Que Saudade dos meus 15 anos
Poema - Imperfeito
Não sou perfeito
Tenho meus defeitos
Também qualidades
Uma delas, é a verdade
Não sou melhor
Nem pior
Apenas diferente
A melhor academia é da mente
Talvez falta treinamento
Aí dentro
Palavras são terapias
Ainda mais em poesia.
Quem não erra
Que atire a primeira pedra
Se errou, já era
E quem não erra?
E também, não é bem assim
Existe perdão sim
E é divino
Até imagino
Vocês querendo me julgar
Escolhendo o meu lugar
Isso já é um pecado
Então tomem cuidado.
É isso aí!
Eu sou brega
Eu sou um espetáculo
E faço dos meus sentimentos exagerados
O meu próprio palco
Eu sou amor e como diria Sidney Magal:
"O amor tem de ser brega
Deus me livre de um amor chique, discreto
Deus me livre de sentir morno e suave
Deus me livre de falar baixo, sorrir baixo
Sonhar baixo, de volume baixo"
O dicionário diz que brega, adjetivo
Denota falta de gosto
Eu digo que não
Eu gosto muito e profundamente
Tão profundo que grito aos quatro cantos
Os meus amores nem sempre reais
É por isso que é tão divertido ser brega como eu, entendeu?
Tudo é muito, tudo é grande, tudo me transforma
Tudo me revira e vira choro, vira música, vira grito
Vira motivo, vira poesia, vira esperança
Se se entregar de corpo e alma assim é ser brega
Muito prazer, me chame de Marília Mendonça
Os meus olhos se inflamam
De tanto choro
Meus dentes envelheceram de tanto que sorri
Meus suspiros foram de angustiada tristeza
Mas também de alegria
Bons ventos me sopraram
Mas já me vi levado ao chão pela força do vento forte
Eu vivi pra experimentar a dor é a alegria
Pra sentir saudade é comemora o retorno
Pra sentir solidão em noites sem lua
Pra amar no verão
Algumas estações foram solitárias
Algumas tive companhia
Na vida fui o vigor agora sou a maturidade logobserei a velhice que antecede o repouso enfim.
Sinto que não sou mais o mesmo de antes
Eu perdi a vontade é o desejo
Enterrei meus talentos
Não a inspiração em mim
A luz não irradia mais o céu que já não parece azul agora está acinzentado
Minha perspectiva está distorcida
Sinto-me um estranho em mim
Nem no espelho me reconheço mais
Quem sou
Quem é este agora
Não parece mais como era antes
Minha visão ficou turva e o brilho da vida está fosco opaco
Acho que fique daltônico não consigo enchergar as core nem sei quando é primavera
E meus sentimentos se reprimiram dentro de mim
Por segurança eu me isolei
Agora tenho a sensação que estou deixando de existir...
Lábios de Éter
Na pele da madrugada, teu corpo desenho,
Língua de mel que invade meus segredos,
Teus dedos, fogo em mapas não revelados,
No sopro do teu riso, desfaço meus medos.
Tua boca é um vinho que me embriaga,
Fruta roubada do jardim proibido,
Na curva do teu pescoço, a noite se alonga,
Sussurras meu nome—e o mundo é um gemido.
Entre lençóis de sombra, nos dissolvemos,
Cada toque teu, um verso em carne viva,
Sou maré que se rende ao fluxo do teu leito,
Na dança dos ossos, a chama se reluz.
Beijo teus joelhos, altar do meu desejo,
Teu ventre, um rio onde me perco e nado,
Na língua do teu umbigo, escrevo um enigma:
Somos fera e flor, pecado e sacramento sagrado.
Quebramos o relógio, só há pele e espasmo,
Dois corpos que o cosmos não ousa entender:
Na curva da tua coxa, mordo o tempo e traço,
Segredo é só um nome…—aqui, somos eternidade em brasa.
Até o amanhecer nos caçar, encharcados de estrelas,
Alma e carne um só vértice, eclipse e fruto:
Me beberás de novo, sou teu cálice sem fundo,
Morrer de amor é só o início do nosso culto.
