Quanto Vale um Abraco
Amor… Amores... AMAR...
Por neste viver todos Tal sentirmos;
mesmo antes de um cá nosso nascimento;
no havido em barriguinha em crescimento;
que bom é por AMOR, ao mundo virmos!
Vamos apreciar o que Os Tais são;
pra com tais nos podermos encontrar;
por Tais nada mais serem que um tão dar;
pra a todos, tão só dar; consolação!
O nosso primeiro ou O mais importante;
é o que a todos é dado, em Uma Alma;
ou A Fonte pra O Tal dar, que a tudo acalma;
bastando em este viver, ser andante!
Pois será dessa Tal que mui daremos;
se em nós Viva A soubermos conservar;
ou seja, bem Preparada pra O dar;
por ser O único dar, que levaremos.
O segundo, ou esse a nós da MÃE tão dado;
por já sido da Alma, da Tal saído;
é igualzinho a todo O em nós havido;
que tão temos, pra cá ser partilhado…
Pois sendo ELE entregue, à mãe natureza;
ou a um tal qualquer bichinho em ela andante;
tal como, entre nós mesmos, a um tratante;
será sempre um dar que a nós embeleza.
Por AMAR, nada mais ser: que um só DAR;
coitado/a em nós, do/a pobre narcisista;
que por tão gostar só da dele/a pista;
jamais a alguém se a Tido, O vai entregar!
Indo por tal, secar A Fonte em tal;
como a tão seca: o homicida ou o ladrão;
que em nós parece, nem ter coração!
quando o vemos, a fazer TANTO MAL.
Por tudo isso, O AMOR de Mãe, Pai, ou de irmão*;
nada tem de diferente, em ser dado;
por nessa forma de AMAR ser achado;
por ser dar, achado em satisfação!!!
Satisfação de um sentir, bem viva A Alma;
Satisfação de um sentir, partilhado;
Satisfação de um sentir, encontrado;
Satisfação de um sentir, que tão acalma.
*que nada mais é que: o UM, que Pela Fonte a nós oferecida; tais somos!
Uma canção de coração
Essa é a história de um jovem rapaz que se apaixonou,
Por uma menina tão linda por ela ele se encantou.
Foi ate ela e falou:moça quero te conhecer,
E ela respondeu: uma prova de amor terá que me trazer.
Quero uma prova de amor, uma canção, que fale coisas sobre o coração, de emoção, escrita a mão (bis)
O jovem preocupado estava pois não era cantor,
Também talento não tinha para ser escritor,
Como uma canção pra ela iria escrever?
Se não conseguisse, o coração dela não iria ter.
Por que ela quer
uma prova de amor, uma canção, que fale coisas sobre o coração, de emoção, escrita a mão (bis)
Cabisbaixo andando na rua algo chamou sua atenção,
Um velho mendigo pedindo dinheiro pertinho de um violão,
Sentou ao seu lado e disse: senhor conhece uma canção?
Que fale de amor, emoção, coisas do coração?
E o mendigo pegou, seu violão, e cantou:
Seus olhos de café,
Me deram fome,
Mulher,
Assim como o mel,
Devagar,
Desliza na colher,
O Meu corpo,
Mulher,
Quer ver o seu,
Deslizando no meu.
O cheiro tão bom,
Do seu corpo marrom,
Bom bom, tão bom,
Me faz perder o ritmo e o tom.
O jovem falou: meu senhor minha moça não tem olhos de café,
Nem pele marrom, bom bom, nem gostei da história da colher,
Não tem outra música pois escrever não sei?
E o velho disse eu tenho uma que fiz por quem me apaixonei:
E o mendigo pegou, seu violão, e cantou :
Seus olhos de café,
Me deram fome,
Mulher,
Assim como o mel,
Devagar,
Desliza na colher,
O Meu corpo,
Mulher,
Quer ver o seu,
Deslizando no meu.
O cheiro tão bom,
Do seu corpo marrom,
Bom bom, tão bom,
Me faz perder o ritmo e o tom.
O amor não tinha nada a ver com o casamento. Era um contrato de compra para garantir a posse do útero de uma mulher em específico.
Queria ser apenas mais um cidadão
Que não discute política ou religião
Que vive, alienado, cego e manipulado
Absorvendo todas as narrativas diárias em frente à televisão.
Porque quando você descobre como funciona o sistema
E todo o seu mecanismo de corrupção, mudará sua visão!
E pode ter certeza que você nunca mais será o mesmo cidadão.
Criaturas como eu chegaram a tal nível em que tudo é provado com intenso prazer.
