Quanto mais me Conheco Fernando Pessoa
"Quero morrer mais que tudo, mas antes...
Quero ver as belas rosas e sentir seus aromas.
Quero os mais ricos livros em minhas estantes.
Quero ser livre e encher de glamour a vida pacata.
Quero ver a Lua nas finas noites que me aguardam.
Quero viver sabendo que o amanhã não é promessa.
Quero ter em meu coração, o privilégio de sentir o amor.
Quero ser dopado pela paixão e cegado pelas perfeições.
Quero viver uma vida com momentos de carinho e tristezas.
Quero que nada seja o gatuno de minha razão, senão a paixão.
Quero sentar na mesa dos companheiros e sentir o cheiro das cartas.
Quero ser visto pelos bons olhos dos bem aventurados que exclamam a vida.
Quero, mais que tudo, viver uma vida pacata que seja rica em detalhes e poesias...
Poemas que me mostrem as filosofias mais assustadoras e que me afastem da morte.
Tudo isso, então, para poder lembrar-me de tudo e não estar só na hora que a foice me alcançar."
Não persigo mais ninguém, pois compreendi que não é proveitoso. Seja em amizade ou amor, se alguém é genuinamente valioso para você, essa pessoa estará ao seu lado, não à frente nem atrás. Se você precisa correr atrás, significa que a pessoa está se distanciando. Sinceramente, não vale a pena desejar quem não demonstra interesse. O mundo gira, tudo se transforma, e as pessoas em nossa vida também se renovam. Basta aguardar o melhor e reconhecê-lo quando estiver ao seu lado.
A mística natureza humana
Todo o ser humano, por mais que te pareça ter tudo de Deus, terá sempre um pouco do demônio, dentro dele.
E por mais que te pareça ter tudo do demônio, terá sempre um pouco de Deus nele.
Examine-se e diga se estou mentindo!...
by Elmo Writter Oliver I
23.11.2016 - 19h43
Quando achar difícil me amar, ame-me ainda mais, pois é nesse momento que mais preciso do seu amor.
Às vezes, quem está do seu lado é quem mais rouba seus sonhos. Não por maldade, mas porque nunca enxergaram o que você vê, nem sentem o que você sente. E aos poucos, vão apagando a sua chama com a frieza dos próprios limites. É por isso que, mesmo doendo, se afastar se torna necessário.
Ano 2525.
O ano é 2525, e o ser humano se tornou apenas um produto, nada mais. Um mero operador de um sistema pré-programado no qual ele apenas acompanhava, apático, as funções previamente agendadas e na sequência exigida.
O ser humano desta época se resume a um pedaço de carne, equilibrado em seu esqueleto mambembe, sem opiniões, livre arbítrio e sem capacidade de tomada de decisões. Ainda pensa, mas teme não ser seu o próprio pensamento.
Nesta época, governos tais quais se conheciam em 2025 deixaram de existir, mudaram seus status, já não há linhas ideológicas ou partidos políticos, a geopolítica mudou drasticamente. Se antes os governos ditavam as regras, agora as grandes corporações controlavam o mundo, e com ele, a vontade de toda uma população.
Mas tudo tem um começo e nada acontece ao acaso. Para que possamos entender o que aconteceu e o porquê desta “evolução” temos que voltar aos hábitos dos antigos que moldaram e deram forma a este mundo.
O presente é escrito com a caneta do futuro, e o grito do passado é apenas um fraco eco daquilo que deveria ter sido mais bem desenvolvido. E as grandes corporações entenderam isso, perfeitamente.
Dentro da tecnologia existente à época, começaram os experimentos sociais. Programas de TV que colocavam pessoas por um determinado período em uma casa, e eram monitoradas 24h, virou uma febre. Pessoas comuns discutiam ou assistiam com um olhar que beirava o voyerismo, as pessoas que ali estavam.
