Que Saudades eu tenho da Aurora da minha Vida
Comigo
Não me desperte do meu silêncio
não me prive dos meus sentidos
dilato meus poros e minha pupila
me recolho no direito à contemplação
estreito meu nexo, o fora
isco o vazio
o nada me apetece
esse momento não me alimenta
lamento por eles
passo desapercebido, gélido,
não existo fora de mim!
Tejo
Me despeço, mas não vou embora
essa é minha eterna morada
subo as escadas, mas não chego até lá
se avanço, fogem de mim
se recuo, descem ao meu encontro
não me calo
meu silêncio grita
trago notícias de lá, dos desertos ermos
trago notícias de lá, doutros tempos
minha incumbência é o adeus, a saudade
sou detentor das memórias
um cristal em movimento
o perigo, a vida e a morte
dentro de mim não respiram
apagam, morrem, desaparecem
na minha beleza habitam almas e monstros
devoradores de corpos
que não sobrevivem fora de mim
vomito aquilo que rejeito
e devolvo aos homens a sua podridão, o seu lixo tóxico
me engasgo com ossos, mas não digiro o que não vive
renasço das alturas
da limpidez dos cristais
do meu espelho se mira a profundidade
de lugares submersos e sem retorno
onde vivem os meus titãs
acorrentados em caravelas
Queixas noturnas
Quem foi que viu a minha Dor chorando?!
Saio. Minh'alma sai agoniada.
Andam monstros sombrios pela estrada
E pela estrada, entre estes monstros, ando!
Não trago sobre a túnica fingida
As insígnias medonhas do infeliz
Como os falsos mendigos de Paris
Na atra rua de Santa Margarida.
O quadro de aflições que me consomem
O próprio Pedro Américo não pinta...
Para pintá-lo, era preciso a tinta
Feita de todos os tormentos do homem!
Como um ladrão sentado numa ponte
Espera alguém, armado de arcabuz,
Na ânsia incoercível de roubar a luz,
Estou à espera de que o Sol desponte!
Bati nas pedras dum tormento rude
E a minha mágoa de hoje é tão intensa
Que eu penso que a Alegria é uma doença
E a Tristeza é minha única saúde.
As minhas roupas, quero até rompê-las!
Quero, arrancado das prisões carnais,
Viver na luz dos astros imortais,
Abraçado com todas as estrelas!
A Noite vai crescendo apavorante
E dentro do meu peito, no combate,
A Eternidade esmagadora bate
Numa dilatação exorbitante!
E eu luto contra a universal grandeza
Na mais terrível desesperação
É a luta, é o prélio enorme, é a rebelião
Da criatura contra a natureza!
Para essas lutas uma vida é pouca
Inda mesmo que os músculos se esforcem;
Os pobres braços do mortal se torcem
E o sangue jorra, em coalhos, pela boca.
E muitas vezes a agonia é tanta
Que, rolando dos últimos degraus,
O Hércules treme e vai tombar no caos
De onde seu corpo nunca mais levanta!
É natural que esse Hércules se estorça,
E tombe para sempre nessas lutas,
Estrangulado pelas rodas brutas
Do mecanismo que tiver mais força.
Ah! Por todos os séculos vindouros
Há de travar-se essa batalha vã
Do dia de hoje contra o de amanhã,
Igual à luta dos cristãos e mouros!
Sobre histórias de amor o interrogar-me
É vão, é inútil, é improfícuo, em suma;
Não sou capaz de amar mulher alguma
Nem há mulher talvez capaz de amar-me.
O amor tem favos e tem caldos quentes
E ao mesmo tempo que faz bem, faz mal;
O coração do Poeta é um hospital
Onde morreram todos os doentes.
Hoje é amargo tudo quanto eu gosto;
A bênção matutina que recebo...
E é tudo: o pão que como, a água que bebo,
O velho tamarindo a que me encosto!
Vou enterrar agora a harpa boêmia
Na atra e assombrosa solidão feroz
Onde não cheguem o eco duma voz
E o grito desvairado da blasfêmia!
Que dentro de minh'alma americana
Não mais palpite o coração - esta arca,
Este relógio trágico que marca
Todos os atos da tragédia humana!
Seja esta minha queixa derradeira
Cantada sobre o túmulo de Orfeu;
Seja este, enfim, o último canto meu
Por esta grande noite brasileira!
Melancolia! Estende-me a tu'asa!
És a árvore em que devo reclinar-me...
Se algum dia o Prazer vier procurar-me
Dize a este monstro que eu fugi de casa!
É nas palavras que desconto minha ira...Meu ódio e rancores.
Do mesmo jeito que um lutador desfere socos,minha mente desfere rimas.
E as minhas rimas são como capsulas de balas indo na direção do silencio.
Minha companheira é a solidão. Às vezes se fica tanto tempo sozinho, que a solidão deixa de ser ausência e passa se tornar companhia. (Edir Araujo)
Não quero explicar a cor da minha pele!
Não aguento mais isso...
Sei que sou negro mesmo que o IBGE insistia que sou pardo...
Até quando vamos fazer alarde e esquecer as qualidades individuas pela cor de uma pele...
Até quando nós negros vamos ser patrocinadores do racismo, já que não respeitamos nossa própria raça...
E vamos parar com essa palhaçada escrita pelos outros e vomitadas por vocês somos da raça humana, bla, bla e bla...
Ser humano mata, rapta, assalta, esconde cadáver, finge, humilha, rouba e muita das vezes tem nosso próprio sangue...
Parem de dar IBOPE para esses acontecimentos...
