Quadras fim de Curso para Filhos
AMAZONAS, O REI DOS RIOS
Rio Amazonas, gigante da terra,
Seu curso majestoso, uma obra divina.
Nasce do Andes, corre depressa,
Três mil léguas de aventura e beleza.
Seu leito largo, um mar interior.
Águas barrentas, vida pulsante
Peixes, jacarés, sucuris
E a lendária cobra grande.
Gigante da América, rio majestoso
Uma força da natureza
Traçando um destino de glória e grandeza.
Seu domínio é vasto,
Sua beleza infinita
Onde se entrelaçam as lendas e mitos
O sol se põe, um círculo de ouro,
Iluminando o rio, um espetáculo glorioso.
Amazonas, o rei dos rios, fonte de inspiração
um símbolo da vida e da renovação,
Sua grandiosidade, um presente divino.
E os povos indígenas, guardiões dessa terra
Vivem em harmonia com esse rio sagrado
Que em seu curso esconde a força da criação
Um precioso tesouro, que vale mais do que ouro,
Para sempre amado.
Autor: Silvano Pontes.
Em seu eterno fluxo, a água procura sempre o curso mais fácil. Não resiste. Contorna. E, mesmo assim, não perde o sentido do oceano.
Para entender a dimensão das águas, sua força e o curso de um rio, é preciso, primeiro, conhecer as suas nascentes. Algumas pessoas levarão dias, meses ou anos; outras, uma vida inteira.
Por trás da porta
Por trás da porta
A rua segue seu curso
Como um rio,
Pessoas descem
A água é o vento
Que as move
Passos distintos,
Caminhos iguais
São moléculas
Sem destinos
Poeiras outonais.
E eu atrás da porta
Sem coragem
De ir à rua
Penso no futuro
Mas o passado me espreita
Quem dera fosse largar
A rua que me espera
Mas a porta é estreita.
"Deixe os pensamentos velhos seguirem o curso deles. Permita que corram duas ou três vezes; logo o ruído se cansa e o silêncio assume o lugar."
— Ginho Peralta
Na caminhada da vida, quem segue o curso da multidão tem uma vantagem incomensurável: chegar mais rápido ao abismo.
Conexões
O dia amanhece e a rotina, inevitável, segue o seu curso.
No espelho do cotidiano, os sentimentos se colocam à vista, expostos. É quando o cenário comum se transforma: cenas vistas e revistas ganham a forma de um déjà vu constante, materializado em pessoas, objetos, lugares e expressões. São fragmentos que parecem flutuar no tempo, desafiando a lógica e confundindo, aparentemente, a nossa mente.
Diante disso, uma dúvida sutil desperta: será que estou me tornando saudosista?
A verdade é que, a cada dia que passa, essas imagens do passado se fazem mais vivas e presentes no agora. E todos esses questionamentos, cruzando o pensamento em silêncio, me guiam a uma única e intrigante suposição:
Se passo os dias observando e enquadrando o mundo nas minhas memórias... será que, neste exato momento, também não estou sendo enquadrado pelo ponto de vista de alguém?
"O tempo segue seu curso,
mas quem dita o ritmo da vida
é a nossa capacidade de imaginar.
O destino é moldado na mente,
adquirindo forma a cada passo dado,
até se tornar realidade."
Tentaram interromper o processo. Não perceberam que a mudança já estava em curso. O código muda. A mutação acontece. Ninguém detém uma consciência que escolheu evoluir.
O mais difícil é erguer-me ao nascer da manhã, depois disso, deixo que a vida siga seu curso, e, quase como um milagre silencioso, o dia floresce diante de mim.
O paradoxo revela a dor de existir sabendo que a própria presença ou ausência não altera o curso do mundo. É a consciência da própria irrelevância diante de um universo indiferente, onde o desejo de significado colide com a certeza do esquecimento. A ferida nasce do conflito entre querer importar e perceber que, no fundo, o vazio permanece o mesmo.
A Direção
A vida é como o vento,tem seu curso a seguir.Ora sopra como brisa,ora vem a tempestade ferir.
Nem sempre escolhemos o tempo,nem o céu que irá surgir;mas sempre podemos decidira direção para onde seguir.
Há dias de sol e esperança,há noites de medo e solidão;mas quem mantém firme a caminhadaencontra um novo horizonte em seu coração.
Porque o vento muda a cada instante,e o destino nem sempre está à vista;mas a força de quem escolhe continuaré o que transforma a própria vida Helaine Machado
O Templo Invisível…
O curso das eras se rasgou, e o ritmo das horas deixou de fluir como rio ou ascender como chama. O instante tornou-se substância imóvel, pesado como metal antigo, e nele ecoam ressonâncias que não se podem nomear.
