Quando Perceber que me Perdeu
Quando criança, meu quartel general era uma grande jabuticabeira no meu quintal. Eu envelheci, cheguei aos sessenta e a minha jabuticabeira, onde vivi tantas horas de tantos dias, como um soldado atento, observando o mundo abaixo de mim, foi arrancada pela especulação imobiliária. Hoje aquele pomar de muitas árvores e inúmeros passarinhos, não passa de uma sem graça e sem vida mansão moderna, quase futurista. Minha poesia de criança morreu por um estúpido progresso, numa cidade que é grande e linda, mas que não tem mais minha jabuticabeira onde eu e as aranhas tecelãs brincávamos de observar um ao outro.
Meu amor, meu amor..
Quando eu não aguentar e quiser desistir,
Por favor.......
Segue-me, ainda que em silêncio
Sei que é difícil, mas preciso de
Um amigo fiel e sincero.
Quando eu não aguentar e quiser resistir
Por favor....
Dá-me um abraço em silêncio
Há dias em que precisamos de um ombro
de alguém que nos sacuda a meio de um pesadelo.
Quando eu quiser desistir da vida,
Por favor......
Quero que sejas meu amigo e mostra-me
Um jardim, perfumado cheio de borboletas
De todas as cores e digas que é só um recomeço,
Que não é o fim.
E sejas mais do que um ombro amigo.
Que sejas o meu reflexo, um momento de luz,
E por um instante, sejas para mim um amigo,
Um amante, um amor, uma paixão, um sorriso
Um beijo, um anjo, uma flor, para perder-me
Nos teus braços que estão cheios de amor.!!
8-11-2013
Sorriu...
Quando ninguém sabia,
Contagiou com amor,
Velhos pensamentos vazios.
Fez o coração pulsar,
Quando já não havia, esperança de vida,
Ao olhar sem desejar, tocou almas para curar.
Por fim...
A criança coloriu a casa,
Com a única coisa que possuía,
Sua alegria!
A verdadeira inteligência não esta apenas quando a usamos para ganhar dinheiro, mas principalmente quando a usamos para sermos felizes e refletir isso em outras pessoas.
É realmente triste quando um ser humano quer viver em busca de intrigas. Além de arruinar a própria vida, acaba por afetar a dos outros, gerando grandes transtornos.
Aprenda a se controlar: Quando não souber o que falar, não fale, não seja inconsequente, fique calado que é melhor!
O que vê quando fecha os olhos?
O que houve quando não há nada pra se dizer?
O que faz quando não tem ninguém pra ver?
Quem sabe a diferença entre a loucura e a emoção?
Onde termina a insanidade e começa a razão?
O que lhe faria matar ou deixar viver?
Menos por favor não me ame, menos fingir que sente quando não sente e menos fingir que não sente quando sente. A vida pede sempre mais é bem melhor quando você está aberto para primeiro dar e quando menos esperar, receber!
BUROCRACIA
Quando o limite da sua paciência esgotar
te separar pelo perdão e a razão
e da sua essência revelar tudo o quê há no seu coração...
Não há retaliação que aguente
essa malhação pelo pão de cada dia
O impacto é permanente
a burocracia do sistema não permite
a recompensa de fins que garantam o futuro da nossa gente
E que gente é essa!
que só é lembrada em ano de eleição
E essa gente aceita urubus
que possuem uma lábia
Que ultrapassa a realidade
da nossa mãe gentil
chamada Brasil.
O nosso orgulho nos faz vivermos como deuses...quando,na verdade,nada somos...a nao ser simples e míseros mortais.
UM DIA...
Quando vier até mim à morte, Amor,
Quero-te toda branda no teu viver...
Quando o dia descansar de mim, a dor
Também descansará na luz do teu ser.
Quando vier a tu’alma a eu encontrar
Nos pés de Deus empossado de paz,
Quero-te a mim, por morrer nunca mais
O amor que me deste, num fino altar!
