Quando menos Esperava Voce Aparece
Rótulos, apenas.
Quando as pessoas serão pessoas além dos rótulos que a identificam?
Vivemos sob rótulos, mas antes deixe-me explicar a minha definição de rótulo para que o texto não gere confusão. Em minha pequena dissertação, rótulos nada mais são do que as tendências, as ideias e as opiniões alheias que orbitam em torno de nós tendo o poder de muitas vezes mudar o nosso comportamento.
Você já se perguntou o que você é, e como as pessoas lhe definem? Se você já fez esta pergunta a sí mesmo, e foi honesto em sua resposta, saberá que nem sempre o seu “EU”, condiz com o rótulo que carrega ou é reconhecido. Aí começa o conflito.
A forma como somos definidos tem para nós um impacto positivo ou negativo em nossa vida. Se somos vistos como pessoas boas, logo nos obrigamos a fazer boas ações, mesmo que não queiramos. Fazemos muitas coisas simplesmente pelo fato de sermos rotulados a fazer, não porque seja nossa essência fazê-lo. É como uma profecia autorrealizável. Se todos falam que você é uma pessoa ruim, logo, você começará a fazer coisas ruins para justificar o rótulo que lhe é imposto, e este rótulo poderá se tornar uma de suas personalidades.
Se você é o que você acha ser, você não o é.
Dos rótulos que acumulamos na vida, há aqueles impostos a nós através das tendências. Pois muitas vezes, não somos sábios o suficiente para entender de onde está vindo a onda, e por que tenho que me afogar nela.
Embora não sejamos obrigados a seguir a nenhuma tendência ou colocar nenhum outro rótulo a mais em nosso ser, entenda que estes são extremamente eficazes em pessoas que não conhecem a si mesmo. E, não se conhecendo, não ponderam se tal ação será boa ou ruim para o seu ser.
Vamos lembrar que na atual sociedade em que vivemos, se fossemos fazer uma analogia com uma prateleira de supermercado, veríamos que as tendências seriam colocadas no meio da prateleira, em local mais fácil, visível e com destaque. E o seu “eu”, lá embaixo ou lá em cima da prateleira em local de difícil acesso, onde ficam os produtos que tem menos saída. A tendência traz um rótulo forte, e por vez cativante, por isso atrai as pessoas mais sensíveis.
Neste contexto acho interessante as pessoas dizerem se identificar com algo que está nas tendências de prateleira, sendo que sequer conhecem o efeito do produto que irão consumir e o dano que este poderá causar a si mesmo. Noutra ponta fortalecendo qualquer rótulo que possamos colocar ou, ser em nós colocados, vem as ideias próprias que temos sobre as pessoas e/ou ideias alheias que as pessoas têm sobre nós. Estas ideias, pasmem, tem o poder real de interferir e transformar a nossa vida, através da mudança de percepção da realidade.
Voltando à adolescência, nos bancos escolares, vemos isso com maior propriedade. Em toda turma, há um piadista, um inteligente, um com dificuldade de entender aquela matéria, um desenhista, um tímido, um falador, e segue a lista de chamada. Mas, como eles foram identificados? Ora, de repente em um momento de descontração, em um intervalo qualquer, fulano conta uma piada. E todos riem, e ele se acha no centro das atenções, e gosta. E todos começam a pedir que conte mais uma anedota. Em busca de aceitação permanente, faz da piada seu escudo protetor, não importa o que aconteça, basta contar uma piada e tudo se resolve. Fulano, o piadista! Que piada né! Mas, também pode ser algo nato esta pessoa, e assim sendo, estará agindo em conformidade com seu ser. Digo isso, pois todos nós temos capacidades de realizar muitas coisas, mas dificilmente descobriremos em nós o que queríamos ou queremos de fato para nossa vida. Afinal são as circunstâncias que nós colocam nas mais diversas posições.
