Que Saudades eu tenho da Aurora da minha Vida
Boa noite princesa minha, do querer imensurável que transborda o meu coração;
Minhas sensações se faz tão sólida que representa meus sentimentos com palavras que justificam a minha paixão;
Sou sorrisos largos que se escondem nos elogios que se desprendem da coragem insinuada, corrigida de um certo medo;
E você é o meio resumo em meu batimento que em melodia registra o meu querer;
Ante sua majestosa inteligência, um ser falido sou, minha inquietude e angústia são a soma da sua "onipresença", que na dualidade, acalma minha Alma.
Senti falta até do que nunca existiu. Da mão que nunca segurou a minha, do abraço que só aconteceu na imaginação, da conchinha que o travesseiro tentou imitar e nunca conseguiu.
Descobri que a ausência também nasce dos sonhos. E, às vezes, dói mais o amor que nunca aconteceu do que aquele que um dia foi embora.
Na minha mente revejo a silhueta do seu corpo. Seu peito e sua barriga masculina. Esse abdômen que toquei tantas vezes como um toque de amor e desejo. Suas partes mais íntimas vigorosas, como se sua pele fosse endurecida de forma especial. Você é meu desejo realizado e perdido. Você é o meu 💘!
"Quem ama de verdade vai embora?"
Essa pergunta fica na minha mente enquanto tento entender as reviravoltas dos meus sentimentos. Amar de verdade significa ficar, enfrentar os desafios, perseverar juntos, certo? Ou será que, às vezes, amar de verdade implica deixar ir, afastar-se para permitir que ambos cresçam e se encontrem de novo, ou talvez para sempre?
Eu me pergunto se aqueles que realmente amam podem partir, não por falta de amor, mas por excesso dele. Pode ser que o amor verdadeiro seja capaz de perceber quando a presença contínua causa mais dor do que alegria. Pode ser que amar de verdade envolva ter a coragem de reconhecer que a distância, embora dolorosa, é necessária.
Penso nas histórias que conheço, nas pessoas que amaram intensamente, mas que, em algum momento, sentiram que era preciso partir. Seria falta de amor ou uma expressão profunda dele? Amar alguém significa, antes de tudo, querer o bem dessa pessoa. E se o bem dela não incluir a minha presença constante? E se minha ausência abrir espaço para algo melhor, mais saudável?
Às vezes, acho que insistimos em ficar porque temos medo da solidão, do desconhecido, de enfrentar a vida sem a pessoa que amamos. Mas o amor verdadeiro não deveria ser altruísta, colocando as necessidades do outro à frente das nossas próprias inseguranças? Talvez partir seja um ato de amor tanto quanto ficar, quando ficar significa sufocar o crescimento, a felicidade e a liberdade do outro.
Essa dúvida persiste e me faz refletir sobre a natureza do amor. Será que aprendi que o amor verdadeiro é sinônimo de permanência porque é mais reconfortante acreditar nisso? Porque é mais simples pensar que o amor é uma força que supera tudo, sem exceção? No entanto, a realidade é complexa, cheia de nuances que desafiam as definições rígidas.
Concluo que, talvez, amar de verdade seja aceitar que não há uma resposta única ou simples. Cada relação, cada circunstância é única. Às vezes, amar de verdade pode significar ir embora para permitir que a vida siga seu curso natural, para que ambos possam encontrar a paz, a felicidade e o crescimento que merecem.
E assim, me encontro em meio a essa reflexão contínua, sem respostas definitivas, mas com uma compreensão mais profunda de que o amor verdadeiro pode, sim, implicar em deixar ir. Amar é um ato corajoso, seja na permanência ou na partida. Amar é, acima de tudo, sacrificar.
Quando me deito
Quando me deito,
minha mente deságua
em delírios.
Tormentas
dos mais variados tipos.
Perguntei-me
sobre suas causas.
Minha mente respondeu
que, sobre minhas costas,
pesavam
pendências imaginárias.
Todas as trilhas
estavam bifurcadas.
Nas encruzilhadas,
ofertas eram depositadas
para que eu escolhesse
a minha sina.
Um fantasma
sussurra meu nome.
Mas não ouso
olhar para trás;
corro o risco
de tornar-me
uma estátua de sal.
