Que meus Pes me Levem
Sei que dentro de mim corre um rio, pois vejo em meus olhos as cachoeiras que se formam ao ver você partir!
Eu sei o motivo dos meus erros, com a fé que tenho em Deus irá preencher o que me falta e com certeza irei me aproximar da perfeição.
Desculpa
Aos poucos fui perdendo todos os meus amigos, uns morreram outros foram para longe e outros eu perdi por minha própria culpa. Tenho a nítida impressão de que eu acabo de perder um dos poucos amigos que me restaram.....
Você é tão bom pra mim!
Já eu sou tão fria pra você!
Desculpa meu jeito!
Sua amizade é muito importante para mim.
Desculpa não corresponder totalmente a você.
Desculpa por pedir desculpa.
você sinceramente me desculpa?
Faço dos meus sonhos um lugar seguro...... onde posso te namorar até ..... quando eu acordo e vejo que não é minha realidade
MARUJO
Ouço teu grito ao longe!
Olho! Na penumbra, te vejo!
Oh! Marujo dos meus sonhos,
Quem tu és na realidade?
Busco em ti o amor e o sonho...
Será que tu podes me dar?
Penso...Não sei...
Porque tu te escondes no mistério?
A bruma ao teu redor aumenta...
Teus gritos, outrora, audíveis,
Agora...Quase inaudíveis, o são...
Tu te afastas!
Teu navio desaparece...
Só o que resta, é o olhar...
O meu olhar,
Na névoa!
As crianças somem as armas voltam
O som da harpa se transforma em gritos
Isso por que meus olhos se abriram,
A realidade do mundo veio á tona...
Mais uma vez o sonho acabou
É hora de sair para a guerra...
Queria chegar perto e contar todos os meus medos. Queria dizer que ele era tão lindo, tão legal, tão homem. Mas eu me calei. Calei pela primeira vez, calei quando era preciso dizer, gritar, destruir. E falei quando não era para dizer mais nada, nem adeus. E ele me mandou embora muitas vezes daquele mundo. Daquele mundo quente, e eu tão fria, fiquei encantada. Fiquei encantada e só conseguia rir.
11-Paciente Conquista
Chorei com sorrisos para não entregar meus sentimentos
Vivi na esperança para que não morresse na sua indiferença
Caminhei calado ao seu lado para não enlouquecer na minha solidão
Tratei minhas feridas de desilusões para continuar vivo, te amando.
Noites mal dormidas consumido pelo meu pranto
Já se tornaram uma forma de terapia aos meus conflitos
Tenho me privado de meus desejos para atender aos seus,
De forma inconseqüente e cega
Mas sigo firme me fortalecendo no seu brilho.
Aguardo você, não como uma promessa, mas como conquista.
Serei paciente no caminho que leve você a enxergar minha paixão
Estou doente de amor e não quero me curar
Quero apenas um cantinho no seu coração.
O espetáculo verossímil estava a pouco instantes distante de cumular meus olhos e minha alma. Era previsível a mim saber o momento que ela apareceria e como apareceria. Sucedeu-se do mesmo modo ontem e antes de ontem e todos os outros dias que antecenderam esta noite. Ela viria logo depois do número final do mágico onde ele fatia a sua cobaia. (É assim que chamo todas as assistentes de mágicos quaisquer.) Ele estara a fazer exatamente o que ela fazia com meu coração, cortando-o em partes, dilacerando-o como o senhor de cartola negra o faz com a loira de sorriso malicioso e convidativo. A criatura de curvas gritantes e o dono da magia ilusória se despedem daqueles que fazem o seu sustento embalados por centenas de aplausos ruidosos. E eis que ela surge por entre os firmamentos da enorme lona de cores vibrantes cortando a brisa da noite com suas longas pernas revestidas de brilhantes que me fazem confundir com o resplendor de seu olhos. Senti tudo o que me rodeava parar ao vê-la esvoaçar pendurada a um trapézio que mesmo com toda confiança que demonstrava em estar empregnado lá no alto provocava-me um temor assustador. A tensão tornava-se alívio só mesmo ao firma-la os olhos e tocando a tranquilidade que desaguava de seu semblante. Acostumada a milhões de olhares atenuosos em sua direção, ela jamais perceberia o meu por entre tantos outros dali e de fato eu não queria que o fizesse. Ela, acredito eu, parecia fitar alguém como uma águia firma os olhos em sua preza. E eu contentava-me apenas em vê-la no alto, como um sonhador centenário ainda almeja seu sonho, como uma criança deseja tocar uma estrela.
Eu com meus botões
Primeiros dias do ano. Recomeço, reviravoltas, estreias. É o que se pensa. Mas não o que se passa comigo.
Especialmente nesse começo, por que razão eu não sei, estou me sentindo triste. Nem sei se posso chamar a isso de tristeza. Sinto-me estancada, com pouco ou nenhum movimento.
Estou meio intolerante, sem paciência pra conversa sem sentido, e fugindo das pessoas, principalmente para evitar os diálogos em que minhas respostas são secas, porque não sei dissimular.
Confessei a uma amiga que a minha vontade era de me isolar num canto, ficar quieta, sem ter que ouvir ninguém. É porque às vezes até sorrir me parece difícil. Não sei mascarar meus sentimentos.
Se quando estou bem já passo a impressão de antipática, imagine assim, como agora. Até tentei me olhar no espelho, mas quase nada foi o que vi. Talvez pelo medo de me enxergar por inteiro.
Sem explicação para tanto, apenas me distancio para não ser desagradável com ninguém. Sou do bem. Sei amar, amo muito, mas é que tem dias que não dá. Aos que me conhecem, isso acaba sendo compreensível. O importante é que, por incrível que pareça, muitos gostam de mim, o que me faz rir, encerrando este texto.
Graças a Deus isso passa. Afinal, o que é a vida, senão viver!
Senhor obrigado por nos meus momentos de angústia me ensinar o que é o amor, pelos meus momentos de raiva por poder me mostrar o que é o perdão.
Tão mais simples é a vida quando ainda somos apenas crianças.
Há uma nostalgia de quando os meus sonhos não eram bobagens.
Quando um beijo de mãe curava qualquer ferida.
Ao contrário de me condenarem pelo que eu queria ser, todos diziam que eu podia ser o que quisesse.
Eu tinha pressa pra crescer. Minha mãe dizia que eu me arrependeria. Adivinhem? Ela – como sempre – tinha razão.
Bem-vindo à zona de perigo.
