Quase Morto

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⁠Nas Estradas da Distração, quase sempre a Morte convida um Bobo pro mesmo Rolê.




⁠Não podemos seguir — Ferindo o Próximo, Ferindo o Mundo


Já estamos quase conseguindo transformar o Paraíso — chamado mundo — que nos foi entregue,
Numa verdadeira bola de neve...


Insensíveis, imprevisíveis e gananciosos,
já não queremos dividir o mundo —
queremos tomá-lo, dominá-lo.


Por capricho, descuido ou maldade,
estamos ferindo quem deveríamos cuidar:
o próximo.


Com tanta gente disposta a ferir,
precisamos cuidar um pouco mais de nós mesmos...


Mas é preciso sermos cuidadosos
até no ato de nos proteger —
para não nos blindarmos
a ponto de nos empedernir.

⁠Espero que em meio de tanta (Cão) fusão, onde — quase sempre — a Arrogância, a Prepotência e o Autoritarismo se confundem com Bravura, a Vingança com Justiça e o Discurso de Ódio com Liberdade de Expressão — a Desumanização não se confunda com Demonização.

⁠Acreditar em quase tudo é tão fácil quanto não praticar quase nada.

Quase sempre que não consigo revidar carinhos, são estes os momentos em que mais preciso deles.⁠

⁠Para as nossas velas machucadas, quase todos os ventos são tempestades.

⁠“Moleques meninos”
mal alimentados por muitos sim, quase sempre viram esses
homens moleques.


Os furiosos que rejeitam todos e quaisquer nãos.


Com tanto sim, atravessado goela abaixo — sim, ao ego, sim, à impunidade, sim, à ideia de que o desejo masculino é prioridade — muitos “moleques meninos” cresceram mal alimentados do essencial: frustração, limite e escuta.


Não aprenderam cedo que o não jamais é afronta, mas fronteira, limite…


Não é humilhação, é linguagem.


Não é convite à fúria, é exercício de humanidade.


Criados à base de concessões e silêncios forçados, confundiram afeto com posse, insistência com direito e desejo com autorização.


E quando o mundo — especialmente as mulheres — ousa lhes negar algo, reagem como quem teve o prato retirado, não como quem foi chamado à maturidade.


O homem moleque não rejeita só o não: rejeita o espelho que ele oferece.


Porque todo não bem colocado revela o que falta — e encarar a própria falta exige mais coragem do que gritar, ameaçar ou ferir.


Não, nem é só não, como dizem os muitos que fingem preocupação com as mulheres do nosso país…


Talvez uma das maiores e principais urgências do nosso tempo não seja ensinar mulheres a dizer não, mas ensinar homens a sobreviver a ele.


Porque o não, quando respeitado, educa.


Quando ouvido, humaniza.


E, quando aceito, transforma moleques famintos em homens capazes de conviver — e não de dominar.


Enquanto isso não acontece, o “Não” seguirá sendo resistência.


E a reflexão, uma necessidade inadiável.


Não é humano a aceitação medonha de que mulheres continuem sendo desumanizadas — no Brasil e no mundo — por causa de um “Não”.

⁠Hoje a Sorte me abraçou tão apertado, que quase cansei!
Gratidão por mais um dia vencido, meu Pai Amado!

⁠⁠Hoje a Sorte me abraçou tão apertado, que quase cansei!
Gratidão por mais um dia vencido, meu Pai Amado!


Há dias em que a Sorte não chega como visita discreta: ela entra sem pedir licença, aperta, envolve e até pesa.


Não pelo fardo, mas pela intensidade.


É um abraço tão cheio que o corpo quase cansa, e a alma, surpresa, precisa parar um instante para respirar e entender.


Talvez a Sorte não seja apenas o que dá certo, mas a força para atravessar o que poderia ter nos derrubado.


Ela se manifesta no fôlego que não faltou, no passo que continuou mesmo trêmulo, na coragem silenciosa de permanecer.


Vencer o dia, às vezes, é só não desistir dele.


E quando o cansaço vem depois do abraço, ele não é sinal de fraqueza, mas de travessia.


Só se cansa quem caminha, quem enfrenta, quem carrega o que precisa ser carregado sem largar a fé no meio do caminho.


Gratidão, Pai Amado, por mais um dia vencido…


Por mais um ano vencido.


Não porque foi leve, mas porque foi sustentado.


Não porque tudo sorriu, mas porque, apesar de tudo, seguimos de pé — sempre abraçados pela Tua misericórdia.


