Quando Morremos Sorrimos
Ninguém pode conceber tão bem uma coisa e fazê-la sua, quando a aprende de um outro, em vez de a inventar ele próprio.
Os benefícios são apreciados enquanto se vê a possibilidade de retribuí-los: quando, ao contrário, superam esses limites, em vez de gratidão, geram ódio.
Crescendo de trovão até findar,
Depois o esboroar-se, grandioso,
Quando o Tudo criado era escondido
Isto – a Poesia -
Ou o Amor - os dois vêm coevos -
Ambos, nenhum provamos -
Um qualquer experimentamos e morremos -
Ninguém vê Deus e vive –
O amor é um sentimento tirânico e zeloso, que somente se satisfaz quando a pessoa amada lhe sacrifica todos os seus gostos e todas as suas paixões. Nada se faz, se não se faz tudo.
Geralmente, quando detestamos alguma coisa nos outros é porque a sentimos em nós mesmos. Não nos aborrecem os defeitos que não temos.
A estima assenta sempre em qualquer fundo, e não se estima ninguém quando se estima todo o mundo.
Faz-se crítica quando não se pode fazer arte, como quem se torna delator quando não se pode ser soldado.
Peca igualmente quem apressa o hóspede que não quer partir / e quem o detém quando este já está partindo. / O hóspede deve ser bem tratado se fica, e não deve ser impedido de partir se assim o deseja.
Há dois momentos na vida de um homem em que não se deve especular: quando não tem os meios e quando os tem.
Quando se ouve um homem falar de seu amor por seu país, podem saber que ele espera ser pago por isto.
Os elementos mais dotados da espécie humana encontram-se no auge da sua criatividade quando as suas vontades não são satisfeitas.
