Quanto mais me Conheco Fernando Pessoa
Entendo que o diálogo com Deus nos faz mais inteligentes.
Não tem nada mais brega do que você ficar falando da sua vida pessoal nas redes sociais.
Se não prestamos atenção, o sucesso pode levar a uma vida cada vez mais solitária à medida que aumenta a distância entre o indivíduo e as outras pessoas.
Criar (e também descobrir) significa sempre quebrar uma regra; seguir a regra é mera rotina, mais do mesmo – não um ato de criação.
Pois adaptar sujeitos a uma sociedade doente é apenas uma forma mais brutal de adoecê-los.
Não progredimos moralmente em nada. Pelo contrário, regredimos. Mas temos muito mais carros, telefones, conforto. Mas moralmente? Como sociedade? Estamos piores do que antes.
Os que se deixam parecer mortos amam mais a vida do que aqueles que gritam uma vitalidade compulsiva. Pois eles estão dispostos a chegar perto demais de onde não se chega, apenas para fortalecer o que realmente amam.
Ninguém mais sabe perder e é na hora do insucesso que os bem-sucedidos mais demonstram sua grandeza.
O ser humano mais livre não é o que age de acordo com razões que escolhe para si mesmo, mas o que nunca precisa escolher. Em vez de se agoniar entre alternativas, responde sem esforço às situações tal como surgem.
As pessoas não estão mais habituadas a ficar em casa, a ter tempo para si. Só conseguem ficar longe dos respectivos escritórios quando são obrigadas a isso.
Nada é mais estranho à presente era do que o ócio. Se pensamos em descansar de nossos labores, é apenas para poder voltar a eles.
Entre os que pescam por prazer, o melhor pescador não é o que pesca mais peixe, mas o que mais aprecia pescar. O ponto central da brincadeira é que brincar não tem ponto central.
Há empates que são sinônimos do mais absoluto fracasso e aqueles que se confundem com vitórias heroicas.
Não seria quem sou se não fosse a solidão da cela. Seria mais fútil, mais frívolo, mais superficial.
É muito mais fácil fazer escolhas quando você só tem que prestar contas para si mesmo.
Tudo que é exterior a mim me é agora estranho. Não tenho mais neste mundo nem próximo, nem semelhantes, nem irmãos. Encontro-me na Terra assim como num planeta estrangeiro, no qual eu teria caído daquele que habitava.
Nunca medito ou sonho mais deliciosamente do que quando me esqueço de mim mesmo.
