Que Saudades eu tenho da Aurora da minha Vida
Não da pra viver preso a dogmas e doutrinas,
só quero minha mente, em sintonia com meu corpo, sempre certo, de que estou no caminho correto, em busca do equilíbrio.
Não quero riqueza, não desejo luxo, não quero viver buscando objetivos fúteis que a sociedade define como "sucesso na vida"
Quero uma vida , sem depender de consolos,
aqueles, que confortam pessoas. Sabe como é, religião, foi feita pra isso,
o ser humano se consolando com promessas, talvez sim, seja verdade, feliz é quem se sente bem, com o crê.
Respeito talvez seja, a chave, de um mundo melhor, sem esquecer a tolerância, que falta em muitos por ai ocasionando conflitos, gerados também, pela tal chamada ignorância.
Minha alma não chora somente a dor da saudade...chora mais ainda a tristeza de um sonho não realizado.
Lúcida Loucura
E na longa madrugada,
Dentro da minha mente,
Descompassadamente,
Tudo gira mais depressa
Presa nesse imenso sufoco,
Sinto um perfume
E me vejo entre flores e desejos, afagos e apertos
Da lúcida loucura de amar você
meu paraiso foi transformado em inferno da noite pro dia, num piscar de olhos minha alegria passou a ser uma fantasia que minha mente cria pra fugir do escrúpulo mundo atual.
Sinto sem incomodo...
0 vento de sonhos alheios me soprar na face
Eis onde reside minha leveza de ser.
Sem um mínimo de esforço...ignoro qualquer fato ou pessoa que nada me acrescente. Minha meta sempre foi, é e será seguir meu caminho sem olhar para trás.Logo, dispenso presepadas.
Descobria a face da maldade
E de tudo que não conhecia
Preparei meu coração
Regredi minha paixão
E observei que o mundo
É tão vazio e solitário
Que a mim não pertencia
E que tudo era muito superficial e vazio
Desiludi-me, fingi e tentei escapar.
Acabei como um momento de puro sofrimento
E destruí meu coração
Fui encantado pelas palavras
Que eram dissimulados, enganosas e destrutivas.
Não sou mais quem eu era
Morreu o velho eu e surgiu um velho ser.
Meu sonho é acordar com dois homens na minha cama um me chamando de " Mamãe" e o outro de "Amor" !! *---*
Então a minha alma perdeu todo o entusiasmo, e meu coração desacelerou em sua presença, perdi o riso, e a vontade de te olhar, nunca antes senti tamanha decepção assim, pois aos poucos tento acreditar que não foi tudo mentira, mas a sua frieza e indiferença só me faz pensar o contrario.
COISA DE MENINA
Quando nasci, minha mãe me deu o nome da minha bisavó, figura feminina da qual todos se orgulhavam.
Mãe, avó e esposa exemplar, bisa Eliza levou um casamento até o fim, como manda os bons costumes do matrimônio “perfeito”: ‘Até que a morte os separou’. Sofreu ameaças, agressões e gritos de um marido agressivo e alcoólatra. Mas, “como deve ser”, nunca cogitou uma separação.
Doce, bondosa, religiosa, mãe de oito filhos. Assim era a mulher que inspirou meu nome.
Já nos primeiros dias de vida, ganhei pulseira de ouro e um par de brincos. Coisa de menina.
Antes mesmo de aprender a falar, já tinha dezenas de bonecas.
Minha mãe gostava de fotografar cada passo meu, e, para isso, contratava um fotógrafo profissional. Trocas de roupa, penteados e vários batons a cada foto.
Tive coleção de Bonecas Barbie, milhares de roupinha, sapatinhos, bijuterias... Tive todas as coisas de menina.
Minha avó me proibiu de brincar na rua o quanto pode. Porque isso não era coisa de menina.
Menina tinha que brincar em casa. Com as amiguinhas. De casinha, comidinha, mamãe e filhinha!
E assim foi. Até meus onze anos.
Foi aos onze que descobri a rua. Foi aos onze que descobri que além das panelinhas, havia um mundo de brincadeiras e diversão!
Foi quando descobri as trilhas de bicicleta, os inúmeros ‘piques’, o jogo de Taco, bolinha de gude e o rolimã.
Foi quando percebi que eu era flamenguista e o que isso de fato significava. Foi quando eu descobri o que era um pênalti e um gol olímpico.
Anos depois, grávida, vi minha vida se encaminhar sem que eu me desse conta. Perdi as rédeas e as coisas aconteceram, simplesmente.
