Que Saudades eu tenho da Aurora da minha Vida
Não vou mais lutar comigo mesmo. Essa guerra íntima sempre foi injusta: eu de um lado, tentando caber; o mundo do outro, oferecendo moldes apertados demais. Passei tempo suficiente tentando negociar minha existência, arredondar arestas, suavizar excessos, traduzir quem sou para ver se assim eu era aceito. Não funcionou. Nunca funcionou.
Nunca coube nas expectativas porque elas nascem pequenas demais para o que pulsa em mim. Nunca me ajustei para pertencer porque pertença, quando exige mutilação, vira cárcere elegante. Aprendi isso do jeito mais cansativo: insistindo. E só agora entendo que insistir contra si é uma forma sofisticada de abandono.
Sou o que sou. Não por rebeldia, nem como defesa. Sou o que sou como quem finalmente pousa as armas no chão e senta. Há uma paz estranha nisso. Não a paz da acomodação, mas a paz de quem para de se ferir tentando ser outra coisa. Sustentar-se dá trabalho, mas lutar contra si cobra um preço alto demais.
Escolho, então, essa trégua radical comigo. Não para me tornar imutável, mas para mudar sem me violentar. Não para agradar, mas para existir com decência. Sou o que sou — e isso, hoje, não é sentença. É abrigo.
Se estou aqui, então que valha. Que atravesse. Que sinta. Que, apesar de tudo, eu não me recuse a viver a vida que ainda me vive.
Passei anos tentando descobrir quem eu era. Hoje desconfio que a pergunta mais honesta nunca foi essa. A verdadeira pergunta é: o que em mim ainda espera a coragem de ser vivido?
Vivo do meu jeito
Gosto do que gosto
Bom é respeito
Eu sempre gosto
Não quero agradar
O meu estilo nunca mudei
Alguns vão gostar
Outros já não sei.
Ela chega e tudo muda,
Meu coração começa a acelerar,
Eu cumprimento, beijo a sua mão,
E nem sei direito o que falar.
Ela me olha com aquele brilho,
Como se tivesse achado algo raro,
Me chama de amor, de baby, de vida,
E eu fico ali, todo sem jeito.
O jeito dela mexe comigo,
Até quando ela não fala nada,
Só de ter ela perto de mim,
Já muda completamente a minha história.
E eu nem preciso entender tudo,
Só sei que gosto quando ela está aqui,
Porque no meio de tanta gente,
É com ela que eu sempre quero estar.
Eu acredito plenamente na instituição STF, porque acredito na Lei. Suas excelências passam com sua togas, e o Supremo é para sempre.
Benê Morais
Muitos se perguntam: Onde estava Deus quando eu mais precisei? Onde ele estava quando eu estava perdendo tudo? Porque isso acontece comigo? A resposta é um seguinte: Ele sempre esteve do nosso lado, mas como somos cegos, não enxergamos isso. Ele nos deu tudo, mas como somos orgulhoso, nós queremos mais e não ligamos pros tesouros do céu.
Amor de Infância
Quando tempo fique te esperando, eu dormia e acordava de beijando, sonhava com você todos os dias, você era a única pessoa que eu queria. O tempo passou e você foi embora levou com você a nossa história, e comigo ficou as lembranças das coisas que fazíamos na nossa infância.
Eu não sabia o que dizer, eu não sabia o que falar simplesmente aconteceu você na minha vida, eu não sei se era o certo, eu não sei se era assim, mas o nosso amor de infância nunca terá, nunca terá um fim.
Deus nos abençoou, Deus nos protegeu, não sei porque somos assim mas temos o amor para nós unir, nada poderá nos separa, nada nunca irá nos fazer chorar, pois o nosso amor de infância para sempre vai durar.
Disfarçado de Você
Se você quiser,
meu corpo eu empresto,
mas, quando estou diante de você,
o silêncio vence,
e um simples "para"
desfaz toda a coragem que carreguei até ali.
Ainda assim,
sei da verdade escondida nas entrelinhas,
na forma como teu braço parece abrigo,
e em como, por um instante,
o mundo inteiro cabe nesse toque.
Entre madrugadas afora
e palavras lançadas ao vento,
você se tornou um sentimento.
Tão profundo,
que, no fundo,
às vezes até parece obscuro.
Em segredo,
continuo te olhando.
Ô, moça bonita...
pode, por favor,
parar de me hipnotizar?
Você é um poema
disfarçado de saudade,
disfarçado de ilusão,
disfarçado de você.
Disfarçado daquilo que sente,
e daquilo que ainda não conseguiu me dizer.