As tachas que colocamos sobre as pessoas, e estas sobre nós, interfere em nossa forma de ser. Se você é tachado como louco, você fará loucuras, e mesmo que tenha uma abstinência de ações, as pessoas a reconhecerão como “o louco”.
Voltando ao aluno piadista, passados alguns anos você o encontra, sorri, lembra dos hilários momentos e espera que ele lhe conte uma piada. Se o destino lhe pregou uma peça, e ele ficou mudo, você achará engraçado os gestos dele. Somos ridículos ao tachar as pessoas, sem primeiro conhecê-las. E, como jamais conheceremos alguém em sua essência, torna-se mais ridículo ainda esta tachação.
Tudo que lhe é colocado, é carga, é peso, e em algum momento você irá cansar.
Isso serve para as opiniões alheias. Ora, uma opinião nada mais é do que uma ideia frágil, um conceito não evoluído de alguém sobre determinado assunto que naquele momento está na mesa. Se tivesse real relevância seria uma verdade absoluta e não uma opinião. Olha! Eu tenho uma opinião sobre mim, sobre você ou sobre aquela pessoa. Te pergunto, você realmente se conhece além dos rótulos que você possui? Conhece a essência da pessoa que está a sua frente, sendo que nem ela se conhece? E daquele então? Ah! Eu tenho opiniões somente.
Para pessoas que vivem sob os rótulos comprados, impostos, emprestados ou alugados, tudo bem viver e sentir os impactos das opiniões. Afinal, elas são de um vazio existencial sem precedentes.
É inegável que somos seres que acumulamos através de nossa experiência de vida, comportamentos bons ou ruins, e nos construímos a partir disso. Cada tijolo nesta construção vem com um rótulo que nos definirão perante a um grupo e perigosamente a nós mesmos. As escolhas deveriam ser decididas por nós, mas, a cada dia percebo que são feitas pelos outros.
A definição de quem você é por outras pessoas, é o que o teu rótulo estampa. Pode parecer em um primeiro momento que você tenha personalidade e ideias próprias. E pode você até ter mesmo, mas a regra é não. Lembre-se: Você se tornará escravo daquilo que apresenta a outrem. Se teu produto, não condiz com o rótulo que o ostenta, cuidado! Se você vive utilizando os rótulos que lhe são colocados, cuidado! Se você é apenas um rótulo, qualquer produto lhe cabe.
Viva além dos rótulos, se descubra.
Obrigado.🙏🏼
Paz e Luz. 🙏🏼
Te amo. 🙏🏼
Massako 🐢
Seu verdadeiro destino somente será revelado quando transpor às circunstâncias das escolhas passadas.
Saudades de quando
Eu beijava seu sorriso
Quando qualquer canto
Era o nosso paraíso
Saudades do tempo
Que eu era vento
E você folha seca
Eu era a sua metade
E você minha vida inteira
Saudades do tempo
que eu existia pra você
Saudades do tempo
que você insistia por nós
Saudades de quando
eu só sentia saudades
Mesmo quando :
A paixão passar
A beleza acabar
A rotina nos desgastar
A monotonia nos intediar
As diferenças nos estressar
A vida nos testar
A saúde fragilizar
O dinheiro nos faltar
As tristezas nos desanimar
quando o fim chegar
É com você que eu quero estar
Deus escolheu um povo ainda na eternidade passada para ser seu, quando ele disse haja luz: houve luz; quando ele pensou na sua vida, ainda nada havia, além de trevas.
No céu quando o povo escolhido de Deus
estiver face a face com o altíssimo, não
falaremos o português, ou o inglês ou
espanhol, será uma linguagem diferente do que conhecemos será algo novo que somente os remidos tem a língua angelical das regiões
celestiais.
EQUILÍBRIO TRINO!
By: Harley Kernner
A arquitetura ganha corpo, alma e espírito quando o seu idealizador entrega o coração, amando sem reservas tudo o que faz.
