Quase
“” As vezes sou teu
Quase sempre
As vezes escuto o coração
Demente
E assim as vezes
Sinto como se fosses minha
Para sempre...””
Já busquei em muito, em muitos, em quase tudo entender e dar sentido à eu mesmo. Tenho certeza não levarei nada e não há nada que realmente seja meu, como propriedade, poder. Então vi o que resta é isso, o agora e agora além de todas as ferramentas disponíveis e o livre arbítrio, a imaginação para desejar e fazer acontecer, agora e para todo esse meu, sempre.
Todos pensam mal, quase todos um dia mais que desejaram, fizeram mal. Alguns fortalecem essa maldade e transcendem esse pensar, e isso é o que nos distingue pelo bem ou pelo mal, o agir.
Sou um livro quase que totalmente aberto! Tem páginas secretas que ninguém conseguirá abrir, mas 99,9% delas estão sempre disponíveis a todos que desejam e merecem ler.
O sereno da noite me faz sentir triste e solitário, tento gritar quase enlouquecido choro de saudades tentando te encontrar!
Eu fui embora de casa, embora do meu relacionamento de 6 anos, que era quase perfeito, embora da família dele, que basicamente me adotou, embora da nossa gatinha, dos abraços que me abrigaram... Eu fui embora do mais próximo da estabilidade que já estive.
Eu me arrisquei e risquei o vidro intacto, rachando-o, para parecer mais comigo, para ainda sentir que sou eu por mim e que sempre serei sozinha, e joguei tudo para cima, como quem vira a mesa ou uma dose de tequila. Eu estou andando na estrada escura rumo ao infinito, ao incerto, ao acaso, ora cambaleando, ora cantando, e continuo viva.
Eu deixei todos sem palavras, troquei o certo pelo duvidoso, perdi o ar de tanto chorar, mas peguei minha vida nas costas e fui andando com o coração pesado e os pés cansados do passado, mas que há 6 anos se acostumaram a ser fixos e massageados.
Eu pichei um quadro do Picasso, rasurei uma obra-prima, um romance aclamado, dei um fim ao que seria um final feliz, e agora sou alguém que viveu o amor e não que o deixou escapar pelas mãos, mas que encheu as mãos e a alma e depois o jogou de volta nas correntezas do destino para ser inteiro antes de dar o que não tem.
Eu sinto frio ao dormir sozinha, sinto as mãos geladas sem as mãos dele nas minhas, sinto falta do sorriso dele aquecendo meu peito e daquele olhar de admiração que corava meu rosto quando me via arrumada, da sensação de me sentir linda ao acordar mesmo com a cara amassada e, ainda assim, sigo com a minha decisão de ser sozinha.
Quando se namora dos 15 aos 21 e vocês se casam, você desaprende a não ser amado e tudo depois disso é raso, como observar a superfície de um oceano e não mergulhar. Estar com outra pessoa quase soa errado, é como se você ainda pertencesse a ele, e você toma banhos demorados, como se pudessem te limpar dos toques sem paixão que ainda estão no seu corpo.
Quando se tem uma infância/adolescência complicada e aparece o príncipe encantado suprindo todas as suas necessidades, você se sente sortuda e se torna eternamente grata, você cria raízes e se vê florir, se enchendo de vida e transbordando sorrisos que nunca soube dar, aprende a ser feliz como nunca havia sido e, de repente, quando tudo está sereno há tanto tempo, vem o caos que habita em você e te afasta, te isola do mundo mágico, porque aquilo ali não é você, não é para você. Toda aquela realidade aparentemente plena é surreal e muitas vezes injusta, você se sente um estranho no ninho e não se encaixa mais, mas você continua tentando e tentando, e, de tanto fazer força, vai destruindo o que está em volta, aqueles que te fizeram tão bem, perde o encanto e já é hora de ir embora para não estragar a história. Dói e vai continuar doendo, mas você precisa ir.
É hora de começar um novo livro, aceitar que você não é um romance e aprender a ser autoajuda, mistério e superação, seu guia de bolso, sua Bíblia. Hora de aprender a ser sua casa, sua melhor amiga, sua família e sua própria fé, ser a mulher da sua vida, a autora da sua história e a personagem principal – um pouco mocinha e um pouco vilã. Hora de amadurecer, dentro do seu próprio tempo, sintonizar na estação do agora, errar, se decepcionar consigo mesma, se perdoar e voltar a sorrir. Hora de entender Nietzsche, tomar bastante café e, enfim, tornar-se o que é e, ainda assim, ser metamorfose, se desconstruindo e reconstruindo quantas vezes forem necessárias até se tornar a melhor versão de si mesma.
Meditar diariamente, permite enxergar um mundo doente.
A meditação cura e previne quase todas doenças, é técnica e ciência, além de crenças.
Ainda não conseguir meditar é a prova da falta de meditação, mas é preciso se esforçar.
Meditar é estar com Deus, sendo impossível provar o contrário e nunca conseguirá.
Para sair do automático: me-dita-ação.
Entre os procedimentos pesados para ter quase tudo na vida, o mais leve é o desapego, sendo como se já tivesse tudo e sem precisar cuidar.
Salvo água, comida e moradia, princípios para não diminuir essa felicidade.
O dinheiro resolve quase tudo, pois foi inventada uma forma que sem ele terá problemas, assim ele parece ser a solução.
Quando fui ferida, me deixaram a beira da morte e quase morri.
Se eu não lutasse por minha vida e tivesse ficado esperando socorro, hoje eu não estaria mais aqui.
Então respeite meu jeito de ser, se hoje afronto, luto com garra e determinação, sem nada temer é o jeito que eu aprendi a me defender
Porque um dia eu tive que me curar sozinha e jurei que nunca mais baixaria a guarda e permitiria ser atingida.
