Quanto mais me Conheco Fernando Pessoa
minha alma criança
ficou escondida nas aventuras
da minha infância.
hoje, já quase não mora mais em mim.
têm dias que se abraça nas lembranças de outrora
e brinca de heroína nas batalhas
imaginárias dos meus sonhos de menino. Ivo
ma vez, mês de junho, dia bem frio, eu e mais dois meninos, pegamos uma lata vazia, colocamos estopa embebecida em óleo diesel, (dois deles trabalhavam na oficina mecênica e eu no auto peças) e fizemos um fogueira para esquentar do frio, que estava bravo. Naquela época, a roupa era bem simples, Normalmente a gente usava um calção de elástico,uma camiseta e uma blusa de flanela, que nossas mães mesmo faziam. Descalços e da canelas cinzentas. Estávamos por ali, com frio, mas dando risadas, se divertindo, quando chegou um menino, filho do dono, com uma roupa totalmente diferenciada da nossa. Estava de luvas, uma bota, gorro na cabeça e um cassaco, azul. Ele olhou pra nós, riu da nossa situação e perguntou: --Vocês não te roupa de lã, não? Lã? Que que isso? .Ele permaneceu um tempo, ali, tentando se entrosar, mas ele só tinha a roupa de lã.ele não era igual a gente, jamais seria. /i
O comprador de ovos.
Eu tive um amigo, quando criança, que vendia ovos. Ele era mais velho que eu. Ele percorria os sítios da redondeias com ser carrinho de madeira (um caixote) e ia comprando a "produção" q depois ele vendia na cidade. Uma vez ele me convidou para ir com ele, eu e mais um amigo em comum. Saímos cedo. No caminho ele foi explicando o processo que ele usava. Bem mais complicado do que o de frutas, que era bastante simples que consistia em colher um cento de mexerica, botar no carrinho, pagar e voltar para a cidade e já começar as vendas. Ah, e a gente podia comer à vontade nos pés, diferente de ovos que você não podia comer. O dono, (sitio dos Geraldo) uma pessoa que tinha o coração maior do que ele, nunca contava o que a gente colhia. Uma vez eu troquei uma espingarda de pressão por uma cabrita com ele, mas isso é outra história; Mas então.. o mercado de ovos funcionava assim: havia a compra com entrega imediata e com entrega futura. Era aquele sistema que mexia com nossas cabeças, , --"quando acontecer, vocês vão entender" na prática fica mais fácil, disse ele-". E lá fomos nós acompanhando ele, torcendo para acontecer uma compra futura. Acho que no terceiro vendedor aconteceu. O nosso amigo comprou uma dúzia e levou somente seis ovos. Num outro ele pagou seis ovos e levou uma dúzia. Foi então que entendemos aquele mercado. Meio complicado, diga-se de passagem. Ele adiantava o dinheiro quando as galinhas, por algum motivo, desconhecido por nós, não liberavam a produção, mas o vendedor precisava do dinheiro, então ele completava numa próxima negociação. Com aquele sistema ele prendia o vendedor, que não vendia para outro comprador .
Depois daquela aula, na volta ele veio nos contando sobre um rio que existia por alí e que, infelizmente, iríamos ter que atravessá-lo, e pior, a ponte era muito estreita e tinha sido construída sobre a parte mais funda do rio. Vez ou outra ele dizia: --"Escuta só, o barulhos do rio,tá lá bufando! igual a um bicho."- era com tanta criatividade, que passamos, também, a escutar o "bufo" do rio. Quanto mais perto, mais aumentava nossa curiosidade. Quando chegamos, era só risadas, Crianças riem de tudo. Era um riozinho, (rio balaio, para quem é da região) que tem menos de dois metros largura, mas naquele dia era como se tivesse cem.
mais do que isso não existe, é impossível
acalma, alma inquieta,
cheia de orgulho infantil.
nem todas as estradas têm pontes.
basta esse momento.
nem precisa de futuro,
tudo está aqui. nosso futuro mora do lado de dentro
nem todos os ventos vão acariciar seu rosto como o daqui.
nossa terra acalenta as raízes das nossas vidas.
fica mais um momento, o amanhã é quase ali./I
já não há mais espaço para tantas coisas:
velhas lembranças, velhas histórias
não adianta colocar no papel, viram textos, mas não abandonam
seu espaço no coração da gente.
fingem adormecidas, mas escapam pelas lágrimas, pelo olhar. pelo abraços longos. ficam perambulando, fazendo perguntas como se já não soubessem as respostas.
se agarram nas aventuras de batalhas perdidas,. ressuscitam amores
do passado, já esquecidos
escapam da saudade, como se tudo fosse real. como se não houvesse um passado.
nunca dormem, nunca acreditam.. nunca vão embora. /i
tudo de hoje já é quase lembranças que serão amanhã
tinha prometido não mais sentir saudades de você, mas o amanhã sempre vem quando te vejo.