Que no próximo ano toda Sorte de Bençãos e Misericórdia continue nos encontrando, nos fortalecendo e, acima de tudo, nos mantendo de pé.


Amém por cada dia vivido e vencido!

⁠Os que confundem alegria com euforia e comemoração com rojão, quase sempre ignoram qualquer coisa…


Inclusive os gemidos dos corredores de um hospital.


Há quem acredite que a alegria só se prova no estrondo, que a celebração precisa ferir o silêncio ensurdecedor do outro para existir.


Confundem euforia com plenitude, barulho com sentido, rojão com gratidão.


E, nessa mesma confusão ruidosa, seguem cegos para quase tudo — inclusive para os gemidos baixos que ecoam nos corredores de um hospital.


Ali, onde o tempo anda quase sempre mais devagar e a esperança aprende a respirar em doses mínimas — quase a conta-gotas — não se pede festa, mas introspecção e respeito.


O problema não é atravessar o réveillon entre leitos, soros e orações sussurradas.


O que dói é saber que, do lado de fora, há quem precise assustar para se sentir vivo, incomodar para acreditar que está celebrando, ignorar para não ter de sentir.


Enquanto alguns estouram fogos, outros lutam para não estourar por dentro.


Enquanto uns anseiam pelo ano novo, outros tentam apenas continuar no ano que ainda não acabou.


E talvez a maior das misérias não seja a ausência de festa, mas a ausência de sensibilidade.


Porque a alegria que precisa ferir o outro para existir, já nasceu vazia.


E toda comemoração que não cabe no silêncio respeitoso diante da dor alheia não passa de barulho — alto, breve e profundamente oco.


Aos que respeitam o outro — especialmente os enfermos, autistas, bebês, idosos e os animais — Feliz Ano Novo!

⁠No santuário do silêncio, o barulho quase sempre fica por conta das lágrimas — contidas ou derramadas.


Lá não há necessidade de palavras bem escolhidas nem de explicações convincentes.


Ali, o que fala é o que transborda — ou o que dói ainda mais para não transbordar.


O barulho fica por conta das lágrimas, contidas ou derramadas.


Porque até o silêncio tem um idioma próprio, e ele quase sempre é aprendido na dor.


Há lágrimas que escorrem sem pedir licença, e há outras que permanecem presas, não por falta de sentimento, mas por excesso dele.


Ambas fazem ruído suficiente para quem sabe escutar com a alma.


Não é fraqueza chorar em silêncio; é coragem permitir-se sentir sem a plateia, sem o espetáculo, sem a pressa de parecer forte.


No santuário do silêncio, Deus não se assusta com o som ensurdecedor das lágrimas.


Ele entende o que a boca não consegue formular e recolhe cada soluço invisível como oração.


Porque, quando tudo se cala ao derredor, o coração encontra espaço para falar — e o céu, para escutar e até responder.


Felizes os que choram, porque serão consolados!

⁠Quase todos querem ser autossuficientes, mas quase ninguém se banca quando a chapa esquenta.


Muitos gostam da ideia de serem autossuficientes.


Ela soa bonita, forte, admirável…


Dá a sensação de controle, de interdependência, de não dever nada a ninguém.


Mas a verdade aparece quando a chapa esquenta.


E ela esquenta!


Sempre esquenta.


Ser autossuficiente não é só pagar as próprias contas ou tomar decisões sozinho quando tudo está calmo.


É sustentar escolhas quando elas custam muito caro.


É bancar o silêncio após o que precisava ser dito.


É segurar as consequências quando não há aplauso, colo ou atalho.


É sobreviver às tempestades.


Mas muita gente confunde autossuficiência com orgulho.


Diz que não precisa de ninguém, mas desmorona quando não recebe a simples validação do outro.


Diz que aguenta, mas terceiriza a culpa quando algo dá errado.


Quer a liberdade das escolhas, mas foge das responsabilidades que vem junto ou depois dela.


Quando a pressão aumenta, quando o conforto acaba, quando não há ninguém para salvar — é aí que se descobre quem realmente se banca.


Porque independência não é ausência de apoio, é presença de coragem.


É saber pedir ajuda sem se abandonar.


É continuar inteiro mesmo tremendo.


No fim, ser autossuficiente não é nunca cair.


É cair, levantar, olhar para o próprio reflexo e dizer: fui eu que escolhi assim — e eu fico.


Fico com o bônus e com o ônus.