Cada traço, cada linha, cada detalhe se transforma em uma extensão de seu ser, criando não apenas espaços, mas experiências vivas e emocionantes. É nesse ato de doação completa que a verdadeira essência da arquitetura se revela, mostrando que, mais do que estruturas físicas, ela é uma manifestação profunda do amor e da dedicação de quem a concebe.
Parabéns, Anne Ribeiro, pelo seu talento, e por sua dedicação, nas suas habilidades.
No meu pouco conhecimento de arquitetura e urbanismo, vejo assim três importantes pilares, na sua arquitetura, que denota, "corpo, alma, e espírito", em um perfeito equilíbrio, sem o qual seu trabalho iria desmoronar com o tempo.
"Todo dom perfeito vem de Deus"
Harley Kernner
Arquitetura de Poesias
Escritor Particular
Poeta sem livros
JULGADO PELO UNIVERSO
By: Harley Kernner
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Fiquei confuso quando percebi que o sol não tinha o mesmo brilho, a lua todas as noites desapareciam depois das dez, e só tinha estrelas do lado do norte, tudo isso me deixou confuso, caí ao chão com mãos e pernas atadas, e entrei em prantos.
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Foi aí então que percebi que eu estava sendo vigiado pelos planetas, preso por suspeita de amar demais uma menina, que nem mesmo o universo tinha conhecimento da sua existência. E ali estava eu julgado pelo universo, o sol era o advogado de acusação, a lua era o promotor de justiça, implacável, até acusou-me de ter perturbado os seus cochilos nos silêncios das madrugadas, e pior que ninguém quis advogar em meu favor.
Naquele momento eu estava sendo julgado, não porque eu era o único cara, negro, e analfabeto que escrevia poesia, mas sim, por escrever poesias a um amor que ainda não tinha sequer nascido, e as minhas palavras torturavam, os seus corações, como se todo o universo fosse humano.
Mas eu sabia que não era eu que escrevia, mas sim o meu próprio coração, que as escrevia para outro coração… E o meu silêncio foi para defender o meu coração, e para não sacrificar minha alma...
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E lá estava o universo no seu momento de silêncio analisando os meus passos de poeta, para descobrir de onde eu tirei tantas palavras lindas e loucas de amor, e se eu tinha invadido o dicionário de um coração alheio, ou se era eu, filho unigênito da solidão!
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E de repente eu quebrei o silêncio em minha própria defesa, e lhes perguntei: "se eu fosse julgado culpado, qual será a minha sentença?"
E o universo, respondeu-me: "não escreverá mais poesia, não poderá mais sonhar com um amor feminino, nem senti o seu perfume, e se não obedecer, então ficará preso em seu próprio coração, mas, se for inocentado, terás uma nova oportunidade para escrever uma segunda história de amor, agora com suas próprias palavras opacas e analfabetas, e a lei do universo te apresentará uma nova versão de MARIA ALICE, e você serás tu um arquiteto de poesias, os olhos dela será como uma biblioteca de lindas palavras singulares."
E disse-me mais:" Seu rosto, será para te uma nova aliança de inspirações, sua caneta terá tinta de respeito, e não usará folhas de papéis, mas escreverás em seu próprio coração, e entregará, para ela ler cada poesias, no silêncio da sua alma." Ainda que você escreva poesias, inspiradas nas curvas do corpo de um universo repleto de inocência, e amor, ou mesmo no brilho do seu olhar, e entre os seus lábios, você nunca esqueça de respeita-lha com a menina dos olhos de Deus.
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Essa será a sua segunda história, e estará disponível na luminosidade do universo, na galeria dos simples, como o único poeta leigo, que incomodou o universo, e o mesmo julgou-o por escrever lindos verbos, desconhecidos das gramáticas universais, e conquistando elogios da única estrela diurna com brilho permanente, e luz própria, "Maria Alice, sua estrela eterna.
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Harley Kernner
Arquitetura de Poesia
Escritor Particular
Poeta Sem Livros
O MENINO QUE INVENTAVA HISTÓRIAS DE AMOR.