Vem assim, às vezes menos pesado, outras mais,
nem avisa; apenas vai chegando. vem sempre carregado
de noites com cheiro de flores que me lembram você; como resistir?
o tempo, prometido nos abraços rápidos, das várias despedidas,, nunca foi suficiente para suprir os desejos tímidos de ter pedido para ficar.
Se entregar para a saudade, deitar a alma num cantinho
dessa caminhada e espreitar a vida pela janela com cortinas brancas, /i
foi longo demais o tempo.
se mais curto tivesse sido,
ainda encontraria o calor dos abraços.
voltar para o mesmo lugar,
não ter alçado voo, só
ficado no anseio, seria uma derrota.
sentir a indiferença da ida solitário para
ganhar um olhar de provação, não valeu.
talvez as vitórias foram insuficientes.
o quê mais precisaria ter para ser um ser ? /i
era para ser somente um sonho.
era tudo uma brincadeira,
uma mentira qualquer...
onde mais e com quem mais a não ser com você?
mas a mente valente, dominou o coração inocente,
calou a saudade, soltou as correntes e nem olhou para trás; partiu!
quem ficou, ficou esperando sem acreditar que fosse de verdade, mas era quase tudo verdade, mesmo brincando de "brincadeira". /i
com o tempo a gente vai esquecendo
nem se lembra mais daqueles que tinha ascensão sobre nós, até porque, muitos, com o tempo, caíram.
eram tão incipientes que não tinham o discernimento da maldade
que praticavam.
não eram seres diferentes, somente achavam que eram, talvez culpa do meio que viviam.
não tínhamos acesso ao meio que eles julgavam serem os donos, se mais quiséssemos, nada mais era nos dado.
como nada tínhamos, éramos cobiçadores do pouco que eles tinham. com o tempo, vimos que aquilo não era nada perto do tudo que podíamos conseguir e conseguimos.
pobres separatistas que se multiplicavam entre si. pobre seres
ignorantes, desprezíveis, se vocês soubessem o mal que fizeram para muitos, teriam vergonha de serem chamados de seres humanos.
Nem me importo mais
Me contento com este olhar.
Mesmo tendo muito de esquecimento nele, mas, sabe? não me importo, ele me traz quase um segundo de lembranças suas. Basta isso!
Quase já nem me recordo de você, mas esses olhos enxergaram além do tempo adormecido e brincaram de felicidade, talvez de outras vidas. Nem sei em qual tempo estou, me perdi no seu olhar. Ivo Terra Mattos (Elena do filme nuovo cinema paradiso)
"A poesia que eu li em você"
Ao partir do caminho iniciado, me afasto cada vez mais do que eu queria ser.
Disposto a sacrificar meus finos
No escuro vi o brilho e ouvi os sinos
Que badalavam a melancolia do anoitecer.
Para ser...
Aquilo tudo que talvez queria
Vivendo essa total histeria
Escuto as sinfonias que a mente cria
Deliberando a afasia que me dificultam te compreender.
Parei... pensei...
Olhei
Para a luz e refleti um pouco
Observando o feixe com meus "zóio torto"
As atitudes ofuscante dos seus tons de ouro
É tão brilhante que faz o mais belo sorriso escurecer
Só é possível ver o vel que cobre a sua íris
Escondendo as raízes
Que ja sangrava muito antes de florescer!!!
Compreender...
Que essa vida é um tabuleiro de jogo
E quem tem a peça mais resistente
Não usa ouro...
Quem terá mais chances de vencer na vida e se dar bem.???
Com um cavalo manco
Ou uma torre desmoronando
Meu peão é persistente
E pensa antes de se mover
Para vencer...
A inteligência é estrategicamente elegante
Um ser pensante é mais excitante
Move um mundo inteiro
Simplesmente pra encontrar você
Não é preciso carruagem de fogo
Ou ter um castelo no topo do morro
Pra te encontrar
Escrevo tudo que vejo e anseio
Das páginas folheadas da vida, ás frases que leio e receio.
Percebo...
Algumas linhas do meu cotidiano.
Misturadas com os parágrafos dos dias medonhos.
