Quadras e Trovas
Trova 304
Tudo se mostra tão fútil
fotos textos tudo inútil
se não fizer ou escrever
perde-se o empenho em viver
TROVA - 161
Do beijinho adocicado
Que me deste, ó coisa louca,
O sabor ficou grudado
Bem no céu da minha boca!...
TROVA - 153
Eu roubei um beijo dela,
Pedi p'ra ser perdoado!
Ela enfim, serena e bela:
- "Meu amor, não é pecado!.
Trovando, um trovador trava sua tristeza,
numa trova destravada...
UM TRISTE TROVADOR
Marcial Salaverry
Se triste é o seu canto,
porque assim é sua alma,
maior fica seu encanto,
que nos seduz e acalma...
Em seu doce versejar,
de sua tristeza trovando,
diz-nos que está a amar,
a ela por quem está chorando...
Se o amor não é possível,
desamor não faz sofrer,
portanto, mesmo incrível,
sua trova de amor vai viver...
Um trovador nunca é triste,
pois trovando por um amor,
a tristeza não existe,
à sua vida traz calor...
Marcial Salaverry
Trova 1016:
Se não sou mulher rendeira,
sou eleita mulher forte,
sempre chamada guerreira
que luta para ter sorte.
Trova 1017:
Desde os seis anos, menina,
Belovalense, mineira,
nos desafios da sina,
venço na linha primeira.
Trova 1018:
Não tenho medo de nada,
nem à noite, nem de dia,
trago uma garra danada,
busco o brinde da alegria.
Trova 1019:
Santa Guerreira não fui,
pois conheço meu pecado,
meu pensamento polui,
só quando fico ao teu lado.
Trova 1020 :
Fico a pensar em querer
teu amasso, beijo, abraço...
porém não deves saber
deste segredo que faço.
Trova 1021 :
Eu sou guerreira do AMOR
quando me rendo aos teus laços,
venço a batalha da dor,
com o remédio dos teus braços.
Trova 1022 :
Sou guerreira da ALEGRIA
que apresenta seus encantos...
nas notas da sinfonia
já não desafinam prantos.
Trova 1023 :
Sou guerreira, sou RAINHA
do meu lar que tanto amo,
sou mãe e tia Silvinha;
do passado não reclamo.
Trova 1024 :
Sou guerreira, sou ESCRAVA
do aconchego do meu bem,
mulher ciumenta, brava
que defende o amor também.
Trova 1025 :
Sou guerreira e sou AMANTE
que sabe bem o que quer...
Valorizo cada instante
com carinhos de mulher.
Trova 1026 :
Sou guerreira, mas minha arma
é carregada de amor,
minha luta não alarma:
-Encontro PAZ no Senhor.
Trova 1027 :
Sou guerreira, sou amada
por tanta gente real,
até recebi cantada
na mensagem virtual.
Trova 1028 :
Sou guerreira, rumo o Norte,
faça o vento que quiser,
terei sempre o pulso forte
quando o meu amor vier.
Trova 1029 :
Sou guerreira MÃE de três
rapazes, prontos à vida...
Entrego-os ao Deus que os fez
junto à porta de saída.
Trova do vento que passa
Pergunto ao vento que passa
notícias do meu país
e o vento cala a desgraça
o vento nada me diz.
Pergunto aos rios que levam
tanto sonho à flor das águas
e os rios não me sossegam
levam sonhos deixam mágoas.
Levam sonhos deixam mágoas
ai rios do meu país
minha pátria à flor das águas
para onde vais? Ninguém diz.
Se o verde trevo desfolhas
pede notícias e diz
ao trevo de quatro folhas
que morro por meu país.
Pergunto à gente que passa
por que vai de olhos no chão.
Silêncio -- é tudo o que tem
quem vive na servidão.
Vi florir os verdes ramos
direitos e ao céu voltados.
E a quem gosta de ter amos
vi sempre os ombros curvados.
E o vento não me diz nada
ninguém diz nada de novo.
Vi minha pátria pregada
nos braços em cruz do povo.
