Não sou digno de atar tuas alparcas Me... Levy Cosmo Silvaa
Não sou digno de atar tuas alparcas
Me deixa ao menos a sobra da mesa.
Nas lutas, quase sempre mascaradas,
Querubins surgem como luz sendo acesa.
As feridas feitas pelo amor
Açoites transmitem os maiores aprendizados
Por nosso bem, causam até dor,
Querendo nos ver melhor preparados.
Muitos sorrisos já me enganaram,
tapas nas costas até me iludiram,
mas na hora em que as forças faltaram,
foi o momento em que dos olhos as escamas caíram.
O urso até abraça a presa.
A vítima observa da hiena o riso,
afinal, é alguma surpresa.
Cautela em quem chamamos de amigo,
porque escolhemos temos os falsos afagos,
desprezando quem diz a dura verdade?
Cuide de quem corre do seu lado,
onde ali está a consistente lealdade?
Deus, agradeço pelos meus amigos
que em cada etapa surgem como anjos.
As repreensões foram para mim como abrigos.
Retribuirei todo o amor, ainda que passem anos.
Levy Cosmo Silvaa
