Que Saudades eu tenho da Aurora da minha Vida
ANJO SEM ASAS DORMIU EM MINHA CASA.
Um anjo sem asas dormiu em minha casa.
Não trouxe claridade. Trouxe consciência.
Entrou como entra a ideia amarga que não pede licença.
Sentou-se no chão frio da sala antiga e ali permaneceu, como se o próprio existir fosse um fardo demasiado grave para qualquer criatura alada.
Não possuía asas porque compreendera o peso da Vontade que governa os seres.
Essa força obscura que impele ao desejo incessante.
Que promete satisfação e entrega apenas breves suspensões do sofrer.
Ele sabia.
E por saber, tornara-se grave.
Dormiu encostado à parede onde a tinta descasca como a esperança quando se descobre ilusória.
Seu rosto tinha a palidez das madrugadas em que o pensamento não encontra repouso.
Era belo como um lamento.
A casa inteira silenciou-se.
O relógio pareceu envergonhar-se de contar o tempo.
As sombras alongaram-se como espectros convocados por uma consciência demasiado lúcida.
Aproximei-me dele.
Seu sono não era descanso. Era desistência temporária do combate interior.
Respirava como quem tolera a própria existência.
Compreendi então que toda alegria é negativa.
Não é presença de algo. É apenas ausência momentânea da dor.
Um intervalo microscópico entre duas inquietações.
O anjo, ainda que adormecido, ensinava-me sem palavras.
Mostrava que o querer é a raiz da inquietude.
Que desejar é cavar abismos sob os próprios pés.
E que o mundo não foi feito para satisfazer, mas para reiterar a falta.
No entanto havia ternura em sua decadência.
Uma ternura trágica e quase litúrgica.
Como se dissesse que, apesar do absurdo, resta a compaixão.
Não a compaixão sentimental.
Mas a que nasce do reconhecimento de que todos somos arrastados pela mesma força cega.
Sofremos não por exceção, mas por estrutura.
Na madrugada mais densa, toquei-lhe os cabelos.
E senti que o verdadeiro voo não é subir aos céus.
É calar o querer.
É diminuir a tirania dos impulsos.
Quando o dia insinuou-se pelas frestas da janela, ele já não estava.
Não deixou perfume nem luz.
Deixou lucidez.
Desde então minha casa tornou-se uma espécie de cripta interior.
E toda vez que a solidão pesa como chumbo na alma, recordo que um anjo sem asas dormiu aqui.
Ele não veio salvar-me.
Veio ensinar-me que a consciência é o mais lúgubre dos dons.
E que amar, neste mundo, é aceitar o outro como companheiro de um sofrimento que não escolhemos, mas que nos constitui.
Se desejares, posso aprofundar ainda mais a atmosfera fúnebre ou conduzi-la a um desfecho metafísico de resignação.
Como suspira a corça pelas correntes das águas, assim, por ti, ó Deus, suspira minha alma.
sfj.reflexões bíblicas
♥Jesus
Continua sendo ...
Minha força sobrenatural,
Minha alegria,
O brilho dos meus olhos,
Meu sorriso,
Meu tesouro,
Minha esperança,
Todas as maravilhas,
A inspiração de meus poemas,
Meu universo cheio de mistérios,
A Melodia que componho na madrugada,
O louvor no saltério de dez cordas,
O sonho que marcou a minha infância,
A preocupação pelos orfãos,
A compaixão com a viúva,
A capacidade de sentir empatia,
O poder que me faz entender
"O Amor"
Sim!!! ... JESUS é Tudo!
Ganhou minha confiança, meu respeito, meus segredos. Teve minha admiração, parceria e lealdade ao extremo...
No fim, usou minhas fraquezas para me machucar, me adoecer e me fazer questionar até aquilo que eu acreditava sentir.
Fui obrigada a viver o luto de uma pessoa viva e a abrir mão de um amor que, por mais verdadeiro que tivesse sido um dia, já não fazia mais sentido para a minha vida.