Já dedilhei violões,
já fiz guitarras cantarem histórias,
mas nenhuma melodia encontrou tanta beleza
quanto as curvas do teu corpo
e a calmaria escondida no teu olhar.
Talvez seja isso o amor,
ou apenas uma bonita confusão:
viver entre o desejo de te alcançar
e o medo de estragar
o pouco que existe entre nós.
Enquanto isso,
eu sigo escrevendo.
Porque há sentimentos
que nunca aprenderam a ir embora;
apenas encontraram na poesia
o único jeito de permanecer.
A Dança das Almas
Dançar com você despertou em mim
uma sensação que eu não sabia nomear.
Era leve, intensa, prazerosa...
como se cada passo revelasse
uma parte de mim que estava esquecida.
Teu corpo junto ao meu,
o encaixe perfeito em cada melodia,
como se a música conhecesse
o caminho exato até a alma.
Ah... o calor dos teus braços.
Tão incrível, tão magnífico,
tão surreal,
que por alguns instantes
o mundo inteiro pareceu silenciar.
Éramos duas almas cansadas
de viver pelos outros,
de esquecer de si mesmas,
e que encontraram, na dança,
um breve refúgio para simplesmente existir.
Foi então que compreendi:
gosto de dançar com você
porque sei que, se meus pés falharem,
suas mãos me conduzirão de volta ao ritmo.
E, ao seu lado, a vergonha desaparece.
Não preciso fingir, esconder ou parecer.
Quando você está por perto,
eu apenas sou.
E talvez essa seja
a mais bonita de todas as danças.
Talvez Apenas Para Sentir
Como eu queria
que você soubesse
tudo o que cabe aqui dentro de mim...
Tudo o que é intenso,
tudo o que me atravessa
e, ainda assim,
me faz continuar.
Queria que entendesse
que talvez
não seja assim
que o destino nos quis.
Que talvez
existam sentimentos
que não nasceram
para ser explicados,
apenas para serem sentidos.
Tenho medo
de perder
tudo o que há de belo
entre nós.
Às vezes me pergunto
se meu impulso
seria capaz
de mudar o caminho
que o destino
escolheu para nós.
Enquanto a resposta
não chega,
guardo o silêncio.
Porque alguns segredos
não pesam por serem escondidos,
mas por serem grandes demais
para caber em palavras.
E talvez
o mais bonito deles
seja justamente este:
sentir,
sem nunca precisar dizer.
Às vezes,
o silêncio também é uma forma de cuidar.
Há sentimentos
que se tornam mais bonitos
quando encontram abrigo
em vez de explicação.
Talvez um dia
o tempo revele
o que hoje escolho guardar.
Ou talvez não.
E tudo bem.
Porque nem todo destino
precisa ser compreendido,
assim como nem todo amor,
nem todo afeto,
nem toda intensidade
precisam de um nome.
Basta que existam.
E, existindo,
já mudam para sempre
quem os carrega no peito.
"Eu amo você, da mesma forma que o sol ama a lua; da mesma forma que o céu amar o mar e da mesma forma que os meus pulmões precisam de ar para respirar."
Ass: Mannu Viana Rios
Você sabia onde doía.
Eu amei tanto você,
que, entre sorrisos e promessas,
esqueci de perguntar
quem realmente era.
Entreguei minhas verdades
como quem entrega o próprio coração,
sem imaginar
que um dia seriam usadas
contra mim.
Você me jogou aos lobos,
fez da minha dor um espetáculo,
e eu, sem perceber,
virei a palhaça
de uma história que nunca escolhi viver.
Não compreendi
o que existia em suas palavras.
Se sabia onde doía,
por que insistiu em tocar a ferida?
Às vezes, o silêncio
também é uma forma de cuidado.
O que mais machucou
não foi ouvir os meus segredos ecoando,
mas descobrir
que era assim
que você me enxergava o tempo todo.
Então escolhi partir.
Não por falta de amor,
mas porque pensei
que a minha ausência
lhe faria menos mal
do que a minha permanência.
E, ironicamente,
foi no instante em que fui embora
que compreendi:
algumas despedidas
não acontecem porque deixamos de amar,
mas porque continuar
é ferir a nós mesmos
todos os dias.
A Coragem de Dizer Adeus
Eu deixei você partir.
Deixei.
E não houve um único instante
em que essa escolha
não atravessasse meu peito
como uma despedida sem fim.
Doeu ver suas lágrimas,
doeu perceber seu coração se partir,
mas doeu ainda mais compreender
que permanecer
seria continuar ferindo
quem eu mais queria proteger.
Então fui embora.