Vi minha pátria na margem
dos rios que vão pró mar
como quem ama a viagem
mas tem sempre de ficar.
Vi navios a partir
(minha pátria à flor das águas)
vi minha pátria florir
(verdes folhas verdes mágoas).
Há quem te queira ignorada
e fale pátria em teu nome.
Eu vi-te crucificada
nos braços negros da fome.
E o vento não me diz nada
só o silêncio persiste.
Vi minha pátria parada
à beira de um rio triste.
Ninguém diz nada de novo
se notícias vou pedindo
nas mãos vazias do povo
vi minha pátria florindo.
E a noite cresce por dentro
dos homens do meu país.
Peço notícias ao vento
e o vento nada me diz.
Quatro folhas tem o trevo
liberdade quatro sílabas.
Não sabem ler é verdade
aqueles pra quem eu escrevo.
Mas há sempre uma candeia
dentro da própria desgraça
há sempre alguém que semeia
canções no vento que passa.
Mesmo na noite mais triste
em tempo de servidão
há sempre alguém que resiste
há sempre alguém que diz não.
TROVA - 87
Quando eu a vejo passar
Tão sedutora e risonha,
Ponho malícia no olhar,
Perco o juízo e a vergonha.
TROVA - 122
Tragédias na vida têm
(Oh, mundo comovedor)!
Mas só quem perdeu alguém,
Sabe o tamanho da dor!
TROVA - 72
Roubei-lhe um beijo, atrevido,
E, depois, pedi perdão!
Porém ela, ao meu ouvido:
- E quem disse que és ladrão?!...
REDUNDÂNCIA (soneto)
Por que me vens, com a mesma rima
Por que me vens, sofredora na trova
És porque vive assim querendo prova
Ou, então, lembrar-me da autoestima?
Por que levanta a tua voz, que sova
O coração, já amassado. Me anima!
Pois é tu, que do amor me aproxima
E não o contrário, a que me reprova
Vens acordar o que repousa fagueiro
O que de melhor há no poético raiar
O que vive romântico, assim, faceiro...
Ah! esqueçamos o que possa tardar
Nas tuas linhas eu sou o seu cavaleiro
E de minh’alma a doçura quero poetar
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
06 de fevereiro de 2020 - Cerrado goiano
Olavobilaquiando
A Trova é o universo em quatro versos.
A Trova é um universo,
no ritmo, que o estro improvisa,
escandida em quatro versos,
de arte e poesia concisa!
Agosto/2011
Sempre que sua cabeça estiver confusa, saia de cena, vá ler uma trova, um poema qualquer, pois se a mente embrumada te mente, tu perde a tua essência.
... foi uma trova que sonhei...
se embala
em meu crespo...
se embebeda
em meu jeito...
me aquece em teu leito
e me deixa
te
beijar...
TROVA
"Quando o verde envolve serra
neste abismo de beleza,
é o toque de Deus na terra
ao pintar a natureza."
Quero fazer uma trova
que a minh'alma ditou
mas que seja linda e nova
porque a inspiração cansou
Vejo que não vem o mote
tudo parece mal feito
o coração dá um galope
quase estourando no peito
E isso seria de amor
num versinho revelado
sem ter na face rubor
dando todo o meu recado
Tentei, tentei e não consegui
as linhas se tornaram estranhas
esse amor que nem pedi
não se retrata e se acanha
Por isso tenho que parar
de rabiscar essas besteiras
o sentimento irei guardar
para o resto de vida inteira!
Trovadorismo para Rodeio
Quem dera eu transformar
o meu peito numa viola
para cantar o Trovadorismo
para a cidade de Rodeio
que capturou com beleza
o meu coração em cheio.
A trova
Depois que a trova trava
a boca cala, nada fala
a fonte seca o abraço aperta
A mente se deserta
E ruma em outra dimensão
Seguindo outra direção
Até o não contido apelo
De alegrar um coração
Que com desvelo
Se deleita se alarga se estreita
E por ventura se dispreita
Se ajeita desmantela
Se oculta se revela
Mas se endireita e se aceita.
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