Foi preciso aceitar que amar alguém não significa permanecer onde você se perde de si mesma.
Doeu. Muito.
Doeu porque eu não estava apenas perdendo alguém. Eu estava me despedindo de uma história, de expectativas, de planos que talvez nunca tivessem existido da forma como eu imaginava. Estava aprendendo a conviver com a ausência de alguém que continuava existindo no mundo, mas que já não podia ocupar o mesmo lugar dentro de mim.
E então veio a parte mais difícil: reconstruir quem eu era antes de tudo aquilo.
Aos poucos, fui recolhendo meus pedaços. Reaprendi a me ouvir, a me respeitar, a reconhecer meus limites e, principalmente, a entender que eu não precisava mais aceitar migalhas de presença em troca de uma ausência que me machucava.
Hoje eu ainda tenho lembranças. Ainda existe saudade de algumas coisas. E talvez sempre exista.
Mas saudade não é convite para voltar.
Eu não apaguei o que vivi. Apenas parei de permitir que o que vivi determine o que ainda vou viver.
Porque, no fim, perder aquele amor também me devolveu uma coisa que eu havia perdido pelo caminho:
Eu mesma.
Minhas certezas vieram de provações, não procuro garantias, só preparo caminhos, o preparo é minha religião cívica.
A solidão não é sinônimo de vazio, é laboratório de si. Lá monto peças da minha verdade que ninguém constrói por mim. Trabalho com ferramentas de silêncio e lâmpadas internas. E o resultado é um eu que conhece suas próprias medidas. Voltar ao mundo é mostrar essa peça, ou guardá-la em segredo.
No terreno estilhaçado onde a minha dor cavou raízes, aprendi que o corpo é um manual de guerras antigas, cada cicatriz uma sentença gravada na pele que o tempo tentou apagar, mas não conseguiu, e é nessa arena interna, entre o sopro de horror e o fio tênue da esperança, que a alma, ferida e incansável, se levanta como chama obstinada na noite, jurando ser mais que sobrevivência, ser prova viva de que o abismo pode engolir um corpo inteiro e, ainda assim, não apagar a luz que insiste em nascer no silêncio entre uma respiração e outra.
“Vivo de forma intensa. A minha sensibilidade me torna uma pessoa profundamente empática e emotiva. Mas, em certos dias, sentir tudo tão profundamente parece um fardo difícil de carregar.”
– Priscila de Araújo
“Não quero um amor de aparências, quero ser amado pela minha essência. Que me vejam além do que os olhos alcançam, que escolham minha alma, e não o que tenho ou aparento ser.”
— Priscila de Araújo
Sem você.
Essas duas,pequenas palavras ficaram ecoando na minha cabeça ,sem parar. Cada eco parecia fazer seu significado tornar-se cada vez mais intenso,mais triste e mais verdadeiro.
É incrível como duas pequenas palavras podem machucar tanto e fazer tantas lágrimas rolarem.
Filho amado
Minha maior alegria foi receber a notícia que vc estava a caminho,.Neste dia lembro me como se fosse hoje não acreditei e outro teste comprei.
Achando eu que estava realizado com a notícia, mais sem imaginar que Deus ainda viria me mostrar .
Chegado o dia vc nasceu, eu chorei eu sorri mais me contive no canto da quela sala ali chorando e orando pedindo que Deus os protegesse.
Te pegar no braço foi minha maior dificuldade pois a emoção era tanta que me faltavacoragem.
Você se tornou minha maior inspiração em momentos de tristeza você era solução
Ao sair para trabalhar um cheiro na cabeça, ao volta um abraço para sentir seu coração.
Hoje relembro o tão sonhado dia o qual conhecia a verdadeira alegria, quando te peguei não quis mais solta te colei no meu peito e disse teu pai nunk vai te deixar.
Desculpa meu filho, pela promessa quebrada, mais vc e nosso grande Deus sabe que mesmo estando distante vc esta presente na minha caminhada.
E ter voce lonje de min e o mesmo que não ter mais alegria.
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