Quando a Gente Pensa

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Abraço: o único aperto que a gente aceita de bom grado na vida. O resumo perfeito de simpatia e bem-querer que recarrega a bateria social de duas pessoas ao mesmo tempo, sem cobrar tarifa de energia.

Tem gente que é um pequeno afluente de água doce que quando invade um mar, consegue transbordá-lo em doçura.

Apoie-se em Deus, porque tem gente que sorri pro seu esforço, mas se incomoda com o seu avanço.

"A vida é como estar no olho do furacão: a gente
celebra a calmaria, sabendo que é apenas o intervalo para a próxima parede de vento. Mesmo assim, a gente se apega a essa paz, pois ela nos lembra que, um dia, o furacão vai se dissipar de vez e o céu voltará a ser de um azul sem data para acabar."

.entre nós.


Eu não sei o que a gente é agora.


E essa talvez seja a única coisa que ainda me incomoda.


Porque eu sei o que fomos. Sei o que senti. Sei das coisas que você provavelmente já esqueceu e das coisas que eu finjo que esqueci também. Sei exatamente em que momento algumas coisas começaram a mudar, mesmo que nenhum de nós tenha tido coragem de apontar para aquilo e dizer: é aqui.


Mas agora?


Agora eu não sei.


E eu odeio não saber.


Às vezes penso em te mandar alguma coisa completamente idiota. Uma música. Uma piada. Alguma coisa que só faria sentido para nós dois. Aí eu paro.


Porque já não sei se ainda posso.


É engraçado como uma pessoa pode sair da sua rotina sem sair completamente da sua cabeça.


Eu continuo encontrando você em coisas que nem deveriam ter relação com você.


Uma música tocando no aleatório.


Uma rua.


Um horário.


Uma frase que alguém diz e que, por algum motivo absurdo, me faz pensar em você.


E eu fico alguns segundos naquele lugar entre mandar mensagem e respeitar o silêncio.


Quase sempre escolho o silêncio.


Não porque eu não queira falar.


Talvez justamente porque eu queira demais.


Eu acho que parte de mim ainda gostaria de saber como você está. Não por obrigação, nem porque eu esteja procurando uma desculpa para voltar.


Só quero saber.


Você ainda ri daquele jeito?


Ainda faz aquela coisa quando fica nervosa?


Ainda pensa em mim às vezes?


E se pensa...


é com carinho ou com aquela sensação de “ainda bem que acabou”?


Eu não tenho coragem de perguntar.


Então invento respostas.


É mais fácil.


Às vezes imagino que você sente falta.


Às vezes imagino que não sente absolutamente nada.


E, dependendo do dia, acredito nas duas.


Talvez seja isso que reste quando alguma coisa termina sem realmente desaparecer.


Não uma vontade desesperada de voltar.


Só uma curiosidade persistente.


A vontade de saber se aquilo que foi tão grande para mim ocupou algum espaço parecido dentro de você.


E talvez seja por isso que a pergunta continue aqui, mesmo depois de tudo.


Não se a gente vai voltar.


Não se deveria ter sido diferente.


Só se ainda existe alguma coisa entre nós que não precise de um nome tão complicado.


Se ainda dá para conversar sem parecer que estamos invadindo um território proibido.


Se ainda dá para rir de alguma coisa que só nós entenderíamos.


Se, depois de tudo, ainda existe espaço para eu ser alguém na sua vida — mesmo que de um jeito completamente diferente.


Porque talvez eu não esteja procurando a nossa história de volta.


Talvez eu só esteja tentando descobrir se ela realmente acabou em todos os sentidos.


Então eu fico com essa pergunta, meio ridícula, meio sincera, impossível de responder sozinho:


depois de tudo que fomos,


ainda existe um “nós” em algum lugar?


Ou pelo menos...


ainda somos amigos?

⁠Pães Partidos e Vasos Quebrados
Algumas vezes, a gente se pergunta por que passamos por tantas aflições, angustias e tempestades na vida; e uma das respostas é Jesus quem dá: “No mundo, passais por aflições; mas tende bom ânimo; eu venci o mundo”. João 16.33.
Mais também existe uma outra resposta para essa mesma questão, o fato de Deus usar as tempestades da vida para nos usar para um bem maior.
Quando Jesus multiplicou o pão, primeiro Ele pegou os pães do menino e os partiu. E só então depois de partido o pão pôde alimentar a multidão.
O vaso de alabastro foi outro exemplo. Só depois que o vaso foi quebrado, o aroma encheu o aposento e pode ser usado para ungir Jesus.
E Jesus também disse: “Isto é o meu corpo, que é partido por vós”. E se para o Senhor foi assim, não deverá ser também para os seus servos?
Você pode está perguntando: “mas porque Deus precisa partir pães e quebrar vasos para realizar sua obra quando isso provoca tanta dor”?
A Resposta está em outro texto que Paulo escreve na 2ª carta aos Coríntios 4.7: Temos, porém, este tesouro em vasos de barro, para que a excelência do poder seja de Deus e não de nós.
Percebeu? Se o vaso não for quebrado, partido, o tesouro que está dentro dele fica escondido e não pode ser usado, nem para o próprio beneficio e nem para aqueles que estão ao nosso redor.
Então, deixa Deus te partir ou quebrantar; pois se você deixar, o tesouro que está ai dentro escondido vai se manifestar para glória de Deus em beneficio de muitas vidas, inclusive a sua.
Pense nisso e ótima semana!
No Amor do Abba Pater, Marcelo Rissma.

