Quando Perceber que me Perdeu
Quando chega o dia da casa cair (…) é um dia de chegada infalível, – o dono pode estar: de dentro, ou de fora. É melhor de fora.
(A hora e a vez de Augusto Matraga)
Sorrio...
Quando lembro-me do seu jeitinho meigo de me amar...
É como se a tua lembrança fizesse cócegas na minh'alma!
Perco-me!
De FELICIDADE em meu mundo de SAUDADE.
Eu vou embora na certeza de que não farei falta. De vez em quando eu olho pra trás pra ver se tem alguém pedindo pra eu voltar, mas nunca tem.
Quando comecei a abrir as janelas para o lado de dentro percebi que em meu interior havia jardins tão ou mais exuberantes que os que estavam do lado de fora. Só então compreendi que, em mim, era primavera o ano inteiro.
Olhos fechados e mente aberta
E o que você faz quando a dor é tanta que você se perde no caminho? Você se entrega ou continua andando mesmo sem saber para onde ir? E quando as pessoas te julgam, você acredita, fica trsite, ou simplismente não dá bola? E quando o amor da sua vida não se toca que ele é o amor da sua vida? Você continua?
E depois de tudo, quando a dor foge de ti, você sabe que tudo ainda não se acabou. Você continua mesmo assim? Bom, acredito que continua. Porque não existe vida onde você nunca se perde. Onde você nunca chora. Onde você nunca é julgado. E não existe mundo, onde o amor é um simples sentimento. Continue, te peço isso. Você não sabe onde vai chegar. Mas chega aonde deve chegar. Siga, esse é o caminho certo.
Voltar a viver antigas ideias não é uma opção quando se está bem agora. Se ficou para trás, significa que houve um motivo para não fazer parte do seu presente!
Eu vou sumir quando vocês menos esperarem, estou a ponto de surtar, vou querer me fechar, viver no meu próprio mundo. Eu vou desejar ter as vontades mais loucas, eu vou sentir vontade de pisar na minha própria sombra, agarrar-me com o travesseiro só pra não me sentir só. Eu vou ter sede de atenção, eu vou querer pegar o telefone pra ligar, mas a minha vontade de viver só, isolado, falará mais alto e eu não vou querer procurar por ninguém, eu vou chorar e sorrir de mim mesmo, mas pelo menos estarei sendo feliz comigo mesmo, sem precisar me esforçar pra buscar oportunidades e objetivos. Cansei seriamente de procurar e procurar, cansei de esperar resposta e respostas. Os nãos da vida me fazem sofrer. Não quero que ninguém sinta pena de mim. Porque só eu mereço ter pena de mim. Meu sorriso pode ser até de mentira, mas minhas lágrimas não!
Procura-se um amigo para gostar dos mesmos gostos, que se comova, quando chamado de amigo. Que saiba conversar de coisas simples, de orvalhos, de grandes chuvas e das recordações de infância. Precisa-se de um amigo para não se enlouquecer, para contar o que se viu de belo e triste durante o dia, dos anseios e das realizações, dos sonhos e da realidade. Deve gostar de ruas desertas, de poças de água e de caminhos molhados, de beira de estrada, de mato depois da chuva, de se deitar no capim. Precisa-se de um amigo que diga que vale a pena viver, não porque a vida é bela, mas porque já se tem um amigo. Precisa-se de um amigo para se parar de chorar. Para não se viver debruçado no passado em busca de memórias perdidas. Que nos bata nos ombros sorrindo ou chorando, mas que nos chame de amigo, para ter-se a consciência de que ainda se vive.
Mas se for só fase, vou sempre te lembrar, mesmo quando brigarmos: o quanto você significa pra mim, o quanto eu tenho vontade de estar ao seu lado em qualquer momento até mesmo nos mais difíceis, o quanto eu te amo, te quero bem e feliz.
CONVERSE! Muitas amizades, namoros, casamentos terminam por falta de dialogo. Quando não existe o habito de conversar abertamente com quem se convive, passa a existir uma lacuna entre estas pessoas. Está lacuna poderá ser preenchida com a inveja, intriga ou mentira de outras pessoas. Poderá ser preenchida com a incompreensão entre você e quem se gosta. Então não deixe de usar a conversa. Não permita que as palavras não ditas se tornem em lágrimas de adeus, de um injusto adeus.
Quando o assunto é amor eu me torno clichê, fico a "moda antiga" , viro uma romântica descontrolável, fico até brega… do tipo que escreve cartas, faz surpresas,descreve o tamanho do seu amor o tempo todo. Quando se trata do amor eu fico besta, idiota, viajo na maionese, fico o dia inteiro no mundo da lua. Quando se trata do amor, pra mim vale tudo, até me entregar por inteiro.
Comecei a amar-te no dia em que te abandonei.
Foram as palavras dele quando, dez anos depois, a encontrou por mero acaso no café. Ela sorriu, disse-lhe “olá, amo-te” mas os lábios só disseram “olá, está tudo bem?”. Ficaram horas a conversar, até que ele, nestas coisas era sempre ele a perder a vergonha por mais vergonha que tivesse naquilo que tinha feito (como é que fui deixar-te? como fui tão imbecil ao ponto de não perceber que estava em ti tudo o que queria?), lhe disse com toda a naturalidade do mundo que queria levá-la para a cama. Ela primeiro pensou em esbofeteá-lo e depois amá-lo a tarde toda e a noite toda, de seguida pensou em fugir dali e depois amá-lo a tarde toda e a noite toda, e finalmente resolveu não dizer nada e, lentamente, a esconder as lágrimas por dentro dos olhos, abandonou-o da mesma maneira que ele a abandonara uma década antes. Não era uma vingança nem sequer um castigo – apenas percebeu que estava tão perdida dentro do que sentia que tinha de ir para longe dali para ir para dentro de si. Pensou que provavelmente foi isso o que lhe aconteceu naquele dia longínquo em que a deixara, sozinha e esparramada de dor, no chão, para nunca mais voltar.
De tudo o que amo és tu o que mais me apaixona.
Foram as palavras dela, poucos minutos depois, quando ele, teimoso, a seguiu até ao fundo da rua em hora de ponta. Estavam frente a frente, toda a gente a passar sem perceber que ali se decidia o futuro do mundo. Ele disse: “casei-me com outra para te poder amar em paz”. Ela disse: “casei-me com outro para que houvesse um ruído que te calasse em mim”. Na verdade nem um nem outro disseram nada disso porque nem um nem outro eram poetas. Mas o que as palavras de um (“amo-te como um louco”) e as palavras de outro (“amo-te como uma louca”) disseram foi isso mesmo. A rua parou, então, diante do abraço deles.
Quando você não consegue controlar o que está acontecendo, desafie-se a controlar a maneira como você responde ao que está acontecendo.
Quando você beija outra pessoa, tudo ao redor fica em silêncio e um segundo parece durar uma eternidade.
Não vale a pena ter,
um carinho, uma atenção,
ou um amor, quando não é,
nos dado, livremente.
Não implore, não corra atrás...