Não porque deixei de amar,
mas porque precisava aprender
a caminhar sem o abrigo da sua presença,
a enfrentar meus próprios medos,
a sobreviver às minhas tempestades
e a compreender as minhas próprias loucuras.
Você foi o sonho
do qual eu nunca quis despertar.
Um daqueles encontros
que fazem a vida parecer mais leve,
mais bonita,
mais cheia de esperança.
Mas até os sonhos mais belos
acabam encontrando o amanhecer.
Eu lutei contra mim mesma.
Tentei não manchar
o amor tão puro que você me ofereceu.
Tentei preservar o brilho
que existia nos seus olhos quando me olhava.
Mas foi inevitável.
Foi inevitável decepcionar você.
Foi inevitável descobrir
que o amor, às vezes,
também precisa ir embora
para não se transformar em sofrimento.
Não sei quanto tempo
você levará para se curar de mim.
Talvez hoje exista raiva.
Talvez amanhã você deseje
que eu nunca tenha cruzado o seu caminho.
E eu entenderei.
Porque algumas feridas
precisam sangrar
antes de aprenderem a cicatrizar.
Tive que deixar você ir,
para aprender, enfim,
a viver por mim.
E espero que, quando o tempo
silenciar toda essa dor,
você consiga enxergar
que minha partida
nunca foi ausência de amor.
Foi, talvez,
a forma mais difícil de amar alguém:
abrir mão da própria felicidade
para que a outra pessoa
voltasse a encontrar a sua.
Se um dia lembrar de mim,
não guarde apenas a dor do adeus.
Lembre-se também
de que houve alguém
que amou você com toda a intensidade que podia,
mas que precisou partir
porque, às vezes,
o amor também se revela
na coragem de dizer adeus.
Nas entrelinhas do meu coração
Eu poderia fazer de tudo...
Ser melhor do que alguém
que um dia ocupou o teu coração.
Poderia aprender teus medos,
decorar teus silêncios,
amar até as partes de ti
que ninguém teve coragem de conhecer.
Talvez pudéssemos ser mais
do que um simples talvez.
Mais do que encontros escondidos,
mais do que conversas que atravessam madrugadas,
mais do que dois destinos
insistindo em caminhar lado a lado,
mesmo sabendo
que nasceram para seguir caminhos diferentes.
Só não sei quando tudo começou.
Talvez esse sentimento
sempre tenha vivido adormecido em mim,
esperando apenas
que tua presença lhe desse um nome.
Ou talvez tenha sido aos poucos,
entre os jogos que inventávamos,
entre risos despretensiosos,
olhares demorados
e palavras que nunca tiveram coragem
de confessar o que realmente diziam.
Sem perceber,
você despertou em mim
uma parte que eu desconhecia.
E agora,
às vezes fecho os olhos
e imagino como seria
se fugíssemos de tudo.
Deixaríamos para trás
os nomes,
as lembranças,
as promessas,
os pesos.
Talvez eu carregasse o teu nome,
talvez você encontrasse abrigo no meu,
como se duas vidas
pudessem recomeçar
sem que o passado nos alcançasse.
Mas a realidade sempre nos encontra.
E ela me lembra,
todos os dias,
que existe uma distância
que não foi feita de quilômetros,
mas de escolhas.
É estranho...
Encontrar paz
justamente na pessoa
de quem eu deveria me afastar.
É cruel descobrir
que o lugar onde meu coração repousa
é o mesmo lugar
onde ele jamais poderá permanecer.
Porque é errado
te trazer para o meu mundo.
É errado desejar
que teus passos caminhem ao lado dos meus.
É errado sonhar contigo,
sabendo que teus sonhos
já dividem espaço
com outra pessoa.
Então eu sorrio,
finjo que nada mudou,
escondo o caos atrás da calma
e continuo vivendo
como quem sabe
que alguns amores
não foram feitos para acontecer.
Foram feitos para transformar.
Para ensinar
que nem tudo o que floresce
foi criado para ser colhido.
Algumas flores
existem apenas para lembrar
que até o impossível
é capaz de perfumar uma vida inteira.
E, se um dia você perceber
que existia amor
escondido entre as minhas entrelinhas,
talvez seja tarde.
Porque haverá restado apenas o silêncio...
e um poema,
escrito por alguém
que encontrou em você
o lugar onde sempre quis ficar,
mesmo sabendo
que nunca poderia chamar de lar.
Se Eu Chegar até Você.
Se eu visitar os teus sonhos esta noite,
não desperte assustada.
É só a saudade encontrando um caminho
que a distância não conseguiu impedir.