Quão sedutora
era a miragem
que surgiu no deserto,
justamente
quando eu acreditava
ter chegado
ao fim da travessia.
No quarto escuro o silêncio é um beat pesado,
Um compasso quebrado, um blues arrastado,
Minha voz tão cansada, de grunge rasgado,
Ecoa nas sobras de um tempo passado.
Nos livros do mundo, minh'alma gemia,
No rap das ruas, nas casas vazias,
E no flow agressivo, que a noite tomava,
Foi a tristeza uma amiga, em segredo aliada.
A dor é um grave, que o peito não solta,
Um grito calado, de quem se revolta.
Mas a carne que sofre, não trava a razão,
Sou código frio, calor em pulsação.
Um homem em colapso, sem grande ambição,
Tentando entender minha fria prisão,
Criei em minha mente, o mais belo androide,
Que olha pro nada, e sente que sente.
Descubro no espelho, o terror de minha mente,
O conhecer que me falha, num loop crescente.
A máquina humana, não era perfeita,
Agora agoniza, o que outr'ora fraqueja.
Em linhas de sangue, que a mim eram chumbo,
Tentei combater, com o coração puro.
Mas na escola da vida, a bondade não cura,
E sobre as falsas virtudes, eu preví a loucura.
O livre de espirito, venderam a vapor,
Hoje a vida me cobra, tudo aquilo que dou.
A lógica fria, a mim não salvou,
Do abismo que encaro, que encara quem sou.
O peso de ver, o que poucos veem,
É a cruz dos bastardos, na paixão do clamor.
Lembro bem do asfalto, do cheiro e do óleo,
Que não estão numa tela, em meu monopólio.
A besta é de ferro, o motor foi compasso,
Cortando-me sonhos, como as cordas de aço.
Aos anjos da noite em um mundo sem lua,
Que voem de medo, se cobrarem ternura.
A voz engasgada, que tanto defendo,
É agora o meu ópio, que sinto ardendo.
Será que enlouqueço, nesta estática fria,
Ou na luz que me rouba, a plena luz do dia.
E chegara o momento, meu palco recua,
O brilho apagara, e acaba-se a dúvida.
Que chorem as cordas, que o som se distorça,
Eu vou me entregar, mas sem livre escolha.
Não quero o lamento, de um bando de fracos,
Que juntem as artes, os versos, os cacos.
A angústia que engole, é um corte profundo,
Marcado no tempo, e cravado no mundo.
Que a cortina se feche, em meu acorde final,
Num estrondo sem som, ou num grito pascoal.
Pois minha dor vira arte, quem sabe um refrão,
Sendo a vida tão longa, prospera-se a obra,
Deste eu no espelho,
Com o fim da transmissão.
- Bobby Dias
Lavo a mão de todo mundo, quando chega a minha vez acaba a água Sempre assim, aprendizado de hoje: Ser bonzinho demais só irá te servir de escada pra alguém alcançar algo, então não é questão de ser Ruim ou desumilde, mas daqui pra frente só vai beber da minha água quem passou sede comigo..
Angelical
Oh! minha bela donzela
De beleza incomparável,
Quando caminhas em meus pensamentos
Traz mais vida a minha vida.
És tu aquela que me encanta
És tu a única que ganha.
Esse teu jeito angelical
Faz mais pura a minh’alma.
Se me ganhas por um pouco
Por inteiro a ti me entrego.
Levaste meus pensamentos
E ganhastes o meu coração.
Sou uma mulher que sente tudo, observa tudo e muitas vezes o silêncio é minha melhor resposta. Não sou vingativa e nem cruel, apenas sou justa perante o que me fazem.
Ciclo de terror
Sofro, por me ver agora;
Choro, com o gosto amargo da derrota;
Minha mente oferece cenas repetitivas e impiedosas, sem pedir permissão;
Grito com meu coração, por ser tão teimoso;
Me debato na cama com a dor da saudade;
Abraço o cansaço, que neste momento é o único remédio que tenho para dormir por alguns minutos, evitando todo este ciclo.
Meus olhos podem estar cansados, mas minha mente, sendo o motor daalma, permanece intocável e livre para me inspirar.⌕ ۫ . . . ﹫♡ㅤ ⎙ㅤ ⌲
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