Para sermos bons donos do próprio nariz, é preciso ter consciência de que ele também pode sangrar.

⁠Num mundo onde quase tudo se polariza, são os asseclas que têm o líder que merecem, não todo um povo.


Pois, onde quase tudo se polariza, tornou-se muito comum culpar povos inteiros pelos desvarios de alguns.


É um erro bastante confortável, porém recheado de injustiça.


Povos são plurais, contraditórios, cheios de silêncios e consciências que não gritam.


Quem grita costuma ser minoria — mas faz barulho suficiente para parecer maioria.


Os asseclas, esses sim, escolhem.


Escolhem seguir sem questionar, repetir sem compreender, defender sem ponderar.


Não são conduzidos apenas pela falta de opção, mas pela abdicação do senso crítico.


O líder que os representa não surge do nada: ele se molda à conveniência dos que preferem terceirizar o próprio juízo em troca de pertencimento.


Já o povo… o povo trabalha, sofre, discorda em silêncio, resiste como pode.


Nem sempre tem voz, nem sempre tem palco.


Generalizá-lo é repetir a injustiça que a polarização produz: reduzir a complexidade humana a rótulos fáceis.


Por isso, quando um líder se revela pequeno, autoritário ou ruidoso demais, não é todo um povo que ele traduz — são apenas os que o seguem de olhos fechados.


A Responsabilidade não é coletiva por conveniência; é individual por escolha.


E é essa distinção que impede que a crítica vire preconceito, e que a lucidez se perca nos ruídos dos extremos.

⁠⁠Para
as nossas
velas machucadas, quase todos os ventos são tempestades.




Há um cansaço que não se vê de longe.




Um rasgo pequeno na vela, quase invisível aos olhos distraídos, mas que muda completamente a forma como o barco enfrenta o mar.




Quando estamos feridos — por perdas, frustrações, decepções ou silêncios que doeram demais — até a brisa mais suave parece ameaça.




Não é o vento que sempre é forte demais; às vezes, somos nós que ainda estamos frágeis demais para suportá-lo.




Velas machucadas não significam fraqueza.




Significam travessia.




Significam que já enfrentamos mares revoltos, que já insistimos em continuar mesmo quando o céu escureceu.




Mas também revelam haver remendos a serem feitos, pausas necessárias, portos onde é preciso ancorar antes de seguir viagem.




Quando quase todos os ventos parecem tempestade, talvez o chamado não seja para lutar contra o céu, mas para cuidar da vela.




Para reconhecer nossos limites sem medo e sem culpa.




Para entender que sensibilidade não é incapacidade — é sinal de que algo em nós pede atenção.




O mundo continuará soprando seus ventos: opiniões, mudanças, despedidas, desafios inesperados…




Nem sempre teremos controle sobre sua intensidade.




Mas podemos escolher reparar o que foi rasgado, fortalecer o tecido da nossa coragem e aprender, pouco a pouco, a distinguir brisa de tormenta.




Porque, quando a vela é cuidada, até o vento contrário pode se tornar direção.

⁠É superlegítimo que quase todos estejam muito preocupados com a readaptação dos alunos…

Mas, e a readaptação dos professores, que viajaram, reaprenderam a dormir, acordar tarde, e até a achar que já estavam ricos?


Fala-se da rotina que volta, do despertador que deixa de ser opcional, do caderno que substitui o travesseiro e das responsabilidades que retomam seu lugar.


Mas muito pouco se fala da readaptação dos professores.


Aqueles que, por alguns dias, viajaram — ainda que para dentro de si mesmos.


Que reaprenderam a dormir sem o peso do planejamento do dia seguinte.


Que almoçaram sem pressa.


Que ousaram esquecer o som da campainha.


Que até se permitiram acreditar, entre uma conta paga e outra, que talvez a vida estivesse finalmente entrando nos eixos… que talvez já estivessem “ricos” — não só de dinheiro, mas também de tão merecido descanso.


E então fevereiro chega sem ao menos pedir licença, já metendo o pé na porta…


Voltam os horários, os diários, as metas, as cobranças invisíveis.


Volta à responsabilidade de formar, orientar, acolher — muitas vezes sem que haja quem os acolha também.


Porque ensinar não é apenas transmitir conteúdo; é repartir energia, paciência e presença.


E tudo isso também precisa ser reabastecido.


A readaptação do professor é deveras muito silenciosa.


Não tem cartilha oficial.


Não tem reunião específica.


Não tem protocolo de acolhimento.


Mas existe.


E é muito profunda.


