Quanto mais me Conheco Fernando Pessoa
Fotografar é bem mais que o simples ato de apertar o botão da câmera. De modo geral a arte revela a alma de quem a produz, e ali nasce um diálogo eterno.
Nossa fotografia pretende tocar os sentimentos das pessoas...mais do que o aparente mundo exterior queremos transmitir uma mensagem interior.
A cada dia sinto que o barco me leva mais longe do meu farol. Aquilo que eu tanto desejo tem se tornado frágil, instável e delicado. O tempo passa e a gente vai percebendo que não somos donos realmente de nossas escolhas. São as circunstâncias que nos abrigam a escolher. Os remos? Não sei se esses ainda podem me ajudar. Às vezes penso que é melhor seguir e deixar levar... afinal o céu está cheio de estrelas e elas levam a algum lugar.
Abra seus ouvidos para escutar as almas dos que já dormem, e irá aprender muito mais com os mortos do que com os vivos...
Mas eu não gosto do certo, do fácil, do caminho mais curto. Eu me interesso pelo errado, difícil, longo. Não consigo querer o que me quer. Não sei desejar o que posso ter. Não sou capaz de cuidar do que já floresceu: sempre acabo dando mais atenção pra semente que ainda vai brotar. O racional não me interessa. Eu não sei gostar do lógico.
Tem abraço que parece beijo… ou até mais que isso! Em um beijo você pode muito bem fingir sentimentos, mas abraçar demonstra carinho e dependendo da intensidade todo o amor, necessidade e saudade que você sente pela pessoa.