Cada sensação um pouco mais profunda. Bem, da nossa arte gozam os de curiosidade inda mais aguçada. O frio e o quente se encontram em equilíbrio em nós, os nossos que os tendes como vossos, reconhecem a semente híbrida que vem se manifestando neles. A dor não os tornou fraquejantes e não os acovardou, os fortaleceu, fez-lhos merecerem ainda mais um pouco do que vós recebereis. Homens assim não são subornados com o “céu", entendem isso como sendo a usurpação da liberdade. Provam um viver irrenunciável, o tempo interpretado como um fragmento do imenso, ora, tendes o tempo psicológico como inimigo das paixões e companheira da perfeição, trágico, o temos como a erva daninha face à vida, um agente corrosivo para as criaturas que pretendem um viver acima da miserabilidade. A arte de amar não é para os de coração pequeno, nisso consagramos o início de um já para a vida. Quem são os de coração pequeno? É uma questão que carece de uma plausível resposta, porém, não vinda de nós, vos temos dado a saber de muita coisa, e até então não quiseram despertar. A muito tempo que vos mandamos à porta os segredos deste enorme universo, e não quisestes dar a merecida devoção. O homem moderno tornou-se em toda era da evolução a criatura mais distraída em todo o universo, a sua distração o repele de um pleno viver, o arrastando a contentar-se em “sobreviver”.
Sec.XII I
Fragmentos perdidos de um despertar
O TÚNEL
Num túnel lugubre devastado pela escuridão, ao olhar para trás um lugar mútuo e cheio de ilusão, um lugar onde jamais se deve voltar pois lá mora o sofrimento.
Ao olhar para frente e só Caminhar procurando uma luz na vastidão, e o medo que toma o coração.
Ó coração que sofres perdidamente nesse mundo cheio de rancor, e mágoas passando por deveras objeções irracionais, que vem a sucumbir por inquietações constantes.
A VIDA ESCREVE
O fado meu contente, que a vida escreve
Vivendo de amor, um desejo tão ingente
Vive em uma poética, e tão eternamente
Canta cá no soneto, tão puro e tão leve
Se lá no assento do coração, tudo breve
Não tem aquele olhar e, se não consente
Sente não poetar o que não será ardente
Sim, desencontros, triste sina prescreve
E se vires que dele podes então merecer
Não verseje a coisa duma dor que ficou
Viva o momento, assim, verseje pra ser
Rogue ao fado, pela sede que acreditou
Traga pra ti a poesia no melhor querer
O amor, a sensação do que não acabou.
© Luciano Spagnol – poeta do cerrado
20 de agosto de 2021, Araguari, MG
A princípio bastaria ter saúde, dinheiro e amor, o que já é um pacote louvável, mas nossos desejos são ainda mais complexos!
Era um desejo inusitado,
prender o tempo.
Não deixar passar aquele momento,
puro prazer e sentimento.
Mas o depois, após o agora,
mais que necessário é,
para sorver,
o que poderá deixar de ser,
como o completo que nunca
irá acontecer.
A cada relacionamento
Um sentimento
A cada sentimento
Uma consequência
Depois de tantas consequências
Hoje não existe sentimento
Não existe eu mesmo
Barbie Ruiva & José Cuervo
Achei que fosse José Cuervo
Esmaltada a Barbie Ruiva
Em um quarto escuro vermelho
Luzes de neon...
Ouvia gritos de guerra
Cabanas e choupanas
Seu lindo sorriso, flores e som
Whisky e cerveja
Seu corpo, seu beijo
Seu lindo sorriso, flores e som
Cabelos compridos, sussurro no ouvido
Seu lindo sorriso, flores e som
Curvas e dunas alvos exalam
Teu cheiro doce, flores e som
Achei que fosse José Cuervo
Mas era, seu sorriso, flores e som...
Amor Proibido
Como queria ela aqui do meu lado,
Mas ela nem olha nos meus olhos mais,
Um beijo com sabor de amor,
Desejo pulsante entre os dedos e os lábios,
Boca, gosto de paixão adolescente,
Ela tem tudo que preciso,
Ela não está mais aqui... Onde estará?
Podia estar nos meu braços...
Mas ela se foi...
Ainda a amo em pensamento...
Relembro os poucos momentos,
Em que nos amamos intensamente,
Num dia de abril,
Amo-te tanto ainda,
Tarde demais,
Amor proibido.
A VIDA E A LIBERDADE – UM INSIGHT DE JUNHO
Quando brota a flor de um desejo delirante
A vida é sol, luz, calor e amor constante
O abraço, o cheiro, o gosto de terra molhada
Quando brota a flor numa estrada cimentada
Uma criança chorando no meio da madrugada
Um homem passando por de baixo da escada
Uma senhora esperando um amor eterno
O nome dela era Leonor, sorria ouvindo velhas canções
Árvores, carros, lembranças e alucinações
Espirros, soluções e gritos de alegria que aclamam
Onde estão os guerreiros medievais?
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