Quanto mais me Conheco Fernando Pessoa
Na verdade, eu não sou mais que ninguém, nem muito menos também. Sou do tamanho exato de todo bem que pude fazer e fiz, e busco com meu espirito livre, transmutar as desigualdades, colorir a vida e ser feliz.
Os mais antigos e celebres agiotas que conheci, desapareceram um a um, enfim encontraram o tortuoso caminho da fé pentecostal. Em suma viraram pastores e pregadores da Palavra de Deus de tantas seitas espalhadas pelas cidades, ganham generosamente os dez por cento de todos que os ouvem, sem emprestar do seu dinheiro, valor algum.
Toda dependência química na minha opinião é sempre mais uma doença social, comunitária e familiar, do que uma doença individual mental e psiquiátrica. No entanto, só acredito no início de uma melhor administração com novos hábitos e não na completa recuperação visto o DNA, se o processo terapêutico ocorrer entre ex-dependentes vitoriosos das mesmas substâncias, que conseguiram, aos poucos, reorganizar suas trajetórias lentamente no dia a dia, mais conscientes, com autoconhecimento e mais produtivas.
Os maiores, os mais forte e mais poderosos vivem nas sombras pois os que muito aparecem, resplendorosos geralmente tem muito pouco a perder. A grande energia criadora de tudo e de todo pode sem o menor esforço reside no sublime o estrondoso só quer aparecer, mas não cria nada copia mau e não se sustenta.
Todo ditador, farsante, mentiroso e manipulador teme muito mais uma população mesmo calada mas esclarecida e pensante do que uma constituição, um conjunto de leis e todas "jurisdicionalidades" corrompidas.
Por mais que o povo brasileiro sangre, miseravelmente na mão de nossos carrascos e opressores, nossas estrelas por esperança são positivamente brancas, em nossa bandeira e jamais serão vermelhas pois refletem o nosso céu visto na capital do Rio de Janeiro em 15 de novembro de 1889, e ate hoje todo povo brada, em afirmação secreta diuturnamente, que venha "O Amor por princípio, a Ordem por base e o verdadeiro Progresso por fim."
O fanatismo esportivo, politico e religioso são bem mais prósperos aos menos letrados, recalcados e imbecis.
A arte contemporânea do século XXI se torna mais vibracional e dinâmica do que colorista. Algumas se valendo de movimentos físicos e experimentais de rotação e mutação perante as freqüências e interferências ainda muito pouco conhecidas e exploradas pela criatividade humana.
O corpo humano adulto é composto por cerca de 70% de água, somos mais água no planeta água, equivocadamente chamado de terra. Felizes aqueles que liquefazem sua breve existência, esparramam se pelos rios da vida pois afinal, nossa inevitável eternidade será fazer parte ínfima do Grande Oceano.
O crescimento da polarização politica na sociedade brasileira agrava cada vez mais a distancia no comportamento de rebanho marginal e dos personalistas do trabalho. Os esquemas corruptos milionários noticiados diariamente, recebendo por mérito a impunidade, incentiva, envolve e repercute diretamente no topo, no meio e na parte mais baixa e criminalizada da pirâmide social da sociedade nas periferias, nas comunidades e guetos dos invisíveis sem oportunidades, locais onde o poder publico e estatal, não mais entra e muito menos gere. O sistema agoniza frente as sucessivas depredações e barbáries dos grupos teleguiados pelos donos do poder e o estado lucrativo legitimizado, pré candidato fala manso e observa engaiolado a distancia, sem nada eminente a fazer. Afinal o sistema não mais está doente, agoniza os seus últimos suspiros diante da morte. Nem certo e nem errado, os amotinados bradam " nos vamos invadir suas praias."
Perdão do esquecimento
(inspiração adolescente)
Pequei!
Se pequei, pecastes mais!
Eu gritei...
E de um surdo eco me arrepiei.
De joelhos mais uma vez fiquei...
Procurei teu olhar sem encontrá-lo.
Queria-te por toda força junto a mim.
Mas nada fazia sentido...
Tudo desfeito!
O amor que nos unia, findou.
Ódio em teu olhar notei!
Compreendi que entre nós tudo estava acabado...
Chorei noites, fiz nascer dias.
Construí e imaginei mortes.
Mas seu perdão eu nunca mais teria...
1968
TRINTA E UM DE DEZEMBRO DE DOIS MIL E VINTE E UM
Mais um ano passou por mim
e por todos os seres.
2021 vai-se como todos os demais anos.
Apesar de ser, tão somente, ilusório,
o planeta retoma a trajetória a partir do mesmo ponto,
após 365 dias terrestres e uns quebrados.
Eu passei, também, com ele.
Envolvida pelo tempo,
entrelaço-me com as estrelas
querendo voar longe e bem mais...
Deixar os que estão por perto
para perder-me em mim.
Se possível, com outro ser que adentre novos buracos luzes:
- um parceiro, que busco, por haver me enganado no passado
- e por estar na labuta por (a)braços, cheiros e trilhas!
Mas quem se importa?
A vida,
penso saber,
é mais que ter parceiros individuais, ser d’um só coração.
Precisamos de muitos braços e corações para os projetos verdadeiros,
indo além:
• pensar e encontrar novos caminhos
• enfrentar o que for necessário
• superar as mágoas e tragédias
• estender as mãos aos irmãos para ajudar
• buscar conhecimento universal e sabedoria
• ter sonhos e esperança
• realizar o que for possível e, muito mais,
• para encontrar o improvável!
As pessoas devem ultrapassar as barreiras...
dos preconceitos e das divisões sociais.
A Mãe Natureza, tão maltratada por nós todos,
reivindica seus espaços e os reconquistará,
pois é da sua essência não se submeter ao imponderável!
Perfil felino
Sou mais felina do que dama.
Aquela que vai lenta, mas persiste.
Que dispara frente à caça e não domina.
Espreguiça ... ... ...
Mulher que, na busca de espaço e do seu canto,
Vai, por meio do aprendizado diário
da observação de gatos e de humanos,
À procura de:
. Brigar só em caso de autodefesa e proteção do outro;
. Ser confidente com abraço e ouvinte atenciosa;
. Acarinhar sem (a)parecer;
. Ser distante como forma de aconchego - dando espaço.
. E ainda, fugindo do perfil felino, ser
Amante fiel como forma de respeito!
Junho/ 2024
A indulgência é proclamada nas vozes dos que mais erram, e fazem-se soar em ecos de veneração; Aqueles que no seu cerne abundam em benevolência, altruísmo, não desejam ouvir-se nem necessitam de “aparecer” a olhares ostensivos.
Até o sol, consegue humildar-se, quando chega a noite; a humildade é a inferioridade mais elevada da inteligência.