O meu coração é um ermo desastrado
Sob o teu querer doce e imaculado,
Que descansar prometeu entre a gente.
Mas deixa-me ir sem levar-te o pranto,
Sem que anoiteça ao teu acalanto
O amar-término dum viver descontente.
D’UM CÁLICE DE AMOR
O teu amor me fez sorrir
Quando o dia não mais me tinha cor,
Das luzes o clarão me fez abrir,
Das cores tu vieste em esplendor...
Do seu jardim imenso um furor
Fez-me em alegrias explodir,
E qual o bálsamo intenso duma flor
Fez-me em ar aberto o existir...
O teu amor é qual um cerne apurado,
É qual o vinho branco cintilado,
Qual a loucura do sangue atrevido.
Da sua paixão vivencio novamente
O que é do coração tão simplesmente,
Um cálice aberto enternecido.
MURMÚRIO
Ao fim da minha vida, quem sabe
Quando frio estiver e profundo...
Sob a terra bendita deste mundo
Todo o calor do meu corpo acabe!
Vivem a vaguear as almas, em segredo
Sussurram-me as frases belas e frias
No ar gélido das tuas vozes, nos dias
Em que o meu sentimento é o medo!
Vagando ao igual penar nas tuas eras,
Sinto-me um ser dormente à espera
Das noites santificadas em um além...
Quem sabe quando chegar o meu fim,
Quando as rosas caírem sobre mim,
Aos ouvidos eu possa esquentar alguém!
VOCÊ É TODA A MINHA LUZ
Quando nesse mundo eu não tiver
Mais a sua luz, meu amor, o teu viver,
Nada em mim poderá dizer
Que o sol nasce todas as manhãs,
Que a lua brilha na paixão
E que no meu coração o sangue faz pulsar
No seu todo e intenso esplendor...
Quando nas estrelas não luzir
O fulgor azul dos céus, é que o seu olhar
Dentre os astros fez se apagar
Todo o amor que entre nós foi de existir...
E nada mais, meu amor, nada mais
Me será de luar e até mesmo de sorrir...
Se que um dia isso puder acontecer
Nada mais de profundo que não de você
Eu poderei dizer de amar...
Hoje ainda há o sol sobre as montanhas,
E o meu todo amor por você
Somente haverá de se desfazer e apagar
Quando nesse mundo eu não tiver
O que em mim se faz dizer
Que só você, meu amor, há de existir...
E quando de você o fulgor azul dos céus
Dentre as estrelas não brilhar,
É que entre os astros fez se apagar
O amor que entre nós é de eu sentir...
E nada mais, meu amor, nada mais
Me será de luar e até mesmo de sorrir...
O POETA
Quando juntar a mim o perfume morto
Da estrada em que ando na ramaria
Dos arvoredos secos, sem paz, e absorto...
“Que notado mundo, verei o sol do dia!”
Quando o cedro der-se pequeno fruto,
Branco em neve na luz dum luar,
Que fora, ao zumbido a voz dum tributo...
“Mais um réu a juntar-se irá vagar...”
Imensas cores terão as alvoradas...
Os sóis queimarão, sem fogo, sem arder,
Dias e dias, sem negras madrugadas...
E o mar revolto, na calmaria de vencer
Os meus braços, nos ramos das jornadas...
“Que notado morto ledores hão de ver!”
ÊXTASE OCULTO
Quando gemes, ao meu desejo insano,
Pulsando às veias do teu corpo quente,
Tão louca, desnuda, e, independente,
Cumpre-se em paixão o meu engano...
O estro desdenhado em minha mente,
Que outrora, me fosse vil e soberano;
Que distante me fosse ao grito humano,
E eleva-me, o amor que clareia e sente...
E quando em verdade sussurra tua voz
Aos meus ouvidos moucos, delírios,
Ouve-me em elegância o teu esplendor...
Esquece-me aos tímpanos o meu algoz,
Deliras puramente aos seus martírios;
Que em demência tu és o meu vasto amor.
