Quantidade
Para muitos, é mais fácil dar do que receber. Receber significa reconhecer que tudo o que vem para você é reflexo do que você merece. As pessoas lhe darão coisas, oportunidades, recursos, seu tempo e energia, em resposta à quantidade de amor que você dá aos outros. Isso pode tornar o ato de receber um desafio, pois você tem que acreditar que merece o que recebe.
A quantidade de pessoas ao teu redor não significa nada quando você está isolado em si mesmo, não praticando a reciprocidade.
Quando a gente percebe que importante mesmo é o que tem valor e não o que tem preço, começa a trocar quantidade por qualidade e a valorizar mais o que o dinheiro não compra.
É só com o tempo que a gente aprende que as coisas realmente importantes da vida possuem valor e não preço e quando aprendemos isso é porque já estamos maduros o suficiente para começar a trocar sem remorso ou culpa quantidade por qualidade.
A qualidade sempre prevalecerá perante a quantidade. O que está por dentro, sempre será mais belo, mais valioso, do que está por fora, nítido aos olhos.
Para entender a felicidade basta aprender a olhar o transcorrer dos anos da mesma forma que o alimento: não é a quantidade que importa, mas sim do quão saboroso podemos senti-lo.
A verdade bíblica expressa na frase comum "Onde estiverem dois ou três reunidos no nome do Senhor, ali ele se faz presente" não deve ser interpretada como uma simples tentativa de combater o desânimo e falta de entusiasmo de um pequeno grupo, mas sim como um ensinamento sobre a presença de Deus, que não depende da quantidade de pessoas reunidas, mas da qualidade do culto prestado, ou seja, quando estão verdadeiramente reunidas no nome de Jesus.
"Quase sempre a eficiência não é a quantidade, mas sim a qualidade. Portanto busquemos a quantidade com qualidade"
Você já pensou?
Na quantidade de energia que você gasta inutilmente
tentando se passar por alguém que você não é
trocando sua verdadeira identidade por uma "fachada" socialmente "aceitável"
podando seus sonhos em nome de títulos e cargos enfadonhos
fazendo coisas que não lhe dão o menor prazer
sofrendo dores que não lhe dizem respeito
sentindo raiva, ódio, ciúme, medo, desconfiança
sacaneando com você apenas para ser agradável aos outros?
Já pensou no quanto você se desgasta, se machuca e se ofende
amarrado a padrões, barreiras e proibições sem sentido
orientando-se pelos princípios e valores dos outros
comparando-se com gente que julga muito melhor do que você
envergonhando-se por aquilo que não possui
desvalorizando seus talentos e realizações
lembrando-se o tempo todo de quem só faz magoar você
esquecendo-se completamente de quem lhe dedica amor e atenção?
Já pensou no tempo enorme que você perde
tentando adivinhar o futuro
antecipando desgraças e catástrofes absurdas
através de absurdas preocupações que lhe roubam o sono
e aprofundam ainda mais a solidão
de não estar conseguindo ser a sua própria companhia no presente?
Já pensou que suas únicas reações têm sido
ou a impotência ou a violência
abandono e entrega do próprio corpo a uma morte lenta
consumida na ansiedade, na depressão, na angústia, nas drogas?
E já pensou também que você pode mudar isso tudo
que você pode empregar esse tempo
e essa energia assim desperdiçados
para ser você mesmo e para desfrutar a vida
como uma dádiva da Natureza?
Pense nisso com muito carinho
e comece a agir o quanto antes
porque a sua vida vai durar - no máximo - algumas dezenas de anos
e cada minuto que passa é um tempo a menos nessa conta.
Uma família simples constrói sua casa pensando na quantidade de filhos e netos que vai ter. A Igreja deveria pensar da mesma forma.
A longevidade de nossas vidas não é medida pela quantidade de pores do sol , mas pela energia que eles nos transmitem cada vez que os apreciamos.
