Quando me deito Quando me deito, minha... Aluízio Melo
Quando me deito
Quando me deito,
minha mente deságua
em delírios.
Tormentas
dos mais variados tipos.
Perguntei-me
sobre suas causas.
Minha mente respondeu
que, sobre minhas costas,
pesavam
pendências imaginárias.
Todas as trilhas
estavam bifurcadas.
Nas encruzilhadas,
ofertas eram depositadas
para que eu escolhesse
a minha sina.
Um fantasma
sussurra meu nome.
Mas não ouso
olhar para trás;
corro o risco
de tornar-me
uma estátua de sal.
Quão sedutora
era a miragem
que surgiu no deserto,
justamente
quando eu acreditava
ter chegado
ao fim da travessia.