By Harley Kernner .
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Quando ainda criança inventei uma história de amor...
Na pré-adolescência, ouvir uma música que falava de amor...
Logo após tornei-me em um jovem, e escrevi a minha primeira oração de amor para uma menina de 14 anos, mas por mais que o amava, eu me sentia moreno demais, para misturamos as cores das nossas peles, mesmo assim cada vez que eu via ela, uma poesia nova surgia no coração, foi aí que percebi que poeta mudo não faz sucesso no amor, porque não sabe falar: "eu te amo".
Passaram-se os dias, e lá estava eu, casando com outra menina, por amor...
Após 30 anos na tentativa de ser amado, e semeando o verbo amor, num coração alheio, colhi uma carta de repúdio...
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Como não morri, ainda hoje acredito que o amor existe, e é mais real do que a história de amor inventada por uma criança que ainda que (cresceu), mas não tem altura suficiente para alcançar o sonho de valsa na gôndola do supermercado.
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Harley Kernner
Arquitetura de Poesias
Escritor Particular
Arquitetura de uma Poesia
"A gratidão só existe em corações que foram lapidados pelo amor. Quando amamos, podemos sentir gratidão, mas não esperamos a gratidão do outro. Neste caminho, desejamos o amor do outro, mas não precisamos dele, porque nos amamos e somos gratos em qualquer circunstância. Será feliz e terá uma jornada longa na Terra aquele que se ama, que aprendeu a viver de uma forma que o torna feliz, que não depende de realizações para sentir efêmeros prazeres que não suprem o desejo da alma humana. O único caminho para o amor está dentro de cada ser humano; a felicidade se constrói a todo instante, a cada segundo. Ela é o segredo contido na prática, e não no conhecimento."
Quando observamos a prudência como uma análise crítica do inconsciente humano e da relação estabelecida com o outro, percebemos uma íntima ligação dela como um elemento regulador que, de certa forma, regula a dor. A prudência pode ser considerada uma virtude prática.
A prudência, nesse sentido, apresenta uma faceta de introspecção, na qual o indivíduo, ao olhar para as profundezas de si mesmo, percebe como sua posição em relação ao problema é determinante para o estabelecimento da dor. Nesse sentido, sua análise começa quando ele se implica na sua dor, deixando de ser mero agente passivo e tornando-se protagonista na construção de uma nova realidade psíquica.
No caminho da prudência, o indivíduo busca novos conhecimentos que lhe trarão uma nova perspectiva de vida sob outro ângulo. Esse conhecimento sobre o que é humano lhe permitirá atuar de maneira mais eficaz consigo mesmo, retirando a ignorância que o impede de entender sua complexidade como um ser espiritual.
Dessa forma, ao trazer para o consciente o seu inconsciente, ele se torna capaz de mudar sua posição frente ao problema. E, ao fazer isso, encontra a função reguladora que ameniza a dor por meio da prudência. Ao agir assim, muda sua concepção sobre o outro, pois também mudou sua concepção de si mesmo. Nesse novo caminho, já não é refém de emoções provocadas por situações externas, mas consegue nutrir boas emoções internamente, mantendo-se em equilíbrio e resgatando a noção de humanidade.
Afinal de contas, o amor é prudente!
Quando foi que o ato de atirar pedras para cima passou a ser uma atitude sensata?
Descuide-se e te tornarás o alvo, no retorno do objeto arremessado.
Mas há quem exalte a loucura e o arriscar-se, não?
(Fabi Braga, 11/01/2015)
Quando eu digo....
Já viu beija-flor abandonar o ofício?
E as flores seguem a estapear-se...
O que será que se passa na mente do beija-flor?
O que deseja? Onde se esconde? O que faz?
Às vezes penso que o vejo, que o escuto...
Mas logo penso que nada vi ou ouvi.
Às vezes penso que o que penso não passa de pensamento.
Sina de flor...
(Fabi Braga, 28 abr 2011)
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