Montei casa, me mudei e voltei a brincar de casinha!
Uma brincadeira que me sufocava a cada dia. Daquelas que dá vontade de guardar tudo numa caixa e não brincar nunca mais. Deixar lá no alto do guarda-roupa, até mofar e ir pro lixo.
Não durou muito. Não havia como durar.
Levou tempo, mas hoje entendo com perfeição. Eu não cabia naquele lugar, naquela vida. Aquela brincadeira já não me servia mais. Eu queria as trilhas e o rolimã!
Separei.
Queria trabalhar em algo que pudesse fazer diferença na vida das pessoas. Estudei, me formei.
Hoje, sou Pedagoga, com dois empregos públicos, e mãe do Arthur, com oito anos.
Nenhum marido.
Não lavo, não passo, não cozinho, não limpo!
Sou um desastre para encontrar coisas, e um maior ainda para manter arrumações.
Esqueço roupa no chão do banheiro, toalha molhada em cima da cama, sapato no meio do caminho! Tomo iniciativa em relacionamentos, pago a conta, pego o telefone, no fim da noite, sou eu quem vou pra casa!
Minha avó tem Alzheimer avançado. Quase não reconhece ninguém. Mas, ao me ver, sempre pergunta: “Quando você vai casar?”
Lido com olhares de lamento de amigas, que torcem para que eu me case,trabalhe menos, tenha mais filhos...
Hoje sei que posso me casar sim, mas que isso não implica em voltar a brincar de casinha. A certeza de que não preciso mais das panelinhas, me traz leveza.
De minha bisa, apenas o nome. Dos ensinamentos da infância, a certeza que posso ser o que eu quiser.
Entre bonecas e rolimãs, futebol e novela, sigo sendo o que sou, sem necessidade de aceitação externa e com a certeza que nada disso me faz menos ‘menina’. Pois coisa de menina é tudo que a menina quiser!
"Escrevo para o céu de minha alma
Solicitando às estrelas que brilhem
Nos corações dos meus amigos
Neste novo ano que se inicia."
A poesia deu sentido ao meus sentimentos
Deu harmonia ao caos de minha existência
Se tornou a tábua onde abrigo os momentos
Mais espetaculares de minha demência
A poesia me abraçou na mais amarga solidão
Fez de minhas lágrimas motivo para escrever
Perpetuou sua presença em meu coração
Transformou as dores em inspiração para viver
A poesia me deu tudo e me tirou o nada
Criou um jardim em uma alma deserta
Para que o aroma das flores entranhasse o papel
A poesia é a arma mais precisa
Capaz de revolucionar uma vida
É o dom divino que caiu do céu.
Desejo que você toque,
com seus lábios a minha boca,
com suas mãos a minha pele,
com seu ser o meu querer.
Desejo que você roube,
da minha boca beijos quentes,
da minha pele o desejo ardente,
do meu querer o entregar.
Desejo que você cubra
minha boca de delícias,
minha pele de malícias,
meu querer só de pecados.
Desejo que você traga
nos seus lábios o veneno,
em suas mãos o obsceno,
no seu ser o meu prazer.
Pois preciso
do meu coração acelerado,
do meu corpo embriagado
da presença de você.
"SILÊNCIO!
O que pode ser tão pavoroso quanto o silêncio?
Tantos pensamentos surgem em minha cabeça enquanto tudo o tenho de ti é o seu silêncio. Onde posso te encontrar se tudo que vejo é uma escuridão que o seu silêncio deixou; o teu silêncio é o meu medo, o medo que eu tenho de não haver mais voz em ti, medo de o seu silêncio seja tudo que você possa ter deixado pra mim. Quão obscuro é o caminho do seu coração em meio as ruínas do teu silêncio!"
(Carlos Eduardo/ Kadu)
Não preciso que me ditem regras.
Meu projeto de felicidade gira em torno dos meus sonhos, da minha força interior e de quem me quer bem.
E assim eu vou levando a vida!
Sinto raiva de você vinte vezes ao dia. E em todas as vezes que sua imagem vem a minha cabeça durante a noite. Mais de vinte vezes, pra falar a verdade. Talvez umas quinhentas vezes seja o suficiente. Sinto raiva de você porque é o único sentimento que posso ter a certeza que te abala. E me abala muito querer quebrar essa mesa e esse computador em cima da sua cabeça, enquanto não posso fazer nada. Mas eu resmungo sozinha, você não nota?
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