O que parecia restrição revelou-se fundamento, e a dilatação dos espaços mostrou-se sem medida, mais vasta que a própria vastidão. Eis o paradoxo que não se desfaz: o limite sustenta, a abertura consome.
Inscrições não esculpidas habitam o ar, invisíveis e, contudo, gravadas mais fundo que qualquer pedra. Cada sombra revela peso de realidade, e cada sopro oculta em si um arquivo de eternidade.
Fontes que jorravam se calaram sem se extinguir, e o cântico que soava inteiro dispersou-se em notas soltas, como fragmentos de um idioma cujo alfabeto se perdeu.
Assim se ergue o mistério: o que cessou não cessou; o que se ocultou tornou-se mais manifesto; o que não se nomeia ressoa além de toda voz.
E, no ponto mais secreto, suspenso entre o antes e o depois, ergue-se o templo invisível, não edificado por mãos, mas sustentado por colunas que não têm origem.
Ali o indizível se recolhe, e quem ousa aproximar-se não encontra resposta; apenas silêncio revestido de eternidade.
Deus é maior / Allah'u'akbar
Como já passaram 100 dias de genocídio em curso e o número de vítimas nomeadas ultrapassa as 25.000 (sem contar as que ainda estão enterradas sob os escombros), a escala do sofrimento humano há muito que atingiu dimensões insuportáveis. Mais de dez mil crianças foram mortas e continuam a ser mortas a uma taxa de cerca de 100 por dia; mais de 1.000 crianças sofreram amputações, muitas sem anestesia. 50.000 mulheres grávidas lutam para sobreviver e dar à luz, por vezes por cesariana, sem leite, comida ou água suficientes e muito menos condições sanitárias. Uma população inteira está a passar fome, 90% deles estão sem abrigo, a poucos quilómetros de um comboio cheio de camiões cheios de mantimentos que não são autorizados a entrar para fornecer comida e água. Bairros inteiros são arrasados. O bombardeamento contínuo excedeu em três meses toda a tonelagem de bombas usadas pelos EUA no Iraque durante seis anos. Entretanto, o povo de Gaza não tem defesas aéreas, abrigos antiaéreos ou fuga. Para as pessoas de fé, esta realidade agonizante obriga-nos a enfrentar sérios desafios teológicos. A expressão “Allahu Akbar” não deve ser traduzida como “Deus é Grande”, mas mais precisamente, “Deus é Maior que. . . ” Na verdade, Deus é maior do que o poder impressionante do exército israelita, o seu enorme armamento destrutivo e toda a força dos Estados Unidos e dos países ocidentais mobilizados contra o infeliz povo de Gaza. Deus é maior, de facto, que Tel Aviv e Washington, que a Sexta Frota e os seus porta-aviões, que a tecnologia de destruição de Israel, ou o seu muro de alta tecnologia e equipamento de vigilância. Deus é maior do que o silêncio e a cumplicidade das instituições internacionais face a massacres bem documentados e é maior do que o fracasso da liderança palestina ou dos seus supostos aliados árabes. A fé profunda e genuína na soberania última de Deus sobre os assuntos deste mundo envergonha todos nós, monoteístas, que acreditamos nas mesmas coisas, mas parecemos esquecer quando ocorrem catástrofes e perdas genuínas.
O mundo gira. Incessante, implacável, ele segue seu curso mesmo quando tudo parece desmoronar ao nosso redor. Nas horas mais escuras, quando a tempestade rugia com toda sua fúria, é fácil esquecer que o céu azul ainda existe lá em cima, escondido pelas nuvens negras.
Mas a verdade é simples: nenhuma tempestade dura para sempre. Ela vem para lavar, para purificar, para nos lembrar da nossa própria força. E quando finalmente passa — porque sempre passa — algo mágico acontece.
O sol aparece.
Não timidamente, mas em toda a sua glória dourada, banhando o mundo com luz renovada. As gotas de chuva restantes brilham como diamantes dispersos. O ar cheira a esperança. E nós, que sobrevivemos, emergimos diferentes: mais resilientes, mais gratos, mais vivos.
Então, quando a vida escurecer, lembre-se: você é mais forte do que a tempestade. O giro do mundo não para, e o seu momento de luz está chegando. Aguente firme. Respire fundo. O sol sempre volta para quem espera com fé.
Sempre.
O Evangelho não é um curso de enriquecimento.
Não é ferramenta de ascensão social.
Não é atalho para prosperidade.
miriamleal
Tudo o que é para ser, será.
Nada desvia, em definitivo, o curso das águas de um rio que nasceu para encontrar o mar. Haverá curvas, desvios e até atalhos, mas o destino permanece o mesmo.
Por isso, aprendi a descansar. O que Deus determinou encontrará o seu caminho, no tempo certo.
