Quadro
A guria do quadro
Meu amigo teve uma iniciativa fenomenal
Tornou arte uma foto da guria que ele ama
E colocou num quadro, para espanto geral
A natureza ao fundo dos olhos de tal dama
Ironicamente, esses dois não estão juntos
Já que nem marido por aí faz algo do tipo
Homens assim certamente não são muitos
Em razão disso, de orgulho eu me equipo
A menina estelar foi eternizada numa obra
Lá da Terra do Espumante, de alto escalão
Inspirou um propósito romântico de sobra
Se tornando motivo de legítima admiração
Ainda há beleza no mundo, posso apostar
Alguns fazem sem esperar nada em troca
Imagino que se os objetos pudessem falar
O quadro comentaria: “É o amor. Se toca!”.
Na internet, o que se mostra estampado como um quadro num museu, pôde-se tirar varias pressuposições. A vida aqui não é minha, nunca será! Uma foto feliz poderá representar uma antipatia de ser quem sou, a felicidade de um momento real, ou até uma tristeza mascarada, até mesmo acontecimentos fictícios que elaboram em cada íris humana me vendo nesse momento e mandando suas sinapses sobre o que isso representa e qual resultado será sua suposição da minha vida, baseada pelo meu Instagram.
Investir na educação é o primeiro passo para renovar o quadro político brasileiro. Enquanto não houver investimento na educação, iniciando-se desde a pré-escola e chegando até o ensino superior, continuaremos convivendo com os mesmos políticos sem renovação no quadro.
Antigamente o meu cérebro não conseguia alcançar o metabolismo do meu corpo. Hoje, esse quadro inverteu. Onde o meu cérebro quer funcionar 24 horas, deixando o meu corpo cansado e desfalecido. Ou será apenas a famosa ansiedade?
" Se a vida vai mal, logo pensamos em uma maneira qualquer de tentar reverter o quadro que nos assola, mas não nos preocupamos com o verdadeiro quadro que verdadeiramente faz com que ela se colocou na posição negativa."
Dizem que o mundo é um quadro em branco
Onde escrevemos nossos sonhos
Sem se encaixar nos padrões
Revolucionamos
A vontade de vencer é o combustível que buscamos
Alcançará por mérito
Nós lutamos
Olha no olho e entenderá o que falamos
Sem crédito quito no débito
Acreditar é o que nos mantém respirando.
Não há realidade que não seja uma simples percepção. Estamos tão dentro do quadro quem não podemos ver a moldura!
Passar pelas fases da vida sem compreendê-las pode nos levar a um quadro de insatisfação, ingratidão e ansiedade. O tempo dos vôos chegará, mas antes se faz necessário um processo de maturação e, a exemplo da borboleta, o tempo de casulo é primordial para que suas asas se desenvolvam. Quando era pequeno, custei a entender esse processo. Ao ver uma borboleta nascendo, achava que ao ajudá-la a se desvencilhar de suas cascas ela sairia mais rápido, mas ao intervir neste processo elas morriam.
Não tenha medo de esperar o tratar de Deus...não aceite ajudas estranhas que desembocam na mortalidade às vesperas de tua transformação. O céu espera pelo teu vôo mas não queira pular as etapas... são necessárias.
Sem letras e números na lousa foram mais significativos, do que cem letras e números no quadro escolar. Não é ensinando o aluno que o professor vai conseguir fazê-lo aprender, mas a forma como ensiná-lo e abordar o conteúdo, para que seja possível a abstração da aprendizagem por parte do educando.
Um sentimento chamado: encantamento!
Ao olhar essas casas coloridas...
Me parece como um quadro de Deus!
E ao contemplar essas águas de puro remanso,
Sinto-me ali, na janelinha da calmaria...
Fico a imaginar quanto amor, quanta tradição, quanto deleite!
E algo mais que queria descobrir ao estar além,
Talvez a singela harmonia,
Ou a agradável simplicidade...
Que linda afeição da natureza humana!
Meus olhos é o suficiente para tudo desvendar!
O sentimento é um só: essa noite de luzes poderia durar eternamente...
Que nada seria capaz de apagar!
O olhar do trabalhador brasileiro.
Tristeza, desesperança, vergonha.
O quadro pintado por Tarsila do Amaral em 1933, nunca foi tão atual.
Feliz dia do trabalho?
O AMOR E A SAUDADE
Como quadro e giz,
Semente e raiz
É o amor e a saudade
Que em qualquer peito arde.
O amor arrebenta
A alma reinventa
Faz bem renascer
E das cinzas correr
A vida que chama
Que arde e reclama
Pela vontade louca
De beijar uma boca
Pelo abraço apertado
De calor sufocado
Por aquilo que é chama
E termina na cama.
Aí vem a saudade
Com habilidade
Machuca e pisa
Quem viveu bem a vida.
