Quando a Gente Pensa
Três coisas curam a dor, acalmam a corrente:
Café bem forte, que desperta a gente,
Chocolate doce, consolo envolvente,
E o tempo… que tudo cura, silenciosamente.
"As Cartas nunca Mentiram"
Tem gente que procura o tarot querendo saber do amor.
Outros querem dinheiro, vingança, respostas rápidas para decisões mal pensadas. A humanidade transformou o destino num SAC espiritual. Impressionante.
Mas o tarot nunca foi sobre prever o futuro.
Foi sobre revelar aquilo que você esconde até de si mesma.
Porque existe um momento silencioso entre embaralhar as cartas e virá-las…
onde a alma treme.
A Torre não aparece para destruir tua vida.
Ela aparece quando tua própria mentira já apodreceu por dentro.
A Morte não fala de fim.
Fala da coragem brutal de deixar morrer aquilo que já virou prisão.
O Diabo raramente é outra pessoa.
Quase sempre é o desejo que você alimenta sabendo exatamente onde ele vai te destruir.
E o Louco…
ah, o Louco é perigoso.
Porque ele caminha sem garantias.
Sem promessas.
Sem certezas.
Algo que os humanos evitam como evitam olhar no espelho às três da manhã.
O tarot não entrega respostas.
Ele arranca máscaras.
Cada carta é uma porta aberta dentro da mente.
Um aviso escrito em símbolos antigos para lembrar que o destino não é uma linha reta.
É um labirinto emocional construído pelas escolhas que você faz quando ninguém está olhando.
E talvez seja por isso que certas leituras assustam tanto.
Porque no fundo, no fundo…
a maioria das pessoas não quer descobrir o futuro.
Quer apenas ouvir que ainda pode fugir das consequências.
Mas as cartas sabem.
Sabem das despedidas que você adiou.
Dos amores que fingiu não sentir.
Da raiva que sorriu enquanto escondia nos dentes.
Sabem do caos.
E mesmo assim… continuam aparecendo diante de você como um espelho místico dizendo:
“Olha direito pra tua própria alma.”
Talvez o verdadeiro poder do tarot nunca tenha sido prever o amanhã.
Talvez seja lembrar que o destino começa exatamente no instante em que você para de mentir para si mesma.
Por Lucci Santz
Quando a gente olha pra vida
Com olhos de amor
Enxerga uma coisa lírica
Onírica, mágica e linda
Poética, mecânica, estética perfeita
Refeita a visão do eremita
Existe o tempo triste
Entra em pânico
Quando a beleza se dissipa
Perante o egoísmo do mundo.
E se a gente procura buscar
Só a ótica da esperança
Firmando aliança com a fé
Finca os pés num lugar melhor
E acredita em tudo e em todos
Vivendo a ilusão
Fadada ao engodo
Pois logo isso passa
Dissipa igualzinho à fumaça.
Se olha o mundo
Com ódio e desconfiança
Buscando alcançar somente
O que venha somar
Sempre um pouco mais
Fica doente por dentro
Sem paz,
Infeliz e incoerente
Sozinho ou talvez
Em companhia de outros
Que sejam iguais a gente.
E se todos conseguíssemos
Buscar ter a mesma visão
da criança que um dia fomos
E, quem sabe,sejamos ainda
Talvez enxerguemos
O Mundo e tudo mundo
Sob o prisma da realidade
Pois a vida jamais foi linda
Impossível fugir à dor
Pois, quando em criança, também doía
Mas a gente não perdia a esperança
No dia que raiava
Acreditava no amor
Sem ódio, rancor, desconfiança em demasia
Prudentes como serpentes
Simples corações de pombos
Sempre se reerguendo
E rindo dos próprios tombos
A vida não é só amor
Ou glória, vitória ou cinismo
Olhemos pra ela do jeito que é
Tendo fé nos seus defeitos
E talvez a gente consiga
Fugir um pouco mais das brigas
Aceitar as coisas
Do jeito que elas são
Tristes, felizes e confusas
Perfeitas na imperfeição
Tudo depende somente
da lente que a gente usa.
Edson Ricardo Paiva.
Quando a gente olha pra vida
Com olhos de amor
Enxerga uma coisa lírica
Onírica, mágica e linda
Poética, mecânica, estética perfeita
Refeita a visão do eremita
Existe o tempo triste
Entra em pânico
Quando a beleza se dissipa
Perante o egoísmo do mundo.
E se a gente procura buscar
Só a ótica da esperança
Firmando aliança com a fé
Finca os pés num lugar melhor
E acredita em tudo e em todos
Vivendo a ilusão
Fadada ao engodo
Pois logo isso passa
Dissipa igualzinho à fumaça.
Se olha o mundo
Com ódio e desconfiança
Buscando alcançar somente
O que venha somar
Sempre um pouco mais
Fica doente por dentro
Sem paz,
Infeliz e incoerente
Sozinho ou talvez
Em companhia de outros
Que sejam iguais a gente.
E se todos conseguíssemos
Buscar ter a mesma visão
da criança que um dia fomos
E, quem sabe,sejamos ainda
Talvez enxerguemos
O Mundo e tudo mundo
Sob o prisma da realidade
Pois a vida jamais foi linda
Impossível fugir à dor
Pois, quando em criança, também doía
Mas a gente não perdia a esperança
No dia que raiava
Acreditava no amor
Sem ódio, rancor, desconfiança em demasia
Prudentes como serpentes
Simples corações de pombos
Sempre se reerguendo
E rindo dos próprios tombos
A vida não é só amor
Ou glória, vitória ou cinismo
Olhemos pra ela do jeito que é
Tendo fé nos seus defeitos
E talvez a gente consiga
Fugir um pouco mais das brigas
Aceitar as coisas
Do jeito que elas são
Tristes, felizes e confusas
Perfeitas na imperfeição
Tudo depende somente
da lente que a gente usa.
Edson Ricardo Paiva.