⁠Nem tudo que a gente ouve, houve.

⁠Deus é Amor! Foi em Jesus de Nazaré que esse Amor ganhou cara, voz, cheiro e jeito de gente.

⁠Tem muita gente confundido homens da igreja (instituição) com homens de Deus. Não é porque alguém frequenta uma instituição que ele é um homem de Deus.

Na nossa agenda de prioridades, Deus é o primeiro da fila quando o assunto é quem a gente deixa pra depois.

Muitos ostentam um rótulo cristão, mas vivem um evangelho de fachada. Gente que usa 'crachá de crente', mas que, na prática, nunca foi transformada pela Graça de Deus. É muita religião e nenhum testemunho de Cristo. O Evangelho não é filiação a clube, é vida transformada que pratica o que prega.

Sobre mudanças

Há momentos em que a gente percebe que precisa mudar.
Não porque deixou de ser grato pelo que tem, mas porque finalmente entendeu que gratidão não significa aceitar tudo.
Eu agradeço a Deus pelo trabalho, pelo pão de cada dia, por cada oportunidade e por tudo aquilo que chega às minhas mãos. Mas também aprendi que agradecer não me obriga a permanecer em lugares onde não há respeito, consideração ou dignidade.
Durante muito tempo, talvez eu tenha confundido paciência com tolerância e necessidade com obrigação de suportar.
Hoje, alguma coisa mudou dentro de mim.
Cansei de normalizar aquilo que me machuca. Cansei de justificar o injustificável. Cansei de achar que preciso aceitar menos simplesmente porque um dia tive medo de ficar sem nada.
Eu quero mais.
Mais respeito.
Mais tranquilidade.
Mais reciprocidade.
Mais reconhecimento.
Mais dignidade.
E querer isso não faz de mim uma pessoa ingrata.
Às vezes, Deus não está nos ensinando a suportar mais. Talvez esteja nos dando coragem para reconhecer que determinada situação já cumpriu o seu propósito e que é hora de seguir em frente.
Não sei exatamente como será o próximo capítulo. Mas sei que não quero mais escrever minha história aceitando aquilo que, no fundo, já sei que não me faz bem.
Há uma inquietação em mim.
E, pela primeira vez, não quero silenciá-la.
Talvez ela não seja apenas revolta.
Talvez seja a minha consciência dizendo: você merece mais.

Josy Maria 08/08/2026

Revendo ditados
Um elefante incomoda muita gente.
Um elefante que sempre dá a volta por cima incomoda muito mais.

Tem gente morrendo de frio.
Quem ajuda com um agasalho é um pouco anjo...

⁠A gente até tenta escrever a própria história.
Mas, a Dona Vida nos obriga a apagar o escrito da gente.
E seguir o script que ela escreveu...

⁠A vida é uma roda viva.
A gente perde, ganha,
ri, chora,
bate ou apanha.
O importante é fazer
a roda continuar a girar.
E a situação sempre vai mudar.

Com você a gente vai escrevendo a nossa história sem pressa,
linha por linha, no papel do tempo.


Tem dias que são vírgulas,
outros viram ponto final —
mas a gente insiste,
rasura o medo erecomeça
no mesmo parágrafo.


Teu riso é a frase que me prende,
teu silêncio, o espaço onde eu fico.
Se o mundo tenta apagar,
a gente escreve mais forte,
à caneta, no coração.


E se um dia faltar palavra,
a gente inventa sentimento,
porque amar você
é o único texto que
eu nunca canso de ler.

Patinando no Amor


A gente entra no amor sem saber o equilíbrio,
escorrega nas expectativas, cai nos excessos,
ri de nervoso tentando fingir controle.
Amar também é perder o eixo.


Entre quedas e giros tortos, aprendemos juntos
que não existe coreografia perfeita.
Só passos improvisados, mãos dadas,
e coragem pra tentar mais uma vez.


E se cairmos de novo, tudo bem:
patinar no amor é isso mesmo.
O importante não é não cair,
é levantar com alguém disposto a continuar.

Talvez a gente aprenda,
que amar não é porto pronto,
é vento que insiste e ensina.
Somos dois tentando o rumo,
errando juntos a bússola,
mas ainda assim seguindo.


Somos um barco,
feito de falhas e esperança,
rangendo sob o peso dos dias.
Teu nome é o remo que insiste,
minha fé é a vela rasgada
que só se abre quando confia.


O mar interior nos prova,
com ondas que não pedem licença.
A lição do mar é simples e dura:


ou afundamos sozinhos,
ou aprendemos,
de mãos dadas,
a flutuar no amor que fica.

O amor,
a gente escolhe viver.
O respeito,
a gente mantém mesmo
quando dói.
A bondade,
a gente reparte sem
calcular retorno.
O perdão,
a gente pratica
para não virar prisão.


Nem todos vão retribuir
do jeito que esperamos,
nem todos sabem vestir
a roupa da reciprocidade.
Mas seguir certo nunca
foi sobre aplausos,
é sobre dormir em paz
com a própria consciência.


Porque quando ninguém vê,
Deus vê.
E quando ninguém reconhece,
Ele reconhece.
A recompensa não nasce
da mão dos homens,
vem do céu
— no tempo certo, do jeito certo.