Porque antes de ser educador, ele é humano.


E humanos também precisam de tempo para voltar — não só à sala de aula, mas ao ritmo acelerado de um mundo que muito raramente reconhece o peso da missão que carregam.


Talvez o ano letivo começasse melhor se, junto aos alunos, também perguntássemos aos professores:
“Você está pronto… ou precisa de mais um pouco de fôlego?”


Força na peruca — Feliz e abençoado ano letivo, mestres!

⁠Quase todos se dispõem a palpitar nas arquibancadas, mas quase ninguém se atreve a encarar as arenas.


Na zona quente das arenas — entre soros e corredores — a realidade é outra.


Lá, quase ninguém se atreve a encará-la.


É curioso como a vida se enche de especialistas quando o risco é dos outros.


Das arquibancadas, tudo parece simples: a jogada errada é muito óbvia, a decisão quase sempre poderia ter sido melhor, a coragem sempre parece insuficiente.


A distância cria a doce ilusão de clareza.


Ali, protegidos pela segurança de não sermos responsáveis pelo resultado, opinamos com firmeza, julgamos com convicção e, muitas vezes, criticamos com dureza.


A arena, porém, é outro mundo.


Nela, o chão treme sob os pés da incerteza.


As decisões são tomadas sob pressão, o tempo é curto e o medo é real.


Quem está na arena sente o peso das escolhas, o calor da exposição e a possibilidade concreta do fracasso.


Não há replay para corrigir palavras ditas, passos dados ou oportunidades perdidas.


Há apenas a coragem de continuar, mesmo sob olhares atentos e, por vezes, impiedosos.


Opinar exige voz.


Agir exige vulnerabilidade.


É fácil apontar falhas quando não somos nós a pagar o preço.


Difícil é aceitar que errar faz parte do processo de quem tenta.


Na arena, o erro não é sinal de incapacidade, mas de movimento.


Quem entra em campo pode tropeçar, mas também pode transformar o jogo.


E quem permanece na arquibancada preserva a própria imagem — mas abdica da possibilidade de vitória.


Talvez a grande diferença entre uns e outros não esteja no talento, mas na disposição de enfrentar o desconforto.


Porque crescer dói.


Sonhar assusta.


Realizar expõe.


E só descobre seus próprios limites quem decide testá-los.


No fim, a plateia sempre terá algo a dizer.


Mas são os que suam na arena que escrevem a própria história.


Porque só nos lavando de suor e lágrimas, onde um pouco de tudo acontece, podemos sair de alma lavada.

⁠O gosto do medo: no hospital, onde quase tudo é pouco, o que sobra é o paladar da alma tentando resistir.


Talvez, se o medo tivesse gosto — doce ou salgado — ninguém se recuperasse dentro de uma unidade hospitalar.


Pois ele seria servido em pequenas doses, mas, com efeito, prolongado, impregnando até o paladar da alma.


Ali, onde quase tudo é pouco.


Pouco tempero na comida, pouca luz nas madrugadas intermináveis, pouca cor nos quartos e corredores que parecem sempre iguais…


Poucas palavras que confortam de verdade, pouca fé que não vacila, pouca esperança que não se cansa, pouca paciência para o tempo que insiste em se arrastar.


O que quase sempre sobra é muito medo.


Medo silencioso, aquele que não grita, mas pesa.


Medo que se senta ao lado da cama, observa os monitores e faz perguntas que quase ninguém se atreve a responder.


E ainda assim, é nesse cenário de escassez que alguns aprendem a respirar e resistir.


Porque, quando tudo falta, o pouco que resta — um gesto, um olhar, uma prece sussurrada — ganha um valor imenso.


Talvez seja assim que o medo não vence: não por desaparecer, mas por dividir espaço com aquilo que, mesmo raro, insiste em subsistir.

⁠De tanto ouvir sem interpretar, quase virei tamanduá. Vovó falava que formiga era boa pras vistas.

"Ainda não vi ninguém assumir que o próprio é isso ou aquilo. Mas quase todos (mesmo não nos conhecendo) vivem dizendo que nós (e os outros) temos dezenas de defeitos!"


Frase Minha 0024, Criada no Ano 2006
USE, MAS DÊ BOM EXEMPLO.
CITE A FONTE E O AUTOR:
thudocomh.blogspot.com

"Pra que Papa e Papado? Ou como perguntou aquele quase Fiel: 'O que faz um Papa?' "
Minha Frase 0067, Criada no Ano 2006

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