Quando as Coisas Estao Ruins
Gosto do jeito que você me diz as verdades e gosto das coisas que você transforma em verdade. Gosto da forma como você me olha, é sempre diferente, mas com o mesmo brilho e eu me enxergo nele, o teu olhar reflete o meu, melhora o meu, nossos olhares se encontram e acho que de alguma maneira nos abrigam e acolhem e eles são tão unidos e de verdade que de vez em quando até parece que é tudo de mentira. Deve ser por tudo isso que hoje em dia não imagino mais a minha vida sem você, sem os nossos olhares refletidos e intensos e infantis e maduros e sérios e carinhosos; deve ser por isso que quando você não está os domingos se tornam compridos demais, os dias da semana ficam arrastados e o pouco tempo que falta para a sua volta parece que é muito, muito tempo. Deve ser por isso que, ao invés da minha saudade de você ter diminuído, ela aumentou. É uma saudade que toma Biotônico Fontoura, se torna mais forte e (acredite!) com as bochechas vermelhas, corada, feliz. A saudade fica feliz e rindo de mim, te peguei outra vez, ela deve pensar. É, ela me pegou.
Somos capazes de sobreviver a essas coisas horríveis, pois somos tão indestrutíveis quanto pensamos ser.
(Quem é você, Alasca?)
Você vai pra Universidade, vai tomar cerveja barata e fazer protestos por coisas que não se importa.
Às vezes me desapego um pouco do meu estado normal,
perco o equilíbrio e faço coisas que nunca fiz,
falo o que nunca imaginei falar.
desperto a atenção de quem passa,
dou gargalhadas escandalosas,
e deixo a vida me levar e meus sentimentos dominar,
sinto me dona de mim, sem ter que dar satisfações,
uma irresponsável pra sociedade,
mas uma louca responsável pela alegria de viver…
beijo, abraço canto e encanto,
isto não acontece sempre,
mas, quando quero, deixo acontecer,
Será ousadia?
Já não tenho paciência para algumas coisas, não porque me tenha tornado arrogante, mas simplesmente porque cheguei a um ponto da minha vida em que não me apetece perder mais tempo com aquilo que me desagrada ou fere. Já não tenho pachorra para cinismo, críticas em excesso e exigências de qualquer natureza. Perdi a vontade de agradar a quem não agrado, de amar quem não me ama, de sorrir para quem quer retirar-me o sorriso. Já não dedico um minuto que seja a quem mente ou quer manipular. Decidi não conviver mais com pretensiosismo, hipocrisia, desonestidade e elogios baratos. Já não consigo tolerar eruditismo seletivo e altivez acadêmica. Não compactuo mais com bairrismo ou coscuvilhice. Não suporto conflitos e comparações. Acredito num mundo de opostos e por isso evito pessoas de caráter rígido e inflexível. Na amizade desagrada-me a falta de lealdade e a traição. Não lido nada bem com quem não sabe elogiar ou incentivar. Os exageros aborrecem-me e tenho dificuldade em aceitar quem não gosta de animais. E acima de tudo já não tenho paciência nenhuma para quem não merece a minha paciência.
Incrível como algumas coisas deixam marcas, e até parece que foram marcadas à ferro, porque você ainda as sente.
Eu tentei. Só que tentar e esquecer não são duas coisas que funcionam bem juntas. E, mesmo tentando, minhas mãos continuaram buscando teu corpo, em outras pessoas. Meus olhos, desesperados, ainda procuravam pelo teu rosto no meio da multidão. Ouvi mil vozes, procurando o timbre da sua risada. Roubei diversos corações, mas não foi a mesma coisa. E assim eu sigo, só… Tentando. Tentando, andando e continuando. Te aviso quando conseguir.
Existem três coisas que fazemos sozinhos. Nascemos, morremos, e se estivermos no ultimo ano de colégio fazemos vestibular. E enquanto que o teste mede os nossos atributos, se preparar para ele, inevitavelmente traz à tona o pior. Humildade se torna insegurança; esforço se torna obsessão. Alguns optam por se automedicar. Enquanto outros se agarram à segurança de fazer parte de um grupo. E quem normalmente se submete às regras, irá quebrá-las.
Uma das melhores coisas da vida é a tal da surpresa. É tão bom ser surpreendido com algo inimaginável por uma pessoa previsível. É tão mágico porque do nada acontece tudo. Aquele momento toma um rumo diferente por um simples ato de alguém e uma reação sua.
