frondosa
se abraçam terna e loucamente apaixonados
a fazer piscar de acanhamento astros há mil anos luz ...
e eu fico pensando: ah, se eu não fosse Deus...
Passei boa parte da minha
adolescência chorando,
e não sei o porquê.
Eu queria ter aproveitado mais.
Queria que as coisas não tivessem
sido daquele jeito,
e isso parece refletir no presente.
Talvez eu ainda esteja chorando
embaixo do lençol.
Concedo-te plena liberdade para sentires minha ausência, caso acaso eu de fato faça falta. Possuis meu contato, ou melhor, meu coração; assim, se acaso desejar comunicar-se comigo, que sejas tu a procurar-me.
Não é que você é minha segunda opção, é só que eu não preciso de uma segunda opção quando você é minha única escolha.
Bisbilhoto um desconhecido que
acaricia minha gata na rua.
Ele vai.
Eu chego.
Ela foge.
Essa tem meu dote,
tá sempre na saideira.
Sarnento conhecido que sou
só peço carícia na coceira
O Papai Noel estava na sala da minha casa, rindo e dando presentes para todos.
Eu estava lá olhando pra ele, olhando pra cima; eu era uma das crianças de boca aberta e feliz.
Ganhei um martelo de brinquedo. Ele era colorido e bem legal.
Entre as conversas de adultos e gritos dos meus primos, o Papai Noel se despediu:
- Tchau, amiguinhos !!!
Imediatamente corri até a porta de saída para ele me notar mais uma vez.
Só que o Papai Noel disse tchau e foi para o quarto do papai e da mamãe.
Corri super rápido atrás dele, desviando de pernas brancas pretas amarelas. Para que tanta gente nessa sala, meu deus? Pergunta minha ansiedade.
Mas cheguei na porta do quarto e o vi entrando no banheiro.
- Será que o Papai Noel foi fazer cocô antes de ir embora?
perguntei pra mim mesmo enquanto esperava do lado de fora.
Esperei, esperei e a porta se abriu.
Foi o José que saiu,
José, o meu titio.
Ele não me viu.
Passou arrumando as calças, fechando o ziper e ajeitando o cabelo.
Estava claro pra mim. Agora tudo fazia sentido.
Lembrei das conversas de minha titia.
Ela já desconfiava, ela sempre dizia:
- José tem amante!
Mas, meodeos do céu.
Quem diria que o amante
fosse o Papai Noel.
Minha flor Margarida
Hoje eu te vi minha flor mãe no meu quase sono.
Seus olhos marejados confessando pra mim
Que outra viagem faria
França era a nova moradia
Olhando sua face linda
Eu indignada perguntei
Porque choras minha linda?
Saudades de ti minha mãe
Saudades de ti minha flor
Saudades de ti minha mãe flor
Margarida!
- Relacionados
- Frases de saudades para status que te ajudam a desabafar
- Frases da vida para transformar os seus dias ✨
- Frases de quem sou eu para status que definem a sua versão
- Poemas que falam quem eu sou
- Poemas Quem Sou Eu
- Frases Bonitas sobre Saudades
- 67 frases para pessoas especiais que iluminam a vida
