Quanto mais me Conheco Fernando Pessoa
Mais 7 anos de azar
Quebrei mais um espelho
Mais um ciclo de ma sorte pq eu não sei como me acalmar
e são sempre neles que eu desconto a minha raiva
Mesmo sendo supersticiosa, é sempre um espelho que eu quebro quando alguem me machuca muito e eu não sei como me proteger disso
Eu acho que em 7 anos eu quebrei 3 espelhos
São 21 anos de azar em um único ciclo de 7
Por que quando alguém quebra meu coração, é a minha imagem que eu agrido
é a mim mesma que eu puno, enquanto os outros saem impunes de toda dor que me causaram
E mais 7 anos de azar
Eu Tenho em mim todas as dores do mundo
Eu com certeza sinto mais que a maioria
e as minhas dores certamente doem mais
Se é? Não sei... mas se bem que... é
Pra mim é, como se fosse mesmo a pior dor mundo
Eu sou a campeã do pódio da dor
O meu sofrimento é um troféu
E por algum motivo isso deveria me bastar.
Poder chorar e sentir todas as dores do mundo
Essa é a minha coroa
A rainha da dor.
Aquele que tem ouvidos, ouça
Não foi a maldade que mais me feriu.
Foi o acordo silencioso.
Foi ver mãos limpas
assinando pactos sujos
com a desculpa de que
“não havia escolha”.
Foi a violência vestida de normalidade,
o horror usando crachá,
a crueldade sentada à mesa
falando baixo
para não incomodar.
Não foi o grito do tirano
que me dilacerou.
Foi o coro dos neutros
afinando o silêncio
por medo de perder lugar.
Eu vi pessoas boas
negociando a própria alma
em parcelas pequenas,
chamando de sobrevivência
o que já era rendição.
Vi a mentira virar método.
Vi o interesse virar ética.
Vi a conveniência ser chamada de prudência.
E ninguém sangrava visivelmente,
por isso diziam que estava tudo bem.
Mas eu senti.
No corpo.
No peito.
Na garganta que treme
quando tenta dizer o óbvio
e descobre
que o óbvio virou heresia.
A maldade não venceu porque era forte.
Venceu porque foi aceita.
Porque parecia útil.
Porque dava lucro.
Porque protegia quem fechava os olhos.
E eu, que não aprendi a cegar,
carrego esse peso estranho:
ver demais,
sentir demais,
e ainda assim continuar aqui.
Não me chamem de dramática.
Não me peçam calma.
Não me peçam silêncio.
Eu não falo apenas para não morrer por dentro.
Eu falo porque acredito
que a voz não nasce
para ecoar sozinha.
Eu falo na esperança
de que algum ouvido reconheça o som
como quem reconhece um chamado antigo
e descubra, perplexo,
que também tem voz.
Eu falo porque sei
que a coragem não começa no punho.
Ela começa no peito,
quando alguém decide
não se esconder mais atrás do medo.
Não quero exércitos.
Não quero tronos.
Não quero vingança
vestida de justiça.
Quero gente em pé.
Inteira.
Com o coração exposto
e a consciência desperta.
Quero que os justos se levantem
não para destruir,
mas para não ceder.
Não para odiar,
mas para não negociar a alma.
Que se levantem com amor —
esse amor difícil,
que não passa pano,
que não mente para proteger privilégios,
que não chama covardia de prudência.
Que se levantem com coragem —
não a coragem do grito,
mas a coragem diária
de dizer “não”
quando o mundo inteiro diz
“é assim mesmo”.
Se minha voz encontra um ouvido,
que esse ouvido vire voz.
Se essa voz encontra outra,
que vire coro.
Não um coro de guerra,
mas um coro de presença.
Porque o mal prospera no escuro,
mas treme
diante da lucidez
que não se deixa comprar.
Eu falo porque ainda espero.
E enquanto houver esperança,
há humanidade tentando nascer
outra vez.
O amor em forma de poema.
Este cabe onde a alma transborda e a palavra não consegue mais ser simples explicação — vira sentimento.
Cabe no silêncio que fala mais alto do que qualquer explicação.
No olhar que demora um segundo a mais, como se quisesse guardar o outro dentro de si.
No peito que aperta, mas ainda assim insiste em sentir.
O amor em forma de poema cabe na saudade que não tem endereço,
no orgulho que briga com a vontade de voltar,
na coragem de ficar, e também na coragem de ir embora.
Cabe na mulher que ama demais e ainda assim aprende a se escolher.
Na dor que vira verso.
Na ausência que vira metáfora.
E no fim…
o amor em forma de poema cabe exatamente aqui:
onde alguém não consegue mais dizer “eu te amo” de forma comum —
e transforma tudo em poesia para não se perder do que sente
Você pode até saber que aquilo é errado, mas quando você passa pela situação, as emoções falam mais alto e você acaba fazendo qualquer coisa para agradar os outros.
Sábio é aquele que deseja aprender até com os mais simples , sábio é aquele que aprende com uma criança o verdadeiro valor da vida ...
Sábio é erra e consertar seu erro.
Não é tolo perguntar , mas é inracional morrer com dúvidas.
O sábio se torna mais sábio ,vivendo humildemente ...
Nunca julgue alguém pela aparência, nem diga que alguém mais importante por suas posses.
O carácter de uma pessoa justa é sua essência não o que o envolve...
Há muito mais de um idoso em um jovem,
Que de um jovem em um idoso.
Pois o jovem terá toda juventude pra aprender a ser um idoso, mas o idoso trás em si a experiência que adquiriu na juventude...
Não buscamos respostas para o que somos ou pra onde vamos ....
Mas criamos mais perguntas e mais perguntas sem respostas...
o destino covarde sem amor
que não tem sentimento
levo o que mais importa nessa vida porque sabe que fará falta
o que amamos e de tão sagrado que daríamos a vida para ter de volta
mas o cruel e malvado destino leva sem olhar para trás
parte e deixa um coração partido cheio de saudades do que mais amava nessa vida
hoje são noites e dias de Lágrimas que nunca se esgotam o pranto desejando ter de volta
o que o destino insensível roubou levando para longe
quando minha alma se desligar desse invólucro
e não mais existir nada que me prenda a esta existência
então terei de fato morrido
e nada do que planejei e não pude realizarserá feito
pois já não pertencerei a esta vida tão curta
que só percebemos depois que a deixamos
quando nossos corpos já repousa na terra
esta por onde caminhei um dia vi a beleza
onde chorei e pude sorrir
agora sou eu quem se dissolve até que nada reste de mim
e a terra sim se alimente dos meus nutrientes
e que eu seja seu melhor banquete que nenhum sabor seja o mais agradável e saboroso
e que partes do que absorver de mim me leve até as árvores
as flores e os rios
assim não terei vivido em vão
assim não teria morrido em vão
No tempo passado de carroças
onde o longe era uma viagem até o presente mais perto
onde se produzia o futuro longínquo o passado se tornou tão presente
que o agora é uma janela para o futuro e o sonho moderno
deixou para trás as suas carroças
e criou suas máquinas e o futuro pode ser tocado
no vislumbre do presente
Futurista
Marcio H.melo