Ela chega com charme
Com muita elegância
E, não feito criança,
Faz chorar quem pensou
Que da vida e do amor
Sabia de tudo,
Passado e futuro
Lhe eram previstos,
Pois tinha crescido
Domando o amor.
Amor e saudade,
Amigos parceiros,
Tão companheiros
E tão confidentes!
Ela fecha a porta
E a janela encosta.
Ele volta e abre
E entra com vontade.
E de mãos vão vivendo,
Nos peitos nascendo,
Cada dia, cada hora,
Novo amor, nova dor
Enchendo de vazio
O que foi arrepios.
Assim é a vida:
De arranhões e feridas
De dores e festas
De alegrias incertas.
Mas não há nessa vida
Quem temendo o amor
Pra se refugiar da dor
Não sinta, mais tarde,
Do amor a saudade.
Nara Minervino.
Diante o quadro desolador pela grande perda de um dos acervos de historia natural mais complexos do mundo pelo terrível incêndio catástrofe no Museu Nacional da Quinta da Boa Vista no RJ, ocorrido na noite em 02 - 09 - 2018. Todos nós amantes da historia, das artes, das ciências, da cultura e dos saberes ficamos muito abalados emocionalmente e entristecidos. Durante este quadro de orfandade cultural universal, a noite subsequente de sono tranquilo tem sido interrompido entre o sentimento de saudade do que não existe mais, parte de tudo que vimos e o corte integral para o conhecimento e saberes das próximas gerações. Na noite posterior ao fato ocorrido, sonhei entre pesadelo desconfortável com milhares de borboletas de todas as cores, voando atônitas e gritando baixinho sem saber o que estava acontecendo, se chocando entre elas e pelas paredes esfumaçadas, fundindo se em tristezas e dor novas combinações artificiais de cores. Com isto acordei varias vezes durante o sono, pensando por um instante que era só mais um pesadelo mas constatava que era de forma criativa ruim um espelho perverso da realidade do pouco caso dos governantes de nossa cultura para com elas. Ao acordar bem cedo no dia seguinte, arrastei me no dia fazendo perguntas logicas do por que de tantos erros na imperfeita e brutal irresponsabilidade das politicas publicas erradas e equivocadas perante o magistral laboratório da vida, todo o inestimável acervo e o aniquilamento de muitas únicas espécimes. Um dia muito difícil, entre tristeza e revolta por fazer parte deste tempo e desta sociedade. Ao cair da tarde, comecinho da noite no dia seguinte ainda tinham pequenos focos de fogo que se re-acendiam pela forca do vento. Perpetua tristeza que não quer ir embora...nos momentos seguintes começou a chover. Entre pequenas pancadas de chuva alternando se em intensidade. Com a alma encharcada de lagrimas, gritei e interroguei dentro de mim mesmo.
Meu Deus carioca. Hoje estas águas são nossas acidas lagrimas. Meu Deus, por que não choveu forte, ontem. Meu Deus e de minhas borboletinhas por que não intercedeu por nos mais uma vez perante a pecadora destruição dos insensíveis e limitáveis homens que brincam entre perdas pelo equivocado ter, ser e poder.
O céu estava como um quadro, o azul era a tela, as nuvens pareciam ser feitas à mão; e o Sol estva brilhante como uma jóia dourada. As ruas pouco movimentadas e as calçadas sem muito fluxo de pessoas.
Ah, e em uma dessa calçadas havia uma menina de olhos castanhos como uma avelã, seus cabelos caiam igualmente uma cascata por cima de seus pequenos ombros, sua pele era um pouco bronzeada, vestia um vestido branco rodado com flores estampadas e no seu cabelo castanho, um laço delicado enfeitava.
Para a criança aquilo era uma diversão, dava pulinhos desviando das cicatrizes do chão, em sua cabeça contava todos os momentos em que seus pezinhos saiam e voltavam as calçadas.
Ela se desligou um pouco do mundo, e por acidente tropeçou em seus próprios pés, logo seus pequenos joelhos encontraram o chão e suas bochechas gordinhas foram molhadas por lágrimas salgadas, após alguns segundos uma mulher de estatura alta apareceu, sua feição era a de uma mãe preocupada, ajudou a criança a se levantar e a levou para o seu lar.
Agora mãe e filha estavam dentro de um quarto, a mãe limpava o ferimento de sua filha, com um sorriso compreensivo no rosto enquanto cantava uma música qualquer, e o rosto da criança, que antes estava banhado em lágrimas, agora um sorriso puro estava lá.
É com a dor que eu pinto o quadro mais bonito, é com o medo de falhar que eu escrevo o livro mais emocionante, e é com a tristeza que eu enxergo a beleza.
Ninguém é tão bem sucedido que não possa cair e nem tão fracassado que não possa reverter o quadro. Cuide-se. Nada é definitivo!
Tenho observado dia a dia que a permanência no quadro terrestre é uma determinação divina com aguardo do retorno do superior depois de algo de bom feito aos irmos de espécie.
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