Vou transformando letras em palavras
Pra escrever um texto de sonhos.
Onde eu possa finalmente entender
Que...
A caneta escreve a poesia que li em você.
Thibor
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Em Cores
Dichavo esses versos e peço..
Um pouco mais de respeito!
Pois estes dedos amarelados
Sabe sim!! muito mais, da missa,
Do que o terço
Dourado e brilhante, não foi o meu berço...
Talvez meio Embaçado, ofuscado
Em tons autoritários somados a libertação dos gritos vermelhos.
Mas teve apreço...
Não coloquem preço nas minhas palavras
Libero elas gratuitamente...
Em tons de cinza azulado fumaça.
No enrolar da canoa de papel
Levo de volta quem do futuro veio ao passado,
Pra se encontrar em um presente que nem lá foi embrulhado.
Nos traços que lhe trago a verdade.
Em verdes e tragos
Casos e acasos de um pacato finin bolado
Sem yellow finger ou pitera de nutelagens
Só aprecio os versos da neblinna
E vejo as nuvens formando imagens
Por que escarlate.
O pico mais alto pra se encontrar no poço mais fundo da ignorância incolor
A lama da hipocrisia já está no pescoço
As marcas de tom Roxo Brasilis q só deixam a dor
A mídia-marrom: tragédia, mentira e carnificina
A paz com certeza não é Branca
Tiram do preto toda sua alegria
Os olhos castanhos dos índios
Já viu muito Urucum jorrar dessa terra
Que o verde, amarelo e azul
Seja um arco íris em nossa janela
Pra que a arte da vida seja desenhada como em uma aquarela.
Cobrir com arte o ódio, e apagar todas suas sequelas.
Sejamos artistas do nosso propio universo
Criem mundos magenta , com mais amor e muito mais versos.
Acredite mais na força de novos parágrafos do que na contenção dos escuros pontos finais.
Pintem, criem, cantem, dancem e nunca esqueça seus ancestrais .
Por mais veracidade das cores em fatos
Nas palavras e atos
O justo e o correto tem que caminhar lado a lado
equilibrando a balança de bronze pra estabilizar
Entao, vai nivelando ai sua forma de agir e pensar.
Coloca a massa cinzenta pra funcionar.
Thibor
"Sem asas"
Aonde deixei minha essência?
Pq não consigo mais expressar meus talentos?
Há mais de 3 anos não consigo desenhar....
Comprei um violão, não consigo toca-lo.
Meus livros estão empoeirados, pois, não tenho mais ânimo pra ler.
Minhas poesias surgiam a todo instante,
Hoje por mais q eu escreva, não há poesia.
Apenas textos infundados.
Minha cabeça abriu uma caixa de pandora
E tudo que havia nela, dominou meu corpo.
Não consigo mais esconder nem disfarçar meus sentimentos.
Nada está bem....
Aguardo a liberdade para viver...
Ou será, que livre estarei quando morrer?
Há mágoas, rancores, agonias constantes que impulsionam o escuro até mim.
De que adianta encontrar a Luz no fim do túnel
Lá no fim não terá ninguém te esperando
Não terá ninguém pra te aplaudir
Nem alguém para te dar conforto
Só haverá pré-julgamentos
E curiosos querendo saber o motivo do seu casulo.
Queria ter minhas asas agora...
Faria igual a Ícaro!
Voaria de encontro ao sol.
Só assim queimaria de vez todos os pecados e pensamentos intrusivos que assolam minha mente.
Voe, voe o mais alto que puder.
O calor sera intenso.
A queda pode ser maior.
Mas...Enfim, estarei livre!
Thibor
Parabéns e felicidades, em mais esse natal individual. Que os seus melhores sonhos sejam perseguidos e realizados!
O que se diz desapegado no inconsciente demonstra o seu apego. Mais do que se diz, tudo fica flagrante nos Deuses a que rende tributos, em vazia ostentação do corpo e de lugares, eis que, na sua pequenez de imagem atributo o seu próprio ego lhe esgana.
Chegará o momento de todos nós partirmos, alguns mais cedo, outros mais tarde. Entretanto, o que permanecerá será a lembrança que deixamos àqueles que, de fato, fizeram parte de nossas trajetórias. Assim, é imperativo que amemos e valorizemos os nossos, como se cada dia fosse o último, pois o tempo é efêmero, e no constante fluxo dos segundos, o que é agora, já se foi. Não sabemos o que o futuro nos reserva, mas a forma como nos relacionamos no presente determinará o legado que deixaremos.