Quando meu último suspiro chegar, que meus saberes me acompanhem, como um legado invisível que nunca se apaga.
Seu sorriso contagiante
Que me fascina
Enche meus dias de alegria
Seu sorriso contagiante
Que me deixa entorpecido de felicidade
Seu sorriso contagiante
Que ilumina
E acalma meu dia
Seu sorriso contagiante
Poema dedicado à amiga Karine Castilho.
"Arrebente a porta dos meus sentidos, entorpeça tudo ao seu redor. Diga-me que sou louca, e eu lhe digo que ceifarei sua voz. Maldita seja sua língua que dança e profere falsas poesias."
Entrando em meus silêncios,
A alma a me abandonar,
Afogando-se no véu
Do tempo a me assombrar.
Vejo a cor, que se desfaz,
Rastro tênue de um luar.
A paisagem em minha voz,
Chama que vem me queimar.
Não és um sonho fugaz,
És meu pranto e meu pesar.
O medo de te perder
É a dor que nunca há de calar.
Olho a cor da despedida,
Chama que insiste em arder,
A paisagem que me fere,
No receio de te perder.
Não és miragem ou sonho,
És o brilho no meu olhar,
Mas o medo, persistente,
Torna o amor a me sangrar.
És a luz que me consola,
Na escuridão do existir,
Mas se fores, minha alma
Terá no vazio seu porvir.
A vil cor que me abandona,
Chama fria a me envolver,
Na paisagem de incerteza,
Sinto o medo de te perder.
Não és miragem nem ilusão,
Mas a luz do meu caminhar,
E o temor que me consome,
Faz o peito quase calar.
És o lume da minha noite,
O eco que me faz seguir,
Mas se fores, meu destino
Será vazio a me consumir.
Hoje tentaram falar por mim, interpretar meus silêncios, distorcer minhas verdades.
Tentaram me diminuir, como se soubessem o que carrego por dentro,
Eu não sou reflexo da opinião de ninguém. Não me dobro para encaixar no olhar alheio, nem permito que me definam por palavras que não são minhas.
Se alguém espera minha queda, que se acostume com minha permanência.
Hoje coloco um ponto final nisso. Quem não soma, se afasta. Quem não respeita, não me acompanha..
Na real
Sensações
Arrebata-me a visão
tonalidades infinitas de cores.
Destas, meus olhos
captam a mais pura essência de sua forma.
Não obstante, os sentidos se cruzam,
como se atrelados uns aos outros estivessem.
Assim, uma visão ou cheiro particular
são passíveis de evocar
memórias esquecidas no tempo,
e dessa forma, nos vemos possuídos
por sensações variadas,
cujo caos não nos permite distingui-las.
Imiscuem-se, por conseguinte,
todos os sentidos possíveis,
reavivando memórias, como se,
ao abrir a janela do quarto,
testemunhássemos o desenrolar
de eventos inteiramente alheios a nós,
revelando-nos memórias de um passado
longínquo e nostálgico.
Aluno: Mestre, por que meus sentimentos parecem tão distantes quando penso demais?
Mestre: "A obsessão pelo pensar nos distancia daessência do sentir."
Só quero os meus feliz e nada mais me falta. Jurei pa minha mãe que eu vou vencer a jornada.
" IMAGINO "
Te cravo os olhos meus! Eu te imagino
no mais secreto do meu pensamento
onde, em registro, crio ali, fomento,
a sede de querer-te e, ainda, assino!
Não tens ideia deste meu intento,
sequer de tudo o mais que aqui maquino
provendo, ao meu desejo, o seu destino
que, sem qualquer pudor, risco e o invento.
O bom do imaginário é que em secreto
o pensamento fica ali, discreto,
oculto aos olhos de qualquer pessoa…
Eu te imagino como quero, então,
na força redentora da paixão
e nem percebes que isso, em mim, ressoa!
Por mais que meus sentimentos internos se apresentem através das lágrimas que correm em meu rosto, jamais saberá o que realmente passa aqui dentro.
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