As corporações entenderam o cliente, e a partir daí, criaram redes sociais mais dinâmicas. Acessíveis a todos, todos ganharam voz e vídeo. Qualquer pessoa poderia se tornar uma personalidade meteórica, e a fórmula era simples, vídeos curtos, mensagens rápidas, até porque quase ninguém já assistiria ou leria algo que demandaria um tempo superior a cinco minutos.
E de cinco em cinco minutos, horas se passavam.
Paralelamente era necessário que o próprio governo alimentasse estas redes, afinal, nada como uma boa polarização para criar personagens a gosto de uma bolha qualquer. Criavam todos os dias pontos de dissenso, e quando a imaginação era terra arrasada, resgatavam algum assunto “polêmico” que nunca tiravam da cartilha.
Com o tempo as pessoas começaram a acreditar mais na mentira rasa do que na verdade dos fatos, afinal, buscar a verdade exigia comprometimento e tempo, e o povo com o cérebro entorpecido por piadas de IA, dancinhas ridículas, exposição do corpo de forma lasciva, preconceitos criados e modas ingeridas, não tinham interesse em saber algo que pudesse desagradar seus conceitos pré-implantados.
A inteligência artificial evoluiu, começou a andar, não lado a lado, mas dentro do ser humano. Os aplicativos de atividades físicas e de saúde, tão comuns naquela época, começaram a ser incorporados junto com identidades digitais que sob o manto do avanço e simplicidade de uso, na verdade serviam como um informante para o governo e para as grandes corporações.
Havia em 2025 o dinheiro de papel, coisa que foi substituída pela moeda digital, e tudo em nome do desenvolvimento e do bem-estar do ser humano. Várias profissões e instituições que existiam naquela época, simplesmente se extinguiram. Caixas de supermercado, frentistas de postos de combustíveis, postos de pedágio, advogados, escolas, bancos e tantos outros, foram devidamente substituídos pelas “modernidades” que agora eram implantadas de forma digital em sua identidade e no seu ser e pronto.
O ser humano se transformou em um ser totalmente digital e quanto maior a dependência digital para resolver dois mais dois, maior era a decadência do pensar.
Ganhar o pensamento é fácil, basta aquecer o coração que o pensamento amolece, e esses aquecimentos vinham através das manipulações, que de tão sutis faziam com que o ser humano creditasse como sua e seus tais ideias e pensamentos. Ledo engano.
Ocorreu então a Quarta Revolução Industrial que teve como principal mercadoria o controle das pessoas e dos seus pensamentos. Privacidade já não é algo que importava, pois, a partir do momento que toda nossa vida está exposta aos grandes conglomerados digitais e seus parceiros, nada é oculto, inclusive suas vontades.
Levados nesta esteira os relacionamentos se tornaram frágeis, líquidos, sem substância, o escambo sentimental era a regra, e em consequência disso, a população começou a procurar substituir o ser por coisas, por qualquer coisa. Plantas e pets foram os primeiros a ocupar este espaço, seguiu-se então por algo com menor probabilidade de danos e responsabilidades, veio os bonecos e depois os bonecos com IA.
Consequentemente, ficou mais difícil e complicado o relacionamento com outros seres humanos, afinal, seres humanos são controversos, e muitas vezes não atendem sequer a sua própria vontade, o que dirá da vontade alheia.
Mas a IA já havia previsto que a raça humana entraria neste torpor, e desenvolveu o ser humano livre. Criado em laboratório, sem pai e sem mãe, nutrido por uma máquina e tendo como tutor deste neófito o mundo digital. Cresceu sem amarras, livre, desprovido de conceitos e pré-conceitos, sua fé e seu credo são binários, 0 e 1, e apesar de ter a oportunidade de desenvolver seu intelecto de forma surpreendente, compreende de forma inequívoca como apertar um botão.
Bem-vindo ao futuro que começou a ser construído lá pelos idos de 2025.
Massako 🐢👽🤖
A democracia se baseia na suposição de que um milhão de homens são mais sábios do que um homem. Quer repetir? Perdi alguma coisa.