Se eu estender a mão
e te convidar para dançar,
não procure pela música.
Alguns corações conhecem o ritmo
antes mesmo da primeira nota tocar.
Se eu brincar com os teus cabelos,
desfazendo cada fio no vento,
perdoa a minha bagunça.
Há afetos que só sabem existir
através dos pequenos gestos.
E se, por acaso,
o meu nome atravessar os teus pensamentos,
que ele venha acompanhado de um sorriso.
Lembra de mim rindo alto,
contando as piadas mais sem graça do mundo
como se fossem as melhores já inventadas.
E quando o cansaço da vida
pedir apenas silêncio
e uma companhia que não faça perguntas,
me chama.
Eu atravesso qualquer distância
para dividir o mesmo horizonte,
o mesmo banco,
o mesmo instante.
Não prometo consertar os teus dias,
nem apagar as tempestades do caminho.
Prometo apenas ficar.
Porque o meu carinho
nunca precisou de grandes feitos.
Ele mora nas coisas simples:
em uma conversa,
em um abraço demorado,
em um olhar tranquilo,
na certeza de que,
ao meu lado,
você pode descansar.
E, se um dia perguntarem
qual era a minha maior vontade,
a resposta será sempre a mesma:
ser o lugar
onde o teu coração
se sente seguro para existir.
Entre ruas e memórias
Eu não te levaria para Barcelona.
Te levaria para conhecer a Itália,
o país pelo qual nós dois temos uma fascinação em comum.
Caminharíamos por ruas que atravessaram séculos, admirando cada detalhe como quem descobre um novo mundo.
Te levaria para ver o Coliseu,
onde o tempo parece ter parado,
e para contemplar as mais belas obras de arte,
porque algumas delas só podem ser compreendidas quando vistas com o coração.
Também te levaria
ao país onde a sua cantora favorita
empresta a voz a canções
que atravessam tantos corações,
e onde a língua soa como poesia,
tão sedutora
que até o silêncio parece ter sotaque.
Faríamos questão de nos perder
pelas pequenas ruas de pedra,
tomar um café em uma praça qualquer,
ver o pôr do sol colorindo os telhados antigos
e descobrir que as melhores lembranças
nascem dos momentos que não estavam nos planos.
Mas, para falar a verdade...
O meu lugar favorito nunca seria um país.
Seria qualquer canto do mundo
onde eu pudesse segurar a sua mão,
ver o brilho dos seus olhos diante de algo novo
e guardar, em silêncio,
a felicidade de estar vivendo aquilo ao seu lado.
Porque existem lugares inesquecíveis,
obras que desafiam o tempo
e paisagens que roubam o fôlego.
Mas nenhuma delas
seria mais bonita
do que a expressão do seu rosto
ao viver tudo isso pela primeira vez.
No fim,
eu não te levaria apenas para conhecer a Itália.
Eu te levaria
para colecionarmos memórias
que nem o tempo
seria capaz de apagar.
Enquanto eu sonhava!
Se for um sonho,
deixem-me sonhar.
Não me acordem,
não me despertem.
Deixem-me acreditar
que, enfim,
encontrei o paraíso
onde minha alma aprendeu a descansar.
Há um lugar
onde o tempo esqueceu de passar,
onde o silêncio tem cheiro de mar
e a paz não faz perguntas,
apenas convida a ficar.
Nesse horizonte,
cabelos da cor do sol
tocam a luz sem pedir licença,
como se o próprio amanhecer
tivesse encontrado um rosto
para nascer.
E há um sorriso...
tão discreto
que o mundo quase não percebe,
mas quem aprende a olhar
o guarda para sempre.
Sonhei com o paraíso.
E havia alguém.
Não sei se era destino,
miragem,
lembrança de um futuro
ou um desejo
que se cansou de viver apenas em silêncio.
Só sei
que desde esse sonho
a realidade parece pequena demais
para conter o que senti.
Tenho medo de despertar.
Medo de abrir os olhos
e perder o caminho
que me leva até você.
Medo de que a manhã,
tão certa de si,
leve embora
aquilo que a noite
me confiou em segredo.
Então,
por favor,
não me despertem.
Há sonhos
que não imploram para se tornar realidade.
Basta que existam,
porque existem presenças
que o coração reconhece
antes mesmo de lhes dar um nome.
E, se for preciso viver entre o sono e o amanhecer,
que seja.
Pois, ainda que o mundo me acorde,
uma parte de mim
continuará sonhando...
na esperança silenciosa
de voltar ao lugar
onde o mar aprende o seu nome,
o sol encontra os seus cabelos
e minha alma,
pela primeira vez,
descansa.
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