Quando as Coisas Estao Ruins
'Se eu encontrasse com Deus perguntaria
: Por que é que sofremos tanto quando viemos pra cá ? Que dívida é essa que a gente tem que morrer para pagar ? Perguntaria também como ele foi feito, que não dorme não come e assim vive satisfeito. Por que foi que ele não fez a gente do mesmo jeito ? Por que existem uns felizes e outros que sofrem tanto ? Quem foi temperar o choro e acabou salgando o pranto ?'
"De vez em quando a gente se perde, mas nem todas as ruas têm mapa. Nem todos os corações pensam. O meu não pensa, só sente. Nem a minha cabeça pensa, só sente. Acho que eu nasci para sentir, é, nasci sim."
Agora eu já sei que quando falta a respiração é a prova que um coração já não sabe maisviver sem você
Assim salientou Epicuro de Samos:
...¨quando existimos, não existe a morte, e quando existe a morte, não existimos mais.¨
Logo, viver é morrer; morrer é viver.
Concluo: viver mata!
O consolo do imbecil é imaginar que chamá-lo de imbecil é ofensa, quando na verdade é uma descrição inteiramente objetiva.
Quando alguém fala em "vamos fazer uma parceria" eu tenho tremores. Geralmente alguém está tentando fazer por pouco ou por nada, aquilo que deveria pagar mais mais caro.
Eu me sinto chapado quando estou com você. Não que eu use drogas... Só se você usar, nesse caso, eu uso sempre.
Quando o peso está além do que eu acho que posso suportar, deixo escorrer pelos olhos e me renovo para o próximo dia.
Preste atenção, querida
De cada amor tu herdarás só o cinismo
Quando notares estás à beira do abismo
Abismo que cavaste com os teus pés
Quando eu canto o seu coração se abala
Pois eu sou porta-voz da incoerência
Desprezando seu gesto de clemência
Sei que meu pensamento lhe atrapalha
Cego o sol seu cavalo de batalha
E faço a lua brilhar no meio-dia
Tempestade eu transformo em calmaria
E dou um beijo no fio da navalha
Pra dançar e cair nas suas malhas
Gargalhando e sorrindo de agonia
Se acaso eu chorar não se espante
O meu riso e o meu choro não têm planos
Eu canto a dor, o amor, o desengano
E a tristeza infinita dos amantes
Don Quixote liberto de Cervantes
Descobri que os moinhos são reais
Entre feras, corujas e chacais
Viro pedra no meio do caminho
Viro rosa, vereda de espinhos
Incendeio esses tempos glaciais
Porta dos fundos
Não sei quando você vai chegar, nem mesmo sei se vai mesmo vir. Mas quando resolveres que chegou a hora, te faço um pedido: entre pela porta dos fundos. Achou estranho? Não, please, não ache que sou louca, [ou na verdade sou?!]. Quero que chegues no mais absoluto silêncio, que não chame atenção de ninguém, nem mesmo a minha.
Você chamaria muito a atenção se de repente entrasse pela porta da frente da minha vida, aliás, eu desconfio que a tempos ela está trancada... Prefiro algo mais discreto, quero perceber sua presença somente quando estiveres aqui, e assim viveremos algo mais tranqüilo, mais discreto. Estou cansada dessas paixões avalassadoras, que quando vão embora levam todo resto consigo. Não quero mais isso na minha vida. Por isso te peço: Entre pela porta dos fundos da minha vida, mas venha pra ficar.
Quando chega o fim
E de repente
sorridente
vem você...
Uma flor branca as mãos
o refrão muito bem ensaiado
duas ou três palavras amargas
por entre os lábios.
Descarga inesperada de emoções!
Choro, risos e juras de bem querer
reencontro, reenlace, desembaraço
mágoas antigas são retomadas.
Um abraço frio na despedida
um até logo vazio na saída
E um nunca mais quero te ver.
Assim termina o livro.
Quando o Silêncio Fala
Não tenho medo dos barulhentos; tenho medo dos silenciosos, pois é no silêncio que enxergamos nossos dragões.
O silêncio é um grito interno que podemos sentir: dores, força, fraqueza.
Quem silencia tem a bênção e a maldição de perceber tudo com intensidade.
Lá, enxergamos nossas luzes e nossas sombras.
Sentimos tudo profundamente e ouvimos o barulho ensurdecedor do nosso próprio silêncio, que reverbera em nosso corpo.
Pensamos, analisamos, observamos, julgamos, ponderamos — tudo isso no equilíbrio ou no desequilíbrio da nossa mente.
O silêncio faz mais barulho do que imaginamos, podendo nos levar à ressignificação ou à evasão que, às vezes, chega sorrateiramente.
No meu profundo silêncio, posso ser tanto a resiliência quanto a dor que escondo dentro de mim.
Posso ser o medo, mas também posso ser a força que ainda não ousei revelar ou que moldo conforme meus altos e baixos.