Somos diferentes em tudo, tudo e isso é que nos aproxima da igualdade ética e moral, o resto é: IDIOTAS OUVINDO IDIOTAS E TRANSMITINDO ASSUNTOS IDIOTAS!
PS- Meu currículo não começa explicando que sou negro, mas ao final se colocar que sou negro existirá uma surpresa boa, faça como eu estude e não explique quem você é, os outros sempre saberão quem somos. Somos os melhores pelo que fizemos e não pela pele que carregamos.
CANSEI
Fostes tudo
Meu caminho
Minha busca
Minha direção
Meu sorriso
Meu afago
Minha doçura
Minha dúvida
Meu desconsolo
O dessabor
A incompreensão
Mas hoje
Sois a lágrima
Sois a dor
Sois a decepção
Sois a repulsa
Por fim sois meus
Olhos fechados
Ao te dizer
Cansei..
(Marta Freitas)
Aquelas fotos que tiramos no lago que falamos que era o 'o lago do amor ' esta ainda colada em minha parede de fotos, me lembram boas lembranças, lembranças que eu não quero esquecer, mais passou, como tudo na vida passa, esse foi mais um acontecimento que passou, que pena...
Uma criatura me perturbou tanto hoje
Que encheu demais a minha paciência
Acabei por inventar um verbo
Invizibilizar, Invizibilizei o infeliz,
Foi tão significativa a invisibilidade
Que ele se sentiu totalmente invisível
Parou de me perturbar e eu nem vi.
Minha mente
Nem sempre tão lúcida
É fértil, me deu a voz
Minha mente
Nem sempre tão lúcida
Fez ela se afastar
Mas ela vai voltar
Mas ela vai voltar
Ela não é
Do tipo de mulher
Que se entrega na primeira
Mas melhora na segunda
E o paraíso é na terceira
Ela tem força
Ela tem sensibilidade
Ela é guerreira
Ela é uma deusa
Ela é mulher de verdade
Ela é daquelas
Que tu gosta na primeira
Se apaixona na segunda
E perde a linha na terceira
Ela é discreta
E cultua bons livros
E ama os animais
Tá ligado, eu sou o bicho
Minha mente
Nem sempre tão lúcida
É fértil me deu a voz
Minha mente
Nem sempre tão lúcida
Fez ela se afastar
Mas ela vai voltar
Mas ela vai voltar
Deixa eu te levar
Pra ver o mundo, baby
Deixa eu te mostrar
O melhor que eu posso ser
Deixa eu te levar
Pra ver o mundo, baby
Deixa eu te mostrar
O melhor que eu posso ser
Ela não é
Do tipo de mulher
Que se entrega na primeira
Mas melhora na segunda
E o paraíso é na terceira
Ela tem força
Ela tem sensibilidade
Ela é guerreira
Ela é uma deusa
Ela é mulher de verdade
Ela é daquelas
Que tu gosta na primeira
Se apaixona na segunda
E perde a linha na terceira
Ela é discreta
E cultua bons livros
E ama os animais
Tá ligado, eu sou o bicho
Minha mente
Nem sempre tão lúcida
É fértil, me deu a voz
Minha mente
Nem sempre tão lúcida
Fez ela se afastar
Mas ela vai voltar
Mas ela vai voltar
Fazer da vida
O que melhor possa ser
Traçar um rumo novo
Em direção ao sol
Me sinto muito bem
Quando vejo o pôr-do-sol
Só pra fazer nascer a lua
Minha mente
Nem sempre tão lúcida
É fértil, me deu a voz
Minha mente
Nem sempre tão lúcida
Fez ela se afastar
Mas ela vai voltar
Mas ela vai voltar
Mas ela vai voltar
Mas ela vai voltar
Viajo pelas estradas da minha solidão, caminhos obscuros, silenciosos, que fazem com que a minha mente se torne um poço de discernimento.
Olho para o que parece ser o fim do túnel, e vejo uma luz, pode ser a certeza, a razão, as respostas, mas é translúcido, então percebo que estou longe de todas as respostas que criam fantasias e que atormentam meus pensamentos. Meu coração pulsa forte e, ao mesmo tempo, minha imaginação perde a sua fertilidade. Caminhar parece fácil, parece difícil, também. Existe uma válvula de escape, uma palavra ou alguma definição que se encaixe entre fácil e difícil? Eu desconheço.
No meio de tanta conturbação, vem a minha inquietação, uma vontade de que se desprenda de mim a real ilusão, e que desperte no fundo da minha alma a verdadeira identidade do meu mundo de alienação.
Vou te desenhar na minha mente, vou te musicar com acordes suaves, e tocar a sua canção nos quatro cantos, e quando eu estiver no escuro, sozinho, mudo, pensarei em ti, porque a tua luz vai clarear meus caminhos até você.
Minha imaginação enriquece minha alma, me enche de felicidade quando consigo expor os pensamentos que em mim estão trancafiados, e que me castigam quando a vida não me traz inspirações.
Viver é mágico, e minha tese muda quando percebo que a vida é a própria inspiração que nos faz querer viver.
Meu interior é tão confuso, que as vezes caio em contradições com meus próprios pensamentos, mas mesmo assim, continuo a proliferar o amor que habita em mim.
Minha flor, digníssima, pétala de rosa,
com tamanho e ofuscante brilho.
Ser inigualável, ímpar, insubstituível,
de alma pura e generosa, infinito é o seu amor,
de encantos mil e de canto afinado.
Ilumina o meu ser, dá sentido em minha vida
e envolve meu corpo com o
acalanto dos seus abraços.
Ser nobre, de valor incalculável, inexistente.
Habito em seu coração
e me alimento do seu amor,
pois sem você, eu nada sou.
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