Que Saudades eu tenho da Aurora da minha Vida
Tiram tudo, até o nosso medo
série: Para não dizer que não falei dos espinhos
Oh minha América latina,
que lastima vives,
a democracia está em declínio.
E única coisa que sabemos neste momento,
é que somos seres vivos,
por que perdemos o status de racional
As prepotências neoliberal,
Causam cortes profundos neste território.
Continuas fortes,
Contínuas viva,
Entretanto tuas feridas sempre irão te incomodar.
Que Simon Bolivar te guie,
para a revolução absoluta e definitiva.
América Latina,
Não desista!
Meus pêsames a Bolívia.
Desejo força ao Chile,
Que perderam tudo mas que ainda vivem.
Equador,
Equalize sua dor,
suporte sua dor só mais um segundo.
Brasil... Brasil!
por que estais mudo?!
Não vês que o mundo chacota-te.
Levanta-te e luta.
Não estacione, a luta era só para libertar o Lula(?!)
Vivemos tempos brancos nada brandos.
Por que se a época fosse negra,
todos estavam "quebrando as cadeiras" se requebrando numa zumba ou em algum ritmo africano ou caribenho.
Morte!
Morte e desgraça a esses filhos da pátria imunda.
Colonizadores do século 21,
vão embora!
Deixem livres os xamãs e os quilombolas.
Já não exploraram o bastante.
Agora querem pegar o restante de nossas vidas massacradas.
A América latina sangra,
e não há sangue disponível para doação no hemocentro.
Para ti meu amigo e minha amiga virtual, mas tão REAL!!!
Para ti, que nunca um gosto me deste;
Em qualquer dos poemas, que a ti dei;
Quero que saibas que triste fiquei;
Logo, que por tal triste; me puseste!
Quero que saibas disso amigo humano;
Que tão tento animar, com poesia;
Que o teu gostar cá ver, tanto queria;
Mas só puro gostar, por sem engano!
Por isso, por do tal, tão te esqueceres;
Envio-te a careta do meu primo;
Tão nele, cá pra mim; representada!...
Por de ambos, ela sequer mereceres;
Aprecia a em tais tida, como um mimo;
Porque ela, é: poesia a ti dada.
Para ti, com o carinho do humor;
Minha crença está subindo pelas pernas, meus erros estão pelos subúrbios...
Acredito que pessoas são como o vento, um pouco calmo, violento e sempre vão...
Impressiono-me com minha falsa fragilidade. Lutando com medo, menosprezando o alvo. Impressiono-me com meu coração que muitas vezes parece réprobo.
Parece às vezes que deixo de te amar, mas sempre está aqui s2.
Impressiono-me cada vez que o ego me domina. Esse 'suposto ego' me fascina, levando a uma realidade sem liberdade. 'Suposto' sim, pois não vivo pra mim mesmo.
Sei lá o que sei...
Não vos falo da dor,mas da minha dor,e não daquela que conheceis em teorias mas daquela que acompanha os meus dias e atormenta as minhas noites.
teu copo já não está cheio de veneno. Derramas um pouco na minha bouca, desse teu veneno exalado e extraído das tuas entranhas: menina veneno; coisa louca!!!
Minha mãe é uma princesa e o meu pai é um sapo. Quando ela o beija ele se parece com um palhaço.
Com sua barriga d'água ele dorme todo o dia,quando chega de madrugada,ele vai para a cozinha para fazer sua papinha.
Em minha musica encontro a Resposta para tudo..
Em meus livros encontro o porque de tudo..
Em meus pensamentos encontro voce que é tudo
Em meus sonhOs o Desejo de ti Ter em tudo.
DOBRE
Peguei no meu coração
E pu-lo na minha mão
Olhei-o como quem olha
Grãos de areia ou uma folha.
Olhei-o pávido e absorto
Como quem sabe estar morto;
Com a alma só comovida
Do sonho e pouco da vida.
Fernando Pessoa, 1913
Hoje uma amiga minha veio dizer-me que estava lendo meus textos e que tinha se identificado com alguns deles.
Senti uma pontadinha de orgulho de mim mesma, mas, logo em seguida, ao abrir a página em que publico os mesmos,
senti não uma pontadinha, mas uma apendicite daquelas bravas, ao me dar conta que eu simplesmente não escrevi mais.
Não escrevi mais. Olhando assim me parece assustador.
Mas, consegui encontrar uma razão plausível, não compreensível, mas plausível para o causo.
Minha vida tem sido feita de contas. Não sobram mais espaços para palavras.
Faço contas todas as manhãs da semana durante dois semestres por ano na faculdade.
Engenharia não é lá feita para aqueles amantes das palavras.
Faço contas todas as tardes olhando para o relógio, diminuindo de 17h00min o horário em que me encontro.
Faço contas de custos toda vez que compro algo muito caro, abrindo o site do Banco e vendo o extrato do cartão de crédito,
diminuindo do limite total tudo que já gastei até agora. Faço as contas de quantos esporros vou ouvir da minha mãe
por eu estar gastando mais do que minha bolsa de estudos cobre.
Todos os dias da semana faço as contas de quantos dias faltam para o final de semana. E quando chega o final de semana,
faço contas meio que não querendo fazer, pra ver quantas horas ainda me restam de final de semana.
Todo domingo, faço contas de quantas horas vou precisar dormir pra conseguir acordar segunda feira e ir pra faculdade sóbria
o suficiente para fazer contas e depois me manter acordada no trabalho fazendo as contas de quantas vezes minha chefe diz:
por gentileza, dê uma olhadinha no e-mail que eu te encaminhei com um pedido relativo a reserva de carro para a visita
técnica dos pesquisadores... bla bla bla (faço contas inclusive imaginando quanto tempo vai levar pra eu arranjar um estágio
decente).
Todos os minutos faço contas do tamanho da saudade que sinto do meu namorado, e faço contas pra saber quanto tempo ainda
falta para chegar sexta feira pra gente poder ficar juntinho, e daí me lembro que nesse momento, começam as contas infelizes
de quanto ainda sobra de tempo pra gente ficar junto, até chegar domingo a noite e eu ter que fazer as contas de quanto
tempo eu vou precisar dormir para ficar de boa na segunda feira.
Durante todos os almoços faço contas para correr contra o relógio e tentar aproveitar melhor os 45 minutos que tenho para
comer, e faço contas também contra a balança calculando quantas daquelas calorias vão me fazer engordar.
Agora mesmo é que estou assustada. Que vida de números, de contas e de tempo contado que tem sido a minha. Mas não é só
a minha. Como diria meu professor de matemática do Ensino Médio, depois da escola, a vida diz "Bem vindo ao mundo dos adultos".
E nesse mundo meu camarada, quem não faz contas, não sobrevive.
Entretanto, para sobreviver a todas as contas que somos obrigados a fazer, precisamos buscar nas palavras de um amigo, de uma
mãe, de um marido, de um namorado, de um filho, ou sei lá, do porteiro ou do motorista, enfim, palavras que nos dêm suporte
para continuar tendo forças para não jogar as contas para o alto e não deixar a peteca cair. Nessas horas, uma palavra vale
por mil números e mil contas de algorítimos ou então derivadas. É, acho que vou voltar a escrever.
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